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Turnstile grava Stone Roses para rádio australiana – e ficou bonito!

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Turnstile grava Stone Roses para rádio australiana – e ficou bonito!

RESUMO: Turnstile faz cover de Stone Roses, ganha indicação a prêmio (e perde) e vê ex-guitarrista lançar banda nova em meio a declarações e expulsões.

Texto: Ricardo Schott – Foto: Reprodução

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O Turnstile tem algo em comum com o Geese: ambas são bandas que se recusam a sumir dos portais de notícias – quando não tem nada de novo a respeito deles, muita gente corre atrás e arruma. O grupo ganhou seus primeiros Grammys neste ano (levando para casa os troféus de Melhor Álbum de Rock e Melhor Performance de Metal) e recentemente foi indicado a Grupo Internacional do Ano no Brit Awards (opa, o Geese venceu essa!). Agora, foi a vez de uma cover que eles fizeram de I wanna be adored, clássico de 1989 dos Stone Roses, dar pulga na cama dos fãs.

A versão (bem fiel à original) foi feita durante uma turnê pela Austrália em janeiro – o grupo passou pelo estúdio da rádio australiana Triple J e participou da série de vídeos Like a version, que traz artistas revendo sons legais de outras bandas. Apesar de muita gente encarar a cover como “inesperada”, não foi tiração de onda, longe disso: Brendan Yates, cantor do grupo, falou num papo com a Triple J que se trata de uma de suas músicas favoritas.

Já a guitarrista Meg Mills disse que tocar a música era uma boa oportunidade para homenagear a banda, especialmente após a morte do baixista Mani – e que I wanna be adored tem uma das melhores linhas de baixo de todos os tempos. E nós mesmos notamos, ao resenhar o disco Never enough, que tem muito de anos 1980 e de rock britânico da época no som deles. Uma curiosidade levantada pelo site Stereogum: o Turnstile até costumava tocar covers no começo da carreira (de bandas como Bad Brains e Minor Threat), mas hoje em dia quase não toca nada que não seja da autoria da banda.

Falando no Turnstile, como dissemos: quando a banda não contribui para virar notícia, alguém acha logo um jeito. O ex-guitarrista do grupo, Brady Ebert anunciou ter recentemente montado o Experience, ao lado dos músicos Bobby Faithful e Ben Rogers, e o grupo avisa que está de partida para Nashville, onde irá gravar um EP com o produtor Sean Small. A curiosidade é que nesta sexta (6) chega às plataformas Self evident truth, o EP de estreia do The S.E.T., uma banda que Brady montou logo depois de sua saída conturbada do Turnstile. Só que o músico foi expulso do grupo (!) e não está mais nele.

Brady foi saído da banda. assim que fez comentários questionando a sinceridade de uma postagem anti-ICE que apareceu no Instagram oficial do Turnstile. “Ninguém no Turnstile liga para ética ou causas sociais em geral, só estão fazendo pose pro próprio público. No primeiro show gratuito do Turnstile, era para toda a renda ser destinada a recursos de saúde para desabrigados. Levantamos US$ 10 mil, mas vi Brendan (Yates) roubar US$ 4 mil do montante e dizer que precisava ‘pagar a conta do merchandise’, o que era falso”, escreveu. Já o The S.E.T. decidiu tirar Brady e avisou que “não toleraremos seus comentários e comportamento ridículos em relação aos membros da nossa banda e à nossa comunidade”.

E não custa lembrar que o Turnstile tá vindo aí – a banda é uma das atrações do festival Lollapalooza Brasil 2026, que rola no Autódromo de Interlagos, em São Paulo, nos dias 20, 21 e 22 de março. O Turnstile se apresenta no último dia do evento.

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Republica celebra 30 anos com turnê e edição especial do álbum de estreia

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Republica celebra 30 anos com turnê e edição especial do álbum de estreia

RESUMO: O Republica comemora 30 anos de estreia com turnê pelo Reino Unido e edição dupla em vinil de Republica, reunindo o álbum original e um show de 1997.

Texto: Ricardo Schott – Foto: Divulgação

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Se você esperava para qualquer momento a volta do Republica – aquela banda liderada pela cantora Saffron e que estourou em 1996 com o dance-rock Ready to go – pode comemorar. Sim, a banda não apenas anunciou uma grande turnê pelo Reino Unido, prevista para rolar entre outubro e novembro deste ano, como também vai comemorar 30 anos de sua estreia Republica (o disco de hits como Ready to go e Drop dead gorgeous) com uma edição especial do álbum em vinil duplo.

A nova edição, que sai dia 9 de outubro, vai reunir o disco original e mais um show gravado em agosto de 1997. Detalhe: a cor do vinil foi inspirada no cabelo vermelho e preto de Saffron. “É incrível pensar que já se passaram 30 anos. Essas músicas ainda soam tão urgentes e empolgantes quanto naquela época — mal podemos esperar para comemorar com todos vocês”, diz ela.

Na real, “volta” do Republica é maneira de falar: o grupo ainda existe – tinha se separado em 2001 e assim ficou até 2008, quando voltou aos palcos. No últimos anos, a música da banda ressurgiu em filmes como Capitã Marvel e séries como Yellowjackets e Ted Lasso. E mais recentemente, em março, Saffron foi uma das convidadas no concerto da Britpop Orchestra de Alex James (Blur).

Rolaram algumas gravações novas: após o retorno, o Republica lançou alguns singles e o EP Christiana obey (2013). New York e Hallelujah, os dois compactinhos mais recentes da banda, foram lançados como batedores de um álbum chamado Damaged gods, prometido inicialmente para 2025, e até hoje inédito. Vai que com a tour comemorativa, Saffron (hoje a única remanescente dos anos 1990 no grupo) se anima a lançar o disco.

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Lunveil cruza nu metal, pós-hardcore e shoegaze em “Véu do luar”

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Lunveil - Foto: Divulgação

RESUMO: A paulistana Lunveil combina guitarras pesadas, atmosferas etéreas e influência de Deftones em Véu do luar, último single antes do álbum de estreia.

Texto: Ricardo Schott – Foto: Divulgação

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A Lunveil, banda formada na Zona Leste de São Paulo em 2024, chega a um novo single apostando no contraste entre peso e atmosfera. Véu do luar combina elementos de nu metal, pós-hardcore e shoegaze e vem acompanhado pelo primeiro videoclipe oficial do quinteto.

A faixa é a última amostra autoral antes do álbum de estreia da banda, atualmente em fase final de gravação. Depois do single Limiar, o grupo formado por Aly Santos (voz), Victor Rodolpho (voz e guitarra), Vitor Gonçalves (guitarra), Thiago Albuquerque (baixo) e Giovani Hann (bateria) aprofunda uma sonoridade que alterna guitarras pesadas e momentos mais etéreos.

Véu do luar levou quase um ano para chegar à versão final e ganhou forma depois que a rotina de shows ajudou a banda a entender melhor o que queria fazer. A influência de Deftones e Loathe aparece principalmente nas guitarras, que trabalham com distorções densas, camadas sobrepostas e mudanças bruscas de dinâmica.

“Usamos três guitarras com acordes que soam bem atípicos em uma distorção alta, e o grande desafio foi harmonizar tudo na mixagem”, explica Vitor Gonçalves. A ideia, segundo ele, era criar uma sensação próxima à de um sonho.

A letra segue por um caminho igualmente sombrio. Victor Rodolpho descreve a música como uma espécie de despedida de uma versão anterior de si mesmo, menos ligada à superação do que ao alívio de finalmente deixar algo para trás. O peso instrumental acompanha essa sensação sem transformar a canção em um exercício de agressividade contínua.

O lançamento também apresenta o primeiro clipe da Lunveil. Produzido de forma independente e dirigido por Pedro Arantes, vocalista da banda Falso Sol, o vídeo foi gravado em um apartamento com decoração vintage cedido à banda. A limitação de recursos acabou determinando parte da estética do trabalho.

“Queríamos criar a sensação de estar dentro de um sonho”, resume Vitor. É uma boa definição para Véu do luar: uma música que tenta colocar o ouvinte entre o impacto físico das guitarras e uma atmosfera mais nebulosa, onde o shoegaze funciona menos como adorno e mais como contraponto ao peso.

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Cipó Fogo e FetaGruesa juntam peso e política em “Fogogrosso”

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Cipó Fogo e FetaGruesa juntam peso e política em “Fogogrosso”

RESUMO: O duo alagoano Cipó Fogo e o coletivo uruguaio FetaGruesa unem rock pesado, experimentalismo e discurso político em Fogogrosso, faixa contra a opressão e em defesa da terra e dos povos.

Texto: Ricardo Schott – Foto: Divulgação

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O Cipó Fogo, de Alagoas, é um duo formado por André Corradi (guitarras) e Marcelo Cabral (voz). Já o FetaGruesa, do Uruguai, é um coletivo formado por dez integrantes (!), sendo que um deles é responsável por perfrmances ao vivo. Do encontro da dupla e da multidão, nasceu um som veloz, pesado e politizado: Fogogrosso, uma canção que fala sobre temas que mobilizam os dois projetos musicais.

“A luta contra a opressão, o autoritarismo e as injustiças cometidas contra trabalhadores, povos indígenas e comunidades tradicionais em territórios sul-americanos, em nome do poder e do lucro”, como afirma o Cipó Fogo. “Uma realidade que pode representar o nordeste do Brasil, Cumaná, na Venezuela, ou as periferias de Montevideo”. Na letra, versos como “fogo contra toda opressão / grosso para gritar bem forte / fogo contra toda opressão / eu grito grosso é pela terra e pelo povo”, em meio a um clima que lembra Black Sabbath e Ratos de Porão unidos.

Tudo a ver com o rock pesado do FetaGruesa e com o experimentalismo igualmente intenso do Cipó Fogo – este último criado a partir da necesssidade de fazer “uma música brutal, diante da brutalidade de um mundo que parecia girar para trás”.

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