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Godspeed You! Black Emperor: lenda do post rock vem ao Brasil em novembro

Se você andou lendo por aí que a banda x é muito “misteriosa”, pode apostar que há grupos bem mais misteriosos que esse ai – e um deles tá vindo ao Brasil. O selo e produtora Balaclava Records anuncia a vinda inédita ao país da banda canadense Godspeed You! Black Emperor, um dos nomes mais influentes no post rock.
O Godspeed existe desde 1994 e, na real, combina mistério com atenção e presença – como a banda se apresenta ao vivo, existem fotos dos integrantes por aí, inclusive do criador do grupo, Efrim Menuck. Só que a banda vai na linha do anti-culto à personalidade: só divulgaram duas fotos de divulgação até hoje e concedeu poucas entrevistas, todas por escrito e respondidas coletivamente pela banda. Vai procurar redes sociais deles? A banda não tem nenhuma, e também nunca lançou clipes. O Godspeed You! também funciona como um coletivo, com vários músicos trabalhando ao mesmo tempo – na prática não é “apenas” uma banda comum.
Após um hiato de sete anos que começou em 2003, o Godspeed retornou aos palcos em dezembro de 2010 (como curador do festival britânico All Tomorrow’s Parties), e o período pós-reunião da banda já dura mais de uma década. Em outubro de 2024 saiu o nono álbum do grupo, e o quinto após o retorno, NO TITLE AS OF 13 FEBRUARY 2024 28,340 DEAD (resenhamos aqui).
O título do álbum refere-se ao número relatado de mortes de palestinos por ataques israelenses entre 7 de outubro de 2023 e 13 de fevereiro de 2024 durante a invasão israelense de Gaza – números fornecidos pelo Ministério da Saúde de Gaza.
Nos shows, os longos temas do grupo são acompanhados por projetores de 16mm exibindo colagens de loops e rolos de filmes analógicos sobrepostos, transformando tudo em uma experência, digamos, imersiva (palavra gasta, mas que define bem o que costuma rolar).
O show do Godspeed You! Black Emperor rola em 23 de novembro de 2026, uma segunda-feira, na Audio, em SP. Mais infos abaixo.
SERVIÇO:
Balaclava Records apresenta: Godspeed You! Black Emperor em São Paulo
Data: 23 de Novembro de 2026, segunda-feira
Local: Audio
Endereço: Av. Francisco Matarazzo, 694 – Água Branca, São Paulo – SP, 05001-100
Horários: Portas 20h / Show 21h30
Classificação etária: 16+ / menores de 16 anos acompanhados dos pais ou responsável legal
Ingressos aqui
Ponto de venda físico (sem taxa de conveniência): Takkø Café
R. Maj. Sertório, 553 – Vila Buarque – São Paulo/SP
Horários: Terça à Sexta, das 8h às 17h / Sáb, dom e feriados, das 9h às 18h.
Foto: Divulgação
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Goromax: stoner paraibano cantado em português, com dois singles

Ainda é só o começo pro Goromax. A banda paraibana surgiu ano passado com a ideia de fazer stoner rock unido a referências de metal e hard rock (uma receita associável diretamente ao começo do estilo, com bandas como Masters Of Reality e Kyuss). A ideia é soar pesado, mas ao mesmo tempo em que rola uma busca pela experimentação, com guitarras e baixos afinados da forma mais grave possível.
Kobal Ferrer (vocalista e guitarrista), Uyl Aires (baixo e backing vocal) e Thamires Ellis (bateria) também exploram climas bem graves nas letras, que falam de temas como “ansiedade, valores humanos, degradação social, colapso emocional”, sempre do lado da introspecção. E nada de letras em inglês: o lance do trio é compor em português mesmo.
Por enquanto, Kobal, Uyl e Thamires têm só dois singles. O mais recente, Vai além, tem clima metálico e e épico, e abre com uma introdução bem ligada a Children of the grave, do Black Sabbath – embora se estabilize num andamento bem mais lento. Ataque, que abriu os trabalhos do grupo, tem metal, groove e punk misturados, e clima trevoso na letra e na melodia. Além dos singles, tem um EP do trio vindo aí: em maio, a banda avisou no Instagram que o disco já estava sendo finalizado.
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Barragem encerra hiato e lança “Pinole”, inspirada por jornada indie nos EUA

Depois de quase dois anos em pausa, a banda paulista Barragem voltou com a inédita Pinole. O single nasceu a partir da experiência da banda numa turnê independente pela Califórnia, realizada em 2024 de maneira improvisada e autofinanciada.
Na época, Isabella Velleda, Guilherme Jorge e MX Rosa passaram por cidades das regiões de San Francisco e Los Angeles, dividindo shows com bandas locais e se aproximando de iniciativas ligadas a acesso à cultura e combate à desigualdade. A viagem acabou influenciando diretamente o rumo da banda depois da volta ao Brasil.
“O momento da música independente é de isolacionismo e tribalismo. Parece que cada banda está cada vez mais fechada em si mesma, com menos troca e menos construção conjunta. Mas voltamos da turnê com os olhos num futuro onde a comunidade e o suporte mútuo voltarão a ser o foco”, explica Guilherme Jorge.
Musicalmente, Pinole mistura country com vibe punk-pop e estradeira – há até cordas e metais. MX Rosa diz que a faixa foi ganhando influências diferentes ao longo do processo de composição e gravação. “A afinação da guitarra foi inspirada no banjo americano, a bateria incorpora diferentes elementos de percussão, e ao longo de um ano e meio entre a composição e a gravação, tem mais influências do que dá pra lembrar”.
O clipe da música também usa imagens registradas pela própria banda durante a viagem aos Estados Unidos, com edição de Vitor Formagio. “Meu interesse pelo Green Day me levou a visitar e criar amizades na Bay Area, região de onde eles vieram. Depois disso, a ideia de a Barragem tocar por lá não pareceu tão distante”, relembra Isabella.
“Nos hospedamos com músicos locais e recebemos muita ajuda para realizar os shows. Foi esse senso forte de comunidade e engajamento que nos levou a compor a música e entrar em pausa, para entender o que realmente queríamos como banda. Agora, sentimos que já era hora de voltar”, completa.
Pinole foi gravada no Urgent Studios, em São Paulo, com produção de Luke Mello. A faixa também tem participações de Ana Laura Zanetti no violino, Matheus Monteiro na viola e Robert Magalhães no trompete. “Essa foi nossa primeira vez compondo e arranjando para outros músicos. Foi um desafio, mas com certeza um passo à frente na nossa evolução como banda. E os músicos parceiros fizeram um ótimo trabalho”, ressalta MX.
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The Days Away mistura Smiths e Cure em pós-punk melancólico

“Os vestígios emocionais que permanecem depois que os momentos íntimos desaparecem, quando as fotografias se tornam o único testemunho de algo que um dia pareceu real”, diz a banda The Days Away sobre seu novo single, Fotos em mi celular. O trio vem de Chicago, e é formado por três músicos com raízes portorriquenhas e equatorianas: Danny Maldonado (voz e guitarra), Joanna Maymó (baixo) e Justin German (guitarra solo), acompanhados por uma bateria eletrônica.
- Atalhos lança clipe de Assim falou Zaratustra, e lança vinil de A força das coisas com show
Em Fotos, o grupo mantém o clima meio Smiths de seu single anterior, No one around, só que com uma onda bem minimalista, com guitarra limpinha e vocais tranquilos – é a melodia do pós-punk, só que com o despojamento do indie rock, e algumas lembranças da fase inicial do The Cure. Apesar da banda ter adotado o inglês no single passado, Danny, Joanna e Justin voltam ao espanhol na nova música, com direito à hashtag #rockenespanol no Instagram e tudo.








































