O vídeo abaixo lembra aquela vez em que seu vizinho montou uma banda para estragar clássicos dos anos 1980 – e decidiu começar a tortura com Take on me, do A-Ha. O problema é que se trata do próprio A-Ha tocando a música.

Ou melhor, era o Bridges, grupo fundado pelos futuros A-Ha Pål Waaktaar (guitarra) e Mags Furuholmen (teclados) em 1976, ao lado dos colegas Erik Hagelien, Øystein Jevanord (ambos bateristas em diferentes fases da banda) e Viggo Bondi (baixo). O nome da música ainda não era Take on me, era The juicy fruit song. Isso foi gravado numa demo em 1981 e nunca foi lançado num disco da banda.

Esse aí é o único LP do Bridges, Fakkeltog, lançado em 1980.

Por pouco, a melodia que depois seria a de Take on me não foi parar numa música chamada Paranoia panorama, que sairia no segundo e nunca lançado disco do Bridges. Só que Morten Harket, grande fã do Bridges, se juntaria a eles e a banda passaria a se chamar A-Ha – e, como disse Furuholmen num papo com o The Quietus, o novo vocalista achou que o riff da canção merecia um fim melhor.

“Foi a primeira coisa que ele disse: ‘Esse é um riff de sucesso. Temos que fazer algo com isso’. E então começamos a procurar músicas cativantes. Lembro de falar com Pål sobre isso. Ele disse: ‘Podemos fazer músicas realmente atraentes. Por que não devemos fazê-lo?’ Foi a constatação de que – apenas seis meses sem conseguir nada no Reino Unido, com portas batendo nos nossos rostos – nos fez afiar as ferramentas nessa direção”, contou.

Isso aí é a primeira demo de Take on me já como A-Ha, Lesson one, de 1982.

Isso é a demo da música gravada em 1983.

Olha a versão gravada em 1984 aí, com um clipe que não é o que você provavelmente conhece. E que não agradou muito à banda. “O vídeo era suave demais, até nos fez pensar: ‘É melhor não fazer nada do que fazer merda'”, contou Furuholmen.

Tá aí o que você queria: o clipão de Take on me, versão oficial.