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Em single novo, Private Lives reforça herança de Ramones e Blondie

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Em single novo, Private Lives reforça herança de Ramones e Blondie

A banda canadense Private Lives faz um som que pode ser definido como alt-punk, emanando sons de bandas como Redd Kross e The Muffs. Chama a atenção pela mixagem meio “vintage”: baixo tomando conta de tudo, guitarra dividida entre canais, vocais dobrados e às vezes, abafados na instrumentação. O primeiro álbum deles, Hit record (2023), ganhou até resenha aqui no site. Em março do ano passado, saiu o segundo álbum, Salt of the earth.

Curiosamente eles são xarás de uma banda britânica de new wave bem mais antiga: o Private Lives original existiu nos anos 1980 e teve hits como Living in a world (Turned upside down), de 1984. Mas o que importa é que, em meio às movimentações para um turnê europeia, o grupo decidiu lançar um single de 7 polegadas, que saiu pela Bachelor Records, com as músicas Think I’m coming around e Television faces.

A primeira tem um certo ar “rock and roll high school”, lembrando Ramones, Blondie, e bandas hoje esquecidas, como The Real Kids (lembra também o Pale Lips, banda da vocalista Jackie Blenkarn). A segunda é tão punk quanto anos 1950-1960 (opa, alguém disse B-52’s? Ou Cramps?). Por enquanto é só um lançamento de entressafra para animar as novas turnês da banda. Você escuta as duas faixas abaixo.

Ah, se você tem curiosidade de ouvir o hit do Private Lives original, tá aí.

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Circuito #08 olha pro Centro-Oeste, e ainda ocupa o festival Bananada

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Circuito #08 vai ter Sophia Chablau e Felipe Vaqueiro (Foto: Helena Ramos / Divulgação)

Tem turnê nova buscando fazer sentido para a ideia de “cena” no Brasil – e não apenas no discurso. O Circuito – Nova Música, Novos Caminhos chega à sua oitava edição olhando para o Centro-Oeste, numa parceria com o Festival Bananada que coloca bandas na estrada e mistura showcase, festival e clima de excursão indie.

Entre os dias 20 e 22 de agosto, o Circuito #08 passa por Goiânia e Brasília levando junto Chococorn and the Sugarcanes, Supervão, Ottopapi e Jonabug. Desta vez, a parada começa em Goiânia no Shiva Alt-Bar, em formato de showcase pré-Bananada, no dia 20 (sexta). Sophia Chablau e Felipe Vaqueiro (vistos lá em cima em foto de Helena Ramos) juntam-se ao elenco para mostrar o repertório do álbum Handycam no dia 21 de agosto (sábado), quando o Circuito ocupa um palco especial do Bananada. O roteiro desta vez termina em Brasília (DF), no Infinu, dia 22 de agosto (domingo).

Em toda edição, o line-up é composto por artistas inéditos. Mas, para o Circuito #08, a curadoria se baseou em nomes que já integraram a programação da itinerância. E o mais interessante do Circuito é insistir em fazer banda circular “na vida real”. A proposta do projeto, criado pela Vegas Cultural com curadoria de Lúcio Ribeiro (Popload), é quase velha guarda: botar artista em van, fazer conexão entre cidades, criar encontros e testar repertório diante de públicos diferentes.

“O Circuito nasceu no movimentado interior de São Paulo e com a ideia de crescer no estado, no país e até atingir rotas internacionais. Agora, com mais experiência na estrada, estamos dando novos passos para alcançar esse objetivo”, conta Lucio Ribeiro, idealizador e curador musical do Circuito.

“O projeto busca fomentar as novas expressões sonoras do Brasil e do mundo. Nossa ambição é crescer roteiro por roteiro, seja de forma local, regional, nacional ou internacional, levando também nossas bandas e artistas selecionados para estarem em alguns dos principais festivais do Brasil, assim como estabelecer conexões, inclusive com cenas de outros países, para um intercâmbio sonoro”, completa ele.

E aqui no Pop Fantasma já falamos de Chococorn and the Sugarcanes, Supervão, Ottopapi, Jonabug e da dupla formada por Sophia Chablau e Felipe Vaqueiro.

SERVIÇO:

ROTEIRO
20/8 – Goiânia – Shiva Alt-Bar
Alameda das Rosas, 1371 – St. Oeste
Ingressos aqui.

21/8 – Goiânia – Centro Cultural Oscar Niemeyer (Bananada)
GO-020 – Chácaras Alto da Glória
Ingressos aqui.

22/8 – Brasília – Infinu
CRS 506 Bloco A Loja 67 ao lado Praça das Avós, SHCS
Ingressos aqui.

Curadoria musical: Lúcio Ribeiro
Realização: Vegas Cultural
Site: www.circuitonovamusica.com.br

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Oliver Tree traz disco gravado em 82 países para show em São Paulo

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Oliver Tree (Foto: Divulgação)

O cantor e produtor Oliver Tree faz show em São Paulo neste sábado (6), no Studio Stage, na Lapa de Baixo. A apresentação faz parte do giro World’s First World Tour e acontece pouco depois do lançamento de Love you madly, hate you badly, quarto álbum de estúdio do artista.

O disco tem 17 faixas escritas e produzidas por Oliver Tree. Entre as músicas, Superhero, Joyride, Flowers, Deep end e All you ever wanted. O trabalho mantém a mistura de pop alternativo, música eletrônica e hip hop que marca os lançamentos do músico.

Outra faixa do álbum, Fuck the whole world, ganhou destaque após Oliver apresentar um remix da música no Coachella. A música acabou ganhando também um clipe.

Love you madly, hate you badly é fruto de uma jornada global sem precedentes. Nos últimos dois anos, Tree gravou o álbum em sete continentes e 82 países, passando por regiões da África, China e Afeganistão. Essas experiências estão incorporadas ao disco, com instrumentos diversos, texturas sonoras e influências culturais que moldam um som ao mesmo tempo aventureiro e profundamente pessoal.

Além do álbum, Tree também prepara o lançamento de um documentário de longa-metragem que acompanha a criação do projeto na Antártida.

O show em São Paulo é realizado pela Numb Brasil Produções em parceria com a Cultmix Live.

Foto: Divulgação

SERVIÇO
Evento: Oliver Tree – World’s First World Tour em São Paulo

Data: 6 de junho de 2026 (Sábado)
Local: Studio Stage – Espaço para show e eventos

Endereço:
Av. José Maria de Faria – Lapa de Baixo, São Paulo
Abertura das Portas: 18h
Início do Show: 20h
Classificação Etária: 16 anos. (Jovens de 16 e 17 anos têm entrada permitida com a apresentação de documento de identidade oficial com foto. Menores de 16 anos terão acesso permitido somente se acompanhados pelos pais ou responsável legal, mediante comprovação).

Os ingressos para esta apresentação única já estão disponíveis para compra através da plataforma Articket

Valores (Pista 1o Lote):
Pista Meia-Entrada: R$ 180,00 (+ taxas)
Pista Ingresso Solidário:
R$ 280,00 (+ taxas)
Pista Inteira: R$ 360,00 (+ taxas)
Nota: O Ingresso Solidário é válido mediante a doação de 1kg de alimento não perecível na entrada do evento. Uma excelente oportunidade para contribuir com a comunidade e pagar menos pelo ingresso!

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Chrissie Hynde compara fãs filmando shows a ‘macacos se masturbando’

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Chrissie Hynde compara fãs filmando shows a ‘macacos se masturbando'

Tem artistas que amam ver o público compartilhando lembranças de seus shows nos stories, mas Chrissie Hynde, dos Pretenders, detesta. Na terça (2), ela foi até o Instagram e postou um texto reclamando muito de fãs que gravam shows com o celular. Aliás, reclamou que as pessoas passam o dia com celular na mão.

“Pergunta: o que acontece com as pessoas e seus celulares? Por que as pessoas precisam saber quantos passos dão por dia? Que diferença isso faz? Mas minha verdadeira pergunta é: por que as pessoas precisam filmar ou tirar fotos em shows ou museus? Por quê???”, perguntou.

Chrissie contou que jantou recentemente com Emmylou Harris no dia anterior a um show da cantora no Royal Albert Hall, e papo acabou chegando nas pessoas usando celulares em shows. “Esse é um assunto que surge toda vez que encontro qualquer artista. Virou uma espécie de névoa desagradável pairando sobre a cabeça de todos eles”, disse.

Quem também tem ficado puto com celulares nos shows é Bob Dylan, que recentemente contratou os serviços de logística de uma empresa para trabalhar nisso. Ao chegar no show, o fã guarda o aparelho numa bolsa lacrada, que fica com ele no bolso – se quiser usar o aparelho, precisa ir a uma área especial que é sinalizada pela produção.

“Mas se você pensa que um artista da estatura dele faz um pedido e as pessoas obedecem, sem chance. As pessoas ainda conseguem entrar escondendo uma câmera ou um telefone. É como uma compulsão estranha que elas não conseguem controlar”, escreveu.

“Isso me lembra macacos se masturbando à vista das pessoas paradas ao redor do cercado deles. E francamente, nesse caso, as pessoas merecem assistir a isso, porque macacos não deveriam estar em cercados em primeiro lugar. Agora, um artista num palco?”, escreveu, afimando também que artistas costumam detestar ser filmados.

“Se você já teve um mosquito zumbindo ao redor da sua cabeça quando está tentando dormir, vai ter uma vaga ideia de como é ter pessoas filmando seu show ou tirando fotos enquanto você está no palco”, escreveu ela. “Se Jesus Cristo entrasse numa sala, a primeira coisa que todo mundo faria seria pegar o celular. Alguém pode me explicar isso?”.

DEU DISCUSSÃO

No próprio instagram, o texto de Chrissie causou alguma polêmica. Uma fã respondeu que achava irônico a cantora ir reclamar disso no Instagram, sendo que quem faz vídeo e fotos nos shows, o faz justamente para postar nas redes sociais.

Depois a fã escreveu que é difícil para os fãs verem as coisas da perspectiva da cantora, da mesma forma que possivelmente Chrissie não consegue ver as coisas pela visão de um fã que trabalha mais de 40 horas por semana para ir a um show, e quer apenas “capturar parte dessa experiência para lembrar daquele tempo feliz na volta da rotina”.

Foi respondida por outro fã, que escreveu: “Você trabalha duro a semana inteira pra gravar um show no celular? Ângulos ruins. Som pior ainda. Que bom que você trabalhou tanto pra isso. Que merda estranha”. A tréplica: “É, eu trabalho duro por merdas estranhas – meio que resume minha existência”.

Já outra fã respondeu à primeira fã: “Pra mim, parece que você nem leu direito. Se tivesse lido, veria que ela estava justamente perguntando, tentando entender essa ‘perspectiva’ que você tentou apresentar. Honestamente, se alguém pede pra você parar de fazer algo (que não é necessário), porque isso deixa essa pessoa e outras ao redor desconfortáveis, você não deveria fazer”.

E uma outra fã argumentou que leva sim o celular e faz fotos e vídeos porque “eu AMO voltar e reviver o show; eu MATARIA para ter algumas fotos ou vídeos da época em que vi o INXS ou a turnê Synchronicity do The Police, entre muitas outras”. Chrisse não respondeu às mensagens e a discussão ficou entre os fãs dela, mesmo.

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