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Saiba tudo sobre o show do A Flock Of Seagulls no Brasil

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Mike Score, do A Flock Of Seagulls (Foto: Diculgação)

Como rola com várias bandas dos anos 1980, o A Flock Of Seagulls costuma ser injustamente chamado de “maravilha de um só hit” – no caso, o hit é I ran (So far away), canção entre o pós-punk, o synthpop e o futurismo musical. Acontece que o A Flock tá vindo aí, para um show único no Brasil em 7 de outubro, no Cine Joia, em São Paulo – e vai ser uma boa oportunidade para conhecer outras músicas famosas do grupo, como Telecommunication, Space age love song, The more you live, the more you love e Modern love is automatic. E várias outras.

Surgido em Liverpool (olha só onde!) em 1979, o Flock foi criado pelo trio Mike Score (voz, teclados), Frank Maudsley (baixo) e Ali Score (bateria). Na época, Mike era um cabeleireiro que tocava baixo numa banda de pós-punk e após comprar um sintetizador Korg de segunda mão, decidiu montar uma banda mais, digamos, tecnológica. Paul Reynolds entrou para completar a formação tocando guitarra, e essa turma foi a que gravou o disco de estreia (A Flock Of Seagulls, de 1982).

O Flock teve um número considerável de mudanças de formação, além de um hiato entre 1986 e 1988. Da turma inicial, só Mike está na banda, e o músico mais antigo além dele, o baixista Pando, ingressou em 2004 (completam a formação atual Kevin Rankin na bateria, e Gord Deppe na guitarra). Nos últimos dez anos também saíram os discos mais recentes do grupo: os orquestrais Ascension (2018) e String theory (2021), com sucessos relidos, e o álbum de inéditas Some dreams (2024, cuja ótima faixa-título tem estado nos setlists da banda)

SERVIÇO
A Flock of Seagulls em São Paulo

Data: 7 de outubro de 2026
Local: Cine Joia
Endereço: Praça Carlos Gomes, 82, Liberdade, São Paulo/SP
Realização: Maraty |Turnê: Resistencia Booking
Ingressos aqui.

1º Lote Pista
Meia Solidária (válida para todos mediante a doação de 1 kg de alimento não perecível): R$ 230,00
Meia Estudante (Válida mediante apresentação de comprovante estudantil): R$ 250,00
Inteira: R$ 460,00

1º Lote Camarote
Meia Solidária (Válida para todos mediante a doação de 1 kg de alimento não perecível): R$ 300,00
Meia Estudante (Válida mediante apresentação de comprovante estudantil): R$ 310,00
Inteira: R$ 600,00

Foto: Divulgação

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E vai ter dueto entre Paul McCartney e Ringo Starr!

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Paul McCartney e Ringo Starr

Prepare o seu coração para as coisas que eles vão cantar: Paul McCartney avisou, durante um encontro especial com fãs nos Abbey Road Studios, em Londres, na tarde desta terça (5), que na sexta (8) vai sair seu primeiro dueto oficial com Ringo Starr. Vai rolar na faixa Home to us, que integra o próximo disco de Paul, The boys of Dungeon Lane (na foto acima, os dois BEM jovens e bem antes de fazer esse dueto aí).

No tal bate-papo, Paul comandou uma audição no lendário Estúdio 2 e comentou bastidores das novas músicas. Segundo ele, a canção surgiu a partir de uma base de bateria gravada por Ringo, a convite de Paul e do produtor Andrew Watt – e a ideia, desde o começo, era homenagear Ringo. Só que as coisas saíram do controle, no melhor dos sentidos, e virou um dueto entre os dois.

Detalhe que Home to us vai trazer também backing vocals de Chrissie Hynde (Pretenders) e Sharleen Spiteri (Texas). Quanto a The boys of Dungeon Lane, ele sai em 29 de maio e será o primeiro trabalho solo de Paul em mais de cinco anos. Também vai ser um disco cheio de reminiscências da história dele e de seus amigos em Liverpool.

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Alex James (Blur): “’Pet sounds’, dos Beach Boys, é uma merda!”

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Alex James, baixista do Blur - Foto: Wikimedia Commons (Σπάρτακος)

Qualquer país faz rock, mas digamos que só o rock britânico é especialista em provocar aquela sensação de um eita! atrás do outro. Depois de Liam Gallagher sentar a mamona no Suede e no Manic Street Preachers, que começaram uma turnê juntos, Alex James, baixista do Blur, decidiu sair do seu sossego e deu uma entrevista ao periódico The Times em que, entre outras coisas, mexeu com uma vaca mais do que sagrada do rock: classificou Pet sounds (1966), obra-prima dos Beach Boys, como “uma merda”.

Esse papo brabo surgiu num bate-bola que o jornal fez com o músico – uma seleção de perguntas-e-respostas rápidas como a que Marilia Gabriela fazia sempre no fim do programa de entrevistas dela (encerrando invariavelmente com um “fulano / fulana por fulano / fulana” que rendia mil constrangimentos). Ao ser perguntado sobre o que ele achava superestimado, ele respondeu que “Pet sounds é um álbum de merda”, sem dar mais detalhes sobre o assunto – e aproveitou para falar que as pessoas dão valor demais ao festival de Glastonbury.

“Eu simplesmente não gosto do tratamento hagiográfico que a BBC dá ao festival. Parece que é o único festival do mundo”, disse ele, que ao ser perguntado sobre o que acha subestimado, ofereceu um contraponto a Glastonbury.
“O Roskilde. É um festival que acontece no mesmo fim de semana que Glastonbury, na Dinamarca”, conta ele. “Glastonbury é uma farra sangrenta com drogas. Roskilde tem comida incrível porque é Dinamarca, é simplesmente muito civilizado e os banheiros são bons (nota do editor: bom, esse ponto aí é MUITO importante…). É um evento maravilhoso, mágico, um conto de fadas de Hans Christian Andersen”.

Alex fez algumas revelações importantes: adora vídeos de matemática no YouTube, gosta de ler e de ouvir audiolivros (“meu pai morreu durante o confinamento e eu estava no quarto do hospital ouvindo A ilha do tesouro, de Robert Louis Stevenson em audiolivro, ele morreu quando Jim acabava de recapturar a Hispaniola dos piratas”, recorda), assiste ao filme A noviça rebelde todo Natal e lembra de ter levado um esporro na escola aos 15 anos por gostar de Wham! e de The Smiths (!).

O Natal, aliás, é cinematográfico no lar dos James: Alex obriga os cinco filhos a assistir Spinal tap na data – e jura que ele e os pimpolhos riram muito vendo o Spinal tap II. Ele também anda treinando outros instrumentos musicais: comprou um oboé há dois anos, e está aprendendo violoncelo. Aliás, tem praticado muito um instrumento importante no rock britânico: os shakers (que dependendo do tipo, podem ser as boas e velhas maracas, como as que Liam Gallagher vinha usando nos shows de “volta” do Oasis). “Os grooves de muitos discos de música eletrônica incríveis dependem dele”, conta.

O papo dele com o The Times tá todo aqui, mas tem paywall. A Far Out fez um resumão.

Foto: Wikimedia Commons (Σπάρτακος)

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Pupas: pós-punk cheio de memórias, feito pelo ex-vocalista do Lasciva Lula

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Pupas (na foto, o criador do projeto Felipe Schuery). Foto: Divulgação.

Para começar esse texto, vamos deixar o próprio Felipe Schuery, ex-vocalista da lendária banda carioca Lasciva Lula, explicar como surgiu seu novo projeto musical, o Pupas, que já tem dois singles lançados. E que foi um projeto que surgiu das novas condições de vida de Felipe, agora pai de dois filhos e vivendo há dez anos em Cambridge, na Inglaterra.

“Passei longos intervalos sem compor, desde que o Lasciva Lula acabou. Nasceram as crianças. Quem poderia imaginar a força tirânica daquelas mãos fofas silenciando o violão? É um soco. E nocauteia”, alegra-se ele. “O pouco que saía eram canções de ninar. Lancei algumas delas no projeto Cadê Godó. Agora que Alice e Pedro estão maiores, 12 e 8 anos, já consigo ter mais tempo com o violão no colo. Minha guitarra saiu do case depois de mais de 10 anos. Alice ganhou um baixo e estamos tocando Here comes the sun juntos”.

“Essa nova fase ganhou ainda mais combustível quando comecei a experimentar sons de guitarra que nunca tinha usado nos meus tempos de banda. A forma de compor se transformou a partir daí: há um foco maior em ambiência, menos em expressão catártica. Um mergulho maior em memórias distantes de praia e duna (fui criança em Cabo Frio), quando eu era chamado pelo apelido que dá nome a esta banda de um só: Pupas”, continua ele, falando sobre essa banda cheia de memória.

O Pupas já tem dois singles lançados: Estrada, que saiu em janeiro, e Sudoeste, de março. Sons voltados para o lado mais relaxante do pós-punk, com várias lembranças do shoegaze. Há guitarras dedilhadas, baixo tão importante quanto a guitarra, e riffs repetitivos, que fazem lembrar The Cure, New Order, Joy Division e Legião Urbana. “Ouço e me inspiro em The Cure, My Bloody Valentine, shoegaze em geral”, diz Felipe, que já ouviu comparações com Clube da Esquina, Fellini (o álbum Amor louco, de 1989) e a própria Legião.

O álbum de estreia, Um rabo caiu do céu, sai no segundo semestre. As letras já divulgadas, falam de mudanças pessoais, ciclos que abrem e fecham, transformações que vêm sem escolha – algo que se reflete na música e na imagem do projeto, segundo Felipe.

“A foto de divulgação foi tirada sob um frio de 5 graus, no Chalk Pits, uma antiga pedreira no bairro de Cherry Hinton, na cidade de Cambridge, Inglaterra. Eu estava sozinho, com um celular no tripé. Sofro com o inverno e a distância da família e dos amigos”, recorda. “E não, não penso em voltar. Talvez isto justifique o foco do trabalho do Pupas: a infância à beira do mar, o desconforto de não se sentir em casa nem lá nem cá”, completa.

Foto: Divulgação

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