Cultura Pop
No Pussyfooting, de Robert Fripp e Brian Eno

ATUALIZAÇÃO FEITA EM 16 DE MAIO DE 2021: O texto abaixo se chamava “No Pussyfooting, de Robert Fripp e Brian Eno: o disco que desapareceu da web” e foi feito numa época em que não se achava o disco em lugar algum. Mas de lá pra cá, No pussyfooting entrou até nas plataformas digitais. Atualizei o texto e cortei as partes que reclamavam do sumiço do disco 🙂 (Ricardo Schott)
Se você resolver procurar No pussyfooting, primeiro disco gravado em dupla por Robert Fripp e Brian Eno (em 1973), não vai encontrá-lo no sistemas de streaming ou no próprio YouTube. O experimentalíssimo disco do guitarrista do King Crimson e do tecladista então recém-saído do Roxy Music desapareceu da web faz tempo. Nada de YouTube, nada de Spotify ou Deezer. Pra ouvir só gastando uma baita grana para comprar a edição dupla, com dois bônus, que saiu há alguns anos. Ou esperando alguém estar online com os arquivos no Soulseek.

O máximo que você encontra no YouTube (o disco já esteve por lá mas foi derrubado) são uns vídeos com umas resenhas do álbum, tentando explicar que maluquice era aquela que Fripp e Eno fizeram no disco. Uma delas é essa abaixo.
No pussyfooting chegou a ser definido por Fripp como “o meu melhor trabalho de guitarra já gravado”. Aliás, não é o tipo do disco que as gravadoras gostariam que seus artistas fizessem. O conteúdo era o retrato de uma época em que músicos, por mais anticomerciais que fossem, tinham rédea longa e muito controle artístico pessoal. A ponto de Fripp e Eno resolverem, à revelia de todo o mundo, lançar um álbum maluco baseado em rolos de fita que passavam por dois gravadores de bobina (!). E com duas longas faixas, cada uma ocupando um lado.
Na época, chegou a sair uma reportagem na Hit Parader afirmando que Fripp se apegara à sua guitarra e Eno “ao único instrumento que eu sei tocar, que é o gravador”. E de fato, é como a dupla se divide no disco, que abre a temporada de álbuns ambient de Eno. E tem momentos em que é quase impossível imaginar que aquilo foi feito com a tecnologia disponível nos anos 1970, sem computadores e sem samplers.
A faixa que toma o lado A, The Heavenly Music Corporation, é praticamente um loop gigantesco (20:55) da guitarra de Fripp retrabalhado por ele e por Eno. No lado B, tem Swastika girls, uma música começada e retrabalhada por Fripp e Eno a partir de um riff de teclado criado por Eno.
O nome da música não é uma apologia: Eno estava com Fripp no estúdio de George Martin (o Air) mexendo nas fitas da faixa, quando deparou com uma revista pornô que trazia imagens de uma garota em cativeiro, ao lado de meninas nuas com emblemas do exército alemão nos antebraços. Ficou com a imagem na cabeça e ela acabou batizando a música.
No pussyfooting foi lançado pela Island contra a vontade não apenas do King Crimson como do escritório que agenciava a carreira solo de Eno. O ex-Roxy Music estava para lançar seu primeiro solo dentro em pouco, Here come the Warm Jets (1974), numa linha bem menos antipop. Foi um disco de realização muito barata e custou praticamente o preço da fita master e da mixagem (US$ 375 + US$ 500, no caso do lado B, e só inacreditáveis doze dólares no lado A).
O curioso é que Fripp, numa entrevista de 1974, chegou a defender No pussyfooting como um potencial sucesso. “O disco vendeu cerca de 28 mil cópias, o que é um número mais do que respeitável para o mercado. Ponho ele lado a lado com o primeiro disco do King Crimson (In the court of Crimson King, de 1969)”, disse. Bem…
Cultura Pop
No nosso podcast, os erros e acertos dos Foo Fighters

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No terceiro e último episódio, o papo é o começo dos Foo Fighters, e o pedaço de história que vai de Foo Fighters (1995, o primeiro disco) até There’s nothing left to lose (o terceirão, de 1999), esticando um pouco até a chegada de Dave Grohl e seus cometas no ano 2000.
Uma história e tanto: você vai conferir a metamorfose de Grohl – de baterista do Nirvana a rockstar e líder de banda -, o entra e sai de integrantes, os grandes acertos e as monumentais cagadas cometidas por uma das maiores bandas da história do rock. Bora conferir mais essa?
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: encarte do álbum Foo Fighters). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
(a parte do FF no ano 2000 foi feita com base na pesquisa feita pelo jornalista Renan Guerra, e publicada originalmente por ele neste link)
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Cultura Pop
No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a “Jagged little pill”

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No segundo e penúltimo episódio desse ano, o papo é um dos maiores sucessos dos anos 1990. Sucesso, aliás, é pouco: há uns 30 anos, pra onde quer que você fosse, jamais escaparia de Alanis Morissette e do seu extremamente popular terceiro disco, Jagged little pill (1995).
Peraí, “terceiro” disco? Sim, porque Jagged era só o segundo ato da carreira de Alanis Morissette. E ainda havia uma pré-história dela, em seu país de origem, o Canadá – em que ela fazia um som beeeem diferente do que a consagrou. Bora conferir essa história?
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: Capa de Jagged little pill). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
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Cultura Pop
No nosso podcast, Radiohead do começo até “OK computer”

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. Para abrir essa pequena série, escolhemos falar de uma banda que definiu muita coisa nos anos 1990 – aliás, pra uma turma enorme, uma banda que definiu tudo na década. Enfim, de técnicas de gravação a relacionamento com o mercado, nada foi o mesmo depois que o Radiohead apareceu.
E hoje a gente recorda tudo que andava rolando pelo caminho de Thom Yorke, Jonny Greenwood, Colin Greenwood, Ed O’Brien e Phil Selway, do comecinho do Radiohead até a era do definidor terceiro disco do quinteto, OK computer (1997).
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: reprodução internet). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
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