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Primavera Sound 2026: e teve o My Bloody Valentine

Não teve como o My Bloody Valentine não se destacar no Primavera Sound 2026 – até porque a banda faz poucos shows e qualquer sussurro deles seria muito bem vindo. Seja como for, o show deles no sábado parece ter sido exatamente o que muita gente esperava deles: uma parede de som absurdamente alta, física e meio hipnótica. Boa parte do repertório veio de (adivinhe só) Loveless, o segundo disco, de 1991?
A reação geral foi bem positiva, principalmente entre quem já gosta da banda e queria ver aquele impacto sonoro ao vivo de novo. O El País afirmou que a banda “incendiou seus fãs com paredes de distorção e ruído branco”. No Reddit, houve fãs preocupados com os limites de som impostos em Barcelona, justamente porque shows do MBV costumam depender daquele volume extremo e do noise prolongado – ao que consta, todo mundo saiu satisfeito. O MBV continua sendo uma banda que não faz concessão nenhuma ao vivo. E era exatamente isso que o público do grupo queria ver.
HOUVE TAMBÉM OLIVIA RODRIGO: Houve quem afirmasse (é o caso de Luís Hidalgo, do periódico El País) que Olivia roubou a cena do My Bloody Valentine ao fazer uma apresentação quase-surpresa no festival durante o sábado – isso porque até jornais brasileiros já estavam dando a manchete-impossibilidade “Olivia Rodrigo vai fazer show-surpresa no Primvera Sound”.
Ela cantou um set de 45 minutos no festival, que incluiu Drop dead e The cure, do novo disco, You seem pretty sad for a girl so in love, com lançamento previsto para esta sexta-feira. Outra surpresa-mas-nem-tanto foi a entrada de Robert Smith, The Cure, para cantar com Olivia (sim, e ela tem uma música chamada The Cure).
Os fãs que suspeitavam de uma parceria entre os dois estavam certos: ela apresentou What’s wrong with me, cantada com ele no palco. E disse: “É muito especial para mim por vários motivos… principalmente porque é minha primeira colaboração. Não consigo acreditar que essa música existe e que a pessoa com quem estou cantando existe”. A Billboard fez questão de destacar que Olivia “ajudou a apagar quaisquer resquícios da decepção de sexta-feira”.
E GORILLAZ, EM ESPECIAL: “Meu pai é um dos 10.000 prisioneiros palestinos detidos por Israel, mas para milhões de palestinos ele representa algo que Israel não pode aprisionar: a esperança”, afirmou Aarab Barghouti, ativista palestino e filho do líder político palestino preso Marwan Barghouti. A fala surgiu quando ele introduziu a apresentação do Gorillaz no Primavera Sound, também no sábado.
Aarab acrecentou que “a esperança de que as crianças palestinas cresçam em paz. A liberdade foi conquistada na África do Sul, na Irlanda e na Argélia porque pessoas como vocês se recusaram a desviar o olhar, se recusaram a desistir. Então continuem lutando pela Palestina, por Gaza e por justiça”.
Jornais como o Times destacaram que o show foi uma espécie de “universo de fantasia” montado por Damon Albarn, com animações gigantes, estética de HQ e um clima meio espiritual puxado pelo disco novo, The mountain. Outros sites, como o Consequence of Sound, destacaram que o show deu uma mudada no astral do evento, recuperando a animação após o temporal de sexta. Além de Aarab, Mos Def, De la Soul, Little Simz e Kara Jackson subiram ao palco no show do Gorillaz.
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E O GEESE, HEIN? Como rolou um pé d’água depois do show deles, o Geese acabou sendo o headliner de sexta – a situação foi apontada por vários veículos depois do show deles. O jornalista brasileiro Marco Barbosa, presente ao show, lançou essa em sua newsletter: “Ficou a dúvida: teria sido a tempestade parte da (suposta) psyop que bombou o Geese nas plataformas e sites de música? Afinal, a emergência climática fez da banda, inesperadamente, a principal atração do primeiro dia do Primavera Sound 2026″, disse ele, que não achou o show lá essas coisas.
“Há, decerto, algum talento e uma certa imprevisibilidade – não confundam com originalidade – na música do Geese. Às vezes lembra Neutral Milk Hotel, às vezes Clap Your Hands Say Yeah, às vezes Pavement. Os riffs de guitarra que ancoram as canções têm influência (não muito) camuflada de hard rock tradicional”, escreveu. “Quando o grupo se concentra apenas em valorizar as composições de Winter, a coisa flui. No entanto, o fluxo é interrompido com frequência por cacofonias gratuitas que implodem as canções. Ou pior, jams despropositadas que evidenciam os limites criativos (e técnicos) dos músicos”.
A Billboard por sua vez, escreveu que “‘esses caras vão ser headliners de festivais em breve’ era um pensamento fácil de se ter sobre os roqueiros artísticos do Brooklyn, Geese, durante o show deles no início da noite de quinta-feira no palco Occident” (e destacou também que, por obra do mau tempo, eles acabaram sendo os headliners). Dá o que pensar: se o Geese anda tão destacado assim, por que é que a posição de banda principal no Primavera Sound dependeu de uma tempestade?
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RJ: Tatá Aeroplano faz show intimista na Audio Rebel neste sábado

Uma das figuras mais inquietas e criativas da música independente brasileira, Tatá Aeroplano chega na Audio Rebel neste sábado (18) para uma apresentação especial no formato voz e violão. O show se chama Andarilho urbano e reúne músicas de toda a sua trajetória artística, além das canções de seu recém-lançado álbum Lendas e sol (2026). Os ingressos custam R$ 30 (antecipados) e R$ 40 (na porta) e já podem ser adquiridos online.
No repertório também entram canções emblemáticas de sua autoria, como Pareço moderno e Cama, lançadas com a banda Cérebro Eletrônico, e, pra noite ficar ainda mais especial, o músico paulista recebe André Paixão e Marcelo Callado no palco. Um encontro especial entre psicodelia, canção brasileira, poesia e liberdade criativa, marcas registradas de sua obra.
A apresentação faz parte do Programa Funarte Ações Continuadas, com produção da Bacafest e da Sensacional – Associação Nacional de Produtores Independentes. Cantor, compositor, DJ e agitador cultural, Tatá se tornou referência na cena alternativa paulistana ao longo das últimas duas décadas, liderando projetos fundamentais como Cérebro Eletrônico, Jumbo Elektro e Frito Sampler.
Em sua carreira solo, iniciada em 2012, lançou uma sequência de álbuns elogiados pela crítica, explorando temas como afetos, transformações urbanas, espiritualidade e questionamentos existenciais. Entre seus trabalhos mais recentes estão Boate invisível (2023, resenhado pela gente aqui) e Lendas e sol (2026, resenhado em breve!).
SERVIÇO:
Tatá Aeroplano apresenta Andarilho urbano
participações de André Paixão e Marcelo Callado
Data: 18/07/2026
Horário: 20h (abertura da casa) | 21h (show)
Link dos ingressos antecipados aqui
R$ 30,00 antecipado / R$ 40 na porta
Gratuidade CadÚnico e Lista Trans
Audio Rebel – Rua Visconde de Silva, 55 – Botafogo – Rio de Janeiro
Foto: Luiz Romero / Divulgação
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Robert Smith mete o pau na “ideia absurda de um show de intervalo na final da Copa do Mundo” e em Trump

Errado não tá, não. Aliás tá certíssimo: Robert Smith (The Cure) odiou a ideia de haver um show de intervalo na final da Copa do Mundo – como já acontece há vários anos no Super Bowl (via Consequence Of Sound). Mas pro cantor, tem mais coisas ruins do que a ideia de um show de intervalo: tipo o presidente dos EUA, Donald Trump, entregando a taça para os vencedores do torneio ao lado do presidente da FIFA, Gianni Infantino.
Smith fez uma postagem no Instagram reclamando disso tudo e ainda deu uma zoada master em Infantino, trocando o sobrenome dele. “O show do intervalo, que foi idealizado por Chris Martin, do Coldplay, contará com Madonna, Justin Bieber, Shakira e a boyband de K-pop BTS”, escreveu.
“O presidente da Fifa, Gianni Infantosser, descreveu o show do intervalo como um ‘espetáculo inovador’ que ‘celebrará o futebol, a música e nossos valores compartilhados, garantindo um legado que transcende o apito final'”, continuou. E depois completou: “AAAAAAAAAAAAAAAAAAGH… #Breadandcircuses #MUGWANK #pleasejustfuckoff”.
Pouco depois, Smith publicou outra mensagem esclarecendo que não estava criticando especificamente Chris Martin ou os artistas. Ele também criticou Infantino por entregar o troféu da Copa do Mundo aos vencedores do torneio ao lado do presidente dos EUA, Donald Trump, de quem Smith também não é fã.
“Suspiro… PARA AQUELES QUE NÃO ENTENDERAM: A QUESTÃO NÃO É QUEM ESTÁ FAZENDO A CURADORIA OU SE APRESENTANDO, MAS SIM A IDEIA ABSURDA DE UM SHOW DE INTERVALO NA FINAL DA COPA DO MUNDO… SE AGORA VOCÊ ENTENDE MELHOR MEU ‘AAAAAAAGH!’, MAS AINDA NÃO CONCORDA, POR FAVOR, AJUSTE SEU BONÉ VERMELHO, SUA CAMISETA ‘EU 🖤 JANNY + DONNY + $$$’ E… FIQUE À VONTADE? AVANTE… RSX PS. “Infantosser disse que ele e o presidente dos EUA, Trumpton, entregarão o troféu no domingo”. INFELIZMENTE, NÃO SOBRARAM A’S SUFICIENTES PARA O ‘ARGH’ QUE DEVERIA VIR EM SEGUIDA… #breadandcircuses #pleasejustfuckoff #fuckfifa #justlookuplostworld”.
Você já deve saber mas não custa lembrar: a final da Copa do Mundo acontece domingo, 19 de julho, entre Espanha e Argentina. Inglaterra e França disputarão o terceiro lugar amanhã, sábado, dia 18. As mensagens de Smith seguem abaixo (ja curtimos ambas).
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E tem música nova de Fiona Apple. É o tema da série “Lucky”

Fiona Apple tem andado sumi… bom, não exatamente sumida. Ela aparece às vezes, mas sem aviso prévio. Há alguns dias, sua melhor amiga Zelda Hallman postou em seu canal vídeo da cantora falando sobre as dificuldades que tem enfrentado para compor novas músicas sobre a “enxurrada interminável de horrores” que afetam o mundo hoje. No ano passado, ela lançou o single Pretrial (Let her go home), inspirado em sua experiência como observadora judicial, especialmente de mulheres afetadas pela prisão preventiva. E agora saiu mais uma música nova.
A faixa nova é a a curtinha Horns of a bull, tema da série Lucky, da Apple TV+, que já está disponível para streaming. A faixa tem um som que faz lembrar bastante o clima esparso do disco mais recente dela, Fetch the bolt cutters (por acaso, igualmente lançado de surpresa na pandemia, em 2020): percussão, piano, ruídos, voz (que voz, aliás!) e clima soturno e tenso, especialmente quando a velocidade da música vai aumentando.
Lucky estreou no Apple TV+ na última quarta-feira (15). Baseada no romance homônimo de Marissa Stapley, a minissérie acompanha uma golpista vivida por Anya Taylor-Joy, que tenta escapar tanto da polícia federal quanto de uma temida chefe do crime interpretada por Annette Bening. O elenco também reúne Clifton Collins Jr., Aunjanue Ellis-Taylor e Timothy Olyphant.
E a tal mensagem de vídeo divulgada por Fiona traz a cantora falando que “talvez esteja deixando a busca pela perfeição atrapalhar o que é bom”, disse ela. “É difícil me concentrar e quando consigo, fico me questionando se sou a pessoa certa para dizer aquilo ou se estou dizendo da maneira correta”.
“Eu só não queria que você pensasse que eu estava fingindo que não via nada, que eu não percebia o que estava acontecendo ou que eu não me importava. Eu me importo, sim. Sei que nem todo mundo espera algo de mim, mas eu espero algo de mim mesma”, continuou.
Além de Pretrial, ela lançou em 2025 uma versão de Heart of gold, de Neil Young, para um álbum beneficente da Bridge School – e fez uma participação na música Letter from an unknown girlfriend, da banda The Waterboys. E abaixo você confere Horns of a bull.







































