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Cultura Pop

E agora tem um musical sobre os Rolling Stones!

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Se você der uma busca no Google, vai achar um monte de musicais sobre os Beatles. Alguns deles estão em turnê pelo Brasil há bastante tempo, com figurino diferenciando as fases do quarteto de Liverpool. E musical sobre os Rolling Stones, tem? Agora tem, já que o músico Ricardo Júnior decidiu montar o musical “Start Me Up – A trajetória dos Rolling Stones”. A peça estreia no palco do Teatro UMC, em São Paulo, neste domingo (12), e traz Ricardo, junto com Fernando Mello (voz), Marcelo Ceglue, Johnny Zanei (ambos guitarra) e Bart Silva (bateria) reproduzindo músicas e histórias do grupo, sem deixar de lado aspectos cênicos e de figurino dos Stones – que, qualquer vídeo mostra, eram uma banda típica dos anos 1960 no começo, com atitude contida, e depois viraram um dínamo nos palcos.

Além de baixista do musical, Ricardo também é backing vocalista e guitarrista do Ultraje A Rigor e – olha que legal! – abriu o show dos Rolling Stones com o grupo de Roger Moreira, quando Mick Jagger, Keith Richards & cia passaram pelo Brasil no ano passado. “Tive a sorte de conhecê-los”, conta. E também joga na concorrência: é o “Paul McCartney” do musical “Beatles Abbey Road”, que está em turnê pelo Brasil e do qual, assim como em “Start me up”, também faz a direção musical.

“Depois do show dos Stones no Brasil, fui pesquisar e vi que não existe um musical com eles, não só no Brasil, como também no mundo”, diz ele, que faz suspense sobre o roteiro da peça, mas diz que ela foi montada de forma que mesmo quem não é fã da banda curta o enredo. “Tem gente que não faz ideia nem de que passaram outros integrantes pela banda. Vamos mostrar tudo isso no palco”, completa, aguardando a chance de levar o musical para outros cantos, com o Rio.


Qual a diferença de um show comum de covers para o musical? Há mais pessoas no palco? Acho que o maior diferencial é a nossa preocupação com a historia e cultura dos Stones. Cada um faz seu personagem, e com isso temos que interpretar fielmente cada coisa que o respectivo fazia. Normalmente as bandas apenas tocam as musicas e nós nos preocupamos com os timbres, instrumento usado na gravação, a roupa correta para cada época, os trejeitos de cada um deles. A ideia é que você faça uma viagem e acompanhe a carreira da banda através dos tempos.

Fizeram muitas pesquisas para chegar até o resultado que mostram no musical? Foi um ano inteiro de pesquisas, todos os detalhes, desde a cor do sapato de fulano em tal época até o instrumento exótico usado em tal música. A parte musical foi o mais fácil, pois todos são músicos talentosos. Mas na parte teatral a gente teve que ensaiar bastante, postura de palco, trejeitos e etc. Fora os vícios adquiridos quando se toca a musica sem o cuidado de fazer igual ao original. É algo muito trabalhoso.

Como vocês fazem para mostrar o grupo através dos termpos no palco? No caso dos Beatles, a mudança da fase “terninho” para a fase psicodélica vai muito por barbas, cabelos compridos, fardões, etc. Vai ser mais ou menos isso, figurinos, instrumentos, peruca etc. Tudo para dar ao máximo o clima de cada época. O cenário (que será feito pelo telão) vai mudando de acordo com a época.

Fernando Mello e Marcello Ceglie se conheceram numa estação, assim como Jagger e Richards. Como foi esse encontro deles? Foi na estação de metrô Marechal Deodoro. Eles já se conheciam, mas acabaram perdendo o contato por anos. Após esse reencontro é que perceberam as afinidades musicais, começaram a tocar juntos e montaram um cover dos Stones (a Rolling Stones Cover Brasil). Na ocasião ambos estavam com camiseta dos Stones.

Qual a principal diferença que vocês veem do Jagger e do Richards dos anos 1960 para os mesmos nos anos 1970? Principalmente no comportamento, já que eles eram bem mais comedidos no palco. Tímidos mesmo! Com o tempo foram pegando mais liberdade de se expressar. No início o mundo ainda era muito conservador e os Stones tinham que se controlar. As drogas também tiveram uma importância no comportamento. Ficaram mais agressivos e expressivos no palco. Esse começo mais tímido fez com que se tornassem as lendas que são hoje!

Ao contrário dos Beatles, que sumiram dos palcos, os Stones continuam por aí e já vieram ao Brasil um número significativo de vezes. Como veem as comparações que as pessoas possam fazem com o show original? Nos vamos até os anos 80 quando lançaram “Start me up”. por isso o nome do musical. De lá pra cá achamos que a história não precisaria ser contada, já que eles vêm para o Brasil freqüentemente. Procuramos fazer os arranjos iguais aos do disco. Já os Stones têm a liberdade de tocar de uma maneira mais relaxada. A comparação fica mais nos trejeitos em cima do palco.

Por último, uma curiosidade: Ricardo, que é músico há mais de 25 anos e na infância foi ator em Goiânia (nasceu lá), foi integrante do BitKids nos anos 1990. Se você não se recorda, era um grupo infantil que fazia releituras dos Beatles em português, imitando o visual da fase “terninho” do grupo de Liverpool. Olha aí o clipe deles cantando “Vem”, versão em português de “Help” (epa, a atriz que participa do vídeo é a Fernanda Rodrigues!).

Cultura Pop

No nosso podcast, os erros e acertos dos Foo Fighters

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Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No terceiro e último episódio, o papo é o começo dos Foo Fighters, e o pedaço de história que vai de Foo Fighters (1995, o primeiro disco) até There’s nothing left to lose (o terceirão, de 1999), esticando um pouco até a chegada de Dave Grohl e seus cometas no ano 2000.

Uma história e tanto: você vai conferir a metamorfose de Grohl – de baterista do Nirvana a rockstar e líder de banda -, o entra e sai de integrantes, os grandes acertos e as monumentais cagadas cometidas por uma das maiores bandas da história do rock. Bora conferir mais essa?

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: encarte do álbum Foo Fighters). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

(a parte do FF no ano 2000 foi feita com base na pesquisa feita pelo jornalista Renan Guerra, e publicada originalmente por ele neste link)

Ouça a gente preferencialmente no Castbox. Mas estamos também no Mixcloud, no Deezer e no Spotify.

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Cultura Pop

No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a “Jagged little pill”

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No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a "Jagged little pill"

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No segundo e penúltimo episódio desse ano, o papo é um dos maiores sucessos dos anos 1990. Sucesso, aliás, é pouco: há uns 30 anos, pra onde quer que você fosse, jamais escaparia de Alanis Morissette e do seu extremamente popular terceiro disco, Jagged little pill (1995).

Peraí, “terceiro” disco? Sim, porque Jagged era só o segundo ato da carreira de Alanis Morissette. E ainda havia uma pré-história dela, em seu país de origem, o Canadá – em que ela fazia um som beeeem diferente do que a consagrou. Bora conferir essa história?

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: Capa de Jagged little pill). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

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Cultura Pop

No nosso podcast, Radiohead do começo até “OK computer”

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Radiohead no nosso podcast, o Pop Fantasma Documento

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. Para abrir essa pequena série, escolhemos falar de uma banda que definiu muita coisa nos anos 1990 – aliás, pra uma turma enorme, uma banda que definiu tudo na década. Enfim, de técnicas de gravação a relacionamento com o mercado, nada foi o mesmo depois que o Radiohead apareceu.

E hoje a gente recorda tudo que andava rolando pelo caminho de Thom Yorke, Jonny Greenwood, Colin Greenwood, Ed O’Brien e Phil Selway, do comecinho do Radiohead até a era do definidor terceiro disco do quinteto, OK computer (1997).

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: reprodução internet). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

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