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Fabio Massari comenta as bandas do Massari Fest 2026: Pigs x7 encabeça a lista

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Pigs x7 | Crédito: David Hall / Divulgação | Banda se apresenta no Massari Fest

O Massari Fest 2026, com curadoria de Fábio Massari, um dos nomes mais célebres do jornalismo musical brasileiro eternizado pelos anos de VJ da MTV, chega à terceira edição nesta sexta-feira, dia 3 de julho, no Fabrique Club, em São Paulo/SP. A atração principal é banda londrina de stoner metal/sludge rock Pigs Pigs Pigs Pigs Pigs Pigs Pigs, geralmente abreviada como Pigs x7. O disco mais recente deles é o pesado Death hilarious (2025, resenhado pela gente aqui).

As nacionais Firefriend e Macaco Bong completam o lineup do evento, que, assim como as edições anteriores, realizado pela Maraty com apoio da Powerline Music & Books.

Fábio Massari comenta sobre cada uma das bandas que se apresentam no dia 3 de julho no Fabrique Club.

PIGS X7: “Um especialista disse que a banda é o pesadelo dos arquivistas. Sorte nossa que gostamos de heavy metal, hardão da pesada, protopunk cósmico, stoner, doom e noise rock!

A banda chega ao Brasil (literalmente) voando, no embalo de apresentações ao vivo bombásticas e memoráveis.

Vamos enlouquecer com o inimitável vocalista Matthew Baty, um show à parte! Prometem encerrar a festa nos conformes destruidores que já são tradição no festival”.

FIREFRIEND: “Banda heroica do underground psicodélico brasileiro. Mais de 20 anos de estrada, duas dezenas de discos lançados, o mais recente, Fuzz, lançado em setembro do ano passado, é mais uma pequena gema da vasta discografia.

São várias turnês internacionais e incessante atividade nos palcos subterrâneo locais. Incansáveis e obstinados na busca de sua própria assinatura “psych”, costumam promover apresentações pra lá de viajantes.

MACACO BONG: “Cultuada banda de rock instrumental de São Paulo (via Cuiabá), capitaneados pelo inquieto e irreverente Bruno Kayapy, estão numa jornada única – em busca de sonoridades específicas e transcendentes.

Na absoluta (e radical) independência, forjaram uma discografia consistente e muito sui generis, sobrou até pro Nirvana! As apresentações ao vivo costumam ser emocionantes e viscerais”.

SERVIÇO:
Massari Fest:
Shows de Pigs Pigs Pigs Pigs Pigs Pigs Pigs, Macaco Bong e Firefriend

Sexta-feira, 03 de julho de 2026, às 19h00
R. Barra Funda, 1071 – Barra Funda, São Paulo – SP
Ingressos:
De R$ 170 a R$ 300 (aqui)

Foto Pigs x7: David Hall / Divulgação

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Bebida, surpresa e um “não”: como Robert Smith entrou no novo disco dos Rolling Stones

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O show do Cure no Primavera Sound tá no YouTube (assista logo!)

E Robert Smith (The Cure), que quase declinou a oferta de participar do disco novo dos Rolling Stones? Foreign tongues sai dia 10 de julho, e tem Smith tocando guitarra em Divine intervention (já lançada como lado B do single Jealous lover) e tocando sintetizador e fazendo backing vocals na ainda não revelada Never wanna lose you. Mas por pouco ele não recusou a oferta – que aliás aconteceu nem tão por acaso assim.

Durante uma entrevista no podcast oficial dos Rolling Stones, Speaking In Tongues, Smith contou que tudo aconteceu por causa de um encontro sempre adiado com o produtor Andrew Watt, que cuidou de Foreign tongues. “Trocamos algumas mensagens online e conversas por telefone nos últimos anos, mas nunca tínhamos nos encontrado pessoalmente”, começou ele. “Sempre que ele aparecia em Londres com algum figurão, ou eu não estava por perto, ou simplesmente não parecia o momento certo para nos encontrarmos”.

Acontece que Watt dediciu contactar Smith para avisar que estava em Londres trabalhando no próximo álbum dos Rolling Stones, e decidu descongelar a ideia de um encontro com o cantor. “Ele perguntou se quando a sessão se aproximasse do fim, eu tinha interesse em subir e finalmente tomar aquela cerveja gelada com ele”, continuou, acrescentando que os Stones estavam gravando no Metropolis Studios em Chiswick. “Ele disse que praticamente todas as gravações já estavam feitas e que só faltava o Mick gravar alguns vocais. Ele me disse um dia antes: ‘O Mick ainda pode estar por lá’, e eu respondi: ‘Tudo bem’”.

Smith, mesmo assim, estava inseguro quanto a ir. “Eu sei como é estar em um estúdio, principalmente quando você está cantando. A última coisa que você quer são convidados. Pode parecer um pouco desagradável, mas a dinâmica e a atmosfera são partes cruciais do que você está tentando realizar”, diz. “E a pior coisa do mundo é quando as pessoas invadem o local, fazendo festa enquanto você está tentando fazer alguma coisa. Então eu disse que esperaria no bar até que eles terminassem”.

  • Mais sobre Foreign tongues aqui.

Por no bar, leia-se: Smith ficou lá bebendo todas. O músico foi então informado por um assistente que Jagger estava feliz por ele estar lá, acrescentando: “Então eu desci, entrei na sala de controle e, através do vidro, lá estava Mick Jagger cantando, o que não era nada do que eu esperava”. O papo entre as duas lendas engrenou e Jagger deixou Robert bem à vontade, até que o vocalista dos Stones começou a tocar músicas para ele e a pedir sua opinião. Detalhe: Smith já tinha bebido e estava de língua solta. “Minhas sugestões estavam ficando cada vez mais absurdas, eu suspeito, como costuma acontecer”, diz.

“E então, do nada, Jagger disse: ‘Você gostaria de fazer alguma coisa no álbum?’ E eu fiquei tipo, ‘Nossa, espera aí!’ E ele disse: ‘Ah, toque um pouco de guitarra…’ E eu pensei, ‘Bem…’ Eu realmente não estava preparado para isso”, disse. “Então, para espanto de todos, eu disse: Não, não, obrigado, não posso fazer isso. Subi lá esperando apenas ficar bêbado, na verdade. E não esperava tocar no álbum dos Rolling Stones”.

Smith contou que Jagger acabou indo para casa, mas e ele Watt ficaram. “E então o tempo passou e eu disse para o Andrew: ‘Ah, vamos lá então. Vamos ligar uma guitarra e eu vou tentar tocar algumas das músicas'”, continuou ele. “Então eu simplesmente comecei a tocar e, bem, uma coisa levou à outra”. Num papo com o NME, Jagger descreveu o trabalho de Smith em Divine intervention como “uma espécie de riff indie”. E confirmou: “Andy Watt o convidou para vir ouvir algumas das faixas porque já estávamos quase terminando… Eu disse: ‘Vamos pedir para ele fazer alguma coisa'”, contou.

Via NME

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Mabi lança “ForEtta”, homenagem em clima de soul e jazz a Etta James

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Mabi (Foto: Milena Rosado / Divulgação)

A cantora paulistana Mabi lançou ForEtta, primeiro single do álbum Ânsia, que deve sair nos próximos meses. A faixa chega às plataformas com produção de Lucas Gonçalves (Maglore) e é uma homenagem direta a Etta James, uma das principais referências da cantora.

Antes de começar a trabalhar nas próprias músicas, Mabi já circulava pela cena paulistana interpretando repertório de artistas como Sarah Vaughan, Ella Fitzgerald e a própria Etta James. Ela conta que decidiu investir na carreira autoral depois de perceber que a música seguia aparecendo como prioridade, mesmo durante anos dedicados à vida acadêmica.

“No fundo, na minha mente sempre vinha a música. Até, finalmente, eu ter coragem de olhar pra essa voz e dar vazão a ela”, revela a cantora.

A parceria com Lucas Gonçalves começou quando Mabi passou a transformar poemas em canções. O resultado vai aparecer em Ânsia, disco que mistura jazz, blues, soul, funk, rock e MPB.

“Sou muito inspirada por Elis Regina, Elza Soares, Milton Nascimento, Caetano Veloso, Chico Buarque, Frank Sinatra, Sarah Vaughan, Ella Fitzgerald… Me inspiro muito em Gal Costa para trazer um lado diferente da minha voz pro português, assim como me inspiro principalmente na Etta James quando canto em inglês”, conta Mabi.

ForEtta nasceu justamente de conversas entre a cantora e Lucas sobre Etta James. A música é uma das faixas em inglês do disco e cita na letra títulos ligados ao repertório da cantora americana. Mabi já passou por espaços como Festival Febre, Bourbon Street e JW Marriott Hotel São Paulo.

Foto: Milena Rosado / Divulgação

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Ty Segall em SP em novembro – e os ingressos já estão à venda!

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Ty Segall faz primeiro show no Brasil em novembro

Se bobear quando esse texto já estiver no ar, esgotou tudo, mas vamos lá: nosso herói Ty Segall vai fazer seu primeiro show no Brasil no dia 15 de novembro, na Audio, em São Paulo. Os convidados do show são as bandas paulistas Ema Stoned e Bike, além de discotecagem de Supernovissima. Os ingressos começam a ser vendidos nesta quarta (1º, também conhecido como hoje, e agora!).

A apresentação integra a turnê de Chrome, novo álbum do artista californiano, que sai ai no dia 28 de agosto de agosto pela Drag City e já tem um single e um clipe no ar, Black paint. Pelo que dá pra ver do single, a aposta é que o próximo disco vai sair até mais garageiro que o anterior – quem sabe um pouco mais psicodélico. Ben Boye, Evan Burrows, Mikal Cronin e Emmett Kelly, que tocam no disco com ele, vão vir fazer o show no Brasil ao lado de Ty. A apresentação é realizada pela Associação Cultural Cecília. Em 2024, o grupo trouxe o Bikini Kill para fazer seu primeiro show no Brasil.

Vai ser um ano bem produtivo para Ty: no mesmo dia de Chrome, vai sair o EP Love fuzzz, com músicas inéditas das sessões do disco – ou seja: aparentemente Segall vai dispensar as edições deluxe e soltar as extras em outro pacote. Uma dessas faixas é uma reinterpretação de uma música do álbum Twins, que Segall lançou em 2012 – justamente Love fuzz, que ganhou um “z” a mais e virou faixa-tíulo.

É o segundo EP dele em 2026: em 3 de janeiro, ele lançou o EP “Live” “At” “The” “BBC”, ao lado do The Muggers, banda formada pelos músicos que tocaram com ele no álbum Emotional mugger, de 2016.

(Mais infos sobre Chrome aqui).

SERVIÇO:
Associação Cultural Cecília apresenta TY SEGALL
15 de novembro de 2026 – Abertura: 18:00
Audio: Av. Francisco Matarazzo, 694 – Barra Funda – São Paulo – SP
Ingressos aqui.

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