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Diles Que No Me Maten leva viagem sonora hipnótica a SP

Diles Que No Me Maten é dessas bandas que só de ouvir falar, já dá vontade de ver ao vivo – e essse grupo mexicano vai finalmente estrear no Brasil num show único em SP. A apresentação rola dia 22 de agosto, um sábado, no Bar Alto, em Pinheiros, com produção da Balaclava Records. Ingressos já estão disponíveis online pela Ingresse, e quem quiser fugir da taxa pode passar no Takkø Café, na Vila Buarque.
Formado em 2017 na Cidade do México, o quinteto vem construindo uma reputação cult dentro da cena alternativa latino-americana. O som deles mistura psicodelia, krautrock, free jazz, pós-punk, som indie lembrando Pixies, ambient e poesia falada, tudo meio embaralhado num fluxo que privilegia improviso, repetição e climas densos. Uma viagem hipnótica musical. O lançamento mais recente deles foi o single Hiriku, que saiu hoje mesmo.
O nome vem de um conto do escritor Juan Rulfo, precursor do chamado realismo mágico latino-americano. Isso já diz bastante sobre o universo que a banda explora: temas existenciais, memória, culpa, violência. Nos últimos anos, eles começaram a circular mais fora do México, passando por festivais e showcases nos EUA e Europa. Se a proposta é sair do óbvio e encarar algo mais imersivo, vale ficar de olho.
SERVIÇO:
Balaclava apresenta: Diles Que No Me Maten em São Paulo
Data: 22 de agosto de 2026, sábado
Local: Bar Alto
R. Aspicuelta, 194 – Pinheiros, São Paulo – SP, 05433-010, Brasil
Horários: Portas 19h / Show 21h
Classificação etária: 16+ / menores de 16 anos acompanhados dos pais ou responsável legal
Ingressos online: https://www.ingresse.com/dqnmmsaopaulo
Ponto de venda físico (sem taxa de conveniência):
Takkø Café
R. Maj. Sertório, 553 – Vila Buarque – São Paulo/SP
Horários: Terça à Sexta, das 8h às 17h / Sáb, dom e feriados, das 9h às 18h.
Saiba mais em @takkocafesp no Instagram
Texto: Ricardo Schott – Foto: Sara Messinger / Divulgação
Urgente
“Curious subject”: Chaka Khan faz perguntas sobre si mesma em single novo

RESUMO: Chaka Khan transforma a própria identidade em mistério em Curious subject, terceiro single de Chakzilla, álbum que chega em setembro com produção de Greg Kurstin.
Texto: Ricardo Schott – Foto: Nick Nelson / Divulgação
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Depois de cinco décadas sendo interrogada pelo público – em entrevistas, músicas, shows e, provavelmente, até andand na rua – Chaka Khan resolveu admitir que também não sabe exatamente quem é Chaka Khan. Curious subject, seu novo single, parte justamente dessa ideia.
A faixa é o terceiro aperitivo de Chakzilla, próximo álbum da cantora, previsto para 18 de setembro pela EarthSong Records/BMG. Chaka divide a composição com Sia e Greg Kurstin, que também produz a música. E Curious subject mostra que Chaka aceita que, mesmo com o passar dos anos, algumas coisas continuaem sem explicação. Tem até o verso “the more I grow, the less I know” (“quanto mais eu cresço, menos eu sei”) como resumo de tudo – além de versos indicando que conhecer melhor a si mesmo não necessariamente significa encontrar respostas.
- Live at Carnegie Hall: Cameron Winter em disco ao vivo, só com voz e piano
Curious subject também ganhou uma apresentação na plataforma A Colors Show, divulgada um dia antes do lançamento. É a segunda participação de Chaka na plataforma: anteriormente, ela havia aparecido cantando Through the fire, clássico de 1984 que ganhou uma nova onda de atenção nas redes sociais.
O lyric video da canção, e o vídeo do A Colors Show, tão aí. Tá na espera por Chakzilla também? Porque a gente tá.
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Urgente
“Live at Carnegie Hall”: Cameron Winter em disco ao vivo, só com voz e piano

RESUMO: Cameron Winter, vocalista do Geese, anuncia Live at Carnegie Hall, registro de seu show solo de voz e piano em Nova York, com três músicas inéditas.
Texto: Ricardo Schott – Foto: Lewis Evans / Divulgação
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O que mais tem por aí é desconfiança a respeito do Geese – lembra daquela história do quase-jabá? Que a banda tem discos legais e Cameron Winter, como vocalista, tem um baita carisma, ninguém duvida. E o cantor acaba de anunciar seu primeiro álbum ao vivo, Live at Carnegie Hall (é, ele não chuta baixo).
O disco (que chega no dia 9 de setembro via Partisan Records/ Play It Again Sam) documenta a apresentação de Winter dada lá em dezembro de 2025, quando ele se tornou um dos artistas solo mais jovens a ser a atração principal do local, e se apresentar no auditório principal da lendária casa de shows. Foi um show de voz-e-piano, em que ele recordou as músicas de seu disco solo, Heavy metal (2024, resenhado pela gente aqui).
Para quem curte ler elogios rasgados dados a artistas que já recebem elogios demais (ok, a gente às vezes faz isso também…), vale dizer que a revista GQ disse que o álbum é “um dos discos de cantor e compositor mais audaciosos e donos de si deste século até agora, um sonho febril de sentimentos de alguém que entendia as regras o suficiente para saber que quase não se importava com elas”.
O show trouxe também três faixas inéditas: It all fell in the river, Emperor XIII in shades e If you turn back now (a primeira aparece lá em cima num vídeo de fã) Abaixo você confere a capa do álbum e a lista de músicas de Live at Carnegie Hall.
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LISTA DE FAIXAS:
01. It all fell in the river
02. Try as I may
03. Emperor XIII in shades
04. The Rolling Stones
05. Love takes miles
06. Cancer of the skull
07. If you turn back now
08. Nina + Field of cops
09. $0
10. Take it with you
11. Vines
Urgente
O bicho-papão cresceu: Adult Leisure encara os medos adultos em novo single

RESUMO: View from our window, do Adult Leisure, transforma o medo infantil do bicho-papão em uma reflexão sobre insegurança, solidão e os monstros que mudam na vida adulta.
Texto: Ricardo Schott – Foto: Divulgação
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Devagarinho, o Adult Leisure, uma banda que a gente adora, tá soltando outros materiais que vão além de The things you don’t know yet, álbum de estreia lançado em 2025 e e cheio de vibes melancólicas e referências a bandas como The Cure. Primeiro veio o single The light you attract, sobre aqueles relacionamentos em que todo mundo sabe que algo está errado, mas ninguém consegue ir embora. Logo em seguida o grupo britânico retornou com o pós-punk atmosférico de View from our window.
A nova faixa olha para medos que começam na infância e continuam mudando de forma ao longo da vida. Segundo o vocalista e letrista David Woolford, a música parte da imagem de um “bicho-papão” que representa os pesadelos de criança, mas logo amplia essa ideia para falar das inseguranças da vida adulta. “À medida que você cresce, os monstros mudam. Na verdade, o que muda são os seus medos”, explica.
Essa sensação aparece em versos que descrevem um mundo enorme diante de alguém que ainda se sente pequeno para provocar mudanças, inclusive em si mesmo. Ao mesmo tempo, View from our window fala do impulso de manter as pessoas à distância por medo de se machucar, enquanto a solidão também se transforma em algo assustador.
Musicalmente, a faixa mantém a identidade que o Adult Leisure vem construindo desde o início: guitarras envolventes e algo bem próximo de um pós-punk contemplativo e meio maquínico. A produção ficou novamente nas mãos de Ollie Searle, colaborador frequente da banda, com masterização de John Webber, que já trabalhou com David Bowie e Duran Duran.
O lançamento chega num momento de crescimento do grupo. Depois de uma boa sequência de shows, incluindo apresentações no SXSW, o Adult Leisure anunciou recentemente um contrato mundial de agenciamento com a WME, enquanto prepara os próximos passos após The things you don’t know yet. A julgar pelos singles lançados desde então, a banda parece decidida a expandir aquele universo melancólico sem ficar presa ao formato do primeiro disco.
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