Connect with us

Urgente

O Kneecap vem aí e o bicho vai pegar: trio de hip hop faz show no Brasil

Published

on

Kneecap (Foto: Divulgação)

O Kneecap finalmente vai trazer sua mistura de hip-hop, punk, rave, caos e confusão organizada para o Brasil. O trio de Belfast faz show único no dia 23 de outubro, no Cine Joia, em São Paulo, em apresentação promovida pela Balaclava Records. Os ingressos já estão à venda.

Se você nunca ouviu falar (toma vergonha na cara!), um resumo rápido: Mo Chara, Móglaí Bap e DJ Próvaí rimam em inglês e irlandês, defendem a revitalização da língua gaélica, fazem piadas que irritam metade do planeta e tratam política como parte inseparável da festa. Não é exatamente uma combinação que costuma passar despercebida.

Desde a formação, em 2017, o grupo virou um fenômeno que extrapolou a música. O próprio nome da banda faz referência ao “kneecapping”, prática associada ao IRA de atirar nos joelhos de supostos traidores ou criminosos — um detalhe que já dá uma ideia do tipo de terreno em que eles gostam de pisar. As letras misturam identidade irlandesa, desigualdade, legado dos conflitos na Irlanda do Norte e humor debochado, enquanto os shows parecem funcionar como uma rave onde alguém resolveu distribuir panfletos revolucionários.

A projeção mundial veio de vez em 2024. Além do ótimo álbum Fine art, produzido por Dan Carey, o trio lançou o filme Kneecap, uma cinebiografia em que eles mesmos interpretam versões de si próprios. O longa estreou em Sundance, virou candidato irlandês a uma vaga no Oscar de Melhor Filme Internacional e ajudou a transformar a banda em um dos produtos culturais mais improváveis — e comentados — da Irlanda recente.

No palco, eles também colecionam histórias. O show no Glastonbury foi um dos mais comentados da edição, enquanto a defesa pública da causa palestina durante o Coachella rendeu mais debates do que muitos dos próprios artistas do festival. Neste ano, eles voltaram com Fenian, segundo álbum de estúdio, novamente produzido por Dan Carey (tem resenha nossa aqui). É música para dançar, discutir e, de preferência, fazer as duas coisas ao mesmo tempo.

O show acontece em 23 de outubro, no Cine Joia, em São Paulo. Os ingressos estão disponíveis pela Ingresse, e quem preferir evitar a taxa de conveniência pode comprar presencialmente no Takkø Café, na Vila Buarque.

Foto: Divulgação

Serviço:
Balaclava Records apresenta: KNEECAP em São Paulo
Data: 23 de Outubro de 2026, sexta-feira
Local: Cine Joia
Praça Carlos Gomes, 82 – Liberdade
Horários: Portas 20h / Show 21h30
Classificação etária: 16+ / menores de 16 anos acompanhados dos pais ou responsável legal
Ingressos aqui.

Ponto de venda físico (sem taxa de conveniência):
Takkø Café
R. Maj. Sertório, 553 – Vila Buarque – São Paulo/SP
Horários: Terça à Sexta, das 8h às 17h / Sáb, dom e feriados, das 9h às 18h.
Saiba mais em @takkocafesp no Instagram

Urgente

Sand Jar: folk, dream pop e shoegaze em música sobre saudade

Published

on

Sand Jar: folk, dream pop e shoegaze em música sobre saudade

RESUMO: Em Still so far, Sand Jar estreia ao lado da cantora indiana yashwi, misturando indie folk, dream pop e shoegaze. Uma canção sobre saudade e términos, com ecos de Big Thief, Beach House e Slowdive.

Texto: Ricardo Schott – Foto: Divulgação

  • Quer receber nossas descobertas musicais direto no e-mail? Assine a newsletter do Pop Fantasma e não perca nada.

Fim de relacionamento, saudade e aquela dificuldade de tirar alguém da cabeça. É disso que fala Still so far, single de estreia de Sand Jar, artista que mistura indie folk, dream pop e shoegaze numa música que começa intimista e vai ganhando peso até chegar a um crescendo de guitarras.

A faixa tem duas vozes, e a outra é a da cantora e compositora yashwi, de Mumbai, na Índia. As duas se alternam sobre guitarras com slide e camadas de efeitos, numa sonoridade que lembra tanto o lado mais delicado de Big Thief e Alex G quanto as atmosferas de Beach House e Slowdive.

“Você está nos cantos da minha mente, onde guardei um lugar para você / seus olhos atravessam a decadência, mas você está tão longe”, diz um trecho da letra, que acompanha as lembranças de uma relação encerrada. A música vai ficando mais intensa, com as vozes ganhando força em meio aos instrumentos, até terminar num clima de alívio.

Sand Jar compõe, canta, toca guitarra e produz suas próprias músicas. Entre suas referências estão Bon Iver, pelo lado folk, e Black Country, New Road, especialmente o álbum Ants from up there (2022). O interesse pelo shoegaze aparece no uso de guitarras cheias de efeitos e na construção de ambientes sonoros que vão mudando ao longo da faixa.

Já yashwi trabalha com referências de R&B, pop e jazz pop, influenciada por artistas como Laufey, Raye e Naïka. A cantora também atua como diretora de arte e escreve músicas em inglês e hindi.

  • Gostou do texto? Seu apoio mantém o Pop Fantasma funcionando todo dia. Apoie aqui.
  • E se ainda não assinou, dá tempo: assine a newsletter e receba nossos posts direto no e-mail.

Continue Reading

Urgente

Blondie volta com “Spectral eyes” e anuncia primeiro disco em dez anos

Published

on

Blondie (Foto: Maddy Rotman / Divulgação)

RESUMO: O Blondie anuncia High noon, primeiro álbum de inéditas em dez anos, e lança Spectral eyes, com Johnny Marr. O disco resgata o pop dos anos 1970 e traz as últimas gravações do baterista Clem Burke.

Texto: Ricardo Schott – Foto: Maddy Rotman / Divulgação

  • Quer receber nossas descobertas musicais direto no e-mail? Assine a newsletter do Pop Fantasma e não perca nada.

O Blondie já estava lá quando o punk ainda engatinhava no CBGB, em Nova York, lá pela metade dos anos 1970. Cinquenta anos depois, Debbie Harry e companhia continuam lançando música nova — e sem muita preocupação em parecer uma banda de museu. O grupo anunciou High noon, seu 12º álbum de estúdio, que chega em 26 de fevereiro de 2027 pela BMG. É o primeiro disco de inéditas desde Pollinator (2017), e já tem single novo circulando: Spectral eyes, com participação de Johnny Marr, ex-Smiths.

A música tem aquela onda alegre e ligeiramente despretensiosa do Blondie dos anos 1970, com guitarras próximas do power pop e um refrão que parece feito para grudar na cabeça. A letra, por outro lado, vai por um caminho menos ensolarado: parece falar de alguém que se perdeu entre excessos e fantasias, afastou-se da realidade e virou uma presença quase fantasmagórica para quem tenta se aproximar. Uma música com cara de festa e assunto bem menos divertido, portanto.

“É um clássico disco do Blondie — uma fusão de todas as nossas diferentes influências e épocas em algo novo”, contou o guitarrista e cofundador Chris Stein sobre High noon. “A música parece estar ancorada no presente, moldada por quem somos e como estamos vivendo agora”, acrescentou. E, pelo primeiro single, parece que a banda não está particularmente interessada em esconder suas origens.

O álbum também terá um significado especial: será o último trabalho do Blondie com o baterista Clem Burke, morto em abril de 2025, aos 70 anos, após enfrentar um câncer. Burke entrou no grupo em 1975 e foi peça fundamental naquele som que conseguia juntar punk, pop, disco music e new wave sem precisar escolher um lado. Recentemente, o disco Apples for Isaac, do Echo and The Bunnymen (resenhado aqui) trouxe também baterias de Burke.

Aliás, esse disco está demorando para chegar. Em junho de 2024, Debbie Harry e Stein já falavam à BBC Radio 6 Music sobre um novo álbum previsto para 2025. Em novembro daquele ano, Stein publicou imagens de Debbie no estúdio e anunciou, com um certo humor: “Tanto faz. Álbum do Blondie no ano que vem. A sorte está lançada”. Depois, High noon chegou a ser prometido para 2026, até finalmente ganhar a data de fevereiro de 2027.

O Blondie atual tem Debbie Harry nos vocais, Chris Stein na guitarra, Leigh Foxx no baixo, Matt Katz-Bohen nos teclados e Tommy Kessler na guitarra. Stein continua envolvido com o grupo, embora tenha deixado de acompanhar as turnês em 2019 por causa de seus problemas no coração. Além de Marr, o disco tem participações de Glen Matlock, dos Sex Pistols, e Zach Condon, do Beirut, entre outros convidados.

E é curioso pensar que uma banda surgida no mesmo ambiente que revelou Ramones, Television e Patti Smith ainda esteja por aí, fazendo discos. Mais curioso ainda é ouvir Spectral eyes e perceber que, mesmo depois de meio século, o Blondie continua sabendo fazer uma música pop soar simples, divertida e um pouquinho esquisita. Velhos truques, novas músicas.

E abaixo, você confere Spectral eyes, a capa do disco e os nomes das faixas.

  • Gostou do texto? Seu apoio mantém o Pop Fantasma funcionando todo dia. Apoie aqui.
  • E se ainda não assinou, dá tempo: assine a newsletter e receba nossos posts direto no e-mail.

Capa do disco High Noon, do Blondie

LISTA DE FAIXAS

01. Spectral eyes
02. Heartbreak kid
03. Come back home
04. Tambo tambo
05. Man who had no face
06. The end
07. Little metal drummer
08. Sleepwalking
09. Whistle into the wind
10. Antifreeze
11. East of Eden
12. Bad underwear
13. Ah, sunflower, weary of time

Continue Reading

Urgente

Inimigos do Rei mostram lado sombrio em “Vício”, com Fausto Fawcett

Published

on

Inimigos do Rei mostram lado sombrio em “Vício”, com Fausto Fawcett

RESUMO: Longe do humor de Uma barata chamada Kafka, os Inimigos do Rei exploram compulsões, dependência e busca por prazer imediato em Vício, novo single com Fausto Fawcett. A banda segue em turnê pelo Brasil.

Texto: Ricardo Schott – Foto: Divulgação

  • Quer receber nossas descobertas musicais direto no e-mail? Assine a newsletter do Pop Fantasma e não perca nada.

Lembra dos dois discos lançados pelos Inimigos do Rei entre os anos 1980 e 1990? Bom, a banda apanhou bastante da crítica em 1989 por causa de Uma barata chamada Kafka, música bem humorada lançada numa época em que o rock nacional tendia à seriedade. O lance é que se você pegar Inimigos do Rei (1989) e Amantes da rainha (1990), os dois discos, vai descobrir uma banda bem mais maldita e sinistra em vários momentos – em faixas como Crime, São Business, Garotinha do front e várias outras.

De volta, o grupo tem investido nesse lado, em singles novos como Medo e o novo Vício, que tem participação de Fausto Fawcett. Uma música que “fala sobre uma sociedade que estimula desejos e incentiva a busca por conforto e alívio imediatos. Através de comportamentos compulsivos, qualquer opção pode ser tornar uma via sem volta. A dependência da dopamina fácil, o conforto recorrente, a química que gera euforia ou alienação diante da realidade”, diz a banda, que elenca efeitos, falhas, maus hábitos, manias, vícios de linguagem, “em redes sociais, videogames, compras e sexo”.

O grupo tem rodado o país com a turnê Vem Kafka comigo. A formação da volta inclui a turma da banda em 1991: Luiz Guilherme (voz e letrista), Luiz Nicolau (voz), Lourival Franco (teclados), Marcelo Crelier (baixo), Marcelo Marques (bateria) e Marcus Lyrio (guitarra), além do recém chegado Mário Vitor (guitarra).

  • Gostou do texto? Seu apoio mantém o Pop Fantasma funcionando todo dia. Apoie aqui.
  • E se ainda não assinou, dá tempo: assine a newsletter e receba nossos posts direto no e-mail.

Continue Reading

Acompanhe pos RSS