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Cultura Pop

Jogaram vários clipes do Ghoulardi no YouTube

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Jogaram vários clipes do Ghoulardi no YouTube

Apresentadores malucos que tiram sarro da qualidade do próprio material que apresentam na TV ou no rádio? Já existiram vários – até Fausto Silva, quando apresentava o Perdidos na noite (Record e depois Bandeirantes) foi um deles. Mas quem marcou época de verdade fazendo isso foi um apresentador ligado ao universo do terror, que influenciou meio mundo do rock. Era o americano Ernie Anderson (1923-1997), que encarnou por alguns anos o personagem Ghoulardi.

Jogaram vários clipes do Ghoulardi no YouTube

Antes da TV – e bem antes de Ghoulardi – Ernie fora radialista e DJ, o que lhe dava passe livre para usar seus horários na TV para alternar filmes de horror B e clipes de bandas de rock. Entre 1963 e 1966, ele esteve à frente do Shock theatre, uma sessão de filmes de terror apresentada pela emissora WJW-TV, de Cleveland, Ohio. O programa sempre ia ao ar tarde da noite nos fins de semana, e aproveitava uma pacoteira de produções licenciadas pela Screen Gems.

Com pouco espaço na emissora após um programa que apresentava ter sido descontinuado, Ernie topou ficar à frente da atração, e acabou marcando gerações com o personagem Ghoulardi, que sempre aparecia na penumbra, com um foco de luz na cara, de jaleco, óculos escuros e cavanhaque. Usava gírias da moda e lançava expressões como “stay sick” (em 1990, os Cramps batizariam um disco com esse nome), “hey group”, “turn blue” e um “over there” com sotaque forte de Cleveland que soava como “ova-dey”. Futuros roqueiros da região de Ohio amavam o programa: Chrissie Hynde (Pretenders) não perdia um, a turma do Rocket From The Tombs (e, por consequência, dos Dead Boys) vivia assistindo.

A novidade é que alguém com muito tempo livre jogou no YouTube vários clipes antigos de Ghoulardi, incluindo trechos de entrevistas. Pega aí.

Ghoulardi passava boa parte do tempo depreciando as bombas que exibia no programa. Dizia para o público desistir da TV e ir dormir, ou coisas do tipo. Ainda que suas aparições fossem feitas ao vivo, volta e meia sua equipe conseguia realizar “milagres”, como inserir sua imagem dentro de alguns filmes exibidos na sessão. Um dos maiores hits musicais do seu programa era Papa-Oom-Mow-Mow, dos Rivingstons, que ele costumava apresentar sempre num “clipe” bizarro em que aparecia um idoso desdentado abrindo e fechando a boca. Anos depois alguém pegou essas imagens e reconstruiu o clipe.

Por algum motivo bastante bizarro, uma das manias de Ghoulardi era fazer piadas com uma cidade-dormitório de Ohio, Parma. Dizia que a cidade tinha mau gosto para decoração, que seus moradores costumavam ouvir polca… e até criou uma paródia da série Peyton Place (sucesso na época) chamada Parma Place. Claro que os moradores ligaram para a emissora e mandaram Ghoulardi parar com a brincadeira. Para compensar, ele dividia não muito igualitariamente as gozações entre Parma e a cidade de Oxnard, na Califórnia.

O personagem foi desaparecendo com o tempo. Há quem atribua esse sumiço a um divórcio enfrentado por Ernie, que por sinal depois casaria de novo e terminaria a vida somando dez (!) filhos. Um dos filhos é ninguém menos que Paul Thomas Anderson, do filme Boogie nights (1997), aliás dedicado à memória do pai. Ernie levaria uma vida relativamente tranquila e anônima até o fim da vida. Morreu em 1997, de câncer.

Ghoulardi viraria uma lenda no universo pop, e não apenas para gente que pôde vê-lo em ação. A banda de rock Black Keys, cujos integrantes nasceram nos anos 1970 (e são de Akron, Ohio, por sinal), chegou a batizar um disco de Turn blue, uma de suas frases. Seja como for, em 1991, Ernie resolveu fazer uma aparição na TV, caracterizado como o personagem. Mais um vídeo que você tem que assistir agora mesmo.

Mais sobre Ghoulardi aqui

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Cultura Pop

No nosso podcast, os erros e acertos dos Foo Fighters

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Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No terceiro e último episódio, o papo é o começo dos Foo Fighters, e o pedaço de história que vai de Foo Fighters (1995, o primeiro disco) até There’s nothing left to lose (o terceirão, de 1999), esticando um pouco até a chegada de Dave Grohl e seus cometas no ano 2000.

Uma história e tanto: você vai conferir a metamorfose de Grohl – de baterista do Nirvana a rockstar e líder de banda -, o entra e sai de integrantes, os grandes acertos e as monumentais cagadas cometidas por uma das maiores bandas da história do rock. Bora conferir mais essa?

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: encarte do álbum Foo Fighters). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

(a parte do FF no ano 2000 foi feita com base na pesquisa feita pelo jornalista Renan Guerra, e publicada originalmente por ele neste link)

Ouça a gente preferencialmente no Castbox. Mas estamos também no Mixcloud, no Deezer e no Spotify.

Mais Pop Fantasma Documento aqui.

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Cultura Pop

No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a “Jagged little pill”

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No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a "Jagged little pill"

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No segundo e penúltimo episódio desse ano, o papo é um dos maiores sucessos dos anos 1990. Sucesso, aliás, é pouco: há uns 30 anos, pra onde quer que você fosse, jamais escaparia de Alanis Morissette e do seu extremamente popular terceiro disco, Jagged little pill (1995).

Peraí, “terceiro” disco? Sim, porque Jagged era só o segundo ato da carreira de Alanis Morissette. E ainda havia uma pré-história dela, em seu país de origem, o Canadá – em que ela fazia um som beeeem diferente do que a consagrou. Bora conferir essa história?

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: Capa de Jagged little pill). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

Ouça a gente preferencialmente no Castbox. Mas estamos também no Mixcloud, no Deezer e no Spotify.

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Cultura Pop

No nosso podcast, Radiohead do começo até “OK computer”

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Radiohead no nosso podcast, o Pop Fantasma Documento

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. Para abrir essa pequena série, escolhemos falar de uma banda que definiu muita coisa nos anos 1990 – aliás, pra uma turma enorme, uma banda que definiu tudo na década. Enfim, de técnicas de gravação a relacionamento com o mercado, nada foi o mesmo depois que o Radiohead apareceu.

E hoje a gente recorda tudo que andava rolando pelo caminho de Thom Yorke, Jonny Greenwood, Colin Greenwood, Ed O’Brien e Phil Selway, do comecinho do Radiohead até a era do definidor terceiro disco do quinteto, OK computer (1997).

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: reprodução internet). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

Ouça a gente preferencialmente no Castbox. Mas estamos também no Mixcloud, no Deezer e no Spotify.

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