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Cultura Pop

Luv Ice Lolly: David Bowie na guerra de sorvetes em 1969

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Luv Ice Lolly: David Bowie na guerra de sorvetes em 1969

Em 1969, David Bowie dava passos decisivos como popstar. No mesmo ano, uma empresa britânica chamada Lyons Maid, que existia desde 1925 e trabalhava basicamente com sorvetes e ice-lollies (“pirulitos gelados”, enfim – pouco menores que um picolé) pôs nas lojas o Luv Ice Lolly.

Luv Ice Lolly: David Bowie na guerra de sorvetes em 1969

O Luv Ice Lolly era uma espécie de mini-picolé coberto de chocolate, cuja maior sensação era vir com vários trading cards de artistas pop. Por causa disso, a divulgação chamava o lance de “picolé pop”. Olha aí alguns deles, incluindo nomes como Brian Jones, Bob Dylan, Mick Jagger, etc.

Luv Ice Lolly: David Bowie na guerra de sorvetes em 1969
Luv Ice Lolly: David Bowie na guerra de sorvetes em 1969
Luv Ice Lolly: David Bowie na guerra de sorvetes em 1969
Luv Ice Lolly: David Bowie na guerra de sorvetes em 1969

Tem mais aqui.

Naquela época, com dois discos e vários singles lançados, e uma carreira que não engatava, David Bowie ainda não era grande o suficiente para aparecer na cartela de cards do Luv Ice Lolly. Mas estava tentando aparecer na TV e começou a fazer testes para comerciais. Conseguiu fazer uma aparição justamente na popíssima propaganda do sorvete. O reclame foi dirigido por ninguém menos que Ridley Scott. Olha aí.

“Cadê o Bowie?”, você pode estar se perguntando. Nem todo ator começa roubando a cena em seu primeiro papel: ele foi o segundo a subir a escada do ônibus e era o guitarrista dessa banda de bubblegum que apareceu no vídeo.

Luv Ice Lolly: David Bowie na guerra de sorvetes em 1969

O tal lançamento do Luv Ice Lolly veio numa época em que a Lyons Maid estava botando vários produtos para vender nas lojinhas. Um dos mais conhecidos até o Luv Ice ser lançado era o Fab, que era vendido – entre outras coisas – por intermédio da ilustração acima. E que tinha relações com a série de TV Thunderbirds, daí a aparição de Lady Penelope, personagem do programa, na ilustração.

A ligação com o programa de TV acabou em pouco tempo. Mas o interessante é que o Fab existe até hoje e é fabricado pela Nestlé.

Luv Ice Lolly: David Bowie na guerra de sorvetes em 1969

E nessa época, rolava toda uma guerra de sorvetes, já que além dos vários produtos colocados à venda pela Lyons Maid (a empresa lançara também o Haunted House, uma espécie de sorvete de terror, com temas como Frankenstein, esqueleto e teia de aranha impressos em tinta comestível), a empresa concorria de perto com uma marca chamada Wall’s, que existia desde o século 19 e era responsável por picolés que hoje você compra na esquina, como Cornetto e Magnum. A Wall’s ainda existe como uma marca da Unilever, que adquiriu a empresa.

A Lyons Maid também foi adquirida, por sinal. Se você leu aí em cima que a Fab hoje está na Nestlé, foi ela mesma que comprou a Lyons, em 1992. O nome Lyons Maid chegou a ser liberado para uma empresa de sorvetes chamada R&R e reativado por uns tempos, em 2008.

Aproveitando, pega aí David Bowie com Space oddity, no programa de TV suíço Hits a go go, pouco depois de encarar a tal propaganda de sorvete.

Ah, se você gostou da tal música do sorvete Luv, novidade: ela tem nome (é Luv mesmo), é cantada por uma banda bubblegum chamada Mint e saiu em disco. Acompanhe a letra aqui.

Cultura Pop

No nosso podcast, os erros e acertos dos Foo Fighters

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Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No terceiro e último episódio, o papo é o começo dos Foo Fighters, e o pedaço de história que vai de Foo Fighters (1995, o primeiro disco) até There’s nothing left to lose (o terceirão, de 1999), esticando um pouco até a chegada de Dave Grohl e seus cometas no ano 2000.

Uma história e tanto: você vai conferir a metamorfose de Grohl – de baterista do Nirvana a rockstar e líder de banda -, o entra e sai de integrantes, os grandes acertos e as monumentais cagadas cometidas por uma das maiores bandas da história do rock. Bora conferir mais essa?

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: encarte do álbum Foo Fighters). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

(a parte do FF no ano 2000 foi feita com base na pesquisa feita pelo jornalista Renan Guerra, e publicada originalmente por ele neste link)

Ouça a gente preferencialmente no Castbox. Mas estamos também no Mixcloud, no Deezer e no Spotify.

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Cultura Pop

No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a “Jagged little pill”

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No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a "Jagged little pill"

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No segundo e penúltimo episódio desse ano, o papo é um dos maiores sucessos dos anos 1990. Sucesso, aliás, é pouco: há uns 30 anos, pra onde quer que você fosse, jamais escaparia de Alanis Morissette e do seu extremamente popular terceiro disco, Jagged little pill (1995).

Peraí, “terceiro” disco? Sim, porque Jagged era só o segundo ato da carreira de Alanis Morissette. E ainda havia uma pré-história dela, em seu país de origem, o Canadá – em que ela fazia um som beeeem diferente do que a consagrou. Bora conferir essa história?

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: Capa de Jagged little pill). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

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Cultura Pop

No nosso podcast, Radiohead do começo até “OK computer”

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Radiohead no nosso podcast, o Pop Fantasma Documento

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. Para abrir essa pequena série, escolhemos falar de uma banda que definiu muita coisa nos anos 1990 – aliás, pra uma turma enorme, uma banda que definiu tudo na década. Enfim, de técnicas de gravação a relacionamento com o mercado, nada foi o mesmo depois que o Radiohead apareceu.

E hoje a gente recorda tudo que andava rolando pelo caminho de Thom Yorke, Jonny Greenwood, Colin Greenwood, Ed O’Brien e Phil Selway, do comecinho do Radiohead até a era do definidor terceiro disco do quinteto, OK computer (1997).

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: reprodução internet). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

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