Cultura Pop
Results: o disco que Liza Minnelli gravou com os Pet Shop Boys

Interessadíssimos desde sempre no universo extravagante dos musicais – afinal boa parte de suas canções pareciam ter sido feitas de encomenda para trilhas sonoras – e tendo Liza Minnelli como parte de seu imaginário, os rapazes dos Pet Shop Boys realizaram um sonho em 1989. Neil Tennant e Chris Lowe não apenas produziram o disco de retorno dela aos estúdios naquele ano, como também trouxeram a cantora de peças como Cabaret para o seu mundo.

Aliás, até o nome do álbum de Liza produzido por eles, Results, lembrava os títulos dos discos dos PSB. Enfim, uma só palavra, que fazia todo o sentido para a dupla, mas que parecia escolhida absolutamente ao acaso (Please, Actually, Introspective, vai por aí).
A cantora e atriz uniu-se à dupla por intermédio do empresário dos dois, Tom Watkins.
Liza já gostava do som dos Pet Shop Boys, mesmo que não soubesse direito quem eles eram. Basicamente tinha escutado o sucesso Rent, gostou do som e perguntou “quem são esses caras?”. Ao saber que os dois estavam interessados numa aproximação, ficou animada com a ideia de ter um disco produzido por Tennant e Lowe.
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Por acaso, a dupla tinha fama de reacender carreiras, como havia acontecido com Dusty Springfield, quando participou de seu single What have I done to deserve this?. Liza, aos 43 anos (na época, mais jovem que Paul McCartney e Mick Jagger, diga-se) cantava para um público mais velho. E talvez fosse um tantinho mais complicado chegar a fãs mais jovens naquele momento.
Aliás, a situação ainda era um pouco mais complexa. Afinal, Liza Minnelli não gravava discos de estúdio desde 1977, sempre havia tido menos sucesso com álbuns do que com filmes e musicais, e passara batida pelo começo da era dos clipes. Em 1989, estava habitando uma galáxia bem diferente da dos Pet Shop Boys, fazendo uma turnê ao lado de ninguém menos que Frank Sinatra e Sammy Davis Jr.
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Results acabou sendo um hit mediano na terra dos dois PSB, vendendo 600 mil cópias vendidas e alcançando a 6ª posição no UK Albums Charts. E, ah, sexta posição na parada britânica de singles para a releitura de Losing my mind, de Stephen Sondheim, do musical de 1971 da Broadway, Follies.
Bom, quem ouvir Results pode conferir que o resultado (sem trocadilho) saiu bom. A cantora soltava a voz muito bem acompanhada e em bases modernas, e pela primeira vez realizava um disco pop, apesar de Liza Minnelli não ser exatamente o estilo de cantora que o pop abraçaria com folga.
Liza – que de início estranhou bastante colocar a voz em bases já prontas – chegou a mostrar o disco para Sammy e Frank. Mais: levou os Pet Shop Boys para jantar com ela e os dois colegas de palco.
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“Nós nos divertimos bastante, mas foi um choque de cultura para todos nós”, contou ela numa entrevista ao programa de Terry Wogan, ao lado dos PSB. Neil Tennant contou que era fã de David Bowie e Roxy Music nos anos 1970. Disse que também adorava a atuação de Liza no filme Cabaret. Aliás, para ele, “ela fazia música pop”.
Numa dessas maluquices da vida, Results foi reeditado faz alguns anos… pela gigante do entretenimento indie Cherry Red. A caixa com três CDs e um DVD chegou às lojas em setembro de 2017, e já está esgotada. Não deixa de ser instigante imaginar Liza no mesmo catálogo de nomes como The Fall, D.R.I. e Dinosaur Jr.
O disco, na versão antiga, está no Spotify.
Via We Are Flagrant
Cultura Pop
No nosso podcast, os erros e acertos dos Foo Fighters

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No terceiro e último episódio, o papo é o começo dos Foo Fighters, e o pedaço de história que vai de Foo Fighters (1995, o primeiro disco) até There’s nothing left to lose (o terceirão, de 1999), esticando um pouco até a chegada de Dave Grohl e seus cometas no ano 2000.
Uma história e tanto: você vai conferir a metamorfose de Grohl – de baterista do Nirvana a rockstar e líder de banda -, o entra e sai de integrantes, os grandes acertos e as monumentais cagadas cometidas por uma das maiores bandas da história do rock. Bora conferir mais essa?
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: encarte do álbum Foo Fighters). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
(a parte do FF no ano 2000 foi feita com base na pesquisa feita pelo jornalista Renan Guerra, e publicada originalmente por ele neste link)
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No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a “Jagged little pill”

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No segundo e penúltimo episódio desse ano, o papo é um dos maiores sucessos dos anos 1990. Sucesso, aliás, é pouco: há uns 30 anos, pra onde quer que você fosse, jamais escaparia de Alanis Morissette e do seu extremamente popular terceiro disco, Jagged little pill (1995).
Peraí, “terceiro” disco? Sim, porque Jagged era só o segundo ato da carreira de Alanis Morissette. E ainda havia uma pré-história dela, em seu país de origem, o Canadá – em que ela fazia um som beeeem diferente do que a consagrou. Bora conferir essa história?
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: Capa de Jagged little pill). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
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No nosso podcast, Radiohead do começo até “OK computer”

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. Para abrir essa pequena série, escolhemos falar de uma banda que definiu muita coisa nos anos 1990 – aliás, pra uma turma enorme, uma banda que definiu tudo na década. Enfim, de técnicas de gravação a relacionamento com o mercado, nada foi o mesmo depois que o Radiohead apareceu.
E hoje a gente recorda tudo que andava rolando pelo caminho de Thom Yorke, Jonny Greenwood, Colin Greenwood, Ed O’Brien e Phil Selway, do comecinho do Radiohead até a era do definidor terceiro disco do quinteto, OK computer (1997).
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: reprodução internet). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
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