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Soprü transforma o Tocantins em paisagem afetiva e em som indie pop

Banda indie de Palmas (TO), o Soprü tá pavimentando o caminho até seu próximo disco, que sai em breve pelo selo Rockambole. Já saíram os singles Douraddo e ArraiasCéus (lançado ontem). O som une indie pop, música brasileira e memórias pessoais ligadas à capital – e tem o diferencial de incluir na formação os clarinetes, instrumentos pouco usuais no rock e no pop.
Um detalhe tanto de Douraddo quanto de ArraiasCéus é que a banda fala de sua cidade não apenas como o lugar físico – Tocantins se transforma na arena em que sentimentos e emoções podem acontecer, por causa de situações vividas e imaginadas. Isso rola bastante por causa da escrita de Carvalho Samuel, vocalista e letrista do grupo.
Em Douraddo, tudo rola em meio a imagens de calor, impérios, ruas e símbolos como o carnaval – e Carvalho espera que cada um construa seu próprio imaginário. O som é dançante, com referências de pop oitentista e de sons mais recentes do indie pop, com beats e toques de guitarra ligados a uma gama de artistas que vai de The Police a Marina Lima.
ArraiasCéus vai na mesma onda, mas a MPB surge como citação até na letra, que fala de Belchior (“ele fugiu e não vai mais voltar”, canta Carvalho), enquanto várias texturas vão sendo remexidas de forma quase psicodélica.
Tem mais: no mês de agosto, quem for ao festival Bananada, em Goiânia, vai conferir o show do Soprü no projeto 5 Bandas. A apresentação acontece no dia 19 de agosto e antecede a chegada do novo álbum, previsto para os meses seguintes.
Você conhece os dois sons abaixo!
Foto: João Pedro Monteiro (@cyberj0n) / Divulgação
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She Has Gone Insane estreia com punk, metal, groove e crítica ao patriarcado

RESUMO: A banda do ABC Paulista She Has Gone Insane estreia com Authority vendetta, single que mistura groove, metal, punk e hardcore para questionar rótulos impostos às mulheres.
Texto: Ricardo Schott – Foto: Gabriel Cezars / Divulgação
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“Ela ficou louca” é o tipo de rótulo que aparece quando uma mulher sai do comportamento que esperam dela. É justamente essa ideia que está por trás de Authority vendetta, single de estreia da She Has Gone Insane, banda do ABC Paulista.
O nome do quarteto provoca: a vocalista Nico Modena explica que She Has Gone Insane ironiza a forma como a liberdade feminina costuma ser tratada – e muitas vezes, ela é vista como “loucura”. Tocar bateria, ter uma banda ou simplesmente viver fora do molde patriarcal… nada disso deveria ser tratado dessa forma.
Musicalmente, Authority vendetta também não escolhe uma única gaveta. A faixa junta as levadas do soul dos anos 1970 ao peso do metal, à velocidade do punk e ao hardcore. O resultado passa por riff pesado, baixo presente, bateria forte e vocais que alternam drive e groove.
A She Has Gone Insane reúne Nico Modena (vocal), André Alves (guitarra), Luisa Sauer (bateria) e Juliano Demarchi (baixo), músicos que já circulam por diferentes projetos da cena independente paulista. Authority vendetta é a primeira faixa da banda a sair oficialmente – em quatro meses, fizeram dez canções. O single sai pela Rookie Records, de Hamburgo. E a música já ganhou clipe
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Echo and The Bunnymen traz lembranças do groove dos Doors em novo single

RESUMO: Echo and the Bunnymen lança mais uma do disco Apples for Isaac, primeiro álbum de inéditas em 12 anos: é Take me by the hand, com guitarras circulares, clima sombrio e lembranças de The Doors.
Texto: Ricardo Schott – Foto: Fritz / Divulgação
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Como tá sua expectativa pro próximo disco do Echo and The Bunnymen? A nossa vai muito bem, obrigado: Apples for Isaac, primeiro disco de inéditas da banda em 12 anos, sai em 18 de setembro pela BMG, e o grupo acaba de divulgar o terceiro single do álbum – é a faixa de abertura do disco, Take me by the hand.
A nova música é repleta de grooves de guitarra, e tem uma onda bem ligada àquela época em que o Echo parecia se esforçar para reproduzir o groove e a vibe misteriosa e circular dos Doors. Ian McCulloch canta de forma mais áspera e a letra parece aludir à necessidade de simplificar a vida, num tempo cada vez mais caótico. O outros singles já lançados foram Brussels is haunted e The light that surrounds you.
Apples for Isaac foi produzido pelo vocalista Ian McCulloch, que também ficou responsável pela mixagem, juntamente com Alan Moulder e Andrea Wright. Levado adiante hoje em dia por Ian e pelo guitarrista Will Sargeant, o Echo contou também com o serviços de um outro baterista já “ido”: Clem Burke, do Blondie, morto em abril do ano passado, toca em dez das onze músicas.
“O poderoso e lendário Clem Burke – amigo de longa data do Mac – foi fundamental para a criação do álbum e, infelizmente, faleceu durante sua finalização… Te amamos, Clem X””., comentou a banda.
Apples for Isaac sucede Meteorites, de 2014, e a coletânea The stars, the oceans & the moon, lançada em 2018. Num papo com a Mojo, recentemente, Ian falou sobre o intervalo de mais de dez anos entre os dois discos. “O que nos atrasou? Acho que a Covid teve algo a ver com isso”, disse ele. “Mas eu também queria, liricamente, que tudo fizesse sentido — ou que fosse enigmaticamente importante. O que é uma baita frase”.
McCulloch acrescentou que “mais do que qualquer outro disco que eu me lembre, ele (Apples for Isaac) está soando exatamente como eu o imaginava. Eu simplesmente disse (pra mim mesmo): cante como você quer se ouvir”.
Você acha mais infos sobre o próximo disco do Echo aqui.
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Then Comes Silence lança “Judgement day” e propõe uma festa de fim do mundo

RESUMO: O Then Comes Silence, vindo da Suécia, faz pós-punk e rock gótico e lança o single Judgement day, que sai com clipe dirigido por Damon Zurawski.
Texto: Ricardo Schott – Foto: Alexandra Peterson / Divulgação
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A banda sueca Then Comes Silence está de volta com Judgement day, primeiro single de seu próximo álbum, Requiem ballroom, previsto para este ano pela Metropolis Records. A faixa combina pós-punk e rock gótico com uma batida eletrônica e parte de uma ideia pouco solene sobre o fim do mundo: celebrar os erros, as escolhas ruins e a vida sem muito arrependimento.
Segundo o vocalista e baixista Alex Svenson, a música foi a primeira composta para o novo disco e nasceu como uma homenagem ao Killing Joke. “Essa música celebra os perversos tendo uma boa trajetória até seus últimos dias. Aos olhos de algumas pessoas, nós também somos velhos roqueiros que bebem cerveja e provavelmente seremos os primeiros a partir. Que seja. Tivemos uma boa trajetória”, afirma.
O guitarrista Hugo Zombie também cita Killing Joke como referência, especialmente o guitarrista Geordie Walker. “A guitarra é inspirada em KJ e é uma pequena homenagem a Geordie”, diz.
O clipe de Judgement day, dirigido por Damon Zurawski, transforma a música em uma espécie de festa antes da catástrofe, com a banda tocando em meio a convidados. O vídeo ganhou ainda um registro de bastidores produzido por Marzipan Moonlight, mostrando a gravação e a participação da comunidade gótica de Estocolmo.
Formado em 2012 por Svenson, o Then Comes Silence passou a funcionar como trio em 2022, com Jonas Fransson na bateria e Hugo Zombie na guitarra. A banda vem construindo sua trajetória entre o pós-punk, o darkwave e o rock gótico, com discos como Hunger (2022) e Trickery (2024).
Requiem ballroom será o oitavo álbum do grupo e terá duas partes. A parte Ballroom foi mixada por Jon Bordon, enquanto Requiem ficou a cargo de Tom van Heesch. A masterização é de Svante Forsbäck.
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