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E é isso: Vai ter New Order no Brasil! (só um show em SP)

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New Order (Foto: Divulgação)

Uma velha frase diz que banda não é álbum de família. Faz sentido, mas é estranho de verdade olhar para a foto acima e ver que esse trio aí é o New Order em 2026. Gillian Gilbert e Stephen Morris afastaram-se da banda por motivos de saúde (ou por terem saido de verdade do grupo, como diz o ex-baixista Peter Hook) e a banda excursiona com o integrante original Bernard Sumner ao lado de Phil Cunningham (na banda desde 2001) e Tom Chapman (na banda desde 2011). E essa turma está vindo ao Brasil.

Sim, porque a Balaclava Records anunciou nesta quinta (2), numa parceria com a Music On Events, que o New Order virá para uma única apresentação, no dia 25 de novembro de 2026, no Espaço Unimed, em São Paulo. A noite terá ainda a abertura da banda paranaense Jovens Ateus. Independentemente das mudanças de formação, é “a voz” do New Order e são os hits da banda – com direito a algumas músicas do Joy Division, banda que deu origem ao NO, no repertório (músicas como Transmission e Isolation volta e meia aparecem no set list).

Tem novidades do New Order vindo aí: The best and the rest of New Order, pacote que junta pela primeira vez as coletâneas The best of New Order (1994) e The best of New Order (1995), sai pela Warner dia 17 de julho. Com áudio remasterizado, a coletânea também incluirá uma série de remixes raros e inéditos. Os dois discos também ganharão versões separadas em vinil, masterizadas nos lendários estúdios de Abbey Road.

E tem uma novidade bem boa do Joy Division a caminho: tá pra sair a caixa Eternal (Live) contendo praticamente tudo que existe do Joy Division ao vivo. O pacote sai em 25 de setembro e é um box com 16 álbuns ao vivo completos, distribuídos em 14 CDs, além de dois DVDs. Um dos DVDs traz uma edição oficial de Joy Division – A Malcolm Whitehead Film, filme raríssimo da banda, feito em 1979, e que virou uma espécie de “figurinha difícil” do álbum do JD.

SERVIÇO
Balaclava Records apresenta: New Order em São Paulo

abertura com Jovens Ateus
Data: 25 de novembro de 2026
Local: Espaço Unimed
Rua Tagipuru, 795 – Barra Funda – São Paulo/SP
Horários:
Abertura dos portões: 19h30
Jovens Ateus: 20h30
New Order: 22h00

Classificação etária: 18+ / menores de 18 anos acompanhados dos pais ou responsável legal
Ingressos: R$ 520 (pista), R$ 850 (pista premium), R$ 900 (mezanino), R$ 1080 (camarote A) e R$ 980 (camarote B) – inteiras
Ingressos aqui (já tem opções esgotadas)

Espaço Unimed
Rua Tagipuru, 795 – Barra Funda – São Paulo/SP
Horários: Terça a domingo, das 10h às 17h.
Parcelamento em até 06 vezes com juros.
Ponto de venda físico (sem taxa de conveniência):
Shopping Ibirapuera
A bilheteria oficial da Ticketmaster no Shopping Ibirapuera está localizada no Piso Jurupis (ao lado do Restaurante Frutaria).
Confira os horários de funcionamento:
Terça a sábado: das 10h às 22h
Domingos e feriados: das 14h às 20h
Segundas-feiras: Fechada

Foto: Divulgação

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E o show do Napalm Death no Tiny Desk, hein?

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Napalm Death (Foto: Divulgação)

Sim, o show do Napalm Death no Tiny Desk Concerts foi histórico. Foi na real uma das coisas históricas que a atração de YouTube apresentou desde que começou a ir ao ar, mas se você não imaginava ver uma das bandas mais barulhentas do mundo num espaço tão exíguo e intimista, foi exatamente o que rolou. E o Napalm Death provou que o formato funciona justamente quando o artista não tenta se adaptar a ele: o caos da banda permaneceu intacto, só mudou de endereço.

Lars Gotrich, produtor da rádio NPR Music, que faz o programa, é fã de som pesado e já sonhava com a banda de grindcore lá há tempos. O site Blabbermouth publicou uma declaração dele, afirmando que “a primeira banda de grindcore a se apresentar no Tiny Desk tinha que ser a banda pioneira. Recusei ou disse ‘talvez mais tarde’ para tantas outras – era assim que eu me preocupava em acertar. Só existe um Napalm Death, não apenas um exemplo de música extrema, mas também do que é preciso para ser humano em tempos que parecem desumanos”.

O repertório do grupo foi curto e direto, cabendo músicas como Instinct of survival, Amoral, Throes of joy in the jaws of defeatism e até duas músicas da estreia da banda, Scum (1986): a faixa-título e nada menos que a canção de dois segundos You suffer. O detalhe é que nenhum dos integrantes da formação original da banda faz parte do Napalm hoje – e nenhum dos atuais, que são Shane Embury (baixo), Barney Greenway (voz), Danny Herrera (bateria) e John Cooke (guitarra), tocou em Scum.

Falando em Shane, ele continua afastado da banda para tratar de sua pancreatite – Matt Sheridan vem tocando como baixista substituto e tocou em seu lugar no Tiny Desk. Barney Greenway, o cantor do grupo, estava orgulhosíssimo de tocar lá e manifestou isso algumas vezes. Chegou a fazer um apelo pela preservação da radiodifusão pública durante o programa.

“Há décadas que ouço o Democracy Now! na NPR Radio para me manter informado sobre as notícias norte-americanas, sem rodeios, mas com uma visão crítica. Então, quando surgiu o Tiny Desk da NPR , fiquei um pouco surpreso”, contou (via Blabbermouth).

“Percebemos que iríamos alcançar muito mais pessoas do que o normal com a apresentação no Tiny Desk, mas, como vocês podem esperar do Napalm Death, jamais suavizaríamos a performance. Esperamos que todos tirem pelo menos algo dela, mesmo que seja apenas uma compreensão da abrasividade musical levada ao extremo. Por favor, apoiem sempre a radiodifusão pública, tendo em vista os ataques implacáveis ​​que ela vem sofrendo”, afirmou o cantor.

O ND provavelmente não vai “viralizar” por causa da apresentação – mas uma turma enorme que jamais veria um show deles, ou clicaria num vídeo deles, deve ter parado pra ver nem que seja um minuto da session. Outro detalhe: um grupo de grindcore tocando entre estantes de livros é um contraste tão grande que atrai cobertura espontânea. Mesmo quem não gosta do som acaba clicando para ver como aquilo funciona. Pra Barney e cia foi ótimo, pros fãs também, pra NPR idem. E o show, se você não assistiu, tá aí.

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“Easy street”: Queens of the Stone Age volta com dueto country e clipe insano

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Queens of the Stone Age (Foto: Andreas Neumann / Divulgação)

A foto nova do Queens of The Stone Age deixou a banda de Josh Homme com uma cara de elenco de série – e se você estranhou a nova imagem, precisa ouvir o som novo. Easy street traz o QOTSA chutando pra bem longe qualquer linguagem sonora associada ao stoner. Trata-se de uma canção bem próxima do country, lembrando o mergulho dream pop que uma série de artistas vêm fazendo no estilo musical.

No single, Josh faz dueto com a cantora e compositora country Nikki Lane – que geralmente é chamada por aí de “primeira dama do country fora-da-lei”, e que teve um álbum, Denim & diamonds, produzido por Josh em 2022. A produção foi feita pelo cantor ao lado de Michael Shuman. O som é bem solar, tranquilo, e a música nem sequer uma uma bateria – uma percussão meio pé-de-pano (são palmas, segundo o músico) dá conta do recado. Quem é QOTSAmaníaco, aliás, já conhece Easy street de outros carnavais: ela já havia sido tocada durante a turnê Catacombs, em 2025.

Josh diz que a música foi produzida de modo bem despojado – aliás outra coisa na qual o Queens anda se parecendo com bandas mais novas.

“É uma canção meio engraçada. É como bater o cotovelo, daquele jeito que é engraçado porque dói e dói porque é engraçado. Você está falando sério, mas é cômico. Fizemos do jeito que se faz uma demo. Sem click track, erros deixados de propósito”, conta.

“Ela acelera, desacelera, as palmas não são grandes coisas, mas também não são ruins, e uma palma ruim adiciona essa coisa humana que não dá para fingir. Não se trata apenas de bobagem. É sobre entender a imperfeição da sua vida. A canção, como a sua vida, está nos erros. Suas imperfeições são imbatíveis”, afirma.

O clipe de Easy street é uma produção dqquelas: Josh surge correndo, mas não está fazendo o cooper diário. Ensanguentado e descalço, com uma sandália crocs quebrada (!) ao lado do pé direito, ele tenta escapar de um batalhão de pessoas – incluindo um cowboy e um sujeito com um cutelo na mão, além de uma senhorinha com uma baita cara de ódio, pilotando uma cadeira motorizada. Até o momento, não se sabe se vem álbum novo do grupo.

Foto: Andreas Neumann / Divulgação

 

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Ama odiar o Nickelback? Prepare-se, eles estão de volta

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Foto: Lindsay Siu / Divulgação

Sabe aquela banda que vários roqueiros ao redor do mundo amam odiar, o Nickelback? Marcou a vida de muita gente, teve sua história recentemente recordada num documentário (Hate to love: Nickelback) e está com disco novo na agulha. Everything under the sun sai 30 de outubro de 2026, via Virgin Music Group, e acaba de ser adiantado por mais um single, Rattle the cage, com participação de John 5 na guitarra. Um som pesado e ágil na linha de Too bad, que foi um dos primeiros sucessos que o grupo teve no Brasil, no começo dos anos 2000.

“Este álbum tem todos os lados da banda nele”, diz Chad Kroeger, vocalista e guitarrista da banda canadense. “Existem músicas que batem tão forte quanto qualquer coisa que já fizemos, músicas que assumem riscos e músicas que nos lembram por que estamos fazendo isso juntos há tanto tempo. Rattle the cage pareceu a maneira perfeita de chutar a porta aberta – tem a energia da qual temos nos alimentado todas as noites no palco, e mal podemos esperar para que as pessoas a ouçam”.

Em março, já havia saído Bones for the crows, feita para a trilha do game Dungeon Hunter, e que também vai estar em Everything under the sun. Abaixo, você confere as duas faixas, a capa de Everything e a lista de faixas do disco.

Foto: Lindsay Siu / Divulgação

Capa do álbum Everything Under The Sun, do Nickelback

LISTA DE FAIXAS:
01. Rattle the cage (feat. John 5)
02. Bones for the crows
03. I already know
04. Leave me behind
05. If I don’t go
06. Make me love you
07. Chasin’ famous
08. Simple song
09. Technicolor steamboat
10. Lift somebody up
11. Bottled dreams
12. Last night was fun

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