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Robert Plant gente boa no Instagram

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Robert Plant gente boa no Instagram

Robert Plant demorou a engrenar no Instagram. O ex-cantor do Led Zeppelin publicou até hoje só 173 imagens, e está lá desde 2013 – o POP FANTASMA, em um ano, já pôs 369. Enquanto divulga seu disco lançado em 2017, Carry fire, gravado ao lado da banda Sensational Space Shifters, Plant diverte os fãs com imagens aleatórias dos lugares por onde passa, e fotos do dia-a-dia de sua banda. A impressão que fica é que deve ser bastante divertido trabalhar do lado do veterano músico – e que ele realmente gosta de estar na estrada depois de tanto tempo.

Depois de um show na Irlanda do Norte, a galera foi pro pub. Nem convidam.

https://www.instagram.com/p/BcSMrP7nH1u

Um papo com Chrissie Hynde depois de um show no Royal Albert Hall. Chrissie cantou em Bluebirds over the mountain, de Carry fire.

https://www.instagram.com/p/BckS7JMncWv

Na Austrália, uma foto no porto de Sydney.

https://www.instagram.com/p/BgzMXxOH7Z-

“Agora, mais do que nunca, percebo que nunca vou me contentar com uma vida sedentária, que sempre serei assombrada por pensamentos de um sol que brilha em outro lugar” (Isabelle Eberhardt). Uma das frases que Plant põe em seu Instagram, com imagens clicadas em viagens da banda.

https://www.instagram.com/p/BggYzXOHN8m/

“Viajar melhora a mente maravilhosamente e elimina todos os preconceitos” (Oscar Wilde). Olha outra frases (e imagem) aí.

https://www.instagram.com/p/BgbLqdbnfiF

Em algum lugar do mundo, Plant achou um labirinto de grama que lembra aquela imagem da capa da coletânea Led Zeppelin, box set lançada em 1990.

https://www.instagram.com/p/BgoO2DtnL6V

A turma posando na frente de uma loja de roupas masculinas em Chicago.

https://www.instagram.com/p/Bfa_3gwnf0q/

Vida de Boston: a galera no busão indo fazer show.

https://www.instagram.com/p/BfO74cEHnfc/

A galera meio apertada depois de um show em Nova York.

https://www.instagram.com/p/BfJvBCZHnbB/

Crítica

Ouvimos: She’s Green – “Chrysalis” (EP)

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She’s Green mistura shoegaze, dream pop e climas meio fantasmagóricos em seu segundo EP, Chrysalis - que soa etéreo e denso ao mesmo tempo.

RESENHA: She’s Green mistura shoegaze, dream pop e climas meio fantasmagóricos em seu segundo EP, Chrysalis – que soa etéreo e denso ao mesmo tempo.

Texto: Ricardo Schott

Nota: 8
Gravadora: Photo Finish Records
Lançamento: 15 de agosto de 2025

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O cenário de bandas que buscam transformar estilos como shoegaze em algo mais “naturalizado” tá inchado – e pode estar já enchendo o saco, certo? Bom, o She’s Green, uma banda de Minneapolis, entra na luta colocando peso, climas fantasmagóricos e sonoridades próximas do punk numa estileira que lembra bastante o dream pop dos Cocteau Twins. Chrysalis, o segundo EP, abre com o tom espacial de Graze – música que vai ganhando mais peso e rapidez com o tempo. Em seguida, Willow, que soa como um estranho encontro dos Twins com o Smashing Pumpkins (até a bateria faz lembrar as viradas de Jimmy Chamberlin, do SP).

  • Ouvimos: Next Week’s Washing – To carry on (EP)

A banda convence por deixar entrever um clima bem anos 1990 em todo o repertório, e pela estranha sensação de perigo que surge em algumas das letras – ainda que o grupo conte com os vocais doces de Zofia Smith. Figurine, que ganha overdubs de guitarra e bastante peso no fim, fala em segredos escondidos debaixo do tapete (“um dia eles irão voltar e te morder”, ameaça ela). Uma vibe mais sonhadora aparece na viajante Silhouette e na poética Small birds (“hoje sou uma pétala do lago / vou viver de outra maneira, eu me deito”), que unem delicadeza e lembranças do The Jesus and Mary Chain.

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Crítica

Ouvimos: Trabalhos Espaciais Manuais (TEM) – “Ponto de curva”

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O Trabalhos Espaciais Manuais mistura jazz espacial, afro, soul e psicodelia em Ponto de curva, viajando por metais criativos e percussão intensa.

RESENHA: O Trabalhos Espaciais Manuais mistura jazz espacial, afro, soul e psicodelia em Ponto de curva, viajando por metais criativos e percussão intensa.

Texto: Ricardo Schott

Nota: 8,5
Gravadora: Frase Records
Lançamento: 14 de novembro de 2025

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Grupo gaúcho conhecido tanto por seu nome completo quanto pelo seu apelido, o Trabalhos Espaciais Manuais (TEM) faz uma espécie de jazz espacial – não tanto pelos efeitos das músicas, mas pela gama de universos que visita a cada faixa de seu disco Ponto de curva.

A faixa-título é marcada por metais altamente criativos e por um som percussivo, dançante, quase voador, com bateria ganhando um ar quase jungle. Harapan é um festejo com os metais e a percussão – um jazz nordestino e espacial que chega a lembrar Ed Lincoln. Fatídico é um afropop, levado adiante por teclados, metais e cuíca, e tons afro dominam também o jazz vertiginoso de Fuga em Antares, além do convite psicodélico e meditativo de Miragem de Iara pt 2, com os vocais de Saskia. Entre as margens e o agora, por sua vez, tem várias faces: abre lembrando o ritmo do Earth, Wind and Fire, ganha cara latina e, depois, graças à guitarra e ao órgão, chega a lembrar o começo de Antonio Carlos e Jocafi.

Já em Encruzilhada, tudo é uma imensa percussão, até os metais e a guitarra, num efeito que parece combinar Airto Moreira e Black Sabbath. Prazerá é um soul, com metais lembrando Lincoln Olivetti e Robson Jorge, em que a lenda viva Di Melo faz participação especial. E um clima bem fantasmagórico toma conta do jazz fusion A sombra não é o que parece – um som viajante, como se a tal “sombra” do título fosse do bem, e pairasse sobre o estúdio.

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Crítica

Ouvimos: Tavito, Clarisse Grova, Marcio Lott – “Inéditas” / Tunai – “Dança das cadeiras”

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Dois lançamentos resgatam Tavito e Tunai: inéditas e disco raro revelam um pop adulto entre MPB, ecos do Clube da Esquina e anos 1980.

RESENHA: Dois lançamentos resgatam Tavito e Tunai: inéditas e disco raro revelam um pop adulto entre MPB, ecos do Clube da Esquina e anos 1980.

Texto: Ricardo Schott

Nota: 7,5 (Tavito) e 8,5 (Tunai)
Gravadoras: Savalla Records (Tavito) e Biscoito Fino (Tunai)
Lançamento: 5 de dezembro de 2025 (Tavito) e 13 de novembro de 2025 (Tunai – relançamento)

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Músicos mineiros da mesma geração e já saídos de cena, Tavito (1948-2019) e Tunai (1950-2020) acabaram pertencendo a turmas diferentes da música brasileira – e, de certa forma, são pertencentes a várias turmas, sem se prenderem a nenhuma.

A rigor, tanto o autor de Rua Ramalhete (surgido com a turma do Clube da Esquina) quanto o de Frisson (irmão de João Bosco, parceiro de Milton Nascimento e cantor-compositor revelado no começo dos anos 1980) são figuras do pop adulto nacional. Ou da esquina entre a música pop e a MPB, lado a lado com Erasmo Carlos, Djavan, Lulu Santos, Ivan Lins e outros nomes. É o som que aparece em vários álbuns lançados por eles ao longo de suas carreiras.

Coincidentemente, Tavito e Tunai foram recentemente lembrados com dois lançamentos importantes. Inéditas tem dez faixas do primeiro – são músicas que ele não teve tempo de soltar em seus poucos discos solo, sendo que apenas uma delas, Poesias cantadas, tem a voz dele. Nessa música, Tavito cruza a musicalidade de seu maior hit com a experiência de quem passou anos fazendo jingles e temas para a TV – um som que faz lembrar a turma do Clube, que surge como uma mensagem na garrafa. O restante do material aparece nas vozes de Marcio Lott e Clarisse Grova.

Nem tudo soa perfeito – os arranjos de Pra que a vida aconteça e Embora soam excessivamente como jingles que viraram canções. O lado mais interessante do disco surge quando um fantasma dos anos 1980 baixa no estúdio, com direito a mixagem e a tecladeiras que lembram a época – é o que surge na MPB indie de Na beira da canção (com Clarisse) e no romantismo de Igual ao mar (também com Clarisse, e com letra falando sobre um casal marcado pelas diferenças de temperamento entre os dois) e a toada romântica As meninas (com Marcio nos vocais). O mar em mim, que brinca com ausência do mar em Minas Gerais, também na voz de Lott, une versos marítimos em meio a um som que é pura MPB dos anos 1960 e 1970.

Dança das cadeiras, por sua vez, foi lançado por Tunai em 2004, de forma independente, e estava até hoje ausente das plataformas – chega a elas agora, por iniciativa da gravadora Biscoito Fino. Um disco cheio de músicas ótimas, com Tunai em plena forma como compositor, ainda que a produção e a gravação pareçam sofrer em alguns momentos com a falta de recursos.

Muitas faixas do disco têm clima beatle indisfarçável, como no reggae acústico Separações, o pop sofisticado Pros meus cachorros e o blues Blue Minas, com cordas lembrando The long and winding road. O disco chega perto do samba-jazz introspectivo em Luz das manhãs, traz um jazz-bolero que faz lembrar o irmão João Bosco em Éramos três, e volta ao blues na balada romântica Blues afins, cuja letra junta os universos de Jimi Hendrix e Tom Jobim.

O disco tem três participações: Victor Biglione toca guitarra na faixa-título e Zélia Duncan, ao lado da banda Blue Notes, participa da roqueira Sempre na mira, que fala dos perigos da vida na América do Sul, da violência de quem sustenta a repressão e da morte como negócio – letra bastante atualizada, por sinal. A lindíssima Lembre-se, por sua vez, fala de racismo histórico e da escravidão como os grandes pais da repressão, da pobreza e das ameaças do dia a dia, em meio a um som caudaloso que lembra Beto Guedes e Milton Nascimento.

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