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C6 no Rock: festival traz bandas como Titãs, Paralamas e Ira! revisitando álbuns inteiros

Entra ano e sai ano e uma coisa é certa: nostalgia vende – vende discos, badulaques, ingressos, etc. Tanto que foi anunciada nesta quinta (16) a criação do festival C6 no Rock, braço do C6 Fest, que mira (aonde?) no rock brasileiro dos anos 1980. De qualquer jeito, é um evento que parece falar mais sobre permanência e importância histórica do que sobre saudade. O evento foi criado pelo C6 Bank em parceria com a Dueto.
A primeira edição rola nos dias 22 e 23 de agosto de 2026, na área externa do Auditório Ibirapuera, em São Paulo, com o formato de tocar discos inteiros. No line-up, nomes que ajudaram a definir o som e a linguagem da época reaparecem com recortes bem específicos. Titãs revisitam Cabeça dinossauro (1986), Paralamas do Sucesso voltam a Selvagem? (1986), Blitz traz de volta As aventuras da Blitz (1982), Ira! traz Vivendo e não aprendendo (1986), Plebe Rude retorna a O concreto já rachou (1986) e Marina Lima recorda o álbum Fullgás (1984), com as participações de Liminha e Lobão – a única atração solo do evento leva para o palco dois músicos que estavam na ficha técnica do álbum.
Eu disse única atração solo? Bom, tem Paulo Ricardo sozinho no palco – mas ele vai lembrar, claro, o repertório do segundo disco do RPM, Rádio pirata ao vivo (1986), com direito a outros hits. A seleção tem ainda Dado Villa-Lobos e Marcelo Bonfá (mas eles não tinham parado de tocar juntos?) revendo Dois, da sua banda Legião Urbana (1986). No geral, um clima de emoção que não deve ser desmanchado nem pelas formações desfiguradas de algumas bandas (a única a manter o mesmo time dos anos 1980 são os Paralamas).
Tem mais: a programação inclui ainda duas homenagens especiais. Um time de all-stars comandado por Liminha mergulha no repertório de Cazuza, enquanto cantoras de diferentes gerações homenageiam Rita Lee, figura central do rock e da música brasileira, em show regido por Beto Lee, filho da artista (lista de cantoras: Alice Caymmi, Baby do Brasil, Catto, Fernanda Abreu, Letrux, Marina Sena, Miranda Kassin e Sandra Sá).
Essa separação em dois tipos de shows diferentes (discos + homenagens) vem do olhar da curadoria, que dividiu o evento em dois eixos: a Discoteca Básica, dedicada a apresentações integrais de discos importantes da década, com membros das formações originais, e Poetas do Som (o eixo do qual veio a homenagem a Cazuza e Rita Lee). Um detalhe histórico: seis dos discos escolhidos na “discoteca” fazem 40 anos em 2026.
SERVIÇO
C6 no ROCK
PARQUE IBIRAPUERA (Av. Pedro Álvares Cabral, 0 – Ibirapuera)
Programação
Sábado — 22 de agosto
Plebe Rude — “O Concreto Já Rachou” (1986)
Paulo Ricardo canta “Rádio Pirata ao Vivo” (1986) e Hits
Paralamas do Sucesso — “Selvagem?” (1986)
Titãs — “Cabeça Dinossauro” (1986)
“Meu sonho é ser imortal”: homenagem a Rita Lee com Alice Caymmi, Baby do Brasil, Catto, Fernanda Abreu, Letrux, Marina Sena, Miranda Kassin e Sandra Sá.
Domingo — 23 de agosto
Ira! — “Vivendo e Não Aprendendo” (1986)
Blitz — “As Aventuras da Blitz” (1982)
Dado Villa-Lobos e Marcelo Bonfá tocam “Dois” (1986), da Legião Urbana
Marina Lima com Liminha e Lobão — “Fullgás” (1984)
“Todo amor que houver nessa vida”: homenagem a Cazuza com atrações a serem anunciadas em breve
Clientes do C6 Bank terão acesso exclusivo à pré-venda (17 e 18 de abril) e 20% de desconto no valor dos ingressos, inclusive para meia-entrada e para o pacote passaporte, mediante compra com o cartão de crédito do banco.
A venda para o público em geral se iniciará no dia 19 de abril, ao meio-dia. Compras aqui.
Foto: Pedro Dimitrow / Divulgação C6 no Rock
Urgente
Beck: o que já dá pra esperar do álbum “Ride lonesome”

RESUMO: As primeiras faixas de Ride lonesome indicam um Beck mais introspectivo, próximo de álbuns Sea change e Morning phase, com violões, orquestrações e antigos parceiros de estúdio.
Texto: Ricardo Schott – Foto: Autumn De Wilde / Divulgação
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Ride lonesome, novo álbum de Beck previsto para 18 de setembro, começa a se desenhar como um disco bastante diferente da fase mais eletrônica e pop do músico. É o primeiro álbum de material totalmente inédito desde Hyperspace, de 2019, e as três músicas já apresentadas (Ride lonesome, In the night e agora o folk Disappearing act, herdadíssimo da musicalidade de David Crosby) apontam para um Beck novamente interessado em violões, arranjos atmosféricos, orquestrações e canções de tom mais introspectivo.
O próprio título já dá uma pista. Ride lonesome sugere movimento e solidão ao mesmo tempo, e as primeiras faixas divulgadas parecem trabalhar justamente nessa região: personagens em trânsito, relações que escapam, distâncias e uma espécie de melancolia sem necessariamente desembocar em desespero. Disappearing act, por exemplo, transforma a ideia de alguém que desaparece em uma canção delicada, construída sobre violão e orquestração, com uma produção que privilegia espaço e textura.
Aliás, algumas coisas indicam que o Beck que vem aí é bastante linkado a discos “de autor” como Sea change (2002) e Morning phase (2014), e que essa aventura nova do cantor já foi anunciada com o lançamento, em janeiro, da coleção de covers e lados B Everybody’s gotta learn sometime.
Bom, não é apenas uma impressão causada pelas músicas. Nigel Godrich, que produziu e/ou trabalhou na mixagem de alguns dos momentos mais importantes daquela fase, volta a participar do projeto, desta vez na mixagem. E Beck reuniu novamente músicos que ajudaram a construir sua sonoridade justamente em discos como Mutations (1998), Sea change e Morning phase: Smokey Hormel (guitarra), Joey Waronker (bateria), Justin Meldal-Johnsen (baixo), Roger Joseph Manning Jr (teclados e piano) e Jason Falkner(guitarra).
Isso não significa, porém, que Ride lonesome seja apresentado como uma volta ao passado. Beck diz que reencontrar aqueles músicos e o antigo ambiente de gravação acabou revelando novos sons e texturas emocionais. Há, portanto, uma tentativa de usar uma formação conhecida para produzir alguma coisa diferente.
As primeiras reações da imprensa reforçam essa leitura. A Mojo falou em transformar dor em beleza, enquanto a Uncut destacou o caráter pessoal das canções. Até agora, o disco parece caminhar para um Beck menos preocupado em demonstrar versatilidade e mais interessado em explorar estados emocionais.
Depois de anos circulando entre eletrônica, pop, funk e colaborações, Ride lonesome pode representar uma espécie de reencontro com o Beck compositor. Um músico que voltou a olhar para aquela linguagem – agora com três décadas a mais de experiência e uma banda que conhece profundamente seu som. Mais, só ouvindo. E seguem aí a capa e a lista de faixas de Ride lonesome.
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LISTA DE FAIXAS
01. Ride lonesome
02. Run away
03. In the night
04. Failed words
05. Bleed
06. Disappearing act
07. For your love
08. Slow canyon
09. It ends right here
10. Falling through my hands
11. If you don’y know what love is
12. Beyond the light
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Bong Brigade transforma crítica aos EUA em clipe de “Adeus América”

RESUMO: Bong Brigade lança clipe de Adeus América, crítica aos obstáculos impostos pelos EUA aos brasileiros. A faixa antecipa o álbum Pouca nota, muita música.
Texto: Ricardo Schott – Foto: Divulgação
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Lançado em julho, o single Adeus América, da banda Bong Brigade, acaba de ganhar clipe. Ele é mais um single que adianta o álbum Pouca nota, muita música, próximo lançamento do grupo, previsto para 20 de setembro.
A música fala da rejeição que os Estados Unidos têm em relação ao povo americano, com tantos tarifaços e dificuldades de acesso (“não me querem lá / me dificultam pra chegar / e dizem não, não, não, não, não / adeus América”) – ou seja, nada a ver com a imagem de “terra de liberdade” que eles querem passar. A faixa foi gravada por Maurício Cajueiro e mixada por Artie Oliveira. Já a animação é assinada por Gustavo Cordena, com artes de Daniel Ete.
Pouca nota, muita música é uma coletânea com faixas dos três álbuns do Bong Brigade em mixagens diferentes e versões remasterizadas, além de duas inéditas. O álbum sai em formato digital pela Lixorama Discos e em LP pela Neves Records. E nesta sexta (28) saiu mais um single do grupo, Ninguém disse nada. Você vê o clipe e ouve o single aí embaixo.
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Catiça transforma frase do desenho do Pica-Pau em declaração de amor à música

RESUMO: A paranaense Catiça lança Em todos esses anos nessa indústria vital, essa é a primeira vez que isso me acontece, segundo single do disco Cereja de xuxu, misturando punk, hardcore, metal e humor inspirado no Pica-Pau.
Texto: Ricardo Schott – Foto: Bernardo Sardi / Divulgação
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Aguarde para breve singles com nomes como Ah, ele quer dar uma de fantasminha, Você disse… pipoca? e Obrigado, amigo, você é um amigo. Brincadeira, mas inevitável diante do single novo da banda paranaense de punk + metal Catiça: Em todos esses anos nessa indústria vital, essa é a primeira vez que isso me acontece, igualmente herdado do desenho do Pica-Pau como as frases anteriores.
- WAY ensina em 20 anos que pista de dança é lugar de liberdade
Esse é o segundo single que antecede o novo disco, Cereja de xuxu, que chega ainda este ano. E ele funciona quase como uma metalinguagem da banda, usando música para falar sobre música. “É sobre o prazer de fazer o som que a gente faz”, comenta o vocalista Nobu. “Minha declaração de amor à música e à fase que a gente tá vivendo”.
O single novo é o segundo lançamento pela Deck, depois da curta e grossa Pé vermei. É também o terceiro lançamento da banda em 2026 – em fevereiro lançaram em edição independente o EP Bongada massiva. O grupo une punk, hardcore e metal, além de acidez nas letras, e é formado por Nobu (Lucas Waricoda, vocais), Dedé (André Melo, baixo), Wiu (William Lopes, guitarra) e Jordão (Diego Jordão, bateria).
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