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Show no Rio: Bella e O Olmo da Bruxa vem do Sul e traz os Buenos Vampiros

A banda porto-alegrense Bella e o Olmo da Bruxa caiu na estrada com a Triple Frontera Tour, um giro que espalha o rock gaúcho pelo Sul e Sudeste do Brasil e ainda cruza para Argentina e Uruguai, dividindo datas com os argentinos do Buenos Vampiros, de Mar del Plata. No dia 9 de maio (sábado), a caravana chega ao Rio de Janeiro, com show no Experience Music, na Lapa, a partir das 18h30. Os ingressos já estão à venda.
Antes de desembarcar por aqui, a turnê já passou por La Plata e Buenos Aires, na Argentina, Montevidéu, no Uruguai, e também rodou por cidades como Pelotas, Caxias do Sul e Porto Alegre (RS), Florianópolis e Balneário Camboriú (SC), Curitiba (PR) e São Paulo (SP). Depois do Rio, o próximo destino é Belo Horizonte.
Apontada como um dos nomes fortes da nova safra do rock do sul e vencedora do Prêmio Açorianos na categoria Artista Revelação, a Bella e o Olmo da Bruxa — formada por Pedro Acosta, Felipe Pacheco, Julia Garcia e Ricardo De Carli — chega à sua terceira turnê nacional, agora dando um passo além com datas internacionais.
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Depois de duas excursões independentes, que somaram mais de 50 shows pelo país e incluíram palcos como o Planeta Atlântida e o Sesc Belenzinho, a banda amplia o alcance e entra de vez no circuito latino. O repertório mistura faixas dos dois discos lançados pelo grupo: o debut homônimo, de 2020, e o mais recente Afeto e outros esportes de contato, de 2025 (resenhado pela gente aqui).
Do outro lado da dobradinha, tem o Buenos Vampiros, composto por Irina Tuma, Mora Scarmato, Ignacio Carlos Perrotta e Luana Giobellina. A banda chega pela primeira vez no Brasil com três álbuns de estúdio e uma turnê europeia no currículo, com várias datas esgotadas. O som deles flerta com o pós-punk, mas com um lado pop que costuma grudar fácil — fórmula que já garantiu uma base fiel de fãs na Argentina e que deve funcionar bem por aqui também.
Fotos: Divulgação (Bella) e Fiamma Fiorello (Buenos)
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Baterista do Fugazi adoraria se reunir com a banda: “Nunca diga nunca”

RESUMO: Brendan Canty diz que uma reunião do Fugazi não está descartada. O baterista afirmou que os integrantes seguem amigos e mantém contato, reacendendo a esperança de um retorno da influente banda punk.
Texto: Ricardo Schott – Foto: Divulgação
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E aí, será que o Fugazi volta? Bom, o grupo punk, decano do do it yourself, fez seu último show em novembro de 2002 e entrou em hiato em 2003. E sabe que tem uma pessoa muito especial no aguardo de uma reunião? E essa pessoa é ninguém menos que o baterista Brendan Canty, que deu uma entrevista ao Consequence, e falou: “Nunca diga nunca”.
“Felizmente, ainda somos todos amigos”, diz Canty sobre seus companheiros de banda do Fugazi (o cantor e guitarrista Ian MacKaye, o guitarrista e vocalista Guy Picciotto e o baixista Joe Lally). “Não fazemos shows ao vivo, mas nos reunimos o tempo todo, nos vemos e nos comunicamos constantemente… Lançamos o álbum In on the kill taker – Albini sessions para caridade no início deste ano”.
“Gostaria que pudéssemos continuar tocando? Sim. Gostaria que todos nós pudéssemos estar lá tocando agora. Adoro essas músicas. Adoro compor com esses caras, mas veremos”, disse ele, que se espanta com o carinho que a banda recebe até hoje de fãs antigos e novos. “Quando o Fugazi entrou em hiato, eu pensei: ‘Bem, acabou. Ninguém vai ligar para essa banda depois disso’, e não foi o que aconteceu. Estou muito feliz que as pessoas continuem se importando com a minha banda”.
O Consequence decidiu falar com Canty sobre sua carreira compondo trilhas sonoras para programas de televisão e filmes – uma dessas produções é o documentário Stolen kingdom (2025), dirigido por Joshua Bailey, que fala sobre o sumiço de um boneco do Epcot Center, e sobre o comportamento de pessoas fanáticas além da conta por parques temáticos (tão fanáticas que roubam bonecos, digamos assim). Atualmente, ele vem tocando com o ex-colega de Fugazi Lally na banda The Messthetics.
Quanto ao legado do Fugazi… Bom, o grupo levou a “atitude punk” às últimas consequências, cobrando apenas cinco dólares por seus shows e se recusando a assinar com gravadoras. Preferiam lançar álbuns de forma independente pelo próprio selo de Ian MacKaye, a Dischord Records. Também preferiam conscientizar o público nas apresentações, recusando-se até a usar seguranças (!). Recentemente, o cantor Jack Johnson, mais conhecido pelo seu pop-rock relaxante, disse ter sido bastante influenciado pelo Fugazi no começo da carreira.
“Esse é o tipo de música que, quando você ouve enquanto vai à escola, faz com que você e seus amigos se olhem e digam: ‘Ei, depois da aula, vamos montar uma banda hoje.’ E foi exatamente isso que aconteceu comigo. Começou a tocar Fugazi, nós literalmente encostamos o carro, olhamos uns para os outros e pensamos: ‘Vamos fazer algo que soe assim’. E nos chamamos de Limber Chicken. Foi muito legal”, contou, ao participar da cabra-cega musical do programa Track Star Show.
O grupo realizou turnês no Brasil em 1994 e 1997, passando por cidades como Belo Horizonte, São Paulo, Vitória, Recife, Brasília, Joinville e Piracicaba. Mas após 2002, quem viu, viu.
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Massive Attack publica declaração sobre detenção em Singapura

RESUMO: Massive Attack afirma ter sido interrogado e proibido de voltar a Singapura após exibir uma bandeira da Palestina durante show. A banda criticou a ação das autoridades e defendeu a liberdade de expressão.
Texto: Ricardo Schott – Foto: Warren Du Preez / Divulgação
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No fim do show do Massive Attack em Singapura, na quarta-feira (29), o grupo – que há anos manifesta apoio à causa palestina – exibiu uma bandeira da Palestina no palco. Segundo a banda, a apresentação foi seguida por uma abordagem das autoridades locais. Os músicos afirmam que foram interrogados e informados de que não poderão voltar a se apresentar no país por tempo indeterminado. Singapura adota regras rígidas sobre manifestações públicas e a exibição de símbolos nacionais estrangeiros.
No domingo, o Massive Attack comentou o episódio em uma publicação nas redes sociais.
Após nossa apresentação no Star Theatre, em Singapura, no dia 29 de julho, ficamos surpresos e decepcionados ao saber que toda a nossa banda foi detida pela polícia, isolada e interrogada separadamente – com alguns membros tendo seus quartos de hotel revistados e seus passaportes temporariamente confiscados.
Antes mesmo de subirmos ao palco e novamente ao final do espetáculo, grandes setores do auditório entoaram espontaneamente cânticos de “Palestina Livre”, presumivelmente cientes, mas sem se deixarem intimidar, pelo fato de que essa expressão espontânea por si só poderia violar as leis de censura de seu governo.
Por nossa parte, não imaginávamos que o simples fato de hastear a bandeira de um Estado soberano reconhecido por 157 países (Palestina) violaria alguma lei.
Refletindo sobre o ocorrido, nos orgulhamos de termos feito essa manifestação espontânea com nossos fãs em Singapura, que claramente sentiram um imperativo moral de demonstrar solidariedade ao povo da Palestina em sua contínua realidade de ocupação ilegal, apartheid e genocídio, e saudamos sua coragem por fazê-lo. Em todo o mundo, a inação contínua da “comunidade internacional” está levando cidadãos a correrem riscos pessoais.
Essa experiência surreal serviu como um lembrete da importância de defender os direitos humanos universais e a liberdade de expressão onde quer que esses direitos estejam ameaçados, inclusive em nosso próprio país, o Reino Unido, onde, extraordinariamente, ainda vemos manifestantes pacíficos sendo presos sob leis antiterroristas por exibirem cartazes escritos à mão em protesto contra o genocídio — apesar dos apelos de todos os lados do espectro político.
Somos gratos ao povo de Singapura por nos receber tão bem e esperamos que o Governo de Singapura opte por ratificar o Pacto Internacional dos Direitos Civis e Políticos da ONU e permita que seus cidadãos expressem suas opiniões de consciência sem medo de perseguição estatal.
Como estávamos dizendo… Palestina Livre.
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Dééfait: banda francesa transforma improviso em tensão no novo single

RESUMO: Dééfait antecipa seu álbum de estreia com o single I promise to divide you, unindo pós-punk, noise rock e experimentalismo em uma faixa sobre identidade, linguagem e transformação.
Texto: Ricardo Schott – Foto: Divulgação
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O Dééfait gosta de trabalhar na base da tensão. Em I promise to divide you, novo single da banda francesa, guitarras, baixo, bateria e voz caminham juntos para criar uma música que parece estar sempre prestes a explodir. É uma faixa que prende justamente por fugir das estruturas mais previsíveis do rock.
A banda é formada por Ric Lara (vocais e letras), Lucas Valero (guitarra), Grégoire Couvert (guitarra), Enir Da (baixo) e Pablo Valero (bateria). O grupo nasceu em Paris, mas carrega referências de vários lugares. O próprio nome faz alusão ao antigo Distrito Federal (DF) da Cidade do México, de onde veio Ric Lara, e também tem ligação com Os detetives selvagens, romance de Roberto Bolaño que influenciou a escrita do primeiro EP.
O processo de criação também ajuda a explicar o som da banda. Num papo com o site The Line Of Best Fit, revelaram que em vez de chegar ao estúdio com músicas prontas, os cinco preferem passar longos períodos improvisando. Depois, voltam às gravações dessas sessões para encontrar trechos que possam virar canções. É um jeito de compor que deixa tudo mais espontâneo e impede que as influências apareçam de forma óbvia, embora nomes como Can, Boredoms, Fugazi, Gnod e Terminal Cheesecake façam parte do repertório de escutas do grupo.
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A voz de Ric Lara também foge do padrão. Em vez de conduzir a música, ela se mistura aos instrumentos, explorando timbres, idiomas e diferentes formas de interpretar as palavras. O cantor diz que encara esse trabalho como uma experiência em constante transformação, buscando usar a voz como mais um elemento da paisagem sonora da banda. Entre as referências mais recentes para esse lado do trabalho estão a poetisa e musicista estadunidense Moor Mother e a cantora britânica Gazelle Twin.
A faixa antecipa o primeiro álbum do Dééfait, que chega no dia 24 de setembro. Curiosamente, a banda disse ao The Line Of Best Fit que quando o disco sair, vai todo mundo descobrir coisas ainda mais sombrias. Ou seja: o restante do trabalho deve mergulhar ainda mais fundo no lado mais pesado e experimental do quinteto. Uma dica: as letras giram em torno da ideia de identidade e de como ela pode ser moldada pelas histórias, pela linguagem e pela cultura, sempre deixando espaço para diferentes interpretações.
Abaixo, você ouve I promise e confere a capa e os nomes das faixas de Dééfait, o primeiro álbum do grupo.
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LISTA DE FAIXAS
01. Will More y su Winston 100’s
02. I promise to divide you
03. Endlessy beautifying the experience of drama
04. Satan’s brew
05. Folâtre, fissure, crie!
06. 2440
07. DF






































