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Neil Young vai ganhar mais dois discos de covers com King Princess, Draco Rosa e outros nomes

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Neil Young vai ganhar mais dois discos de covers com King Princess, Draco Rosa e outros nomes

O segmento de “discos de covers” (naquela onda de “várias bandas regravando músicas do mesmo fulano”) assusta – tem muito projeto por aí que só faz empilhar covers sem pé nem cabeça. Agora, Heart of gold: The songs of Neil Young Volume I, lançado ano passado, não só não assusta como é uma bela coleção de versões, incluindo artistas como Fiona Apple e Eddie Vedder interpretando canções de Young.

Deu tão certo – e Neil tem um catálogo tão rico – que vêm mais dois volumes aí. Heart of gold, Vol. 2 – Out of the blue e Vol. 3 – Into the black, saem em breve, cabendo nomes como MJ Lenderman, Kurt Vile, Ben Gibbard, My Morning Jacket, Lucinda Williams, Los Lobos, Jesse Malin, Devendra Banhart e Modest Mouse com Califone. Mais uma vez, toda a renda das coletâneas será destinada à Bridge School de Young.

Já saíram dois singles. Num deles, King Princess, interpreta Helpless, música que Young escreveu para o álbum Déjà vu, de 1970, do Crosby, Stills, Nash & Young. A gravação foi feita numa tomada só, sem metrônomo, e KP alongou a música, por sempre tê-la achado curta demais.

“Senti que era obra do destino que me pedissem para cantar Helpless. É a música favorita da minha mãe e minha do Neil Young; consigo ouvi-la cantando no carro a caminho do interior do estado. Quanto ao processo de gravação, Brad Oberhofer e eu decidimos gravá-la juntos no estúdio do meu pai (gravada pelo próprio pai). Tentamos gravá-la da forma mais simples e intimista possível, como a versão do Crosby, Stills, Nash & Young. Brad tocou guitarra e eu toquei bateria e teclado”, contou.

E você não vai acreditar quem fez uma versão fodaralhástica de After the gold rush, de Young. Lembra do Robbie Rosa, ex-Menudo? Ele adotou o nome artístico Draco Rosa e hoje é um cantor folk – e foi ele quem releu este clássico. Ouça as duas aí embaixo.

Os dois álbuns, Vol. 2 e 3, saem no dia 6 de novembro. Confira a lista de faixas abaixo.

Heart of gold: The songs of Neil Young, Vol. 2 – Out of the blue:
01. My Morning Jacket – Like a hurricane (com a Preservation Hall Jazz Band)
02. Ann Wilson – Walk with me
03. Draco Rosa – After the gold rush
04. Peter Frampton & John Jorgenson – Heart of gold (com Jay Dee Maness, Herb Pedersen, Steve Duncan e Mark Fain)
05. Lucinda Williams – Don’t be denied
06. Los Lobos – Cinnamon girl
07. Edie Brickell – Only love can break your heart
08. Tyler Ballgame – Tell me why
09. Sharlotte Gibson – Ohio
10. Jesse Malin – Pocahontas
11. Southside Johnny & Bobby Bandiera – Rockin’ in the free world
12. Dramarama – Kinda fonda wanda

Heart of gold: The songs of Neil Young, Vol. 3 – Into the black
01. Briston Maroney – My my, hey hey (Out of the blue)
02. LP – Harvest moon
03. King Princess – Helpless
04. Modest Mouse – Barstool blues (com Califone)
05. Ben Gibbard – Don’t cry no tears
06. MJ Lenderman – Separate ways
07. Cold War Kids – Tonight’s the night
08. Kurt Vile And The Violators – When your lonely heart breaks
09. Devendra Banhart – Pardon my heart
10. Emily Hackett – Everybody knows this is nowhere
11. RAC – Hey hey, my my (Into the black) (com Kelcey Ayer)
12. New Constellations – Unknown legend

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Balaclava Records anuncia data extra de Godspeed You! Black Emperor em SP

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Godspeed You! Black Emperor (Foto: Divulgação)

Não é sonho, é realidade – e ainda por cima deu tão certo que vai ter data extra. Com ingressos esgotados, o selo e produtora Balaclava Records anuncia nova data para a banda canadense Godspeed You! Black Emperor, um dos nomes mais influentes no gênero post-rock. Além de 23 de novembro, eles se apresentam no dia 24, na Audio, em São Paulo.

Os ingressos já estão à venda online no site da Ingresse, nos setores Pista e Camarote. Para quem deseja comprar sem taxa de conveniência, o Takkø Café é o ponto de venda físico oficial, no bairro Vila Buarque. Confira os dias e horários de funcionamento do estabelecimento.

O Godspeed existe desde 1994 e, na real, combina mistério com atenção e presença – como a banda se apresenta ao vivo, existem fotos dos integrantes por aí, inclusive do criador do grupo, Efrim Menuck. Só que a banda vai na linha do anti-culto à personalidade: só divulgaram duas fotos de divulgação até hoje e concedeu poucas entrevistas, todas por escrito e respondidas coletivamente pela banda. Vai procurar redes sociais deles? A banda não tem nenhuma, e também nunca lançou clipes. O Godspeed You! também funciona como um coletivo, com vários músicos trabalhando ao mesmo tempo – na prática não é “apenas” uma banda comum.

Após um hiato de sete anos que começou em 2003, o Godspeed retornou aos palcos em dezembro de 2010 (como curador do festival britânico All Tomorrow’s Parties), e o período pós-reunião da banda já dura mais de uma década. Em outubro de 2024 saiu o nono álbum do grupo, e o quinto após o retorno, NO TITLE AS OF 13 FEBRUARY 2024 28,340 DEAD (resenhamos aqui).

O título do álbum refere-se ao número relatado de mortes de palestinos por ataques israelenses entre 7 de outubro de 2023 e 13 de fevereiro de 2024 durante a invasão israelense de Gaza – números fornecidos pelo Ministério da Saúde de Gaza.

Nos shows, os longos temas do grupo são acompanhados por projetores de 16mm exibindo colagens de loops e rolos de filmes analógicos sobrepostos, transformando tudo em uma experência, digamos, imersiva (palavra gasta, mas que define bem o que costuma rolar).

Confira as infos da data extra aí embaixo (as infos do show do dia 23, com ingressos esgotados, estão aqui).

Foto: Divulgação

SERVIÇO
Balaclava Records apresenta: Godspeed You! Black Emperor em São Paulo

Data: 24 de Novembro de 2026, terça-feira (Data extra!)
Local: Audio
Endereço: Av. Francisco Matarazzo, 694 – Água Branca, São Paulo – SP, 05001-100
Horários: Portas 20h / Show 21h30
Classificação etária: 16+ / menores de 16 anos acompanhados dos pais ou responsável legal
Ingressos aqui.
Ponto de venda físico (sem taxa de conveniência):
Takkø Café
R. Maj. Sertório, 553 – Vila Buarque – São Paulo/SP
Horários: Terça à Sexta, das 8h às 17h / Sáb, dom e feriados, das 9h às 18h.
Saiba mais em @takkocafesp no Instagram

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Bea, irmã de Greta Thunberg, aposta na música pop e quer fugir da sombra da ativista

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Bea, irmã de Greta Thunberg, aposta na música pop e quer fugir da sombra da ativista

Virou notícia que a ativista ambiental sueca Greta Thunberg tem uma irmã de 20 anos, Beata MonaLisa, ou simplesmente Bea, que é cantora, dançarina, modelo, atriz, produtora, escritora, coreógrafa, e está gravando o primeiro disco. Com tantos trabalhos diferentes, Bea tem uma imagem pública bem diferente da irmã: além de investir na música e nas artes, é uma influencer super conhecida, que aliás teve seu Instagram roubado por um dia inteiro recentemente.

“Eu fiquei desesperada. Sumiu por um dia e meus amigos começaram a me ligar perguntando: ‘Você foi sequestrada?!'”, contou ela à revista Interview, que resolveu apresentar Bea a um público que provavelmente só a conhecia como “a irmã da Greta”. A definição que, aliás, parece ser justamente a que ela mais tenta evitar, já que enquanto Greta se tornou uma das vozes mais conhecidas do movimento ambiental, ela preferiu investir numa carreira artística que mistura música pop, dança, moda e performance.

A música, aliás, vem de casa. Antes mesmo da fama internacional da filha mais velha, a mãe das duas, Malena Ernman, já era uma cantora de ópera bastante conhecida na Suécia e chegou a representar o país no Eurovision de 2009. O pai, Svante Thunberg, também trabalhou como ator. Ou seja: o palco sempre pareceu um destino mais natural para Bea do que qualquer palanque.

“Comecei a dançar aos três anos e a cantar aos sete. Eu me apresentava em shows na escola e todos me achavam irritante. Eu sofria bullying de todos”, disse. “Agora, os valentões me seguem. Eles ficam dizendo: ‘A gente estudava junto’. E eu fico tipo…”

Alguns singles já foram lançados. O primeiro álbum ainda não tem data de lançamento, mas ela diz que está mergulhada nas gravações e define o projeto como algo profundamente pessoal. Ela diz que está compondo tudo sozinha – coisa rara nesse universo pop de músicas feitas a 20 mãos – e que o disco tem músicas que ela escreveu aos 13 anos. “Elas evoluíram. Eu sou perfeccionista”, contou.

Ela diz que o disco tem “uma mensagem clara. Pró-LGBTQIA+, anti-machismo”, conta. “Não, mas meus fãs sim. Fui convidada pelo apresentador do Drag Race Sweden , Robert Fux, para cantar em um evento LGBTQIA+. Foi a melhor noite da minha vida. Senti que fui aceita como artista pela primeira vez. Foi graças à comunidade LGBTQIA+. Compus uma música em homenagem a eles no táxi a caminho de casa, chamada You’re the upgrade.

“Tenho muitos produtores homens heterossexuais que me dizem como cantar”, revela. “Eles querem sentir que me ensinaram. Uma mulher jovem e extrovertida é muito provocativa, especialmente para eles, porque querem ter o controle. O álbum é sobre a liberdade de identidade e o empoderamento feminino. Tenho uma música para lançar em que eu zombo do Trump”.

A ideia de Bea e sua turma é construir uma identidade que passe longe da curiosidade em torno da família. Em vez de tentar competir com a projeção de Greta, Bea prefere falar sobre os próprios interesses, que vão da música à coreografia, passando pela produção audiovisual e pela escrita. Aliás perguntada sobre a irmã, respondeu: “Eu não sou responsável pela vida de outras pessoas” (eita).

Foto: Reprodução Instagram

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Giovani Baroni apresenta “Mecânica dos fluidos”, primeiro mergulho no disco “bLU”

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Giovani Baroni (Foto: Divulgação)

Após mais de uma década na cena independente de São Paulo – incluindo seu trabalho com a banda de rock alternativo sukya || porno – o músico Giovani Baroni vive hoje na Cidade do México. E inicia uma nova fase com seu primeiro álbum solo, Blu (estilizado para bLU), que será lançado em 12 de setembro. Um disco que ele que define como um “álbum narrativo”, do tipo que você precisa escutar do começo ao fim sem pular nada – ou então perde parte da trama.

O som mistura shoegaze, progressivo, alternativo brasileiro e latino-americano em geral (“nomes como Terno Rei, Rancore, Boogarins, Candelabro, El Mató a un Policía Motorizado, e Adorável Clichê”, lembra ele). Mecânica dos fluidos, música que adianta o disco, é, segundo ele, a faixa mais direta e imediata – combina texturas de shoegaze, melancolia delicada e algo mais próximo do tual indie rock nacional. E é curtinha, com pouco mais de dois minutos. “É a faixa mais pop do disco”, explica ele.

O título Mecânica dos fluidos nasceu de uma disciplina que Baroni cursou na universidade. Fascinado pelas forças invisíveis que regem correntes, pressão e movimento, ele transformou esses conceitos da física em uma metáfora para o amor: algo intangível, transformador e em constante movimento. E dá pra ver que a ideia é que Blu seja bem mais que uma coleção de músicas, com faixas interligadas e “estética aquática”, como Baroni define.

Foto: Divulgação

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