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Radar: Desire, Deadcat, Gustavo Spínola, Beatriz Amélia – e mais!

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Desire (Foto: Divulgação)

Acabou a semana! Bom, acabou pra você – ela continua viva em nossos corações. E tá aí o último Radar da semana, abrindo com o synthpop + darkwave fluminense do Desire, seguindo com o som noturno do Deadcat, com a MPB delicada de Gustavo Spínola e Beatriz Amélia… e tem mais. Último volume já.

Texto: Ricardo Schott – Foto Desire: Divulgação

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DESIRE, “FLORES” / “QUANDO AS BOMBAS CAÍREM”. Dupla formada por Ana Clara Palmeira (voz) e Matheus Ribeiro (letras e synths), o Desire vem de Barra do Pirai (RJ) e faz synthpop, darkwave, pós-punk e estilos afins, com influências de bandas como X-Mal Deutschland e Depeche Mode – aliás, os dois recorrem até a sons de programação de bateria e sintetizadores BEM de época.

O primeiro single da dupla saiu no ano passado, com três faixas. Destaque para Flores, lentinha que une o lado triste do Cure com o clima macambúzio de Darklands (1987), segundo disco do Jesus and Mary Chain. E para a vibe apocalíptica e dark de Quando as bombas caírem. E tem som novo deles vindo aí.

DEADCAT, “THE FAME”. “A faixa fala sobre a procura da fama versus uma noite em Londres, em 2018, no auge do meu ego, pela rua do meu estúdio e no meu pub favorito”, conta o cantor e compositor Deadcat sobre The fame, música que adianta os trabalhos de seu álbum Goth ranch, previsto ainda para o primeiro semestre.

Voltado para uma eletrônica roqueira e sinistra, o som de Deadcat traz de volta as noites que ele passou na Inglaterra, com clima urbano e gótico. Um som bem mais extrovertido que Trait, faixa que efetivamente apresentou o disco aos fãs, e que saiu em novembro. Detalhe que The fame foi uma das últimas a entrar no álbum – Deadcat procurava algo mais eletro, quando alguns parceiros chegaram com ideias na programação MPC.

GUSTAVO SPÍNOLA feat RAFA MARIANO, “HOJE NÃO”. O disco de Gustavo que está para sair, Do acaso ao cais, já estava gravado, com nove faixas na agulha, quando o compositor Celso Viáfora ligou para o parceiro anunciando: “Aquela música que você me enviou está pronta!”.

Não teve jeito: Gustavo ouviu a música e decidiu que ela faria parte do álbum de qualquer jeito. Criada a partir de uma história de despedida, em que um casal fala sobre adiar o adeus pelo menos mais um dia, a canção ainda ganhou os vocais doces de Rafa Mariano – e tudo virou clipe, roteirizado pelo próprio Gustavo. Antes da primeira parte de Do acaso ao cais chegar às plataformas em formato EP, ainda tem mais: o cantor ainda vai lançar os singles Voa e O dia.

BEATRIZ AMÉLIA, “NOVEMBRO”. E já saiu Pra onde aponta o vento, álbum da cantora e compositora paraibana Beatriz Amélia – disco focado na MPB indie-folk mas com várias outras referências, como atesta Novembro, música que faz lembrar os efeitos sonoros e o clima do Radiohead. É também uma música que funciona como um resumo do álbum, com letra fazendo referência a outras faixas do disco – e trazendo também o título do disco entre os versos.

AFRIKA GUMBE, “SORO ENERGIZADO” (REMIX ALVARES). A faixa-título do terceiro álbum do Afrika Gumbe ganha agora uma versão voltada para a pista. No remix, o produtor Alvares acelera o ritmo da música e aproxima o som do trio da música eletrônica, sem deixar de lado o groove que marca o grupo. A composição mistura referências afro-brasileiras, psicodelia e batidas urbanas. Segundo Alvares, a ideia foi levar a faixa para a pista e criar um encontro entre garage britânico, sons africanos e o swing brasileiro do Afrika Gumbe.

MEASYOU, “JOGO SUJO (QUE SE FODA!)”. É punk, é emo, é intensidade emocional, é um grito contra a canalhice. O Measyou é o projeto musical criado por Lucas Matheus, que está preparando o disco Eu sinto muito!, para o dia 27 de maio. Jogo sujo (Que se foda!) une lances de trap e efeitos eletrônicos ao som explosivo e triste do Measyou – o tipo de música para sofrer gritando e botando todos os sentimentos para fora. Nomes como Lucas Silveira (Fresno), THEREALBIGRIC e Israel Castro (Twin Pumpkin) participam do álbum, e a ideia é dialogar com várias vertentes da nova música alternativa.

 

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Radar: Papangu, Emphuria, Dandara Modesto e Edwin Correia – e mais

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Papangu - Foto: Ivan Cordeiro e Rodolfo Salgueiro / Divulgação

Xi, ontem nem deu tempo de fazer Radar – mas hoje deu, e pra amanhã já tem Radar pronto. Se você sentiu falta de qualquer menção no Pop Fantasma ao single novo do Papangu, Calado (De olho), não precisa sentir mais, porque é ele quem encabeça a lista de hoje, ao lado de um monte de outras novidades. Ouça tudo no volume máximo. Os vizinhos têm que ouvir, certo?

Texto: Ricardo Schott – Foto Papangu: Ivan Cordeiro e Rodolfo Salgueiro / Divulgação

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PAPANGU, “CALADO (DE OLHO)”. Não teve tempo ainda de conferir o single da banda paraibana? Não perca, porque você estará diante de um dos melhores lançamentos do rock brasileiro no começo de 2026 – e ainda vai conferir a metamorfose do Papangu, que volta cada vez mais pesado e progressivo, lembrando uma cruza moderna de Gentle Giant e Pink Floyd, só que cantarolável como Guilherme Arantes e Peter Gabriel.

Celestial, terceiro disco da banda, será o primeiro pela Deck, e vai sair no dia 7 de agosto, em vinil colorido, CD, e fita cassete. Detalhe: nada de processos digitais na produção do álbum. O Papangu fez tudo na fita magnética de duas polegadas ao longo de nove dias.

EMPHURIA, “INVISÍVEL” (CLIPE). Com participações de Charles Gama (Black Pantera), Nego Max e DJ Terrorscreen, essa banda acaba de lançar o álbum Inevitável e aposta na união entre metal, hip hop, hardcore e scratches. É também o primeiro álbum conceitual do grupo, que em suas dez faixas, aborda temoas como saúde mental e resiliência.

Uma das faixas do álbum, Invisível, com Nego Max, acaba de ganhar clipe dirigido por Felipe Hervoso. Entre o peso do metal e a agilidade do rap, o vídeo usa a imagem de um quebra-cabeças como símbolo do caos do dia-a-dia. Nego Max comparece soltando versos furiosos como “a fúria negra ressucita outra vez, agora é a nossa vez / tô embriagado, louco, endiabrado, com ódio dobrado, terror de vocês / tô enfuriado, pau no cu do estado”.

DANDARA MODESTO E EDWIN CORREIA, “CORTE E COSTURA”. Parece Gal Costa na voz e Lanny Gordin na guitarra – mas são Dandara e o guitarrista franco-brasileiro Edwin, influenciadíssimos pela dupla tropicalista, apresentando a balada jazzy Corte e costura. Uma música que já tem história: feita por Guigga e Conrado Pera, ela já tinha sido cantada e tocada por Dandara num vídeo de 2016 que está no YouTube e já tem dez mil visualizações. A letra fala sobre como o amor pode ser bom e complexo, justo e injusto ao mesmo tempo – e usa a metáfora do trabalho manual para falar daquilo que vai e que fica no dia a dia.

Corte e costura anuncia o álbum Chama, previsto para abril. Os dois músicos, que moram na Suíça (mas se conheceram em 2023 numa jam em Salvador), fizeram o disco “sem ajustes, sem edição de voz, de guitarra, produzida com takes diretos. É real, vivo”, como esclarece Dandara. “Escolhemos iniciar a apresentação do projeto com essa faixa porque é uma canção que traduz essa vibe: um jeito ‘cru’ de falar de amor, mas muito poético. A força da simplicidade, no sentido de poucos elementos, para tratar de uma complexidade”, completa.

SID’, “PETRICOR NA CIDADE”. Seguindo uma tendência indie-soul – com balanço lento e clima sonhador, quase psicodélico – esse cantor de Brasília inspirou-se em artistas como Men I Trust, Gotts Street Park e Mac DeMarco para falar dos verões na capital do Brasil. “Essa criação veio de uma sensação urbana, mas com o espírito do cerrado, conversando totalmente com a arquitetura surreal de Brasília, que protagoniza a capa. Uma tentativa de capturar aquele cheiro de terra molhada depois do calor, o famoso petricor. Sem pressa, sem surpresas. É uma faixa pra sentir”, conta Sid’, que já tem na agulha uma série de singles para lançar ao longo de 2026, e lançou o EP Doce exílio, com seis faixas bem intimistas, no ano passado.

THIAGO ELNIÑO E FELIPE CORDEIRO, “PIPAS” / “FEITIÇO”. Rapper, pedagogo e educador popular, Thiago Elniño antecipa o álbum Canjerê (previsto para abril) com o single duplo Pipas / Feitiço, as duas músicas feitas em parceria com o cantor, compositor, guitarrista e produtor musical paraense Felipe Cordeiro. As faixas aproximam o hip hop de guitarras e ritmos amazônicos, num encontro que aponta para Belém e amplia o universo do disco. A conexão entre os artistas surgiu via Matheus Padoca, que é baixista da banda de Felipe Cordeiro e produtor de Canjerê. E Elniño avisa que é só o começo: a ideia é conectar sua música com os sons do Norte do país.

“Quando eu pensava nisso, a figura do Felipe sempre vinha na minha cabeça, porque era um artista que quando eu escutava, através das guitarras dele, eu imaginava cenários de Belém”, comenta Elniño. “Então as faixas representam esse momento do disco que é quase uma visita do Sudeste a Belém, ao Tambor de Mina, às coisas de lá”. As duas músicas já têm até clipe.

DENNIS E O CÃO DA MEIA-NOITE, “OCITOCINA” / “OCITOCINA (REMIX)”. Essa banda do selo Paranoia Musique, que é mais ligada a climas noturnos e meio dark, decidiu variar: prestes a lançar um álbum, soltam Ocitocina, em versão normal e remix. A ocitocina, o chamado “hormônio do amor”, que dá nome à faixa, esconde uma ousadia musical daquelas: Dennis E O Cão da Meia Noite partem para a mescla de dark, trap e climas sombrios, com uma letra que fala sobre como o dia a dia está ficando cada vez mais complexo para quem pensa, e cada vez mais trágico para quem sente.

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Radar: Spaceport, Verse Metrics, The Noise Who Runs – e mais!

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Spaceport (Foto: Divulgação)

Mais um Radar internacional (calma que tem Radar nacional amanhã), abrindo com o som calmo e levemente experimental do Spaceport – olho nessa banda, inclusive. A seleção de hoje vai do experimentalismo a sons mais ligados aos anos 1980. Ouça no último volume e crie suas próprias playlists!

Texto: Ricardo Schott – Foto (Spaceport): Divulgação

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SPACEPORT, “SUGAR MOON”. Dia 3 de abril sai o novo álbum dessa banda de Minnesota, Cut the lake – que já foi adiantado pelo single Switch. Sugar moon, a nova música, tem uma onda bem doce (combinando com o nome?). É meio uma balada country, meio uma música de girl group sessentista, em clima bem calmo – mas com um ou outro efeito denunciando que algo pode acontecer a qualquer momento (e acontece, tanto que a canção fica bem mais explosiva do meio para o fim).

A banda revela que Sugar moon surgiu do trabalho instrumental paralelo da vocalista Arianna Wegley – Bicycle, do disco Machines, lançado por ela em 2021, e dedicado à ambient music, foi remexida daqui e dali, e ganhou uma letra. Aliás, num texto de sua newsletter, o Spaceport diz que a gravação do próximo disco não foi fácil: muita coisa pra fazer em pouco tempo, integrantes prestes a ter um colapso, e coisas do tipo.

“Todd (Olson, baterista) levou a banda para fora para uma boa conversa motivacional e um momento de confraternização sob a luz da lua. Na nossa comemoração depois, decidimos usar um trecho da letra dessa música como título do nosso álbum. Sugar moon significa muito para nós e esperamos que signifique algo para vocês também”, escreveram.

VERSE METRICS, “IT’S A BEAR!” / “SEA FAIRIES (WE’RE NOT ALONE IN THIS LAKE)”. Essa banda não apenas é britânica como o som é essencialmente britânico – pós-punk com climas deprê, herdado de grupos como Pulp e Joy Division, além de toques sonoros vindos do post-rock. Também há algo forte vindo de grupos como Interpol e quebras rítmicas que fazem lembrar bandas de math rock e pós-hardcore. Os dois singles lançados entre fevereiro e março adiantam o álbum de estreia do Verse Metrics, Descents, previsto para sair a qualquer momento em 2026. Um som etéreo e cheio de surpresas.

THE NOISE WHO RUNS, “BANG BANG”. Esse é o codinome usado pelo músico britânico Ian Pickering, que trabalhou com projetos como Front Line Assembly, e faz electro-pop com cara alternativa e pesada – nomes como Death In Vegas e LCS Soundsystem são citados por ele num “para quem gosta de…”. Bang bang, o novo single, fala sobre um universo que virou um imenso Big Brother Brasil: as pessoas não pensam mais, só reagem. O álbum do TNWR que tá vindo aí se chama RE: GEN X (previsto para 8 de maio) e fala sobre uma novela diária que muita gente acompanha: como é viver de maneira apertada, ganhando mal e trabalhando loucamente para enriquecer o patrão.

Bang Bang retrata um dia na vida de um típico funcionário do século 21. Os versos representam a realidade cotidiana, a rotina monótona com pouca recompensa, a luta contra o aumento dos custos e a estagnação dos salários, observando idiotas com fortunas ditando a agenda para destruir, primeiro, o sonho do pós-guerra e, segundo, todo o planeta do qual dependemos”, diz Ian. Seria cômico se não fosse trágico – e realista.

LIBBY EMBER, “NEWS AT THE PARTY”. Soft rock elegante, com cara folk, feito por essa cantora e compositora canadense. A letra narra uma experiência amarga e real: numa festa, ela descobriu que a pessoa com quem ela saía já tinha outro interesse amoroso. “Pelo resto da noite, eu só tive que fingir que estava tudo bem e agir como se nunca tivesse me importado”, explica ela. “Mas no segundo em que fiquei sozinha naquela noite, tudo o que consegui fazer foi começar a chorar”. Detalhe: a música foi composta naquela mesma noite, após voltar da festa, no calor do sentimento (e da tristeza).

Se você sentiu um clima meio jazz no arranjo de News at the party, a intenção de Libby foi essa mesma: Baron Tymas, guitarrista de jazz, é um dos músicos que tocam com ela na faixa. Libby considera que, musicalmente, deu um clima até animado para uma música que fala sobre um pé-na-bunda descoberto de maneira tão repentina – mas News at the party até que é bem introvertida, vá lá.

ALLEGORIES, “HORRIBLE WONDER”. Essa dupla experimental faz som catártico, sempre investindo no uso de texturas lado a lado com acordes e melodias. Horrible wonder, o novo single, veio de uma ideia folk que foi sendo construída com vários samples – inclusive dos vocais de uma rara apresentação ao vivo da banda. O tipo de música que parece feita por uma máquina até mesmo quando parte de instrumentos comuns tocados por gente normal. Até porque o som deles é bastante inspirado no trabalho de rappers e DJs de house.

Apesar do release da dupla falar que a faixa parece “suspensa entre a clareza e o caos”, Horrible wonder é uma canção tranquila e hipnótica – a letra é que joga o / a ouvinte num mundo emocional e repleto de memórias e sensações.

SOLO ESTOY DURMIENDO, “CANCIÓN DE LA RE”. Tem uma onda beatle séria no som desse grupo boliviano (ora bolas, Solo Estoy Durmiendo é a tradução literal de I’m only sleeping, música dos quatro de Liverpool lançada em 1966 no LP Revolver). Canción de la re faz parte do EP Clonazepán com vino vol. I, a estreia do grupo, e é uma música que fala sobre um tema pesado: codependência emocional num relacionamento amoroso cheio de toxicidades e bandeiras vermelhas – além da solidão que vem depois do adeus, quando você percebe que tudo que precisa fazer é se afastar. O som tem muito de bandas como The Police (nas guitarras e no ritmo meio fluido), além de uma onda puramente anos 1990 no arranjo.

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Radar: Estamos Perdidos, Krisj Wannabe, Beauty In Chaos, Wheobe – e mais!

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Estamos Perdidos (Foto: Reprodução Bandcamp)

Tem Radar internacional para abrir a semana, e dessa vez, a banda que puxa todas as outras vem lá do Equador – é o Estamos Perdidos, que acaba de lançar single e clipe, e tem álbum na agulha. Nomes como Krisj Wannabe, Beauty In Chaos e City Builders estão também por aqui hoje, todo mundo pronto para o último volume.

Texto: Ricardo Schott – Foto (Estamos Perdidos): Reprodução Bandcamp

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ESTAMOS PERDIDOS, “CORAZÓN DE POLLO”. Esse projeto musical equatoriano une sons bastante variados em poucos minutos de música: dedilhados que fazem lembrar as bandas emo, sons emocionantes que são a cara verdadeira do rock latino, e a tensão do pós-punk. O grupo está preparando seu primeiro álbum, que vai vir depois de uma série de singles, e soltou Corazón, música acompanhada por um clipe que mostra dois adolescentes vivendo a experiência da primeira paixão.

“O clipe marca o início e o fim daquela fase em que somos adolescentes obcecados pelo amor e pela idealização. Agora sentimos que tudo é mais maduro, mais cru e real, mas isso virá depois”, diz o Estamos Perdidos, todo mundo feliz da vida com o resultado.

KRISJ WANNABE, “WANT IT ALL”. Se você entrar em algum boteco e vir um sujeito bêbado, parecendo não ter lá muitas perspectivas na vida, e ficar com pena dele, pare e pense: ele pode ter uma ideia de futuro muito bem formada em sua mente, e bem diferente da sua. Krisj Wannabe, um músico de pós-punk que se desenvolveu entre Itália e Japão (mora em Tóquio hoje), em seu novo single, Want it all, prefere falar de dignidade e de recusa a se curvar às demandas de um mundo que quer, cada vez mais, todo mundo pensando igual. O vocal faz lembrar um cruzamento de Ian Curtis (Joy Division) e Kevin Ayers. Será que uma combinação dessas é possível? Ouve aí.

BEAUTY IN CHAOS, “GOD’S GONNA CUT YOU DOWN” / “GET DOWN MOSES”. Entre o alt-folk, o indie rock, o gospel e o reggae, esse grupo decidiu fazer de seu novo single uma homenagem a Johnny Cash e o ex-Clash Joe Strummer, gravando um single duplo com God’s…, canção religiosa tradicional popularizada pelo “homem de preto”, e Get down Moses, música gravada por Strummer com sua banda Los Mescaleros. “São músicas que já foram regravadas, mas injetamos um pouco de nossa essência nelas”, conta o guitarrista do grupo, Michael Ciravolo, que tocou em bandas como Human Drama e Gene Loves Jezebel.

WHEOBE, “A STRAINED OCEAN”. Calma progressiva e estileira herdada do pós-punk marcam o novo single dessa banda francesa, que prepara seu disco de estreia (também chamado A strained ocean) para o dia 3 de abril. A strained ocean dura nove minutos e é definida pela banda como “uma mistura intensa, que espelha uma performance ao vivo que não hesita em brincar com os extremos para transmitir uma mensagem crua, sincera e autêntica”. Uma dica de como a música soa: eles amam Squid, Radiohead e (olha!) Swans.

TANYA DONELLY E CHRIS BROKAW, “SAINTE NICHOLAES”. No próximo Natal, nada de Roberto Carlos ou de A harpa e a cristandade: ponha para rodar esse cântico natalino gravado por esses dois veteranos do rock de Boston (Belly, Throwing Muses, Breeders, Codeine, Come), que têm na agulha o EP The undone is done again, marcado para 17 de abril. No repertório, só música medieval reinterpretada de modo BEM econômico e fantasmagórico: a voz de Tanya e a guitarra de Chris. Sainte Nicholaes não foge a essa regra, com seus ares espectrais e camerísticos.

CITY BUILDERS, “VENGEFUL SPIRIT”. Criado em 2022 como banda pela musicista canadense Grace Turner, o City Builders foi ganhando gradativamente cara de projeto solo, com Grace inspirando-se em nomes como Lana Del Rey, Woodkid, Britney Spears, MIA e MGMT, numa variação pop bem interessante e que une ganchos sonoros e peso. Vengeful spirit, a faixa de abertura do disco novo, Healing revenge, fala de problemas pessoais pela ótima da libertação e do livramento.

O mais louco é que Grace terminou um relacionamento no último dia de gravação de Healing – e com isso, o repertório que ela já tinha pronto acabou sendo revirado emocionalmente. “As músicas que eu havia escrito sobre desilusões amorosas se tornaram reconfortantes e ganharam um novo significado”, conta.

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