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Bea, irmã de Greta Thunberg, aposta na música pop e quer fugir da sombra da ativista

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Bea, irmã de Greta Thunberg, aposta na música pop e quer fugir da sombra da ativista

Virou notícia que a ativista ambiental sueca Greta Thunberg tem uma irmã de 20 anos, Beata MonaLisa, ou simplesmente Bea, que é cantora, dançarina, modelo, atriz, produtora, escritora, coreógrafa, e está gravando o primeiro disco. Com tantos trabalhos diferentes, Bea tem uma imagem pública bem diferente da irmã: além de investir na música e nas artes, é uma influencer super conhecida, que aliás teve seu Instagram roubado por um dia inteiro recentemente.

“Eu fiquei desesperada. Sumiu por um dia e meus amigos começaram a me ligar perguntando: ‘Você foi sequestrada?!'”, contou ela à revista Interview, que resolveu apresentar Bea a um público que provavelmente só a conhecia como “a irmã da Greta”. A definição que, aliás, parece ser justamente a que ela mais tenta evitar, já que enquanto Greta se tornou uma das vozes mais conhecidas do movimento ambiental, ela preferiu investir numa carreira artística que mistura música pop, dança, moda e performance.

A música, aliás, vem de casa. Antes mesmo da fama internacional da filha mais velha, a mãe das duas, Malena Ernman, já era uma cantora de ópera bastante conhecida na Suécia e chegou a representar o país no Eurovision de 2009. O pai, Svante Thunberg, também trabalhou como ator. Ou seja: o palco sempre pareceu um destino mais natural para Bea do que qualquer palanque.

“Comecei a dançar aos três anos e a cantar aos sete. Eu me apresentava em shows na escola e todos me achavam irritante. Eu sofria bullying de todos”, disse. “Agora, os valentões me seguem. Eles ficam dizendo: ‘A gente estudava junto’. E eu fico tipo…”

Alguns singles já foram lançados. O primeiro álbum ainda não tem data de lançamento, mas ela diz que está mergulhada nas gravações e define o projeto como algo profundamente pessoal. Ela diz que está compondo tudo sozinha – coisa rara nesse universo pop de músicas feitas a 20 mãos – e que o disco tem músicas que ela escreveu aos 13 anos. “Elas evoluíram. Eu sou perfeccionista”, contou.

Ela diz que o disco tem “uma mensagem clara. Pró-LGBTQIA+, anti-machismo”, conta. “Não, mas meus fãs sim. Fui convidada pelo apresentador do Drag Race Sweden , Robert Fux, para cantar em um evento LGBTQIA+. Foi a melhor noite da minha vida. Senti que fui aceita como artista pela primeira vez. Foi graças à comunidade LGBTQIA+. Compus uma música em homenagem a eles no táxi a caminho de casa, chamada You’re the upgrade.

“Tenho muitos produtores homens heterossexuais que me dizem como cantar”, revela. “Eles querem sentir que me ensinaram. Uma mulher jovem e extrovertida é muito provocativa, especialmente para eles, porque querem ter o controle. O álbum é sobre a liberdade de identidade e o empoderamento feminino. Tenho uma música para lançar em que eu zombo do Trump”.

A ideia de Bea e sua turma é construir uma identidade que passe longe da curiosidade em torno da família. Em vez de tentar competir com a projeção de Greta, Bea prefere falar sobre os próprios interesses, que vão da música à coreografia, passando pela produção audiovisual e pela escrita. Aliás perguntada sobre a irmã, respondeu: “Eu não sou responsável pela vida de outras pessoas” (eita).

Foto: Reprodução Instagram

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British Birds mistura garage-punk e humor ácido em “Lie down with dogs, stand up with fleas”

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BRITISH BIRDS (Foto: Divulgação)

RESUMO: O British Birds antecipa Murmurate, oscillate com Lie down with dogs, stand up with fleas, faixa garage-punk que combina referências sixties, humor e crítica à passividade política inglesa.

Texto: Ricardo Schott – Foto: Divulgação

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Provavelmente, Lie down with dogs, stand up with fleas, single mais recente da banda British Birds, tem os melhores “oooohs” do ano (na tradição do “xiouuu” de Making plans for Nigel, do XTC). Funciona bem como canção de rock retrô, e como artigo pop. digamos assim. E esse som em clima meio garage-punk, meio sixties, com lembranças de B-52’s e Devo comprimidas num arranjo simples, abre caminho para o terceiro álbum da banda, Murmurate, oscillate, previsto para 16 de outubro pelo selo Skep Wax Records.

Vindos de Lancashire, Inglaterra, os irmãos Bobby e Emma Townson (que formam o grupo) decidiram colocar na música seu saco cheio com a passividade do povo inglês – no qual têm visto um comportamento meio barro, meio tijolo, todo mundo tendo comportamentos absolutamente bovinos diante da política bem estranha da Inglaterra. A ideia é tratar assuntos sombrios sem abandonar o senso de humor.

Os irmãos sempre operaram no total do it yourself: Bobby grava e mixa as músicas, enquanto Emma cuida das artes. Os dois primeiros discos foram lançados pela própria banda e vendidos principalmente em shows e em algumas lojas selecionadas. A Skep Wax, selo que vai lançar o próximo disco, é a gravadora de bandas como Heavenly, Foglights, Swansea Sound e Special Friend. A gravadora tá animada – até define os British Birds como uma banda que “não esperou por permissão para alçar voo. Eles simplesmente seguiram em frente”.

A onda dos British Birds ainda pega outros assuntos bem sérios: Polka dot eyes fala sobre rapazes de Lancashire que entram pro exército e voltam para casa traumatizados – uma música que a banda define como “perturbadora e engraçada ao mesmo tempo”. Just like them fala de pessoas introvertidas e Scary movie traz uma lembrança bem curiosa da infância dos dois: o avô de Bobby e Emma costumava mostrar filme de terror (!) a eles quando eram crianças. Já Lie down with dogs, stand up with fleas, você confere aí.

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She Has Gone Insane estreia com punk, metal, groove e crítica ao patriarcado

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She Has Gone Insane - Foto: Gabriel Cezars / Divulgação

RESUMO: A banda do ABC Paulista She Has Gone Insane estreia com Authority vendetta, single que mistura groove, metal, punk e hardcore para questionar rótulos impostos às mulheres.

Texto: Ricardo Schott – Foto: Gabriel Cezars / Divulgação

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“Ela ficou louca” é o tipo de rótulo que aparece quando uma mulher sai do comportamento que esperam dela. É justamente essa ideia que está por trás de Authority vendetta, single de estreia da She Has Gone Insane, banda do ABC Paulista.

O nome do quarteto provoca: a vocalista Nico Modena explica que She Has Gone Insane ironiza a forma como a liberdade feminina costuma ser tratada – e muitas vezes, ela é vista como “loucura”. Tocar bateria, ter uma banda ou simplesmente viver fora do molde patriarcal… nada disso deveria ser tratado dessa forma.

Musicalmente, Authority vendetta também não escolhe uma única gaveta. A faixa junta as levadas do soul dos anos 1970 ao peso do metal, à velocidade do punk e ao hardcore. O resultado passa por riff pesado, baixo presente, bateria forte e vocais que alternam drive e groove.

A She Has Gone Insane reúne Nico Modena (vocal), André Alves (guitarra), Luisa Sauer (bateria) e Juliano Demarchi (baixo), músicos que já circulam por diferentes projetos da cena independente paulista. Authority vendetta é a primeira faixa da banda a sair oficialmente – em quatro meses, fizeram dez canções. O single sai pela Rookie Records, de Hamburgo. E a música já ganhou clipe

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Echo and The Bunnymen traz lembranças do groove dos Doors em novo single

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Ian McCulloch, do Echo and The Bunnymen (Foto: Fritz / Divulgação)

RESUMO: Echo and the Bunnymen lança mais uma do disco Apples for Isaac, primeiro álbum de inéditas em 12 anos: é Take me by the hand, com guitarras circulares, clima sombrio e lembranças de The Doors.

Texto: Ricardo Schott – Foto: Fritz / Divulgação

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Como tá sua expectativa pro próximo disco do Echo and The Bunnymen? A nossa vai muito bem, obrigado: Apples for Isaac, primeiro disco de inéditas da banda em 12 anos, sai em 18 de setembro pela BMG, e o grupo acaba de divulgar o terceiro single do álbum – é a faixa de abertura do disco, Take me by the hand.

A nova música é repleta de grooves de guitarra, e tem uma onda bem ligada àquela época em que o Echo parecia se esforçar para reproduzir o groove e a vibe misteriosa e circular dos Doors. Ian McCulloch canta de forma mais áspera e a letra parece aludir à necessidade de simplificar a vida, num tempo cada vez mais caótico. O outros singles já lançados foram Brussels is haunted e The light that surrounds you.

Apples for Isaac foi produzido pelo vocalista Ian McCulloch, que também ficou responsável pela mixagem, juntamente com Alan Moulder e Andrea Wright. Levado adiante hoje em dia por Ian e pelo guitarrista Will Sargeant, o Echo contou também com o serviços de um outro baterista já “ido”: Clem Burke, do Blondie, morto em abril do ano passado, toca em dez das onze músicas.

“O poderoso e lendário Clem Burke – amigo de longa data do Mac – foi fundamental para a criação do álbum e, infelizmente, faleceu durante sua finalização… Te amamos, Clem X””., comentou a banda.

Apples for Isaac sucede Meteorites, de 2014, e a coletânea The stars, the oceans & the moon, lançada em 2018. Num papo com a Mojo, recentemente, Ian falou sobre o intervalo de mais de dez anos entre os dois discos. “O que nos atrasou? Acho que a Covid teve algo a ver com isso”, disse ele. “Mas eu também queria, liricamente, que tudo fizesse sentido — ou que fosse enigmaticamente importante. O que é uma baita frase”.

McCulloch acrescentou que “mais do que qualquer outro disco que eu me lembre, ele (Apples for Isaac) está soando exatamente como eu o imaginava. Eu simplesmente disse (pra mim mesmo): cante como você quer se ouvir”.

Você acha mais infos sobre o próximo disco do Echo aqui.

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