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Do mosh ao cangaço: o Shame traz “Lampião” para São Paulo

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Shame. Foto: Jamie Wdziekonski / Divulgação

RESUMO: Shame volta a SP dia 20 de junho no Cine Joia, com faixas de seu novo disco Cutthroat e dos anteriores. O show da banda é uma catarse musical.

Texto: Ricardo Schott – Foto: Jamie Wdziekonski / Divulgação

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É a chance de ouvir Lampião – uma das músicas novas do Shame, com versos em português e referências ao rei do cangaço – tocada ao vivo e em volume máximo. A volta do grupo britânico ao Brasil foi confirmada pela Balaclava Records.

O Shame faz show único em São Paulo no dia 20 de junho, no Cine Joia, já com material do quarto e mais recente álbum, Cutthroat (resenhado pela gente aqui), além de músicas dos três discos anteriores. Será a terceira passagem da banda por aqui desde 2019 – as outras deixaram salas cheias e a fama de apresentações intensas, puxadas pelo vocalista Charlie Steen, que costuma transformar cada faixa em confronto direto com o público, se jogando na plateia e subindo pelas paredes. Os ingressos estão disponíveis online pela Ingresse, com opções de pista e camarote. Quem preferir evitar taxa pode comprar presencialmente no Takkø Café, na Vila Buarque, ponto físico oficial da venda.

Formado no sul de Londres na metade da década passada, o Shame surgiu no mesmo caldo que revelou nomes como Idles, Fontaines D.C., Wunderhorse, Goat Girl e High Vis. Desde o início, a banda apostou numa combinação de urgência política, tensão geracional e uma sonoridade que tem a ver com pós-punk, punk, rock industrial e tudo que possa tornar o conceito mais explosivo.

Se você repassar os quatro discos do grupo, vai achar referências de bandas como The Fall, Talking Heads e Gang Of Four, mas vai notar que ali tem muito de britpop, de glam rock, até um ou outro elemento de synthpop – num clima tão porradeiro quanto musical. Charlie Steen, os guitarristas Sean Coyle-Smith e Eddie Green, o baixista Josh Finerty e o baterista Charlie Forbes são daquelas bandas que mantém o rock próximo do que ele tem de mais contestador, em letra e música.

SERVIÇO
Balaclava apresenta: Shame (UK) em São Paulo
Data: 20 de junho de 2026, sábado
Local: Cine Joia
Praça Carlos Gomes, 82 – Liberdade
Horários: Portas 20h / Show 21h
Classificação etária: 16+ / menores de 16 anos acompanhados dos pais ou responsável legal

Ingressos online aqui
Ponto de venda físico (sem taxa de conveniência):
Takkø Café
R. Maj. Sertório, 553 – Vila Buarque – São Paulo/SP
Horários: Terça à Sexta, das 8h às 17h / Sáb, dom e feriados, das 9h às 18h.
Saiba mais em @takkocafesp no Instagram

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The Hives transforma show no México em EP ao vivo

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The Hives transforma show no México em EP ao vivo

RESUMO: The Hives transforma em EP a apresentação feita no México durante a turnê latino-americana, com participação de Miky Huidobro, do Molotov, em Legalize living, que ganha clipe ao vivo.

Texto: Ricardo Schott – Foto: Divulgação

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A banda The Hives vai transformar um show no México em EP. Live in Querétaro, Mexico sai em 23 de outubro pela Play It Again Sam, com gravações feitas em 11 de abril, durante o Festival City, em Querétaro.

A banda sueca estava no meio da turnê latino-americana que fez no começo do ano com o My Chemical Romance. Foram shows no Brasil, México, Argentina, Colômbia, Chile e Peru – quase meio milhão de pessoas, segundo o próprio grupo.

Para anunciar o EP, The Hives já soltou um vídeo ao vivo de Legalize living, justamente dessa apresentação mexicana. A gravação tem uma participação de Miky Huidobro, do Molotov, no palco.

O lançamento aparece cerca de um ano depois de The Hives forever forever The Hives, disco de 2025 que colocou a banda novamente na estrada com material novo (resenhamos aqui). E o grupo parece estar gostando da vida ao vivo, ainda mais em terras latinas: a passagem pela América Latina já havia rendido o tour movie Live in Latin America, lançado em junho e disponível no YouTube.

Na formação atual estão Howlin’ Pelle (voz), Nicholaus Arson e Vigilante Carlstroem (guitarras), The Johan And Only (baixo) e Chris Dangerous (bateria). Surgido em Fagersta, na Suécia, nos anos 1990, o The Hives atravessou diferentes fases do rock de guitarra sem abandonar a combinação de garage rock, punk e aquele figurino preto e branco que virou parte da identidade da banda.

Abaixo, você confere o clipe de Legalize living, o tour movie Live in Latin America, a capa do EP e a lista de faixas.

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Capa do EP Live in Querétaro, Mexico, do The Hives

LISTA DE FAIXAS:

01. Enough is enough
02. Born a rebel
03. O.C.D.O.D.
04. Legalize living (feat. Miky Huidobro)
05. The Hives forever forever The Hives

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Cabaret Voltaire traz turnê de despedida ao Brasil em 2027

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Cabaret Voltaire - Foto: Julia Patey / Divulgação

RESUMO: O Cabaret Voltaire faz seu primeiro e último show no Brasil em março de 2027, em São Paulo, com Stephen Mallinder à frente da formação que resgata a história industrial da banda.

Texto: Ricardo Schott – Foto: Julia Patey / Divulgação

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Com o Cabaret Voltaire em turnê – e bem “aparecido”, fazendo até session nos estúdios da rádio KEXP, em Seattle – era um palito para alguém decidir trazê-los ao Brasil. E vai rolar: a banda britânica, formada na década de 1970, que ajudou a definir a música industrial, o gótico e o synthpop, vai fazer uma apresentação em 6 de março de 2027 (sábado) no Cine Joia, em São Paulo, o primeiro e último show da banda no país. O show vai rolar por aqui pelas mãos (claro) da Maraty.

O show faz parte da turnê de despedida do grupo e terá Stephen Mallinder, integrante original, à frente do projeto. A história do Cabaret Voltaire começou em Sheffield, em 1973, quando Mallinder, Richard H. Kirk e Chris Watson formaram o grupo. A primeira apresentação aconteceu em maio de 1975, e a banda passou a trabalhar na fronteira entre música eletrônica, industrial, pós-punk e experimentação. A formação ajudou a estabelecer uma linguagem baseada em máquinas, ruídos, vozes processadas e ritmos que também encontraram espaço nas pistas.

Já a formação atual começou a tomar forma em 2025, quando Mallinder e Watson voltaram a trabalhar juntos para marcar os 50 anos da primeira apresentação do Cabaret Voltaire. O reencontro aconteceu depois da morte de Kirk, em 2021. Antes disso, Kirk havia conduzido o projeto praticamente sozinho, retomando os shows no festival Berlin Atonal, em 2014, e lançando o disco Shadow of fear, em 2020.

O repertório da fase atual foi apresentado em shows no Reino Unido em 2025 e acabou registrado no ao vivo But what time is it really?, lançado em abril de 2026. O álbum reúne 16 faixas e recupera músicas de diferentes momentos da trajetória do grupo, entre elas Yashar, Just fascination, Nag nag nag e Sensoria, além da peça Tinsley viaduct. Em São Paulo, o repertório da atual formação chega ao Cine Joia em uma ocasião especial: é a estreia num palco brasileiro e a despedida da banda do país. Os ingressos estão à venda pela Fastix.

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SERVIÇO
Cabaret Voltaire – Final Tour
Data: 6 de março de 2027, sábado
Local: Cine Joia
Endereço: Praça Carlos Gomes, 82, Liberdade, São Paulo/SP
Ingressos aqui.
Realização: Maraty
Apoio: Powerline Music & Books

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Black Sabbath ganha reedições em fita de rolo (!) pela Rhino

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Black Sabbath ganha reedições em fita de rolo (!) pela Rhino

RESUMO: A Rhino relança Black Sabbath e Paranoid em fita de rolo, com apenas 500 cópias de cada. Edições audiófilas reproduzem as masters analógicas a US$ 299,99.

Texto: Ricardo Schott – Foto: Divulgação

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Difícil vai ser arrumar onde ouvir, mas vamos lá: a Rhino, sempre dedicada a satifazer o audiófilo feliz, decidiu lançar reedições em fita de rolo (!) dos dois primeiros álbuns do Black Sabbath: Black Sabbath, de 1970, e Paranoid, do mesmo ano. Cada edição é limitada a apenas 500 cópias em todo o mundo e está disponível exclusivamente pelo site da Rhino.

Para quem se interessa por detalhes técnicos, algumas infos importantes: as novas edições foram produzidas em tempo real a partir de cópias 1:1 das fitas master analógicas americanas. A proposta é preservar a dinâmica e os detalhes das gravações originais, utilizando fita de 1/4 de polegada, duas pistas e velocidade de 15 ips (polegadas por segundo). O material utiliza fita RTM LPR90, segue o padrão de equalização IEC e é acondicionado em um carretel metálico de 10,5 polegadas.

Os dois primeiros discos do Black Sabbath têm uma característica bem louca: foram gravados em bem pouco tempo, na pressa, e sem muitos ajustes, mas o som é inigualável – e mais repleto de “ambiência” do que qualquer outro disco do catálogo deles, ate mesmo o fenomenal Black Sabbath Vol 4 (1972). Ouvir isso em fita de rolo deve ser uma experiência de cair o queixo. Só vale lembrar que os tais relançamentos não são nada baratos – US$ 299,99 cada – e, claro, você vai precisar de um aparelho para reproduzir os fitões.

Fita de rolo, aliás, sempre foi sinônimo de audiofilia avançada e endinheirada. Tanto que lá pelos anos 1970 / 1980, toda vez que surgia algum personagem numa novela da Globo que tinha muita grana e possuía um “aparelho de som” em casa, os tapes reel-to-reel estavam lá, brilhando na estante do sujeito ou sujeita. Um personagem que me vêm rápido à mente é o playboy desligado Nelson Fragonard, interpretado por Reginaldo Faria em Água viva (1980), e que tinha um desses.

A Rhino, vale informar, ainda fez outras reedições em fitão – o catálogo inclui Workingman’s dead, do Grateful Dead (1970), o disco epônimo de 1975 do Fleetwood Mac, Blue, de Joni Mitchell (1971), The Yes album, do Yes (1971), e pode acreditar, Fun house, dos Stooges (1970). Vai que, mesmo sempre tendo sido caríssimo, o formato vira moda retrô…

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