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Crítica

Os melhores discos de 2024 que a gente ouviu no começo de 2025

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Os melhores discos de 2024 que a gente ouviu no começo de 2025

E estão aí os melhores discos de 2024 que a gente escutou em janeiro e fevereiro de 2025. Tem uma listinha de melhores do ano que logo logo sai – vão ser os últimos “melhores do ano” de qualquer site ou revista no Brasil e no mundo, acho.

(confira também as listas de melhores discos de dezembronovembrooutubrosetembroagostojulho e do primeiro semestre e segundo semestre)

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TURMA DA NOTA 8
Astrid Sonne, Great doubt
Conveniens, Conveniens/Victims of convenience (relançamento)
Desu Taem, Yeoouch
Eutanásia, Eutanásia
Faye Webster, Underdressed at the symphony
Feldspar, Old city, new ruins 
Guga Bruno, 7
Jefté, Poeta do caos
Kendrick Lamar, GNX
Lauren Mayberry, Vicious creature
Panteras Venenosas, Cigana assassina
Mynk, Pleaser (EP)
Torrey, Torrey
Total Tommy, Bruises
Zé Nigro, Silêncio

TURMA DA NOTA 8,5
Andréa Dutra, Entre nós
Antiprisma, Coisas de verdade
Christopher Owens, I wanna run barefoot through your hair
Danilo Penteado, DáPé
Goat Girl, Below the waste
Luiza Brina, Prece
Meat In Space, Tangerine (EP)
Negro Leo, Rela
Shellac, To all trains
Teto Preto, Fala

TURMA DA NOTA 9
Beto Cupertino, Auto
Dead Fish, Labirinto da memória
Father John Misty, Mahashmashana
Juanita Stein, The weightless hour
Magdalena Bay, Imaginal disk
Nina Maia, Inteira
Patricia Polayne, O comboio da ilusão
Soccer Mommy, Evergreen
Sofia Freire, Ponta da língua
The Tenementals, Glasgow: A history (vol I of VI)
Varanda, Beirada
White Denim, 12

TURMA DA NOTA 10!
Liana Flores, Flower of the soul
Thalin, Cravinhos, VCR Slim, Pirlo e iloveyoulangelo, Maria Esmeralda
Wado e Zeca Baleiro, Coração sangrento

Crítica

Ouvimos: O Grande Ogro – “O Grande Ogro” (EP)

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O Grande Ogro mistura metal, prog e pós-hardcore em duas faixas instrumentais longas e caóticas, com riffs pesados e clima de protesto.

RESENHA: O Grande Ogro mistura metal, prog e pós-hardcore em duas faixas instrumentais longas e caóticas, com riffs pesados e clima de protesto.

Texto: Ricardo Schott

Nota: 8
Gravadora: Pisces Records
Lançamento: 18 de fevereiro de 2026

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O disco da banda paulista O Grande Ogro está mais pra um single turbinadíssimo do que pra um EP – são apenas duas longas faixas. Mas vale a valorização como algo a mais que um compactinho, pelo som e pelo conceito. André Astro (guitarra), Cesar (bateria) e Marcelo Henrique (baixo e programação de bateria eletrônica) fazem um curioso som instrumental que mistura metal, progressivo, stoner e quebradas rítmicas típicas do pós-hardcore.

  • Ouvimos: Água Pesada – Mexanismo

Mesmo não tendo letras, as duas faixas fazem protestos bem atuais nos títulos, e entregam peso, caos e improviso musical como sonorização: 1500 (A vida é de quem já ganhou), com onze minutos, une blues-metal, climas lo-fi e beats que lembram mais o doom metal. A combinação entre riffs e beats volta e meia insere uma vibe caótica no arranjo.

Fim da 6×1, com seis minutos, abre com batidas eletrônicas e onda marcial e quase post-rock, mas ganha guitarras que lembram a introdução de Children of the grave, do Black Sabbath – e encerra com exaltações a orixás, tiradas do ensaio de um grupo folclórico.

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Ouvimos: Feira Popular – “Feira Popular” (EP)

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Duo português Feira Popular mistura ironia e synthpop em EP sobre frustrações e festas estranhas — som entre Hot Chip, ABBA e New Order.

RESENHA: Duo português Feira Popular mistura ironia e pop alternativo em EP sobre frustrações e festas estranhas — som entre Hot Chip, ABBA e New Order.

Texto: Ricardo Schott

Nota: 8
Gravadora: Independente
Lançamento: 13 de março de 2026

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Gonçalo Costa e António Agostinho são os integrantes do duo português Feira Popular – e como costuma acontecer no pop e no rock de Portugal, o som deles é uma união de experimentações musicais e ironia. No caso de Feira Popular, o EP, as seis faixas falam de comemorações que ninguém entende, da felicidade que parece que não vai chegar nunca, e de um amanhã bem estranho. Tudo ao som de uma musicalidade próxima do synthpop, às vezes lembrando Hot Chip, às vezes partindo para climas sonoros mais vintage – tipo em Longe, que parece um ABBA mais contido.

Alto astral, na abertura, tem toques de New Order e trilha o Feira Popular no corredor do alt pop português, enquanto Balões e Não sei bem chegam a lembrar o começo da virada pop do Kaiser Chiefs. Carrossel, lançada como single – e com participação de Femme Falafel, cantora alt-pop de Portugal – traz as memórias de uma Lisboa do passada, da feira popular local e das atrações circenses. O final, com Quando apareces, retoma o lado meio Hot Chip – meio ABBA da dupla.

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Ouvimos: Harry Styles – “Kiss all the time. Disco, occasionally”

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Quarto disco de Harry Styles, Kiss all the time. Disco, occasionally, tenta soar clubber e experimental, mas fica indeciso

RESENHA: Quarto disco de Harry Styles, Kiss all the time. Disco, occasionally, tenta soar clubber e experimental, mas fica indeciso: não é pop, nem ousado. Tem bons momentos, mas soa contido e confuso.

Texto: Ricardo Schott

Nota: 6
Gravadora: Columbia
Lançamento: 6 de março de 2026

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“Primeiro a experimentação, depois a diversão”. Essa, digamos, perversão do bom e velho ditado que sua mãe falava quando via você assistindo TV ou jogando bola antes de fazer os deveres de casa, bem que poderia ser o nome do novo disco de Harry Styles. Já que é pra fazer uma brincadeira meio tola… O fato é que Kiss all the time. Disco, occasionally, seu quarto disco solo, nem é um disco experimental de verdade. Ainda que Harry e seu time de produção (Kid Harpoon e Tyler Johnson, os mesmos do anterior, o ótimo Harry’s house, de 2022) queiram passar uma imagem de que tudo ali surgiu ao amor às pistas, à cultura clubber e coisas do tipo.

Na real Kiss all the time soa mais como aquelas bandas de rock dos anos 1990 que decidiam abraçar a dance music porque, de uma hora pra outra, o rock deixou de ser cool – e acabaram fazendo discos com data de validade curta (Barão Vermelho com o disco Puro êxtase, ou o U2 com Pop, por exemplo). Ou como um artista da música pop que, de uma hora para outra, começou a ter vergonha de ser pop. Porque tem algo muito errado ali: a mistura fina de pop, soul, rock e vibes eletrônicas de Harry’s house foi substituída pela performance, pela vontade de parecer alguma coisa (talvez parecer um artista super ligado em elementos de krautrock, ou um seguidor de bandas como LCD Soundsystem).

“Poxa, mas o disco é ruim?”, você pode perguntar. Olha, Kiss all the time dá aquela convencida básica logo no começo, com o single Aperture, a dance-ambient American girls e a indie dance sofisticada, apontando para o rock do Franz Ferdinand, que surge em Ready, steady, go. Só que na maior parte do tempo fica a impressão de algo que não explode, que não é pop, não é experimental, não é embevecedor. É como se você não soubesse direito o que está ouvindo, e como se o próprio Harry fosse ficar confuso na hora de definir o disco. Não que seja necessário definir qualquer disco em um tweet, mas vem à mente logo The romantic, disco novo de Bruno Mars, quase um elevator pitching em forma de álbum.

De excelente, Kiss all the time tem as cordas e o trabalho suado de The waiting game e o quase krautpop de Pop. Até aí, fica claro que mesmo em momentos legais do disco, você vai perceber que tem algo meio estranho, como as linhas vocais banais (que estragam a grandiloquente e quase boa Coming up roses) e uma certa tendência a soar meio chatinho nos momentos introspectivos, como em Paint by numbers. Harry parece que fez o disco todo com medo de acordar os vizinhos, ou de alguém escutar a música vindo de longe – tanto que mesmo as músicas dançantes soam discretas, com beats meio acanhados. Curiosamente, isso fica MUITO claro numa música chamada… Dance no more.

Um outro detalhe sobre Kiss all the time é que todas as letras parecem ter sido escritas por Harry Styles… para ele próprio entender e mais ninguém. Season 2 weight loss, um kraut dance bacaninha, parte de um princípio bem estranho: Styles disse a Zane Lowe em uma entrevista que a ideia da música é que ele volta em sua melhor versão, “como quando você vê uma série da Netflix que faz um sucesso estrondoso e todo mundo volta na segunda temporada, todo mundo com nutricionista, todo mundo com personal trainer e, de repente, todo mundo com um corpo incrível”.

Se você já achou isso tudo uma metáfora pop sem pé nem cabeça, tem o detalhe que a letra de Season 2 weight loss simplesmente não faz referência alguma a nada disso. E o disco tem essa tendência em quase todas as faixas. No fim das contas, Kiss all the time é aquele tipo de lançamento que um artista faz quando sabe que os fãs estão tão ansiosos, que ele pode lançar uma coletânea de peidos. Felizmente, Harry é um grande artista e jamais encheria um disco com suas flatulências – tanto que dá pra achar coisas legais ali, mas poderia ser BEM melhor.

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