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Punhos de Repúdio: num game, muita porrada nos negacionistas

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Criado pela novíssima equipe da Braindead Broccoli, o game Punhos de Repúdio ainda está em fase de crowdfunding (apoie aqui). E se define como “um game de porrada clássico”. Só que, no jogo, quem vai apanhar bastante são as pessoas que insistem em andar na rua sem máscara, enquanto há uma certa pandemia rolando.

O jogo, bolado em 2D com animações feitas à mão (e indicado apenas para maiores de 18 anos) faz uma proposta irresistível para quem faz isolamento desde março de 2020, enquanto observa parentes e amigos promovendo aglomerações pela cidade (e pelas fotos do Instagram): “Ande pelas ruas dessa distopia e bata na galera sem máscara e nos conspiracionistas malucos que acreditam apenas na sua própria pós-verdade. É você quem vai finalmente acabar com essa parada com a força dos próprios punhos”.

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“É revoltante todas vez que precisamos ir ao mercado ou algum serviço presencial e nos deparamos com pessoas que insistem em ignorar medidas sanitárias básicas. E claro, o resultado disso é um número cada vez maior de vítimas o que nos entristece muito”, afirma por e-mail ao POP FANTASMA a turma da Braindead (três deles, Kainã Lacerda, Ulisses D’ávila e Luiza Bartolette responderam).

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No jogo, as heroínas do grupo Punhos de Repúdio (até o momento são três: Laura, Nina e Olga) combatem personagens bem parecidos com uma turma aí que a gente conhece. Tem o “babaca profissional” e terraplanista Marcos Cuzzione, a “pobrefóbica” Patricia Goebbels e o “argumentador de bar” Lucas Estevez, além do “vil e covarde comandante dos negacionistas fanáticos”.

Punhos de Repúdio: num game, muita porrada nos negacionistas

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“As pessoas reconhecem muitos inimigos nas rua, infelizmente não é raro ouvir esses relatos. Com alguma frequência recebemos mensagens falando “caramba, um dos inimigos é igual ao meu vizinho!”, contam. “É revoltante toda vez que precisamos ir ao mercado ou algum serviço presencial, nos depararmos com pessoas que insistem em ignorar medidas sanitárias básicas. E claro, o resultado disso é um número cada vez maior de vítimas, o que nos entristece muito”.

Além dos inimigos já incluídos na história, outros mais devem entrar. O game passou por um replanejamento no começo do ano, logo assim que turma viu o sucesso da demo. “O roteiro já está pronto, a gente já tem mais ou menos uma ideia fechada de tudo que vai colocar no jogo. A primeira fase teve que sofrer mudanças, algumas coisas saíram e foram para outras fases e algumas coisas novas entraram”, dizem. “A ideia do jogo é que cada fase fique mais consistente e uniforme, quase como um capítulo em si, abordando um tema e uma aventura diferente na saga maior dessa pandemia fictícia que o jogo aborda”.

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O jogo é o primeiro projeto da Braindead, que começou em 2020 como um projeto de garagem, apenas com Kainã e Ulisses. Inicialmente, a dupla foi fazendo o jogo com os recursos que tinha à mão. Mas na sequência, foram entrando responsáveis por áreas como trilha sonora, programação, efeitos sonoros e social media.

Já o crowdfunding vai até o dia 28 de maio, e os apoios iniciam em R$ 10. Mas para quem escolher contribuir com um pouco mais, entre os prêmios, além da chave do jogo, há pôsteres digitais, camisetas e até uma máscara do game (“é só um item de coleção, para se proteger use a pfff2”, avisam). O projeto do jogo atingiu a meta de lançamento para PlayStation 4 e Mac, e a Braindead Broccoli faz projetos para lançamento em Xbox One e Nintendo Switch.

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“Como a equipe é muito nova, o Punhos de Repúdio é nosso primeiro projeto. A gente tá colocando toda nossa criatividade em força mental nesse projeto, sem muitos planos para projetos futuros. O nosso objetivo agora é focar o máximo da gente no Punhos, pro projeto sair da forma mais irada possível”, dizem.

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Dan Spitz: metaleiro relojoeiro

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Se você acompanha apenas superficialmente a carreira da banda de thrash metal Anthrax e sentia falta do guitarrista Dan Spitz, um dos fundadores, ele vai bem. O músico largou a banda em 1995, pouco antes do sétimo disco da banda, Stomp 442, lançado naquele ano. Voltaria depois, entre 2005 e 2007, mas entre as idas e as vindas, o guitarrista arrumou uma tarefa bem distante da música para fazer: ele se tornou relojoeiro (!).

A vida de Dan mudou bastante depois que o músico teve filhos em 1995, e começou a se questionar se queria mesmo aquela vida na estrada. “Fazíamos um álbum e fazíamos turnês por anos seguidos, e então começávamos o ciclo de novo – o tempo em casa não existia. É uma história que você vê em toda parte: tudo virou algo mundano e mais parecido com um trabalho. Eu precisava de uma pausa”, contou Spitz ao site Hodinkee.

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Na época, lembrou-se da infância, quando ficava sentado com seu avô, relojoeiro, desmontando relógios Patek Philippe, daqueles cheios de pecinhas, molas e motores. “Minha habilidade mecânica vem de minha formação não tradicional. Meu quarto parecia uma pequena estação da NASA crescendo – toneladas de coisas. Eu estava sempre construindo e desmontando coisas durante toda a minha vida. Eu sou um solucionador de problemas no que diz respeito a coisas mecânicas e eletrônicas”, recordou no tal papo.

Spitz acabou no Programa de Treinamento e Educação de Relojoeiros da Suíça, o WOSTEP, onde basicamente passou a não fazer mais nada a não ser mexer em relógios horrivelmente difíceis o dia inteiro, aprender novas técnicas e tentar alcançar os alunos mais rápidos e mais ágeis da instituição.

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A música ainda estava no horizonte. Tanto que, trabalhando como relojoeiro em Genebra, pensou em largar tudo ao receber um telefonema do amigo Dave Mustaine (Megadeth) dizendo para ele esquecer aquela história e voltar para a música. Olhou para o lado e viu seu colega de bancada trabalhando num relógio super complexo e ouvindo Slayer.

O músico acha que existe uma correlação entre música e relojoaria. “Aprender a tocar uma guitarra de heavy metal é uma habilidade sem fim. É doloroso aprender. É isso que é legal. O mesmo para a relojoaria – é uma habilidade interminável de aprender”, conta ele. “Você tem que ser um artista para ser o melhor – seja na relojoaria ou na música. Você precisa fazer isso por amor”.

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Cinema

Bead game: desenho animado sobre agressividade

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Bead game: desenho animado sobre agressividade

Em 1977, o diretor de cinema Ishu Patel fez o curta-metragem de animação Bead game, que foi relançado recentemente pelo National Film Board of Canada.

Para mostrar como a agressividade pode chegar a níveis inimagináveis, ele criou uma animação que usa apenas contas coloridas, que ganham a forma de vários objetos, animais, pessoas e monstros – um lado sempre tentando derrotar o outro. E quando você nem imagina que a briga pode ficar maior ainda, ela fica.

Via Laughing Squid

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Cultura Pop

Bad Radio: no YouTube, a banda que Eddie Vedder teve antes do Pearl Jam

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Bad Radio: no YouTube, a banda que Eddie Vedder teve antes do Pearl Jam

Em 1986, surgiu uma banda de rock chamada Bad Radio, em San Diego, Califórnia. Foi um grupo que fez vários shows, ganhou fãs e se notabilizou como uma boa banda de palco da região. Mas que se notabilizou mais ainda por ter tido ninguém menos que o futuro cantor do Pearl Jam, Eddie Vedder, nos vocais.

Eddie Vedder, que é lá mesmo de San Diego, aportou por lá em 1988 e ficou até 1990. Conseguiu fazer uma mudança geral no grupo, que tinha uma sonoridade bem mais new wave com a formação anterior, com Keith Wood nos vocais, Dave George na guitarra, Dave Silva no baixo e Joey Ponchetti na bateria. Wood saiu do grupo e com Vedder, a banda passou a ter uma cara bem mais funk metal, e mais adequada aos anos 1990.

>>> Veja também no POP FANTASMA: Discos de 1991 #5: “Ten”, Pearl Jam

E essa introdução é só para avisar que jogaram no YouTube a última apresentação do Bad Radio com Vedder nos vocais. Rolou no dia 11 de fevereiro de 1990, pouco antes de Eddie se mandar para Seattle e virar o cantor de uma banda chamada Mookie Blaylock – que depois virou Pearl Jam. A gravação inclui as faixas What the funk, Answer, Crossroads, Just a book, Money, Homeless, Believe you me, What e Wast my days. O show foi dado no Bacchanal, em San Diego.

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Com a saída de Vedder, o Bad Radio ainda continuou um pouco com o próprio Keith Wood, de volta, nos vocais. Segundo uma matéria publicada pela Rolling Stone (e que tem detalhes contestados pelos ex-integrantes do Bad Radio), Vedder não foi apenas cantor da banda: ele virou assessor de imprensa, empresário, produtor e o que mais aparecesse. A lgumas testemunhas dizem que a banda não era favorável ao lado ativista de Eddie (que costumava dedicar músicas e shows aos sem-teto), o que ex-integrantes do Bad Radio negam (tem mais sobre isso aqui).

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