Connect with us

Urgente

Luto, poesia e IA: Tony Lopes transforma homenagem à esposa em disco

Published

on

Luto, poesia e IA: Tony Lopes transforma homenagem à esposa em disco

O músico baiano Tony Lopes (cujo álbum De quem é a culpa, de 1991, gravado com a banda Os Sobreviventes, já virou até matéria do Pop Fantasma) perdeu a esposa recentemente. Em homenagem a ela, reuniu vários poemas nos quais vinha trabalhando há algum tempo – mas em vez de lançar um livro, fez algo bem diferente.

Sob o nome de seu projeto musical O Fabuloso Coro dos Descontentes, Tony transformou todo o material no álbum Die liebe, que sai pelo seu selo São Roque. O “diferente” aí nem fica por conta das poesias musicadas: usando inteligência artificial, Tony traduziu tudo pro idioma alemão e também fez toda a parte musical.

Formado por músicas numeradas e bem curtinhas (são dez faixas em treze minutos!), Die Liebe foca no indie rock e no indie pop, com faixas que lembram bandas como Metric, Phoenix e The Killers – mas há momentos mais próximos do emo ou do metal. Vale como afeto e como experimentação.

“Hoje (3 de junho) é, ou seria,  o aniversário de Fatima Berbert, minha companheira por 40 anos, e o primeiro que não passaremos juntos em muitos anos”, escreveu Tony no texto de lançamento do disco. “Como bem disse Caetano: ‘só é possível filosofar em alemão’, e me pareceu de bom tom falar de amor também em alemão. E é para isso que serve uma IA. Ou não?”

“Esses poemas não foram escritos literalmente para ela, mas também não deixam de ser. Eles são de antes de todo o ‘processo’ começar, mas aqui e agora são dedicados à sua memória”, continuou Tony, que pôs todas as letras e suas traduções em português no Instagram (o material é curtinho a ponto de ter conseguido caber em um só post).

Os projetos musicais de Tony vêm fazendo diversos lançamentos ao longo de 2026 – Bahia de todos os ritmos, o álbum anterior, saiu dia 22 de maio. Os Elefantes Elegantes, projeto musical de Tony cujo som pode ser definido tranquilamente como poesia punk, lançou cinco álbuns só neste ano. O mais recente foi Sobre moscas e nuvens, lançado dia 29 de maio.

Urgente

Leo Santi transforma detalhes do cotidiano em música brasileira em “Cores no jardim”

Published

on

Leo Santi (Foto: Matheus Bonafé / Divulgação)

RESUMO: O músico e produtor de Taubaté (SP) Leo Santi apresenta Cores no jardim, primeiro single de Mormaço da gente, álbum de estreia que cruza ritmos brasileiros e lembranças das paisagens do Vale do Paraíba e São Paulo.

Texto: Ricardo Schott – Foto: Matheus Bonafé / Divulgação

  • Quer receber nossas descobertas musicais direto no e-mail? Assine a newsletter do Pop Fantasma e não perca nada.

Cores no jardim é a primeira amostra de Mormaço da gente, álbum de estreia do músico e produtor Leo Santi, de Taubaté (SP), que será lançado em parceria com o selo Ajabu! Records. A faixa abre o caminho para o disco, previsto para novembro de 2026.

A música parte de uma ideia simples: prestar atenção no que está por perto. Em vez de procurar inspiração em algum lugar distante, Cores no jardim encontra nos detalhes do cotidiano uma maneira de transformar um dia comum em matéria para uma canção. Como resume Santi: “As cores no jardim são os detalhes do dia a dia que, quando você para pra pensar, transformam dias comuns em algo que vale a pena cantar”.

Musicalmente, a faixa combina violão e vozes em camadas com um groove leve, dentro da sonoridade que atravessa Mormaço da gente. O álbum trabalha com ritmos e referências da música brasileira a partir de uma abordagem contemporânea, aproximando paisagens distintas — das praias de Ubatuba ao ambiente urbano de São Paulo.

Cores no jardim é o primeiro de dois singles que antecipam o disco. Em outubro, Leo Santi lança Samba da pedra; em novembro, chega Mormaço da gente completo.

O álbum foi construído com músicos que já são parceiros de Santi em outros projetos. A mixagem e a masterização ficaram a cargo de Vitor Hirtsch. As gravações aconteceram nos estúdios Movido, Kina, Havok Lab, André Cortada e Bangue Estúdio.

Para Santi, Cores no jardim funciona como uma espécie de porta de entrada para o álbum: uma canção sobre perceber as coisas pequenas antes que elas passem despercebidas. A partir daí, Mormaço da gente amplia essa investigação pela música brasileira e pelas paisagens que fazem parte do universo do artista.

  • Gostou do texto? Seu apoio mantém o Pop Fantasma funcionando todo dia. Apoie aqui.
  • E se ainda não assinou, dá tempo: assine a newsletter e receba nossos posts direto no e-mail.

 

Continue Reading

Urgente

Aquele Jon transforma medos e inseguranças da vida urbana em “Jogo do bicho”

Published

on

Aquele Jon transforma medos e inseguranças da vida urbana em “Jogo do bicho”

RESUMO: Em Jogo do bicho, segundo single de seu projeto solo Aquele Jon, Jonston Guerra cruza indie rock, MPB e música latino-americana para falar de medos, culpas e conflitos internos em meio à vida urbana.

Texto: Ricardo Schott – Foto: Divulgação

  • Quer receber nossas descobertas musicais direto no e-mail? Assine a newsletter do Pop Fantasma e não perca nada.

“Todos carregamos nossos próprios bichos”, diz Jonston Guerra, e é a partir dessa ideia que Jogo do bicho, novo single de seu projeto Aquele Jon, trata de medos, culpas e inseguranças que nem sempre chegam a ser compartilhados. Lançada em 7 de agosto, a faixa é a segunda amostra do álbum de estreia do artista, previsto para o fim de 2026.

Se Devolva-me, primeiro single do projeto, partia da ausência e do autoconhecimento, Jogo do bicho olha para o que acontece por dentro quando a rotina deixa pouco espaço para lidar com os próprios sentimentos. A madrugada aparece na letra como um intervalo em que pensamentos acumulados durante o dia finalmente encontram espaço.

“São medos, culpas, inseguranças e questionamentos que nem sempre conseguimos explicar ou dividir com quem amamos. Muitas vezes parecemos distantes, quando, na verdade, estamos tentando entender aquilo que acontece dentro da gente”, explica Guerra.

A música também relaciona esse conflito pessoal à vida nas grandes cidades. Trabalho, responsabilidades e falta de tempo acabam interferindo nas relações, criando uma distância que nem sempre é desejada. Em vez de transformar essa situação em uma tese, Aquele Jon trabalha o tema por meio de imagens: um “furacão de coisas”, um “leão com rabo de serpente” e caminhadas solitárias por estradas de chão quente aparecem como metáforas para contradições e inquietações.

Musicalmente, Jogo do bicho aproxima o indie rock da canção brasileira, com referências de MPB e elementos da música latino-americana. A faixa foi gravada no Último Estúdio, com produção de Lou Alves (Walfredo Em Busca da Simbiose), e lançada pelo próprio estúdio, com distribuição da Virgin Music Group.

Aquele Jon é o projeto solo de Jonston Guerra, músico que passou mais de uma década à frente da banda Olho da Cara, ligada à cena independente do ABC Paulista. Na carreira solo, ele mantém o interesse pela canção, mas amplia o diálogo com o indie contemporâneo.

  • Gostou do texto? Seu apoio mantém o Pop Fantasma funcionando todo dia. Apoie aqui.
  • E se ainda não assinou, dá tempo: assine a newsletter e receba nossos posts direto no e-mail.

 

Continue Reading

Urgente

Cvrrículos Em Branco: som gótico e bem profundo, do interior de SP

Published

on

RESUMO: Cvrrículos Em Branco tem nome inspirado no Ludovic e som bem gótico, com lembranças de The Cure, Joy Division, Sonic Youth e outros grupos. O primeiro single é Camus.

Texto: Ricardo Schott – Foto: Divulgação

  • Quer receber nossas descobertas musicais direto no e-mail? Assine a newsletter do Pop Fantasma e não perca nada.

Tem uma nova banda fanática pelas fases mais sombrias do The Cure – e também por grupos como Ludovic, Terno Rei, Joy Division, Sonic Youth. O Cvrriculos Em Branco (se pronuncia “currículos em branco” mesmo) vem do interior de São Paulo, dispensa qualquer outro tipo de denominação e diz que faz pós-punk mesmo.

“A banda transforma aquele clima pesado da cidade em um sentimento. Um som cru, atmosférico, e minimalista, combinando com vazio urbano e o caos de uma grande metrópole. A intenção da banda é passar uma mensagem por meio da atmosfera densa e das letras muitas vezes abstratas”, avisa o grupo que une a frieza das bandas da metade dos anos 1970 com a densidade de ruídos dos anos 1990.

O grupo já está preparando um álbum e lançou recentemente seu primeiro single, Camus – a escolha foi pelo fato dessa música captar bem a essência do grupo, e a união entre pós-punk e climas noventistas. O Cvrrículos é formado por Lucio (voz, synth e baixo), Mateus Furtado, João Otávio (ambos voz e guitarra) e Gabriel Lira (bateria).

Já o nome da música tem origem na discografia de uma das bandas nacionais favoritas deles: a letra de Atrofiando / Recém-convertido / Ex-futuro diplomata, do Ludovic, foi a inspiração, já que tem a expressão “currículos em branco” num dos versos. “Achamos a ideia legal e para ser diferente do habitual, trocou o ‘U’ por ‘V’ já que no latim não se utiliza a letra ‘U’. Num dos nossos shows abrimos pro Jair Naves (vocalista do Ludovic) e o Lúcio cantou uma música com ele”, recordam.

  • Gostou do texto? Seu apoio mantém o Pop Fantasma funcionando todo dia. Apoie aqui.
  • E se ainda não assinou, dá tempo: assine a newsletter e receba nossos posts direto no e-mail.

Continue Reading

Acompanhe pos RSS

Resenha: Echo and The Bunnymen – “Apples for Isaac”
Crítica3 horas ago

Ouvimos: Echo and The Bunnymen – “Apples for Isaac”

Leo Santi (Foto: Matheus Bonafé / Divulgação)
Urgente3 horas ago

Leo Santi transforma detalhes do cotidiano em música brasileira em “Cores no jardim”

Aquele Jon transforma medos e inseguranças da vida urbana em “Jogo do bicho”
Urgente14 horas ago

Aquele Jon transforma medos e inseguranças da vida urbana em “Jogo do bicho”

Urgente17 horas ago

Cvrrículos Em Branco: som gótico e bem profundo, do interior de SP

Resenha: Kiko Dinucci – “Medusa”
Crítica17 horas ago

Ouvimos: Kiko Dinucci – “Medusa”

Resenha: My Wife’s An Angel - “Keep honking I'm about to fucking kill myself”
Crítica17 horas ago

Ouvimos: My Wife’s An Angel – “Keep honking I’m about to fucking kill myself”

Resenha: Wow, Okay, Cool - “If this is where it got us, what good is it?”
Crítica17 horas ago

Ouvimos: Wow, Okay, Cool – “If this is where it got us, what good is it?”

Resenha: 3 Mil Ekos - "3 Mil Ekos" (EP)
Crítica17 horas ago

Ouvimos: 3 Mil Ekos – “3 Mil Ekos” (EP)

Resenha: Limbo7 – “Relíquias do ódio”
Crítica1 dia ago

Ouvimos: Limbo7 – “Relíquias do ódio”

Christine Valença - Foto: Lucas Campbell Barbato / Divulgação
Urgente1 dia ago

Christine Valença questiona a exposição excessiva em “Holofotes”

Grisa e Vinícius Gouveia - Foto: Stephany Stramb / Divulgação
Urgente1 dia ago

Vinícius Gouveia e Grisa cruzam indie e dream pop em “Anjos de papel”

Roger Waters chama Ed Sheeran de "babaca" e mete um "Ed Who?" num vídeo
Urgente2 dias ago

Roger Waters chama Ed Sheeran de “babaca” e mete um “Ed Who?” num vídeo

Peter Hook - Foto: Adam Kennedy / Divulgação
Urgente2 dias ago

Peter Hook toca Joy Division com o The Light em São Paulo em 2027

Resenha: Jubba & Samyr – “Até que foi bom, sabe?”
Crítica2 dias ago

Ouvimos: Jubba & Samyr – “Até que foi bom, sabe?”

Resenha: Septik – “World of turmoil” (EP)
Crítica2 dias ago

Ouvimos: Septik – “World of turmoil” (EP)

Resenha: Elli Ott- “The how to sing tape”
Crítica2 dias ago

Ouvimos: Elli Ott- “The how to sing tape”

Rafael Panke (Afterhourless) - Foto: Divulgação
Urgente2 dias ago

Afterhourless transforma guerra nuclear em shoegaze romântico em “Magnetic”

Radar: Dani Vallejo, Jambu, A Olívia, Dimas e mais novos sons nacionais
Urgente2 dias ago

Mr. Trip Fest reúne rock autoral carioca com Dani Vallejo, Mauren McGee, Ladrão e Massive Fire