Falamos outro dia em bandas que fazem psicodelia de terror (músicas com climas viajantes, som pesado e temas assustadores). E demos bobeira de não lembrarmos da banda que lançou um dos melhores discos de 2017. O Madonnatron tem quatro garotas na formação: Stefania (guitarra, voz), Charlie (baixo, voz), Beth (bateria, voz) e Joanie (teclados, voz). E define seu som como “psychedelic witch prog” (progressivo da bruxa psicodélica?).

O disco de estreia das garotas, intitulado apenas Madonnatron, saiu em julho pelo selo Trashmouth. As músicas têm nomes como Glenn closer (!), Violent denial, Wedding song e Sangue neuf. O primeiro clipe, o de Headless children, mistura punk, metal, psicodelia e magia negra em doses iguais.

O Madonnatron faz parte de uma nova cena que vem do Sul de Londres, e que tem escoadouros como o selo Trashmouth, pelo qual já lançaram o primeiro disco e alguns singles. Foi da região que vieram grupos bacanas e provocativos como The Fat White Family e Shame.

E também veio de lá outra banda feminina do barulho, Goat Girl, que grava pela Rough Trade. Um dos clipes do Goat Girl, Country sleaze, é cheio de imagens e luzes intermitentes e brilhantes. Na abertura, o espectador é avisado que o clipe pode ser prejudicial as pessoas com epilepsia. Já no nojentíssimo e maravilhoso vídeo de Scum, as meninas e vários amigos enchem a boca com papinha de bebê.

Já tem até um zine para falar dessa galera, a So Young Magazine.

“O álbum em três palavras? Psicodélico. Bruxa. Progressivo. Tem um lado irônico. Não somos o tipo de gente que curte escrever canções de amor. Nem somos uma dessas bandas de garagem ou punk que passam todo o tempo fazendo os mesmos três acordes e tocam para pessoas que ouviram as mesmas bandas durante toda a vida”, contou a banda numa entrevista pouco antes do lançamento do disco, ao site Indiependent.

E tá aí o disco do Madonnatron. Ouça em alto volume.

Dica do amigo Carlos André Cruz