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POP FANTASMA apresenta Blind Pigs, “Not dead yet”

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POP FANTASMA apresenta Blind Pigs, "Not dead yet"

“Na música Death or glory, do Clash, o eterno Joe Strummer canta: ‘Se você está tentando há anos, já escutamos a sua música’. E com o Blind Pigs foi assim”, conta Henrike Baliú, ex-vocalista da banda paulistana de punk rock, recordando o fim do grupo em 2016. “Demos nosso recado, não tinha mais para onde ir sendo uma banda punk no Brasil. A relação entre os integrantes tinha se deteriorado. Chegamos muito mais longe do que achávamos que iríamos chegar quando éramos moleques e começamos a banda em 1993 para afastar o tédio”.

O Blind Pigs encerrou atividades, mas boa parte da sua última formação não parou  de tocar junta. Quatro dos músicos (Henrike, Alexandre Galindo, guitarra; Mauro Tracco, baixo; Arnaldo Rogano, bateria) hoje atendem pelo nome de Armada, ao lado do guitarrista Ricardo Galano. Mas para recordar a história do Blind Pigs, vem aí um disco “póstumo” da banda, Lights out, com oito faixas inéditas – entre elas, algumas regravações.

A autoral Not dead yet, o primeiro single, já está nas plataformas. O disco inteiro sai no dia 26 (e já está em pré-venda em CD e vinil de 10 polegadas, parceria entre os selos Hearts Bleed Blue (HBB), Neves Records e Detona Records.

MÚSICAS

Henrike detalha a origem de cada uma das faixas do disco. “Três das músicas do novo álbum são composições próprias, incluindo o single Not dead yet, e foram gravadas na mesma sessão do disco Linha de frente, que contém seis faixas (2015). Pensamos que se incluíssemos todas as gravações da sessão, o Linha de frente seria um álbum, e naquela época queríamos lançar um EP, então seguramos três faixas que acabaram nesse disco”, recorda.

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“Quatro dos covers fram gravadas logo antes da banda acabar: Misguided memories, do The Freeze, God damn job, dos Replacements, New generation, dos texanos Zero Boys, e Lights out, do Angry Samoans. A ideia era lançar um EP celebrando uma das nossas maiores influências, o hardcore americano anos 80, mas aí a banda acabou e a HBB arquivou o projeto”, conta. “Já nossa versão de Real enemy foi gravada nessa leva de covers, para entrar em um tributo ao The Business, clássica banda Oi! inglesa dos anos 80. Infelizmente, o projeto nunca saiu do papel”.

SOBREVIVENDO

Com o Blind Pigs encerrado, o Armada vai seguindo. A banda já tem o segundo disco pronto, falta só colocar voz, e participou com uma música em inglês (a primeira da banda, Rebel sound) da coletânea Oi! This is streetpunk – Fuck 2020. O isolamento levou a banda a lançar uma música nova em 2020, Os ratos, composta à distância e gravada pelo celular – e que ganhou até clipe.

“Individualmente, cada um tocou sua vida e estamos tentando manter nossa sanidade, nossa saúde e sobreviver a essa loucura toda”, diz o vocalista. “Se fosse com o Blind Pigs, acho que seria mais ou menos como estamos fazendo com a Armada. Cada um grava suas ideias no celular, manda pro outro e vamos compondo à distância. Tem funcionado. Mas pensando bem, a Armada é mais eclética, é algo mais trabalhado. O Blind Pigs era mais visceral, era uma banda que tinha que ser testemunhada ao vivo, era no palco que destilávamos nossa fúria. Iria ser difícil não pisar em um palco e se contentar em apenas compor com os Porcos. São duas bandas muito diferentes, em tudo”.

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Dan Spitz: metaleiro relojoeiro

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Se você acompanha apenas superficialmente a carreira da banda de thrash metal Anthrax e sentia falta do guitarrista Dan Spitz, um dos fundadores, ele vai bem. O músico largou a banda em 1995, pouco antes do sétimo disco da banda, Stomp 442, lançado naquele ano. Voltaria depois, entre 2005 e 2007, mas entre as idas e as vindas, o guitarrista arrumou uma tarefa bem distante da música para fazer: ele se tornou relojoeiro (!).

A vida de Dan mudou bastante depois que o músico teve filhos em 1995, e começou a se questionar se queria mesmo aquela vida na estrada. “Fazíamos um álbum e fazíamos turnês por anos seguidos, e então começávamos o ciclo de novo – o tempo em casa não existia. É uma história que você vê em toda parte: tudo virou algo mundano e mais parecido com um trabalho. Eu precisava de uma pausa”, contou Spitz ao site Hodinkee.

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Na época, lembrou-se da infância, quando ficava sentado com seu avô, relojoeiro, desmontando relógios Patek Philippe, daqueles cheios de pecinhas, molas e motores. “Minha habilidade mecânica vem de minha formação não tradicional. Meu quarto parecia uma pequena estação da NASA crescendo – toneladas de coisas. Eu estava sempre construindo e desmontando coisas durante toda a minha vida. Eu sou um solucionador de problemas no que diz respeito a coisas mecânicas e eletrônicas”, recordou no tal papo.

Spitz acabou no Programa de Treinamento e Educação de Relojoeiros da Suíça, o WOSTEP, onde basicamente passou a não fazer mais nada a não ser mexer em relógios horrivelmente difíceis o dia inteiro, aprender novas técnicas e tentar alcançar os alunos mais rápidos e mais ágeis da instituição.

>>> Veja também no POP FANTASMA: Discos de 1991 #9: “Metallica”, Metallica

A música ainda estava no horizonte. Tanto que, trabalhando como relojoeiro em Genebra, pensou em largar tudo ao receber um telefonema do amigo Dave Mustaine (Megadeth) dizendo para ele esquecer aquela história e voltar para a música. Olhou para o lado e viu seu colega de bancada trabalhando num relógio super complexo e ouvindo Slayer.

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O músico acha que existe uma correlação entre música e relojoaria. “Aprender a tocar uma guitarra de heavy metal é uma habilidade sem fim. É doloroso aprender. É isso que é legal. O mesmo para a relojoaria – é uma habilidade interminável de aprender”, conta ele. “Você tem que ser um artista para ser o melhor – seja na relojoaria ou na música. Você precisa fazer isso por amor”.

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Cinema

Bead game: desenho animado sobre agressividade

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Bead game: desenho animado sobre agressividade

Em 1977, o diretor de cinema Ishu Patel fez o curta-metragem de animação Bead game, que foi relançado recentemente pelo National Film Board of Canada.

Para mostrar como a agressividade pode chegar a níveis inimagináveis, ele criou uma animação que usa apenas contas coloridas, que ganham a forma de vários objetos, animais, pessoas e monstros – um lado sempre tentando derrotar o outro. E quando você nem imagina que a briga pode ficar maior ainda, ela fica.

Via Laughing Squid

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Cultura Pop

Bad Radio: no YouTube, a banda que Eddie Vedder teve antes do Pearl Jam

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Bad Radio: no YouTube, a banda que Eddie Vedder teve antes do Pearl Jam

Em 1986, surgiu uma banda de rock chamada Bad Radio, em San Diego, Califórnia. Foi um grupo que fez vários shows, ganhou fãs e se notabilizou como uma boa banda de palco da região. Mas que se notabilizou mais ainda por ter tido ninguém menos que o futuro cantor do Pearl Jam, Eddie Vedder, nos vocais.

Eddie Vedder, que é lá mesmo de San Diego, aportou por lá em 1988 e ficou até 1990. Conseguiu fazer uma mudança geral no grupo, que tinha uma sonoridade bem mais new wave com a formação anterior, com Keith Wood nos vocais, Dave George na guitarra, Dave Silva no baixo e Joey Ponchetti na bateria. Wood saiu do grupo e com Vedder, a banda passou a ter uma cara bem mais funk metal, e mais adequada aos anos 1990.

>>> Veja também no POP FANTASMA: Discos de 1991 #5: “Ten”, Pearl Jam

E essa introdução é só para avisar que jogaram no YouTube a última apresentação do Bad Radio com Vedder nos vocais. Rolou no dia 11 de fevereiro de 1990, pouco antes de Eddie se mandar para Seattle e virar o cantor de uma banda chamada Mookie Blaylock – que depois virou Pearl Jam. A gravação inclui as faixas What the funk, Answer, Crossroads, Just a book, Money, Homeless, Believe you me, What e Wast my days. O show foi dado no Bacchanal, em San Diego.

Com a saída de Vedder, o Bad Radio ainda continuou um pouco com o próprio Keith Wood, de volta, nos vocais. Segundo uma matéria publicada pela Rolling Stone (e que tem detalhes contestados pelos ex-integrantes do Bad Radio), Vedder não foi apenas cantor da banda: ele virou assessor de imprensa, empresário, produtor e o que mais aparecesse. A lgumas testemunhas dizem que a banda não era favorável ao lado ativista de Eddie (que costumava dedicar músicas e shows aos sem-teto), o que ex-integrantes do Bad Radio negam (tem mais sobre isso aqui).

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