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Mike Ness vence o câncer e Social Distortion volta com single, clipe e álbum novo

RESUMO: Social Distortion anuncia Born to kill após 15 anos; disco cita ídolos do rock e marca recomeço de Mike Ness após batalha contra o câncer.
Texto: Ricardo Schott – Foto: Jonathan Weiner / Divulgação
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O Social Distortion, banda punk californiana que iniciou sua trajetória em 1978, desenvolveu uma receita sonora que viraria mania depois da onda emo: guitarras pesadas, letras e vocais emocionados, clima sombrio-agressivo-esperançoso e… referências de glam rock e country. O grupo do cantor Mike Ness sempre esteve mais para um tubarão da onda cowpunk (cowboy + punk, a tal mescla com o country) do que para uma banda emo – e vale lembrar o começo deles foi bem focado no hardcore, estileira geral da estreia Mommy’s little monster (1983).
A novidade é que, depois de 15 anos sem um álbum de estúdio, o Social Distortion volta mirando alto. Born to kill, novo disco, que sai em 8 de maio de 2026 pela Epitaph Records, é um verdadeiro manifesto sonoro. A faixa-título cita canções e discos de Lou Reed (“Rock ’n’ Roll Animal gonna come your way!”) e Iggy Pop & Stooges (“The agenda is yeah to Search and Destroy”). E algumas faixas depois tem Partners in crime, que faz o mesmo com David Bowie (“It’s a Rock ’n’ Roll Suicide!”).
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O álbum tem produção de Mike Ness e Dave Sardy, e participações especiais de Benmont Tench (Tom Petty and The Heartbreakers) e da cantora country Lucinda Williams, além de arte de capa feita por Ness e Shepard Fairey. No repertório, há também faixas como Tonight e The way things were, planejadas pela banda como momentos de emoção dentro do disco Born to kill é também um recomeço, já que se trata do primeiro lançamento de estúdio desde a recuperação de Mike Ness após uma batalha contra o câncer de amígdala.
“Eu tinha medo de não sobreviver. Já passei por momentos difíceis na minha vida, em situações perigosas, como você pode imaginar, mas nada parecido com isso”, disse Ness em 2025 no evento de natal da rádio KROQ, segundo o site Blabbermouth. “Minha voz está mais forte do que nunca. Cada show é ótimo porque estou cantando como se não houvesse amanhã”, continuou ele, que falou também sobre o que enfrentou na batalha.
“Tive que reaprender a comer, engolir – tudo. Quer dizer, eles entraram lá – mandaram um robô. Eu o chamo de Ike, o robô. Ele desceu e removeu minha amígdala e o tumor. E então, na segunda parte da cirurgia, eles cortaram meu pescoço e removeram os gânglios linfáticos. Então eu não conseguia comer. Quer dizer, saí da cirurgia com um dreno e uma sonda de alimentação”, disse.
Você confere a capa do álbum e o clipe de Born to kill abaixo.

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Amigos criam campanha de arrecadação para ajudar no tratamento de Jennifer Finch, do L7

A baixista Jennifer Finch, do L7, foi diagnosticada com uma forma agressiva de câncer no cérebro. A informação foi divulgada pela própria banda, que explicou que, num primeiro momento, os médicos acreditavam que o tratamento com radioterapia seria suficiente. O quadro, porém, acabou se complicando, e a musicista de 59 anos precisou passar por várias cirurgias.
Segundo o comunicado, Jennifer está em casa e segue em recuperação, recebendo cuidados médicos e fazendo reabilitação. Amigos e familiares também organizaram uma campanha de arrecadação no GoFundMe para ajudar a cobrir os custos do tratamento. Em comunicado oficial, a vocalista e guitarrista Donita Sparks escreveu: “Estamos todas devastadas pela notícia e estamos a cercando de amor, protegendo sua privacidade e dignidade enquanto levantamos os recursos necessários para os cuidados adiante. Jennifer é família e queremos que ela sinta a força coletiva da comunidade que a amor e a apoiou por tantos anos”.
Por causa da doença, Finch ficará de fora da Last Hurrah Tour, turnê de despedida do L7. Ainda assim, a série de shows será realizada, atendendo a um desejo da própria baixista. Quem assume seu lugar no palco é Tsuzumi Okai, conhecida por ter tocado com o Limp Bizkit durante um período em 2018.
Jennifer Finch começou sua trajetória musical na banda Sugar Babydoll, de San Francisco, grupo que também teve em sua formação Courtney Love e Kat Bjelland, mais tarde integrante do Babes in Toyland. Ela entrou para o L7 em 1986, permaneceu até 1996 e voltou quando a banda retomou as atividades, em 2014. Além da carreira na música, Jennifer também é reconhecida pelo trabalho como fotógrafa, com imagens que chegaram a ser exibidas no Rock and Roll Hall of Fame em 2007.
Foto: Diego Castanho / Reprodução GoFundMe
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Black Pantera entra no jogo em “Start the game”, primeiro single do novo álbum

O Black Pantera resolveu comemorar o Dia Mundial do Rock apertando o botão start. O trio mineiro lançou nesta segunda-feira (13) Start the game, primeiro single de Continental, seu quinto álbum de estúdio.
A faixa aponta para uma fase nova da banda, misturando peso de nu metal com aquele rock noventista que parece feito para soar alto no carro – ou no fone.
O clipe acompanha a ideia ao pé da letra. Dirigida por Pedro Hensen, a animação transforma os integrantes em personagens de videogame e passeia por referências que vão de GTA, Tomb Raider, Mortal Kombat e The Legend of Zelda a The Sims, SimCity, Need for Speed, Pac-Man, Guitar Hero e Alex Kidd. Até Jujutsu Kaisen entra na brincadeira. No meio desse desfile de easter eggs, aparece também uma referência a Saci Filho do Vento, game brasileiro que ainda nem foi lançado.
“Todos esses jogos permeiam o imaginário da nossa infância, da nossa geração, tem algumas coisas mais novas também, como o Jujutsu Kaisen“, comenta o baixista e vocalista Chaene da Gama. “A ideia de usar os jogos foi uma forma de falar sobre como viver tá sendo difícil, como a gente tá sempre pulando de fase e passando de fase, mas às vezes temos que voltar atrás, descobrir alguma outra camada e abrir uma outra porta, enfim”.
Na letra, o Black Pantera trata a vida moderna como se fosse uma fase de videogame, misturando referências da cultura pop, gamer e nerd para fazer críticas sociais e apontar as contradições do mundo atual. “Tem uma frase da música que eu gosto muito, que é ‘fim do mundo é só uma fase, final boss é a humanidade’. No final desse jogo que a gente vive, a humanidade acaba sendo o grande vilão de si mesma”, conta Chaene.
Se o resto de Continental seguir o caminho de Start the game, o Black Pantera parece disposto a trocar de fase sem perder pontos de vida. E olha o clipe aí.
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Em novo single, Capim Cósmico mistura psicodelia, pós-punk e… capivaras?

Muitas bandas gostam de dizer que fazem “música cósmica”. O Capim Cósmico tem pelo menos uma boa desculpa para isso. Vindo de Paraisópolis, no sul de Minas Gerais, em plena Serra da Mantiqueira e na mesma região que ajudou a moldar o imaginário do Clube da Esquina, o grupo transforma essas paisagens em matéria-prima para um rock psicodélico cheio de referências brasileiras.
Dessa vez, eles vêm com o single Capivara & fuzz, uma pérola psicodélica (e meio pós-punk) que usa a figura da capivara para falar de vida e existência no dia a dia. “Capivara vem do tupi e significa comedor de capim. Ela fala sobre se perder entre vícios, hábitos e pensamentos intrusivos. A capivara entra como uma figura quase simbólica enquanto o ‘fuzz’ representa esse ruído interno”, explica Mateus Cursino, criador do grupo.
“A faixa vem com uma pegada bem crua, o baixo está animal, pulsante e uma bateria bem direta. Tem influência forte do rock alternativo dos anos 90, tipo Sonic Youth, com guitarras quase desafinadas”, continua ele, dizendo que a faixa busca provocar sensações ambíguas em quem escuta. “Não é uma mensagem fechada, mas uma sensação: algo entre conforto e desconforto, lucidez e confusão”, define o compositor.
A composição nasceu a partir de um riff e ganhou força no trabalho coletivo com a nova formação da banda. “Desta vez, eu contei com a força dos meus grandes amigos e companheiros de banda, Alberto Barbosa arrebentando no baixo e Fernando de Paula, o Charlie Watts brasileiro, reloginho e toca com classe”, brinca Mateus, fazendo referência ao baterista dos Rolling Stones.
O músico diz que a banda está com a expectativa alta e que a música marca um momento novo deles, tanto na sonoridade quanto na estética. “É uma faixa que conversa com o que já foi lançado, mas também aponta pra um caminho mais definido para os próximos passos, já contando com a formação nova da banda e fazendo o trabalho em conjunto”, completa. Desde 2025 vêm saindo singles do grupo, e antes da Capivara, ainda neste ano, saiu Mais um dia (que até apareceu aqui no Pop Fantasma).
Foto: Divulgação


































