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Lou Reed parceiro de Madonna? Vai rolar em “Confessions II”

Madonna apareceu na sexta (5), no Beacon Theatre, em Nova York, durante o Festival de Tribeca, com um curta de quase 14 minutos baseado nas seis primeiras faixas de seu próximo disco, Confessions II. Depois da exibição rolou papo com a cantora, os diretores David Toro e Solomon Chase (a dupla TORSO) e o jornalista Anderson Cooper. E teve assunto pra caramba: lasers saindo de lugares improváveis, músicas inéditas, pegação em banheiro, o ator britânico Benedict Cumberbatch surgindo no meio da história e por aí vai.
Só que teve uma coisinha curiosa que acabou chamando mais atenção da Billboard do que muita coisa exibida no filme. Nos créditos finais de Confessions II, Lou Reed apareceu listado como compositor de Danceteria, uma das músicas novas de Madonna. O detalhe passou batido durante a conversa no palco – que, aliás, foi uma conversa só entre quem estava no palco, sem espaço pra perguntas nem da plateia nem da imprensa.
A explicação veio depois, quando a Billboard procurou a equipe de Madonna. Danceteria, música inspirada na famosa boate novaiorquina frequentada pela cantora no início dos anos 1980, usa uma interpolação de Walk on the wild side, maior clássico de Lou Reed. Em determinado momento, Madonna encaixa o famoso “do-do-do, do-do, do-do-do” da faixa, o suficiente pra Reed entrar oficialmente como coautor da música, ao lado dela, Andrew Watt e Stuart Price.
A tal Danceteria ainda traz referência a Debi Mazar, amiga de Madonna na época pré-fama — e com quem, segundo a própria cantora já contou, ela chegou a ter um caso. E Madonna nem de longe foi a primeira artista a puxar esse trecho de“Walk on the wild side pra dentro de outra música. O A Tribe Called Quest fez isso em Can I kick it?, em 1990. Marky Mark and the Funky Bunch também reciclou o trecho em Wildside, de 1991 — e conseguiu até superar Lou Reed na parada Billboard Hot 100. Mais recentemente, o Haim reaproveitou a melodia em Summer girl.
Curiosamente, apesar de sempre terem sido associados à Nova York artística e meio marginal que moldou suas carreiras, Madonna e Lou Reed nunca chegaram a colaborar de verdade. O encontro público mais próximo entre os dois aconteceu em 2008, na cerimônia do Rock & Roll Hall of Fame, quando Madonna entrou para o Hall e Reed apareceu por lá homenageando Leonard Cohen.
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Robert Smith diz que The Cure tem três discos a caminho, incluindo um álbum “bem pop”

Tem três (isso mesmo, três) discos do The Cure a caminho. Foi o que Robert Smith revelou num papo com a BBC 6 Music nesta terça (8). “Gravamos músicas suficientes para três álbuns, então o segundo já está pronto e está prestes a ser entregue à Universal”, disse o líder do grupo.
O tal terceiro álbum está em produção e é um disco mais pop – Smith diz sentir inclusive que as pessoas provavelmente vão achar que o álbum é desse jeito por influência de Olivia Rodrigo, com quem Smith fez recentemente What’s wrong with me, cantada pelos depois no show da cantora no Primavera Sound, no último fim de semana.
“Agora que estou fazendo isso, as pessoas pensam: ‘Ah, é porque ele está trabalhando com a Olivia’, porque o terceiro disco é bem animado”, disse.”É bem pop, mas não se compara melodicamente ao que a Olivia faz, mas é a minha ideia de Cure pop. Provavelmente é 20 BPM mais lenta do que qualquer coisa que ela faça, mas (comparada com) o que fizemos nos últimos anos, é muito rock. É arrasadora”.
Interessante: será que vem por aí algo igual ao próprio The Cure em discos como The head on the door (1985)? Talvez, mas isso fica pra mais tarde, porque o próximo disco da banda, segundo Smith, vai ser beeeeem dark.
“O próximo, se possível, é ainda mais sombrio que Songs of a lost world (o mais recente da banda, de 2024). Quer dizer, ‘sombrio’, essa é uma palavra horrível! Mas é bem pesado emocionalmente. Tem relação com Songs of a lost world, mas apresenta uma perspectiva diferente”, disse ele.
O Cure, você deve saber, teve várias fases ao longo de sua história – e em quase todas elas, foi uma banda sombria, pop, introspectiva, dançante, quase tudo ao mesmo tempo. Provavelmente os três discos que vêm por aí vão ser uma mistura de todos esses lados.
Enquanto você aguarda, assista ao show da banda no Primavera Sound no último fim de semana – show esse que marcou a volta do Cure aos palcos depois de dois anos. E veja toda a entrevista com Smith à BBC aí embaixo.
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Interpol muda de gravadora e anuncia o enevoado “This mirror weighs a ton”

Depois de mais de duas décadas na Matador, o Interpol resolveu mudar de casa. A banda anunciou o oitavo álbum, This mirror weighs a ton, que sai em 28 de agosto pela Partisan (a casa de bandas como Idles) e sucede The other side of make-believe, de 2022. A produção ficou nas mãos de Andrew Wyatt (que já trabalhou com Charli XCX e Miike Snow), enquanto a mixagem é de David Fridmann, nome ligado a discos do The Flaming Lips.
Duas músicas já estão no ar. A faixa-título aposta naquele clima enevoado e meio cinematográfico que o Interpol sabe fazer bem, cheio de texturas e detalhes sonoros. Já See out loud puxa mais para o rock clássico da banda, mas com um detalhe diferente: Paul Banks divide os vocais principais com o guitarrista Daniel Kessler.
Além do disco novo, o Interpol também segue na estrada durante o verão do hemisfério norte. A banda tem shows próprios com abertura de nomes como Youth Lagoon, DIIV e julie, além de datas ao lado do SOMBR e participação no CBGB Fest, em Nova York, no dia 26 de setembro.
Confira abaixo as duas músicas, a capa de This mirror weighs a ton e os nomes das músicas do álbum.
Foto: Elliot Hazel / Divulgação
01. This mirror weighs a ton
02. See out loud
03. Iron city
04. Wounded soldier
05. Wings on fire
06. Ever the actor
07. So rides the reindeer
08. Darling thoughts
09. Wake up
10. Enemy
11. Bird and the serpent
12. Sudden

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Cápsula: single “Dopamina” une reggae do Skank e indie pop da Penélope

Vocalista da Penélope, Érika Martins já está há alguns anos morando em Minas (falou disso recentemente até com o Pop Fantasma). E foi do encontro dela e de Fernando Americano (guitarra, também Penélope) com dois ex-integrantes da banda mineira Skank, Haroldo Ferretti (bateria) e Lelo Zaneti (baixo), que nasceu o Cápsula, banda que ficou durante um ano construindo silenciosamente um novo repertório.
A primeira amostra sai agora com o single Dopamina – música que, sem trocadilho, funciona como uma cápsula sonora noventista, unindo o reggae do Skank ao rock pop e convidativo da Penélope. Já a letra fala sobre a exaustão digital e a ansiedade das notificações das plataformas. O texto de lançamento faz questão de enfatizar que a nova banda quis fugir das “músicas de algoritmo” como o diabo foge da cruz.
Antes de Dopamina sair, o quarteto ficou trancado no estúdio de Haroldo, o Bamboo – que funciona na casa do músico e é cercado pelas montanhas de Nova Lima, em Minas Gerais – criando músicas e experimentando sons. E tudo foi sendo criado sem pressa, com temas como ansiedade digital, relações líquidas, exaustão emocional e a sensação permanente de hiperconexão surgindo nas letras das outras músicas do Cápsula.
O som, por sua vez, é definido por eles como uma mescla de pop, pós-punk, dub, indie rock e o chamado “rock adulto” – tudo a ver com o encontro de uma banda eternamente cult como a Penélope, com o reggae-rock-pop noventista do Skank. Você ouve Dopamina aí.
Foto: Diego Ruahn / Divulgação






































