O Jô Soares Onze e Meia ousou bastante na época da Copa dos Estados Unidos, em 1994. O programa do SBT mudou-se para o Hollywood Center Studios e as transmissões rolaram de lá, a partir de julho, com direito a convidados “especiais” que estavam ali pelos EUA na época. Daniela Mercury foi lá durante a mixagem de seu disco Música de rua (1994) e conversou com o apresentador. O jogador Fio, que trabalhava de entregador de pizza na terra do Tio Sam, também foi lá.

Em dia de jogo do Brasil, o programa virava um debate. Olha aí Jô mediando uma conversa com nomes como o jornalista Matinas Suzuki Jr, o jogador Carlos Alberto Torres (por vídeo) e Nelson Motta.

O programa ganhou também uma abertura especial e uma mudança de nome: virou Jô na Copa.

Para quem estiver mais interessado, o site Notícias da TV deu uma aprofundada e uma pesquisa um pouco maior na história toda. A equipe do Jô Soares Onze e Meia viajou para os Estados Unidos e cuidou de todo o programa, com uma sentida exceção: o Quinteto Onze e Meia, banda residente da atração, não viajou com a turma. Jô acabou convidando artistas gringos para ocupar o espaço de Bira, Derico e os outros músicos.

E olha aí quem estava com ele num dos dias do programa: o grupo de heavy metal comédia Green Jelly. A banda havia tido o disco Cereal killer soundtrack (1993) lançado no Brasil pouco antes disso.

Na época, o Green Jelly – banda que existia desde os anos 1980 e já havia aberto shows para os Ramones vários anos antes de aparecer no Jô – estava abrindo a carteira de empreendimentos. Montou um estúdio de produção de áudio em Hollywood e estava produzindo clipes para outros artistas. Lançou também o disco 333 (1994), um baita fiasco, que foi lançado com estardalhaço pelo selo Zoo Enternainment, mas não vendeu muito. Ganhou também uma versão em vídeo, depois deletada do mercado. Alguns clipes do homevideo de 333 estão no YouTube.

Olha aí o fim de um Jô na Copa com o Green Jelly tendo ao fundo o hit Three little pigs.