Cultura Pop
Quando Sergio Murilo gravou Raul Seixas em espanhol no Peru

Relançar uma carreira após sucessivos fracassos não é uma tarefa das mais fáceis. Para o nosso primeiro “rei do rock”, o carioca Sérgio Murilo (1941-1992), cuja era de ouro ocorreu entre 1958 e 1962 e gerou hits como Marcianita, ficou ruim quando, nos anos 1960, sua gravadora engavetou seu contrato por dois anos e passou a investir num futuro “rei” bem menos rebelde e mais palatável, Roberto Carlos.
https://www.youtube.com/watch?v=fOFOAxsPvMA
Livros como Roberto Carlos em detalhes, de Paulo César de Araújo, e Jovem guarda em ritmo de aventura, de Marcelo Froes, dão conta de que Sergio e Roberto – o primeiro em baixa, o segundo em altíssima rotação – ficavam se espezinhando em entrevistas. O segundo dizendo que se chateava ao ouvir os discos do primeiro; e Sergio alfinetando o futuro autor de Amigo. O cantor de Broto legal havia ganhado o cetro de “rei do rock” da Revista do rock em 1961, tinha espaço na TV com o Alô brotos (ao lado de Sonia Delfino na Rede Tupi), mas as coisas já começavam a não funcionar como antes.
Sem espaço no Brasil e livre após o fim do tal contrato engavetado, Sergio foi tentar a sorte em outros países da América Latina e acabou passando um bom tempo no Peru, onde havia ganhado dois prêmios em 1963. “O músico brasileiro teve dois discos lançados no país e, por um tempo, chegou a viver a atuar em Lima, em programa de televisão e rádio. Recentemente, o selo Discobertas resgatou os dois discos gravados por Sérgio Murilo – El Muchacho de Oro del Brasil e Sergio Murilo en Castellano. O primeiro de 1966 e o segundo de 1970″, escreveu Fernando Rosa no site Senhor F.
De tempos em tempos, a carreira de Sergio (que fez direito e se dedicou à advocacia quando estava afastado da música) era relembrada no Brasil. Caetano Veloso e Os Mutantes chegaram a gravar uma versão de Marcianita numa versão malucona em 1968.
Em 1976, por causa da trilha da novela Estúpido cupido, que recordava hits nacionais dos anos 1970, ele foi parar até no primeiro lugar do Globo de Ouro. Sua Broto legal estava na trilha. Houve também uma história de que Sérgio quase foi chamado para apresentar o programa Jovem Guarda antes de pensarem em Roberto Carlos – mas ele já estava em baixa e sumido.
https://www.youtube.com/watch?v=LsVj59nuOAc&feature=emb_title
Sergio não chegou a ficar afastado do Brasil, após os problemas na carreira. Liberado da CBS, gravou singles e EPs (e poucos LPs) pela RCA e pela Continental, e passou a focar no mercado latino. Já no Peru, gravou músicas de artistas como Tom Jobim e Martinha e, em 1973, quando Raul Seixas era novidade até mesmo no Brasil, gravou uma versão em espanhol de Mosca na sopa, intitulada Una mosca en la sopa, com ares samba-rock e sintetizadores meio esquisitos. Olha aí.
E já que você chegou até aqui, pega aí Sergio Murilo sendo entrevistado numa edição do Samba de primeira, do Jorge Perlingeiro, em 1990. Quem faz perguntas ao cantor é ninguém menos que Jorge BenJor.
Cultura Pop
No nosso podcast, os erros e acertos dos Foo Fighters

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No terceiro e último episódio, o papo é o começo dos Foo Fighters, e o pedaço de história que vai de Foo Fighters (1995, o primeiro disco) até There’s nothing left to lose (o terceirão, de 1999), esticando um pouco até a chegada de Dave Grohl e seus cometas no ano 2000.
Uma história e tanto: você vai conferir a metamorfose de Grohl – de baterista do Nirvana a rockstar e líder de banda -, o entra e sai de integrantes, os grandes acertos e as monumentais cagadas cometidas por uma das maiores bandas da história do rock. Bora conferir mais essa?
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: encarte do álbum Foo Fighters). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
(a parte do FF no ano 2000 foi feita com base na pesquisa feita pelo jornalista Renan Guerra, e publicada originalmente por ele neste link)
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Cultura Pop
No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a “Jagged little pill”

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No segundo e penúltimo episódio desse ano, o papo é um dos maiores sucessos dos anos 1990. Sucesso, aliás, é pouco: há uns 30 anos, pra onde quer que você fosse, jamais escaparia de Alanis Morissette e do seu extremamente popular terceiro disco, Jagged little pill (1995).
Peraí, “terceiro” disco? Sim, porque Jagged era só o segundo ato da carreira de Alanis Morissette. E ainda havia uma pré-história dela, em seu país de origem, o Canadá – em que ela fazia um som beeeem diferente do que a consagrou. Bora conferir essa história?
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: Capa de Jagged little pill). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
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Cultura Pop
No nosso podcast, Radiohead do começo até “OK computer”

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. Para abrir essa pequena série, escolhemos falar de uma banda que definiu muita coisa nos anos 1990 – aliás, pra uma turma enorme, uma banda que definiu tudo na década. Enfim, de técnicas de gravação a relacionamento com o mercado, nada foi o mesmo depois que o Radiohead apareceu.
E hoje a gente recorda tudo que andava rolando pelo caminho de Thom Yorke, Jonny Greenwood, Colin Greenwood, Ed O’Brien e Phil Selway, do comecinho do Radiohead até a era do definidor terceiro disco do quinteto, OK computer (1997).
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: reprodução internet). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
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