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Cultura Pop

Discos da discórdia 4: Bad Religion, com “Into the unknown”

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Discos da discórdia 4: Bad Religion, com "Into the unknown"

Um tempo atrás me marcaram no Facebook num desses desafios de “melhores discos”. Eu decidi fazer diferente e resolvi escrever, nessa época, sobre discos controversos que, por algum motivo ou outro, eu achava que as pessoas deveriam dar uma segunda chance. Enfim, discos da discórdia (um belo dum trocadalho do carilho, enfim).

Como recentemente aqui no POP FANTASMA eu pus no ar uma série sobre lendas urbanas e umas das diretrizes editoriais (eita!) do site é fazer mais séries sobre assuntos diversos da cultura pop, resolvi transformar os textos numa série com dez álbuns que não são lá grandes campeões de aceitação por parte da crítica, mas que mereciam um pouco mais da sua atenção. O quarto é um dos discos mais estranhos da história do punk…

O MISTÉRIO DE “INTO THE UNKNOWN”, DO BAD RELIGION (1983)

Discos da discórdia 4: Bad Religion, com "Into the unknown"

Punks, tremei: Into the unknown, o segundo disco da banda de skate punk californiana Bad Religion (1983) é um disco de… rock progressivo. Sim, e cheio de teclados e músicas enormes. Na época, a banda já tinha até um bom público. Aliás, How could hell be any worse?, estreia da banda (1982), vendeu razoavelmente bem para um grupo independente (dez mil cópias em um ano) e foi bem recebida. Mas o grupo achava que aquilo não fosse durar muito. Daí decidiram fazer qualquer loucura que quisessem no estúdio.

Os fãs não curtiram: boa parte do material do disco só foi tocada nos shows de lançamento. E em algumas apresentações o grupo não conseguiu reunir nem vinte malucos na plateia. Fãs detestaram a ideia de ver sua banda preferida usando teclados no palco e, para não afastar todo mundo, o Bad Religion desistiu da parafernália eletrônica. Mas o grupo ficou tão puto que encerrou atividades em seguida (voltaram em 1985 e existem até hoje, como você sabe).

MAS QUE VERGONHA

Into the unknown, pelo menos no caso de alguns integrantes do grupo, deixa o Bad Religion bem envergonhado. Tanto que nunca nem foi lançado em CD. Relançado, saiu só em vinil, numa caixa de LPs da banda, de tiragem limitada. De uns tempos para cá, volta e meia o Bad Religion toca alguma música do disco em algum show, mas Into the unknown sempre foi tratado como aquele amigo de infância que lembra de quando você fez xixi na calça em sala de aula. Brett Gurewitz, um dos fundadores da banda (e do selo Epitaph) costuma falar que foi o primeiro caso de disco que vendeu dez mil cópias e teve onze mil (!) cópias devolvidas às lojas. É brincadeira, claro.

Mas eu se fosse você, daria uma chance para músicas como Billy Gnosis (que lembra hard rock com raízes sulistas, vai entender), The dichotomy e até para a suíte prog (!) Time and disregard, com letra de protesto. E para a faixa de abertura, It’s only over when…, que parece Genesis fase Phil Collins, só que (er) punk. Tudo bem tosco, mas é legal, vai.

DEU MERDA NA BANDA

O produtor de Into the unknown foi Thom Wilson, um experiente chefe de gravações de punk rock que já havia trabalhado com Seals and Crofts – e anos depois produziria Smash, disco da virada do The Offspring (1994). A ideia de fazer um som tão elaborado veio do vocalista Greg Graffin, que tocava teclado, e curtia rock progressivo.

Brett Gurewitz embarcou na viagem, mas o restante da banda se sentiu meio puta com a mudança. Tanto que Jay Bentley (baixo) e Pete Finestone (bateria) se mandaram e deram lugar, respectivamente, a Paul Dedona e Davy Goldman. Mas no fim da turnê zicada, até mesmo eles sairiam da banda. Aliás, o nosso colaborador Luciano Cirne conta algumas histórias desse disco num texto publicado no site Rock On Board.

Como falamos, Into the unknown nunca saiu em CD. “Ah, tudo bem, eu escuto no Spotify”, você deve estar pensando. Infelizmente, TAMBÉM não está nas plataformas digitais. Mas alguém tirou o som do vinil e jogou no YouTube. É o que temos 🙂

Veja todos os Discos da Discórdia aqui.

Cultura Pop

No nosso podcast, os erros e acertos dos Foo Fighters

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Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No terceiro e último episódio, o papo é o começo dos Foo Fighters, e o pedaço de história que vai de Foo Fighters (1995, o primeiro disco) até There’s nothing left to lose (o terceirão, de 1999), esticando um pouco até a chegada de Dave Grohl e seus cometas no ano 2000.

Uma história e tanto: você vai conferir a metamorfose de Grohl – de baterista do Nirvana a rockstar e líder de banda -, o entra e sai de integrantes, os grandes acertos e as monumentais cagadas cometidas por uma das maiores bandas da história do rock. Bora conferir mais essa?

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: encarte do álbum Foo Fighters). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

(a parte do FF no ano 2000 foi feita com base na pesquisa feita pelo jornalista Renan Guerra, e publicada originalmente por ele neste link)

Ouça a gente preferencialmente no Castbox. Mas estamos também no Mixcloud, no Deezer e no Spotify.

Mais Pop Fantasma Documento aqui.

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No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a “Jagged little pill”

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No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a "Jagged little pill"

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No segundo e penúltimo episódio desse ano, o papo é um dos maiores sucessos dos anos 1990. Sucesso, aliás, é pouco: há uns 30 anos, pra onde quer que você fosse, jamais escaparia de Alanis Morissette e do seu extremamente popular terceiro disco, Jagged little pill (1995).

Peraí, “terceiro” disco? Sim, porque Jagged era só o segundo ato da carreira de Alanis Morissette. E ainda havia uma pré-história dela, em seu país de origem, o Canadá – em que ela fazia um som beeeem diferente do que a consagrou. Bora conferir essa história?

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: Capa de Jagged little pill). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

Ouça a gente preferencialmente no Castbox. Mas estamos também no Mixcloud, no Deezer e no Spotify.

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Cultura Pop

No nosso podcast, Radiohead do começo até “OK computer”

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Radiohead no nosso podcast, o Pop Fantasma Documento

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. Para abrir essa pequena série, escolhemos falar de uma banda que definiu muita coisa nos anos 1990 – aliás, pra uma turma enorme, uma banda que definiu tudo na década. Enfim, de técnicas de gravação a relacionamento com o mercado, nada foi o mesmo depois que o Radiohead apareceu.

E hoje a gente recorda tudo que andava rolando pelo caminho de Thom Yorke, Jonny Greenwood, Colin Greenwood, Ed O’Brien e Phil Selway, do comecinho do Radiohead até a era do definidor terceiro disco do quinteto, OK computer (1997).

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: reprodução internet). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

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