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Renan Benini revisita sentimentos antigos no novo single, “Em família”

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Renan Benini (Foto: Taylor Celestino / Divulgação)

Existe todo um contexto histórico, dos tempos da juventude, no material que Renan Benini (Lupe de Lupe) vem lançando em carreira solo – o primeiro single, Valsas de um bolero, era ligado à sua adolescência, e agora vem Em família, canção bela, extensa e orquestral escrita há mais de uma década, e que nasceu “sob a luz da segurança e do conflito que se embaraçam na vida familiar”, como diz o comunicado de lançamento.

A música foi feita sob um contexto de impasses pessoais: aos 23 anos, Renan decidiu interromper a faculdade e voltar para a casa de sua família, em Muriaé (MG). A luta contra os sentimentos confusos dessa época inspirou a letra, cantada por Renan e pela cantora Bruna Carvalho, cada um ocupando uma perspectiva dentro da mesma casa.

O single destaca a presença do violino e do violoncelo, tocados por, respectivamente, Rodrigo Garcia e Samuel Gomide. O arranjo surgiu quando Renan caminhava pela Avenida Afonso Pena, em Belo Horizonte, e concebeu mentalmente a frase que estrutura a música, antes mesmo de chegar a qualquer instrumento. “Soube na hora que a canção tinha que ser orquestrada”, lembra.

Previsto para o dia 8 de junho, o álbum de Renan vai reunir canções compostas ao longo da juventude dele – são faixas escritas entre os 13 e 24 anos, delineando um percurso autoral que se desenvolve em paralelo à sua trajetória na Lupe de Lupe, onde toca baixo há mais de 15 anos.

Foto: Taylor Celestino / Divulgação

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Garotas Suecas anuncia disco gravado ao vivo

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Garotas Suecas (Foto: Fill Almeida / Divulgação)

Em dezembro do ano passado, o quarteto paulistano Garotas Suecas se reuniu no Porta Maldita, em São Paulo, para comemorar seus 20 anos de carreira com o show que é a base do novo disco ao vivo que será lançado em breve. No repertório, um passeio pela discografia da banda nestas duas décadas de estrada. Já saiu até um vislumbre do que será o disco, com o single Todo dia é dia de mudança.

  • Renan Benini revisita sentimentos antigos no novo single, Em família
  • UBC lança estudo inédito sobre a música eletrônica no Brasil

A música originalmente faz parte do quarto disco da banda, 1234 (2023, Freak/Vampisoul), e a nova versão já chega com o registro audiovisual, sob direção de José Menezes. “Completamos 20 anos de banda e achamos que essa data especial merecia um registro como este, porque realizamos muito no ao vivo. Claro que os discos são um marco muito importante na nossa carreira, mas uma banda acontece em cima do palco e na relação entre os músicos e o público. Pra gente isso é uma energia muito importante e nunca tivemos um registro ao vivo”, conta Tomaz Paoliello, cantor e guitarrista do grupo.

Ele diz que mesmo com os 20 anos, muita gente ainda não conhece a banda, e o formato “ao vivo” é o mais fiel. “Essa é a história da nossa banda, tocando nas festas dos amigos, depois da noite paulistana e do país. Sem contar que, ao vivo, as músicas vão se transformando no decorrer do tempo e adquirem um novo frescor”, diz ele, que divide o Garotas Suecas com Fernando Perdido (baixo e voz), Irina Bertolucci (teclados e voz), Nico Paoliello (bateria e voz). Por acaso, o single ganhou lançamento no mesmo local da gravação, o Porta Maldita, no sábado passado.

Foto: Fill Almeida / Divulgação

 

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UBC lança estudo inédito sobre a música eletrônica no Brasil

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UBC lança o Mapa da Música Eletrônica no Brasil

A União Brasileira de Compositores, em parceria com a Brazil Music Conference, lança o relatório Mapa da música eletrônica no Brasil, apresentado pela primeira vez no Hot Beats Music Conference – o maior encontro de negócios da música eletrônica no Brasil, que rola hoje (21/05), no Hotel Nacional do Rio de Janeiro. Participam do painel Claudio da Rocha Miranda Filho, um dos autores do estudo, e Peter Strauss, Gerente de Relações Internacionais, Distribuição e Licenciamento na UBC. O relatório também está disponível para acesso no site da UBC.

A partir de dados de mercado e entrevistas com profissionais da indústria, o estudo revela que o mercado de música eletrônica no Brasil vive uma fase de consolidação e transformação, marcada pelo fortalecimento de artistas nacionais, expansão internacional e mudanças no comportamento do público.

Nos últimos anos, o país deixou de ser apenas consumidor de tendências internacionais para se tornar também exportador de artistas e sonoridades, com nomes brasileiros ocupando posições de destaque em festivais e plataformas de streaming ao redor do mundo.

Esse movimento, descrito no estudo como “Brazilian Storm”, reflete a ascensão de DJs e produtores nacionais, que passaram a atrair grandes públicos e a competir em visibilidade com artistas estrangeiros. Hoje, o line-up de grandes eventos no país já não depende exclusivamente de atrações internacionais para garantir público. E festivais internacionais como Coachella, Primavera Sound e Sonar passaram a contar com DJs brasileiros como principais atrações, a exemplo de Vintage Culture, ANNA, Alok, Mochakk, Clementaum e Cashu.

Outro destaque é o perfil do público brasileiro, caracterizado como jovem, conectado e altamente engajado. Fãs de música eletrônica no país consomem, em média, mais de 16 horas semanais do gênero e demonstram forte presença nas redes sociais, que se consolidaram como principal canal de descoberta musical — especialmente entre a Geração Z.

A digitalização, aliás, é um dos principais vetores de transformação da cena. A experiência musical, antes centrada na pista de dança, passa a incorporar elementos visuais e digitais, com eventos cada vez mais pensados para gerar impacto nas redes sociais e engajamento online. Apesar do crescimento, o setor ainda enfrenta desafios importantes como o alto custo de produção de eventos e a dificuldade de captação de patrocínios fora de segmentos tradicionais.

Entre as oportunidades que surgem, estão a expansão para novas regiões do país, o fortalecimento de colaborações entre artistas brasileiros e internacionais e a integração com outros gêneros musicais, como funk, pop e sertanejo — característica que reforça o potencial criativo e híbrido da música eletrônica no Brasil. O relatório destaca a necessidade de maior organização do ecossistema, investimento em dados e pesquisas, além de estratégias mais conectadas à cultura local por parte de players internacionais.

“A música eletrônica é um segmento de grande relevância também econômica e cultural, movimentando globalmente mais de 15 bilhões em toda sua cadeia de eventos. Por isso um estudo e consequente diagnóstico do seu status no Brasil tem muito impacto no nosso setor. Temos enormes desafios de uma correta arrecadação e mais ainda distribuição e este diálogo aberto e franco com o mercado é o caminho mais curto para aproximar distâncias e buscar novas instâncias de colaboração conjunta”, afirma Marcelo Castello Branco, diretor executivo da UBC.

Encomendado pela UBC, o estudo Mapa da Música Eletrônica no Brasil foi desenvolvido pelo jornalista Camilo Rocha, Claudio da Rocha Miranda Filho (curador e diretor artístico de música eletrônica na Rock World, empresa que realiza o Rock in Rio, The Town e Lollapalooza no Brasil) e Mauricio Soares (head of marketing do DJ Alok). “O Mapa traz contexto e perspectiva. Uma das coisas que chama a atenção, reflexo dessa penetração em diferentes recortes de público, é a riqueza e criatividade da produção artística, que inclui híbridos entre techno, house e funk, interfaces com a MPB e o pop, assim como de trabalhos mais experimentais e alternativos”, comenta Camilo Rocha.

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Que bonito é: Westside Cowboy une futebol e música em novo clipe

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A estranhice venceu o medo: com alguns EPs bem sucedidos na discografia e a marra de ter inserido um novo verbete no dicionário de estilos malucos (britainicana, mescla do country com o clima do rock britânico), o Westside Cowboy acaba de lançar o single Kick stones (The boys) e anuncia para o dia 21 de agosto seu ábum de estreia, It goes on, a sair pela Island Records. A produção do álbum ficou nas mãos de Loren Humphrey (Geese, Cameron Winter, Wunderhorse, entre outros).

A julgar pela nova música – que soa como um Pavement arrumadinho – vem por aí um disco bem legal. Kick stones, ainda por cima, ganhou um clipe bem interessante para fãs de futebol britânico. O vídeo foi dirigido por Edie Lawrence, com direção criativa de Ginny Davies, em colaboração com o FC United de Manchester, um time formado a partir da venda do Manchester United para uma corporação americana. As imagens, feitas durante um jogo, mostram o clima da torcida e dos jogadores, além de faixas reclamando de milionários e de grandes corporações, espalhadas pelo estádio.

“Eles têm uma forte ligação com a comunidade e uma atmosfera semelhante à que buscamos”, diz o guitarrista e vocalista Reuben Haycocks. “O lema deles é ‘fazer amigos, não ficar milionário'”. Por acaso, no começo do Westside Cowboy, eles co-criaram o No Band Is An Island, um coletivo de Manchester que organiza noites beneficentes para dar destaque a artistas locais e a questões importantes, com palestrantes de organizações beneficentes e grupos de ação direta.

Kick stones, por sua vez, foi sendo modificada a partir de uma percepção da banda, de que não deveriam tocar de forma a que as pessoas pensassem que eles queriam ser uma banda de estádio. Para a versão que está no single e vai para o álbum, usaram como referência uma gravação ao vivo de What goes on, do Velvet Underground – música do terceiro disco do grupo, The Velvet Underground, de 1968. “Sempre pensamos: se conseguirmos fazer isso, pode ser muito divertido”, comenta o baterista Paddy Murphy. “Pegar essa loucura do rock dos anos 70 e fazer com que seja tocada por um bando de garotos magricelas”.

E abaixo, você confere a lista de faixas e a capa de It goes on.

1. Kick stones (The boys)
2. Paper chains
3. Dobro
4. Well done kid, you did it
5. Worried age
6. Big wheels
7. Pin up boys
8. Coyote
9. Patchwork
10. Take my leaving as I love you
11. You could have died there on the dancefloor

Foto: Clémentine Schneidermann / Divulgação

Capa do disco It Goes On, do Westside Cowboy

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