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Cultura Pop

Todos os samples de Paul’s boutique, dos Beastie Boys, num vídeo

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Todos os samples de Paul's boutique, dos Beastie Boys, num vídeo

Paul’s boutique (1989) poderia ter representado a síndrome do segundo disco para os Beastie Boys. Representou um difícil recomeço. A banda retornava às lojas de discos três anos depois da estreia com Licensed to ill, o trio voltava bastante amadurecido (em todos os aspectos), os Beastie Boys deixavam a Def Jam e voltavam contratados pela Capitol/EMI a peso de ouro… E ainda assim foi um disco bastante complicado para ser feito e lançado.

Segundo Adam “Ad-Rock” Horovitz (um dos três do grupo, ao lado de Mike “Mike D” Diamond e do saudoso Adam “MCA” Yauch), o presidente da Capitol que havia contratado a banda foi demitido justamente por gastar muita grana no disco. Não era à toa: Paul’s boutique era um disco extremamente ambicioso, construído basicamente por samples (cerca de 104).

Como eram outros tempos, todo mundo que comandou as gravações (os produtores foram o próprio grupo, ao lado de Mario Caldato Jr e dos Dust Brothers) se recorda de que o ato de samplear músicas era uma novidade tão grande, que muitas amostras foram conseguidas sem muitos estresses e a custos bem mais baixos que o da indústria musical de hoje. Ainda assim foram gastos cerca de um milhão de dólares só em amostras.

“E quando o disco saiu, ouvimos grilos. Fui na (loja) Tower Records e eles nem tinham o disco. Achei um pouco estranho”, contou Ad-Rock. Ainda assim, a banda conseguiu fazer ações bem malucas para promover o disco na Capitol. Como a ocasião em que subiram uma bandeira americana com o nome “Beastie Boys” escrito, no topo da torre da gravadora. Na ocasião, deram uma baita festa no local.

“E a festa coincidiu com a campanha do George Bush (presidente) para proteger a bandeira americana. Nós éramos os caras multiplatinados do ‘fight for your right to party’, nos achávamos e queríamos que o mundo soubesse disso. Veja, o prédio da Capitol era a casa de Frank Sinatra e agora era a nossa casa”, contou Ad-Rock no livro Beastie Boys book, escrito por ele e Mike D.

De qualquer jeito a banda achava que Paul’s boutique venderia um milhão de cópias por causa do sucesso do primeiro disco – nada disso aconteceu e nem a gravadora parecia disposta a trabalhar por isso. Estava tudo tão esquisito que a banda solicitou uma reunião com o novo presidente da gravadora, Hale Milgram, para saber o que poderia ser feito.

Depois de semanas aguardando uma chance, o grupo encontrou-se com Milgram, que deu a eles a notícia de que os Beastie Boys teriam que esperar “por uma próxima vez”, porque a Capitol estava botando toda sua equipe para trabalhar no retorno triunfal de Donny Osmond. “E nós não sabíamos o que ‘próxima vez’ significava, e era como ‘Você sabe, próximo álbum'”, contou Ad.

O tal disco de Donny, que se chamava simplesmente Donny Osmond, saiu naquele mesmo ano e tinha esse hit aí, Soldier of love.

Paul’s boutique, longe de ser esquecido rapidamente, foi crescendo em vendagens e em prestígio com o passar dos anos. Os Beastie Boys, cientes de que não poderiam depender muito da EMI, começaram a fazer seu próprio merchandising, com a própria banda tirando suas fotos ou criando seu material de divulgação. E passaram a privilegiar menos os samples e mais a formação de guitarra, baixo e bateria em discos posteriores.

E olha só o que subiram recentemente no YouTube: todos os samples de Paul’s boutique, incluindo onde cada um deles foi utilizado no disco. Bom proveito.

Cultura Pop

George Harrison em 2001: “O que é Eminem?”

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George Harrison (Reprodução YouTube)

RESUMO: Em 2001, George Harrison participou de chats no Yahoo e MSN para divulgar All Things Must Pass; com humor, respondeu fãs poucos meses antes de morrer – e desdenhou Eminem (rs)

Texto: Ricardo Schott – Foto: Reprodução YouTube

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“Que Deus abençoe a todos vocês. Não se esqueçam de fazer suas orações esta noite. Sejam boas almas. Muito amor! George!”. Essa recomendação foi feita por ninguém menos que o beatle George Harrison no dia 15 de fevereiro de 2001 – há 25 anos e alguns dias, portanto – ao participar de dois emocionantes chats (pelo Yahoo e pelo MSN).

O tal bate-papo, além de hoje em dia ser importante pelos motivos mais tristes (George morreria naquele mesmo ano, em 29 de novembro), foi uma raridade causada pelo relançamento remasterizado de seu álbum triplo All things must pass (1970), em janeiro de 2001. George estava cuidando pessoalmente da remasterização de todo seu catálogo e o disco, com capa colorida e fotos reimaginadas, além de um kit de imprensa eletrônico (novidade na época), era o carro-chefe de toda a história. O lançamento de um site do cantor, o allthingsmustpass.com, também era a parada do momento (hoje o endereço aponta para o georgeharrison.com).

Os dois bate-papos tiveram momentos, digamos assim, inesquecíveis. No do Yahoo, George fez questão de dizer que era sua primeira vez num computador: “Sou praticamente analfabeto 🙂 “, escreveu, com emoji e tudo. Ainda assim, um fã meio distraído quis saber se ele surfava muito na internet. “Não, eu nunca surfo. Não tenho a senha”, disse o paciente beatle. Um fã mais brincalhão quis saber das influências dos Rutles, banda-paródia dos Beatles que teve apoio do próprio Harrison, no som dele (“tirei todas as minhas influências deles!”) e outro perguntou sobre a indicação de Bob Dylan ao Oscar (sua Things have changed fazia parte da trilha de Garotos incríveis, de Curtis Hanson). “Acho que ele deveria ganhar TODOS os Oscars, todos os Tonys, todos os Grammys”, exultou.

A conta do Instagram @diariobeatle deu uma resumida no chat do Yahoo e lembrou que George contou sobre a origem dos gnomos da capa de All things must pass, além de associá-los a um certo quarteto de Liverpool. “Originalmente, quando tiramos a foto eu tinha esses gnomos bávaros antigos, que eu pensei em colocar ali tipo… John, Paul, George e Ringo”, disse. “Gnomos são muito populares na Europa. E esses gnomos foram feitos por volta de 1860”.

A ironia estava em alta: George tambem disse que se começasse um movimento como o Live Aid ajudaria… Bob Geldof (!)., o criador do evento. Perguntado sobre se Paul McCartney ainda o irritava, contemporizou: “Não examine um amigo com uma lupa microscópica: você conhece seus defeitos. Então deixe suas fraquezas passarem. Provérbio vitoriano antigo”, disse. “Tenho certeza de que há coisas suficientes em mim que o irritam, mas acho que já crescemos o suficiente para perceber que nós dois somos muito fofos!”. Um / uma fã perguntou sobre o que ele achava da nominação de Eminem para o Grammy. “O que é Eminem?”, perguntou. “É uma marca de chocolates ou algo assim?”.

Bom, no papo do MSN um fã abusou da ingenuidade e perguntou se o próprio George era o webmaster de si próprio. “Eu não sou técnico. Mas conversei com o pessoal da Radical Media. Eles vieram à minha casa e instalaram os computadores. Os técnicos fizeram tudo e eu fiquei pensando em ideias. Eu não tinha noção do que era um site e ainda não entendo o conceito. Eu queria ver pessoas pequenas se cutucando com gravetos, tipo no Monty Python”, disse.

Pra ler tudo e matar as saudades do beatle (cuja saída de cena também faz 25 anos em 2026), só ir aqui.

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Cultura Pop

No nosso podcast, os erros e acertos dos Foo Fighters

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Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No terceiro e último episódio, o papo é o começo dos Foo Fighters, e o pedaço de história que vai de Foo Fighters (1995, o primeiro disco) até There’s nothing left to lose (o terceirão, de 1999), esticando um pouco até a chegada de Dave Grohl e seus cometas no ano 2000.

Uma história e tanto: você vai conferir a metamorfose de Grohl – de baterista do Nirvana a rockstar e líder de banda -, o entra e sai de integrantes, os grandes acertos e as monumentais cagadas cometidas por uma das maiores bandas da história do rock. Bora conferir mais essa?

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: encarte do álbum Foo Fighters). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

(a parte do FF no ano 2000 foi feita com base na pesquisa feita pelo jornalista Renan Guerra, e publicada originalmente por ele neste link)

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Cultura Pop

No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a “Jagged little pill”

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No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a "Jagged little pill"

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No segundo e penúltimo episódio desse ano, o papo é um dos maiores sucessos dos anos 1990. Sucesso, aliás, é pouco: há uns 30 anos, pra onde quer que você fosse, jamais escaparia de Alanis Morissette e do seu extremamente popular terceiro disco, Jagged little pill (1995).

Peraí, “terceiro” disco? Sim, porque Jagged era só o segundo ato da carreira de Alanis Morissette. E ainda havia uma pré-história dela, em seu país de origem, o Canadá – em que ela fazia um som beeeem diferente do que a consagrou. Bora conferir essa história?

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: Capa de Jagged little pill). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

Ouça a gente preferencialmente no Castbox. Mas estamos também no Mixcloud, no Deezer e no Spotify.

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