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Interpol muda de gravadora e anuncia o enevoado “This mirror weighs a ton”

Depois de mais de duas décadas na Matador, o Interpol resolveu mudar de casa. A banda anunciou o oitavo álbum, This mirror weighs a ton, que sai em 28 de agosto pela Partisan (a casa de bandas como Idles) e sucede The other side of make-believe, de 2022. A produção ficou nas mãos de Andrew Wyatt (que já trabalhou com Charli XCX e Miike Snow), enquanto a mixagem é de David Fridmann, nome ligado a discos do The Flaming Lips.
Duas músicas já estão no ar. A faixa-título aposta naquele clima enevoado e meio cinematográfico que o Interpol sabe fazer bem, cheio de texturas e detalhes sonoros. Já See out loud puxa mais para o rock clássico da banda, mas com um detalhe diferente: Paul Banks divide os vocais principais com o guitarrista Daniel Kessler.
Além do disco novo, o Interpol também segue na estrada durante o verão do hemisfério norte. A banda tem shows próprios com abertura de nomes como Youth Lagoon, DIIV e julie, além de datas ao lado do SOMBR e participação no CBGB Fest, em Nova York, no dia 26 de setembro.
Confira abaixo as duas músicas, a capa de This mirror weighs a ton e os nomes das músicas do álbum.
Foto: Elliot Hazel / Divulgação
01. This mirror weighs a ton
02. See out loud
03. Iron city
04. Wounded soldier
05. Wings on fire
06. Ever the actor
07. So rides the reindeer
08. Darling thoughts
09. Wake up
10. Enemy
11. Bird and the serpent
12. Sudden

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Lou Reed parceiro de Madonna? Vai rolar em “Confessions II”

Madonna apareceu na sexta (5), no Beacon Theatre, em Nova York, durante o Festival de Tribeca, com um curta de quase 14 minutos baseado nas seis primeiras faixas de seu próximo disco, Confessions II. Depois da exibição rolou papo com a cantora, os diretores David Toro e Solomon Chase (a dupla TORSO) e o jornalista Anderson Cooper. E teve assunto pra caramba: lasers saindo de lugares improváveis, músicas inéditas, pegação em banheiro, o ator britânico Benedict Cumberbatch surgindo no meio da história e por aí vai.
Só que teve uma coisinha curiosa que acabou chamando mais atenção da Billboard do que muita coisa exibida no filme. Nos créditos finais de Confessions II, Lou Reed apareceu listado como compositor de Danceteria, uma das músicas novas de Madonna. O detalhe passou batido durante a conversa no palco – que, aliás, foi uma conversa só entre quem estava no palco, sem espaço pra perguntas nem da plateia nem da imprensa.
A explicação veio depois, quando a Billboard procurou a equipe de Madonna. Danceteria, música inspirada na famosa boate novaiorquina frequentada pela cantora no início dos anos 1980, usa uma interpolação de Walk on the wild side, maior clássico de Lou Reed. Em determinado momento, Madonna encaixa o famoso “do-do-do, do-do, do-do-do” da faixa, o suficiente pra Reed entrar oficialmente como coautor da música, ao lado dela, Andrew Watt e Stuart Price.
A tal Danceteria ainda traz referência a Debi Mazar, amiga de Madonna na época pré-fama — e com quem, segundo a própria cantora já contou, ela chegou a ter um caso. E Madonna nem de longe foi a primeira artista a puxar esse trecho de“Walk on the wild side pra dentro de outra música. O A Tribe Called Quest fez isso em Can I kick it?, em 1990. Marky Mark and the Funky Bunch também reciclou o trecho em Wildside, de 1991 — e conseguiu até superar Lou Reed na parada Billboard Hot 100. Mais recentemente, o Haim reaproveitou a melodia em Summer girl.
Curiosamente, apesar de sempre terem sido associados à Nova York artística e meio marginal que moldou suas carreiras, Madonna e Lou Reed nunca chegaram a colaborar de verdade. O encontro público mais próximo entre os dois aconteceu em 2008, na cerimônia do Rock & Roll Hall of Fame, quando Madonna entrou para o Hall e Reed apareceu por lá homenageando Leonard Cohen.
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Cápsula: single “Dopamina” une reggae do Skank e indie pop da Penélope

Vocalista da Penélope, Érika Martins já está há alguns anos morando em Minas (falou disso recentemente até com o Pop Fantasma). E foi do encontro dela e de Fernando Americano (guitarra, também Penélope) com dois ex-integrantes da banda mineira Skank, Haroldo Ferretti (bateria) e Lelo Zaneti (baixo), que nasceu o Cápsula, banda que ficou durante um ano construindo silenciosamente um novo repertório.
A primeira amostra sai agora com o single Dopamina – música que, sem trocadilho, funciona como uma cápsula sonora noventista, unindo o reggae do Skank ao rock pop e convidativo da Penélope. Já a letra fala sobre a exaustão digital e a ansiedade das notificações das plataformas. O texto de lançamento faz questão de enfatizar que a nova banda quis fugir das “músicas de algoritmo” como o diabo foge da cruz.
Antes de Dopamina sair, o quarteto ficou trancado no estúdio de Haroldo, o Bamboo – que funciona na casa do músico e é cercado pelas montanhas de Nova Lima, em Minas Gerais – criando músicas e experimentando sons. E tudo foi sendo criado sem pressa, com temas como ansiedade digital, relações líquidas, exaustão emocional e a sensação permanente de hiperconexão surgindo nas letras das outras músicas do Cápsula.
O som, por sua vez, é definido por eles como uma mescla de pop, pós-punk, dub, indie rock e o chamado “rock adulto” – tudo a ver com o encontro de uma banda eternamente cult como a Penélope, com o reggae-rock-pop noventista do Skank. Você ouve Dopamina aí.
Foto: Diego Ruahn / Divulgação
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Pixies: relançamentos de luxo trazem músicas inéditas da fase clássica

Os Pixies comemoram 40 anos e quem ganha o presente é… Bom, não é exatamente um presente, e vai sair a preço caro: a banda vai relançar seus dois últimos álbuns da primeira fase, Bossanova (1990) e Trompe le monde (1991), numa colaboração deles e da gravadora 4AD com a Dinked, uma espécie de coletivo de varejistas indies de música do Reino Unido.
Os dois discos saem em tiragens de 3.400 exemplares cada um (eram 2.200, mas rolou um aumentinho), com remasterização de Kevin Vanbergen, feita a partir dos tapes originais. E ainda há novidades. Bossanova, por exemplo, sai com um booklet de 16 páginas – uma réplica da edição original do Reino Unido. E os dois álbuns ganham singles bônus de 10 polegadas com músicas extras que só agora veem a luz do dia.
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Com Bossanova, vem um single composto por uma versão de Dig for fire gravada por Steve Albini em 1987, para sair em Surfer Rosa, segundo disco da banda (1988) mas que acabou engavetada. Além da inédita Go man go, uma raríssima parceria dos inimigos íntimos Black Francis e Kim Deal (baixista).
Essa última foi gravada nas sessões de Bossanova – e acabou sendo também gravada pelas Breeders, a banda de Kim, nas sessões do disco Last splash (1993). Se a versão dos Pixies sai só agora, a das Breeders demorou também pra sair (veio à tona só no relançamento de 30 anos de Last splash, há três anos).
Já Trompe le monde ganha de acréscimo um single com Brackish boy, gravada nas sessões do álbum – é aquela mesma música que Black Francis gravou em seu primeiro álbum solo, Frank Black (1993). E também com uma descoberta feita por Kevin quando ouviu as fitas que os Pixies deixaram gravadas: é a experimental Punk loop. De todas as músicas do disco, essa era a única completamente desconhecida.
A pré-venda dos discos já rola no site da Dinked a partir de hoje (links aqui e aqui), e vale correr – mas eles só chegam pra todo mundo no dia 11 de setembro. E vale lembrar que não é o único lançamento comemorativo do grupo, já que em 26 de junho sai pela primeira vez em vinil Complete B-sides, coletânea de lados B lançada em CD em 2001. Foi nesse disco que uma turma enorme escutou pela primeira vez faixas como Wave of mutilation (UK Surf), Into the white, Bailey’s walk e The thing.
Em LP, Complete B-sides vai ocupar três lados de vinil. O quarto lado vai trazer material bônus ao vivo, incluindo seis gravações extras lançadas posteriormente pela banda, entre elas a versão ao vivo de Debaser, que saiu originalmente em 1997. Para esta nova versão de Complete B-Sides, o designer Chris Bigg criou uma arte inédita utilizando imagens raras feitas pelo fotógrafo Simon Larbalestier durante a fase clássica da banda.
Teve mais: em 2024, Pixies at the BBC, coletânea de gravações de sessões de rádio da BBC lançada pela 4AD originalmente em 1998, ganhou relançamento estendido com o nome de Pixies at the BBC, 1988–91, e mais nove faixas. Uma delas é a versão dos Pixies para Hang on to your ego, dos Beach Boys (música que com o fim da banda, vazaria para o primeiro solo de Black Francis). A releitura da banda foi feita no programa do radialista John Peel, em 1990.
Foto: Reprodução Instagram








































