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Cultura Pop

The Cult Hero: o spin-off do The Cure

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The Cult Hero: o spin-off do The Cure

Já ouviu falar do The Cult Hero? Vamos por partes. Em 1979, Robert Smith, vocalista do The Cure, e Simon Gallup, baixista do Magspies, se reuniam sábado de noite num pub na cidade inglesa de Horley, para beber e bater papo. Com um disco recém-lançado, Three imaginary boys (1979), Smith estava a fim de trocar o baixista da banda, Michael Dempsey, por Gallup.

The Cult Hero: o spin-off do The Cure

Graças a esses encontros, acabou matando dois coelhos com uma só cajadada. A dupla resolveu gravar um single em parceria com (e em tributo a) uma figura que conheciam das ruas de Horley, o carteiro Frank Bell. E Smith ainda testou a química musical com o amigo. Foi nessa que saiu o single I’m a cult hero, creditado a um spin-off do The Cure, The Cult Hero.

The Cult Hero: o spin-off do The Cure

O garoto da capa é justamente Frank Bell, uma espécie de lenda de Horley, que era observada de longe por Smith e seus amigos. Nas horas vagas, o carteiro costumava sair com a turma que trabalhava numa firma de demolição, usando justamente uma camiseta onde se lia “herói cult”.

The Cult Hero: o spin-off do The Cure

Da gravação, participaram Frank nos vocais, Smith na guitarra e Gallup no baixo, além de todo o resto da formação do Cure na época (Lol Tholhurst na bateria e até mesmo Dempsey improvisado nos teclados). De convidados, ainda tinha as duas irmãs de Robert, Janet (mais teclados) e Margaret (vocais) e os integrantes de uma banda que o vocalista do Cure produzira, The Obtainers (também vocais). Na guitarra, um ex-integrante da banda, Porl Thopmson, que só voltaria a ocupar lugar no Cure em 1983 – e que por aqueles tempos era só namorado de uma das irmãs de Robert.

Olha o selinho aí.

The Cult Hero: o spin-off do The Cure

I’m a cult hero é o lado A britânico e I dig you, o B. Em outras edições, como a da Nova Zelândia, a ordem das músicas nos lados é trocada. O disquinho teve também uma edição semipirata na Itália. I dig you já adianta várias mudanças que o Cure faria em seu som nos anos seguintes, soando como uma mescla de pós-punk e disco.

As duas músicas ao vivo no Marquee em 1980, tiradas direto da versão-com-faixa-bônus do segundo disco do Cure, Seventeen seconds (1980).

Um remix de I dig you feito por uma rádio novaiorquina.

Em 5 de março de 2004, o Cure fez um show beneficente no Barfly, um clube de Londres. Adivinha quem apareceu lá e subiu no palco? Frank Bell. E ele cantou as duas músicas com a banda. Olha aí.

E o The Cure, como você sabe, tá fazendo 40 anos e está em turnê. No dia 7 de julho, lotaram o Hyde Park com um show comemorativo. Olha aí um vídeo do show, com a banda tocando uma sequência de músicas que inclui Jumping someone’s else train e a renegada Killing an arab.

Via Slicing Up Eyeballs, Blog do Barcinski e Discogs.

Cultura Pop

George Harrison em 2001: “O que é Eminem?”

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George Harrison (Reprodução YouTube)

RESUMO: Em 2001, George Harrison participou de chats no Yahoo e MSN para divulgar All Things Must Pass; com humor, respondeu fãs poucos meses antes de morrer – e desdenhou Eminem (rs)

Texto: Ricardo Schott – Foto: Reprodução YouTube

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“Que Deus abençoe a todos vocês. Não se esqueçam de fazer suas orações esta noite. Sejam boas almas. Muito amor! George!”. Essa recomendação foi feita por ninguém menos que o beatle George Harrison no dia 15 de fevereiro de 2001 – há 25 anos e alguns dias, portanto – ao participar de dois emocionantes chats (pelo Yahoo e pelo MSN).

O tal bate-papo, além de hoje em dia ser importante pelos motivos mais tristes (George morreria naquele mesmo ano, em 29 de novembro), foi uma raridade causada pelo relançamento remasterizado de seu álbum triplo All things must pass (1970), em janeiro de 2001. George estava cuidando pessoalmente da remasterização de todo seu catálogo e o disco, com capa colorida e fotos reimaginadas, além de um kit de imprensa eletrônico (novidade na época), era o carro-chefe de toda a história. O lançamento de um site do cantor, o allthingsmustpass.com, também era a parada do momento (hoje o endereço aponta para o georgeharrison.com).

Os dois bate-papos tiveram momentos, digamos assim, inesquecíveis. No do Yahoo, George fez questão de dizer que era sua primeira vez num computador: “Sou praticamente analfabeto 🙂 “, escreveu, com emoji e tudo. Ainda assim, um fã meio distraído quis saber se ele surfava muito na internet. “Não, eu nunca surfo. Não tenho a senha”, disse o paciente beatle. Um fã mais brincalhão quis saber das influências dos Rutles, banda-paródia dos Beatles que teve apoio do próprio Harrison, no som dele (“tirei todas as minhas influências deles!”) e outro perguntou sobre a indicação de Bob Dylan ao Oscar (sua Things have changed fazia parte da trilha de Garotos incríveis, de Curtis Hanson). “Acho que ele deveria ganhar TODOS os Oscars, todos os Tonys, todos os Grammys”, exultou.

A conta do Instagram @diariobeatle deu uma resumida no chat do Yahoo e lembrou que George contou sobre a origem dos gnomos da capa de All things must pass, além de associá-los a um certo quarteto de Liverpool. “Originalmente, quando tiramos a foto eu tinha esses gnomos bávaros antigos, que eu pensei em colocar ali tipo… John, Paul, George e Ringo”, disse. “Gnomos são muito populares na Europa. E esses gnomos foram feitos por volta de 1860”.

A ironia estava em alta: George tambem disse que se começasse um movimento como o Live Aid ajudaria… Bob Geldof (!)., o criador do evento. Perguntado sobre se Paul McCartney ainda o irritava, contemporizou: “Não examine um amigo com uma lupa microscópica: você conhece seus defeitos. Então deixe suas fraquezas passarem. Provérbio vitoriano antigo”, disse. “Tenho certeza de que há coisas suficientes em mim que o irritam, mas acho que já crescemos o suficiente para perceber que nós dois somos muito fofos!”. Um / uma fã perguntou sobre o que ele achava da nominação de Eminem para o Grammy. “O que é Eminem?”, perguntou. “É uma marca de chocolates ou algo assim?”.

Bom, no papo do MSN um fã abusou da ingenuidade e perguntou se o próprio George era o webmaster de si próprio. “Eu não sou técnico. Mas conversei com o pessoal da Radical Media. Eles vieram à minha casa e instalaram os computadores. Os técnicos fizeram tudo e eu fiquei pensando em ideias. Eu não tinha noção do que era um site e ainda não entendo o conceito. Eu queria ver pessoas pequenas se cutucando com gravetos, tipo no Monty Python”, disse.

Pra ler tudo e matar as saudades do beatle (cuja saída de cena também faz 25 anos em 2026), só ir aqui.

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Cultura Pop

No nosso podcast, os erros e acertos dos Foo Fighters

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Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No terceiro e último episódio, o papo é o começo dos Foo Fighters, e o pedaço de história que vai de Foo Fighters (1995, o primeiro disco) até There’s nothing left to lose (o terceirão, de 1999), esticando um pouco até a chegada de Dave Grohl e seus cometas no ano 2000.

Uma história e tanto: você vai conferir a metamorfose de Grohl – de baterista do Nirvana a rockstar e líder de banda -, o entra e sai de integrantes, os grandes acertos e as monumentais cagadas cometidas por uma das maiores bandas da história do rock. Bora conferir mais essa?

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: encarte do álbum Foo Fighters). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

(a parte do FF no ano 2000 foi feita com base na pesquisa feita pelo jornalista Renan Guerra, e publicada originalmente por ele neste link)

Ouça a gente preferencialmente no Castbox. Mas estamos também no Mixcloud, no Deezer e no Spotify.

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Cultura Pop

No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a “Jagged little pill”

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No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a "Jagged little pill"

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No segundo e penúltimo episódio desse ano, o papo é um dos maiores sucessos dos anos 1990. Sucesso, aliás, é pouco: há uns 30 anos, pra onde quer que você fosse, jamais escaparia de Alanis Morissette e do seu extremamente popular terceiro disco, Jagged little pill (1995).

Peraí, “terceiro” disco? Sim, porque Jagged era só o segundo ato da carreira de Alanis Morissette. E ainda havia uma pré-história dela, em seu país de origem, o Canadá – em que ela fazia um som beeeem diferente do que a consagrou. Bora conferir essa história?

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: Capa de Jagged little pill). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

Ouça a gente preferencialmente no Castbox. Mas estamos também no Mixcloud, no Deezer e no Spotify.

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