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Cultura Pop

Como a pandemia afetou William Basinski?

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Como a pandemia afetou William Basinski?

A série de discos The disintegration loops, do músico americano William Basinski, é pura angústia. Os álbuns foram feitos a partir de várias fitas que estavam se desintegrando – algumas delas gravadas desde 1978, num gravador bem antigo. Em 2001, quando escutava o material com amigos, Basinski viu da janela de seu apartamento a derrubada das torres gêmeas – justamente no dia em que ele teria que ir ao World Trade Center fazer uma entrevista de emprego (!), para uma vaga de assistente administrativo. As imagens de um vídeo que o músico fez, mostrando o céu de Manhattan coberto de poeira e fumaça, foram parar nas capas dos álbuns.

O 11 de setembro impactou severamente a produção de Basinski, como dá para perceber. E mudou sua vida, já que sua carreira, que vinha dos anos 1970, tomou outro rumo a partir daí – afinal, ele tem que falar dos Disintegration loops até hoje para onde vai. Agora imagina o que não sobrou para a vida dele com a pandemia. Ele apostou bastante no seu trabalho em 2020 e vinha fazendo umas turnês até bem extensas para um músico que lida com uma arte tão, digamos, reflexiva e profunda.

Recentemente ele lançou Hymns of oblivion, com letras feitas por Jennifer Jaffe. Something from The Pink House, um álbum de improvisos gravado ao lado de Richard Chartier. E o álbum de seu projeto de jazz Sparkle Division, gravado com o engenheiro de som Preston Wendel – To feel embraced é tido como o disco mais alegre no qual Basinski se envolveu até hoje. E teve também o tristonho Lamentations, lançado em novembro, e bastante influenciado pela pandemia, pelo isolamento e pela tristeza ao redor do mundo. Esse material está quase todo no Bandcamp do músico.

Num papo com o site Music OHM, Basinski diz que “as turnês acabaram” e revela ter tido um preju de 200 mil dólares com uma turnê não realizada esse ano.

“E todas essas outras pessoas, eles não têm nenhum sustento, o que é realmente uma merda. Todas as pessoas do som, os promotores, todos no local, os atendentes do bar, o que você quiser, estamos todos ferrados e me sinto péssimo. Estou me sentindo exausto de fazer turnês por quinze anos. Eu meio que queria uma pausa, mas não na base do ‘tenha medo de sair de casa, você vai morrer'”, contou ao site.

Basinski vem levando sua vida como pode, morando em Los Angeles (ele é de Nova York) e fazendo gravações em casa. A casa é a tal da Pink House, misto de moradia, estúdio e até de ateliê – no caso, de seu companheiro James Elaine. A capa de Lamentations inclui uma das últimas pinturas do irmão de James, David, antes de morrer de aids em 1986. Como artista independente de carreira sólida, uma das grandes preocupações de Basinski é com o fato de tudo estar virando dinheiro, e dinheiro de plástico. E com o descuido geral das pessoas com elas próprias.

“Eu não espero que este álbum seja aquele que as pessoas tocam repetidamente, eu realmente não espero. Este é um momento no tempo, uma declaração. Estas são minhas lamentações sobre a merda que está acontecendo desde sempre, como eles vão matar a todos nós e ao planeta”, afirmou.

Tem conteúdo extra desta e de outras matérias do POP FANTASMA em nosso Instagram.

Cultura Pop

No nosso podcast, os erros e acertos dos Foo Fighters

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Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No terceiro e último episódio, o papo é o começo dos Foo Fighters, e o pedaço de história que vai de Foo Fighters (1995, o primeiro disco) até There’s nothing left to lose (o terceirão, de 1999), esticando um pouco até a chegada de Dave Grohl e seus cometas no ano 2000.

Uma história e tanto: você vai conferir a metamorfose de Grohl – de baterista do Nirvana a rockstar e líder de banda -, o entra e sai de integrantes, os grandes acertos e as monumentais cagadas cometidas por uma das maiores bandas da história do rock. Bora conferir mais essa?

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: encarte do álbum Foo Fighters). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

(a parte do FF no ano 2000 foi feita com base na pesquisa feita pelo jornalista Renan Guerra, e publicada originalmente por ele neste link)

Ouça a gente preferencialmente no Castbox. Mas estamos também no Mixcloud, no Deezer e no Spotify.

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Cultura Pop

No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a “Jagged little pill”

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No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a "Jagged little pill"

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No segundo e penúltimo episódio desse ano, o papo é um dos maiores sucessos dos anos 1990. Sucesso, aliás, é pouco: há uns 30 anos, pra onde quer que você fosse, jamais escaparia de Alanis Morissette e do seu extremamente popular terceiro disco, Jagged little pill (1995).

Peraí, “terceiro” disco? Sim, porque Jagged era só o segundo ato da carreira de Alanis Morissette. E ainda havia uma pré-história dela, em seu país de origem, o Canadá – em que ela fazia um som beeeem diferente do que a consagrou. Bora conferir essa história?

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: Capa de Jagged little pill). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

Ouça a gente preferencialmente no Castbox. Mas estamos também no Mixcloud, no Deezer e no Spotify.

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Cultura Pop

No nosso podcast, Radiohead do começo até “OK computer”

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Radiohead no nosso podcast, o Pop Fantasma Documento

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. Para abrir essa pequena série, escolhemos falar de uma banda que definiu muita coisa nos anos 1990 – aliás, pra uma turma enorme, uma banda que definiu tudo na década. Enfim, de técnicas de gravação a relacionamento com o mercado, nada foi o mesmo depois que o Radiohead apareceu.

E hoje a gente recorda tudo que andava rolando pelo caminho de Thom Yorke, Jonny Greenwood, Colin Greenwood, Ed O’Brien e Phil Selway, do comecinho do Radiohead até a era do definidor terceiro disco do quinteto, OK computer (1997).

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: reprodução internet). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

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