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Pablo Vermell relê música sua com o Supervão – e surge “Luzes que vão passando”

A queda das temperaturas e a luz baixa dos dias nublados dão o tom de Luzes que vão passando, single que reúne o cantor santista Pablo Vermell e a banda gaúcha Supervão. A faixa une dream pop e rock alternativo anos 1990, e o tema é uma sensação meio parecida com a do inverno: estar parado enquanto o mundo segue em movimento.
Luzes que vão passando é uma reimaginação de Frio, uma das faixas de Futuro presente, álbum de estreia de Pablo (2025, resenhado aqui). Na nova versão, versos inéditos se somam a camadas de guitarra gravadas por Mario Arruda e Leonardo Serafini, da Supervão. Luzes vai fazer parte da edição deluxe de Futuro presente, prevista para sair em 4 de junho.
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Frio, diz Pablo, é uma música de pandemia – e só agora, depois do Supervão ter tocado com ele, a faixa ganhou um design sonoro mais acurado. “A letra surgiu no isolamento, quando o tempo parava e a cidade seguia lá fora sem a gente. Com a Supervão, conseguimos criar esse contraste: a nossa imobilidade contra o borrão das luzes que passam. É uma solidão silenciosa, que observa a vida em uma velocidade diferente da nossa”, conta.
Pablo reuniu uma turma boa para participar da versão deluxe de Futuro presente: tem a argentina Lívia, a banda norte-americana Valiant Blues, e, do Brasil, nomes como a cantora amazonense Corama e o tecladista Lauis, da banda Pelados. Colocar um disco indie nesse formato é uma novidade, mas é também uma ideia para colocar o álbum já conhecido em movimento, através de novas perspectivas e diálogos.
“A necessidade de documentar o amadurecimento das canções é o que fundamenta uma edição especial. O disco não é algo estático, ele segue crescendo com essas novas vozes”, diz Vermell.
Foto: Divulgação
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“Ninguém quer saber”: Abel Capella transforma luto e apatia em música

RESUMO: Abel Capella resgata uma gravação do baterista Markim, amigo que morreu, em Ninguém quer saber, single sobre a apatia diante dos problemas do mundo.
Texto: Ricardo Schott – Foto: Divulgação
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“Sabe quando você percebe que alguma coisa está errada, mas prefere não saber? Acredito que, atualmente, esse é um grande dilema da humanidade”. É a partir desse incômodo que Abel Capella apresenta Ninguém quer saber, terceiro single de seu próximo álbum, Fora do tempo, previsto para outubro.
A faixa lançada nesta terça (25) tem uma história anterior ao disco. Sua base veio de uma gravação deixada pelo baterista Marcos Thalma, o Markim, amigo de Abel que morreu. O registro começa apenas com a bateria, gravada pelo músico. “Ele começa tudo nas linhas de bateria, sem guitarra nem violão, é o Markim, com clique no ouvido, tocando bateria e imaginando a música”, conta Abel.
Anos depois, o material foi retomado. Rodrigo Nepomuceno acrescentou as guitarras, Abel escreveu a letra, e Rodrigo completou a gravação com o baixo. O resultado junta uma composição interrompida no passado à produção atual de Fora do tempo.
- Mimiza: beats, música brasileira e sons acústicos em Índia do anel
A letra olha para uma apatia diante dos problemas do mundo: a percepção de que alguma coisa está errada existe, mas encarar o que está acontecendo parece exigir um esforço que muita gente prefere evitar. É um tema que Abel considera especialmente delicado dentro de sua obra. Tanto que ele diz que, artisticamente falando, “a letra dessa música é a coisa mais perigosa que eu já escrevi”.
A canção também funciona como uma homenagem a Markim sem transformar sua participação em simples arquivo. As gravações deixadas pelo baterista foram incorporadas ao álbum como parte de um reencontro de Abel com músicos, memórias e momentos que ficaram para trás. Em Ninguém quer Saber, esse passado ganha uma nova forma, com conexão entre memória e presente.
Antes do novo single, Abel havia apresentado 1996 e Até quando?.
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Mimiza: beats, música brasileira e sons acústicos em “Índia do anel”

RESUMO: Mimiza, produtor cultural e músico mineiro, estreia carreira solo com o single e o clipe de Índia do anel, combinando instrumentos acústicos, beats eletrônicos e elementos da música brasileira.
Texto: Ricardo Schott – Foto: Daniel Cotta / Divulgação
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Índia do anel apresenta Mimiza em uma canção que prefere o mistério às explicações. O single marca a estreia solo do músico e produtor cultural mineiro, depois de anos atuando nos bastidores da cena independente.
Produzida por Max Teixeira (Coral), a faixa combina instrumentos acústicos, beats eletrônicos e elementos da música brasileira. A letra se constrói a partir de poucas imagens – o anel de tucum, o cabelo pequi, uma personagem que “anda perdida aí” – e deixa que elas permaneçam abertas. Em vez de contar uma história fechada, Mimiza cria uma espécie de estado de encantamento, conduzido pela repetição e pelo balanço da música.
Barbara Daros participa dos vocais e dos coros, ao lado de Deco e Max Teixeira. A produção mantém a leveza da composição enquanto aproxima a instrumentação orgânica de uma base eletrônica.
O clipe da faixa foi dirigido por Diego e gravado de forma independente na casa de Mimiza. O filme parte da mesma personagem da música e trabalha com uma atmosfera de mistério. A ideia inicial era aproximá-la do terror, mas a equipe acabou seguindo outro caminho.
“Em reunião com o Diego, diretor do clipe, entendemos que a personagem da música era uma figura que rondava o imaginário do eu lírico. Daí fomos levando o universo do clipe quase pra um filme de terror, mas recuamos pro mistério, que tinha mais a ver com a atmosfera da música”, conta Mimiza.
A estreia solo também retoma uma relação antiga do artista com a música. Aos 12 anos, ele começou a estudar violão erudito. Entre 2013 e 2015, integrou a banda Dom Pepo, com a qual circulou por diferentes estados e participou de festivais. Depois, passou a trabalhar principalmente como produtor cultural em Belo Horizonte, colaborando com projetos e artistas como Rosa Neon, Graveola e Lamparina.
Agora, Mimiza volta ao centro da criação com uma sequência de lançamentos. Índia do anel é o primeiro de três singles previstos para os próximos meses, com produções de Felipe D’Angelo e Bernardo Bauer, do Estúdio Cais, e de Thiago Correia e Matheus Henrique, do Frango no Bafo. A série deve culminar em um EP previsto para 2027.
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Balaclava Fest confirma show paralelo de Sudan Archives: ingressos à venda

RESUMO: Sudan Archives, violinista, cantora, compositora e produtora que passa por estilos como R&B, soul, hip-hop, música eletrônica, pop experimental, se apresenta na progrmamação paralela do Balaclava Fest, no Cine Joia.
Texto: Ricardo Schott – Foto: Yanran Xiong / Divulgação
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O selo e produtora Balaclava Records anuncia o show solo de Sudan Archives em São Paulo, como parte da programação paralela do Balaclava Fest, que acontece nos dias 26 e 27 de setembro no Tokio Marine Hall. O projeto de Brittney Parks, que combina hip-hop, R&B e música eletrônica experimental com loops de cordas hipnóticas e violinos, poderá ser visto no festival no dia 27 e também no dia 28 de setembro, no Cine Joia, em São Paulo.
Os ingressos já estão à venda online no site da Ingresse. Para quem deseja comprar sem taxa de conveniência, o Takkø Café é o ponto de venda físico oficial, no bairro Vila Buarque.
Sudan Archives, nome artístico da violinista, cantora, compositora e produtora Brittney Denise Parks, consolidou-se nos últimos anos como uma das vozes mais originais da música contemporânea ao transformar o violino – instrumento que aprendeu a tocar de ouvido ainda criança – em centro de uma linguagem que atravessa R&B, soul, hip-hop, música eletrônica, pop experimental, funk e tradições de cordas de diferentes partes do mundo.
Nascida em Cincinnati e radicada em Los Angeles, Parks começou a chamar atenção em 2017 com seu primeiro EP, Sudan Archives, seguido por Sink (2018), trabalhos que já apresentavam sua abordagem autodidata e pouco convencional ao instrumento. Em 2025, Sudan Archives iniciou uma nova fase com The BPM, seu terceiro álbum de estúdio.
Além dela, alguns dos destaques da edição de 2026 do Balaclava Fest são Blonde Redhead, DIIV, Dry Cleaning, Beach Fossils, Wednesday e Bar Italia. Os ingressos estão disponíveis no site Ingresse.com nos setores de pista, camarote, frisas e cadeiras altas.
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SERVIÇO:
Balaclava Records apresenta: Sudan Archives em São Paulo
Data: 28 de Setembro de 2026, segunda-feira
Local: Cine Joia
Praça Carlos Gomes, 82 – Liberdade
Horários: Portas 20h / Show 21h30
Classificação etária: 16+ / menores de 16 anos acompanhados dos pais ou responsável legal
Ingressos aqui.
Ponto de venda físico (sem taxa de conveniência):
Takkø Café
R. Maj. Sertório, 553 – Vila Buarque – São Paulo/SP
Horários: Terça à Sexta, das 8h às 17h / Sáb, dom e feriados, das 9h às 18h.
Saiba mais em @takkocafesp no Instagram








































