Cultura Pop
O programa de TV “espacial” dos Carpenters

O sucesso mundial de Star wars, de George Lucas, em 1977, abriu espaço para uma verdadeira era espacial no cinema. Que gerou blockbusters como Contatos imediatos de terceiro grau, de Steve Spielberg (1977), o terror espacial de Alien – o 8º passageiro, de Ridley Scott (1979) e muitos outros. E essa onda acabou, quem diria, pegando uma das duplas de maior sucesso na música pop na época, os Carpenters.
Richard e Karen Carpenter fizeram um especial de TV em clima de ficção científica, que foi ao ar pela emissora americana ABC em 17 de maio de 1978. Space encounters, que entra e sai do YouTube há vários anos (está lá ainda, no momento, mas sem legendas), abria com a dupla cantando o hit Sweet sweet smile num estúdio, tendo o comediante Charlie Callas como técnico de gravação. Logo no começo do programa aparecem várias referências aos filmes espaciais da época – entre elas os créditos subindo à maneira do texto inicial de Star wars.
O trio é observado à distância pelos atores John Davidson e Suzanne Somers, que interpretam tripulantes de uma nave espacial (cujo cenário provavelmente inspirou o do infantil Plunct plact zummm, da Globo, de 1983). Davidson se teletransporta para o estúdio, impressiona o trio por já vir do espaço falando inglês e pede a ajuda de Karen e Richard numa missão aparentemente complicada: os habitantes de seu planeta não sabem fazer música. Na sequência, surgem cenas em que os Carpenters tocam Fun, fun fun e Dancing in the street numa festinha cheia de bolas de gás penduradas, e John, já transformado em popstar, tenta cantar Just the way you are.
Depois, acompanhados por uma orquestra (que toca até o tema de Star wars) Richard e Karen apresentam o seu grande hit de 1977, Calling occupants of interplanetary craft. Bom, “grande”, no caso, não é apelido: a música, que tinha participação de mais de 160 músicos, durava mais de sete minutos. E trazia na letra uma mensagem que convidava naves extraterrestres a visitar a Terra. No programa, os Carpenters aparecem cantando a versão lançada em single, com pouco mais de três minutos.
Essa viagem interestelar não era de autoria de Richard Carpenter. Tinha sido composta por uma banda canadense chamada Klaatu, cujo grande feito foi deixar todo mundo achando que eram os Beatles voltando com pseudônimo. O grupo tinha tirado seu nome do extraterrestre do filme O dia em que a Terra parou, e tinha mania por climas pós-progressivos e assuntos “ocultos”. E, para fazer os fãs embarcarem mais ainda na lorota de que eram os Beatles com outro nome, não posavam para fotos, não apareciam na TV nem davam shows.
Uns tempos depois, um radialista descobriu a verdadeira identidade dos integrantes e revelou tudo. O Klaatu disse que “não sabia de nada” e que só descobriu a confusão ao gravar o segundo disco. Fizemos um resuminho da história do Klaatu aqui. Abaixo, o o batera Terry Draper conta toda a história de Calling occupants of interplanetary craft.
O especial de TV dos Carpenters mostrava a dupla bem alegrinha, mas, nos bastidores, o clima era tenso para os dois irmãos. Richard Carpenter estava em processo de desintoxicação – tinha se viciado em quaaludes, droga que virou moda na onda do Mandrix, nos anos 1970. Karen, como sempre, lutava contra a anorexia nervosa (perdeu a batalha em 1983, como é público e notório) e volta e meia ficava internada.
O sucesso já não batia na porta dos dois como antes. A dupla não estourava tanto quanto o começo dos anos 1970 e mesmo Calling não chegou a fazer muito barulho. Ganhou o 32º lugar da parada da Billboard. Já na Inglaterra, fez sucesso a ponto de conquistar o nono lugar no chart de singles. De qualquer jeito, a dupla faria um especial de Natal ainda naquele ano, Christmas portrait, e voltaria às paradas por outras mídias.
Pega aí Space encounters, antes que saia do ar de novo.
Olha aí a gravação de Calling feita pelos Carpenters, em todo o esplendor de seus mais de sete minutos.
Cultura Pop
No nosso podcast, os erros e acertos dos Foo Fighters

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No terceiro e último episódio, o papo é o começo dos Foo Fighters, e o pedaço de história que vai de Foo Fighters (1995, o primeiro disco) até There’s nothing left to lose (o terceirão, de 1999), esticando um pouco até a chegada de Dave Grohl e seus cometas no ano 2000.
Uma história e tanto: você vai conferir a metamorfose de Grohl – de baterista do Nirvana a rockstar e líder de banda -, o entra e sai de integrantes, os grandes acertos e as monumentais cagadas cometidas por uma das maiores bandas da história do rock. Bora conferir mais essa?
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: encarte do álbum Foo Fighters). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
(a parte do FF no ano 2000 foi feita com base na pesquisa feita pelo jornalista Renan Guerra, e publicada originalmente por ele neste link)
Ouça a gente preferencialmente no Castbox. Mas estamos também no Mixcloud, no Deezer e no Spotify.
Mais Pop Fantasma Documento aqui.
Cultura Pop
No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a “Jagged little pill”

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No segundo e penúltimo episódio desse ano, o papo é um dos maiores sucessos dos anos 1990. Sucesso, aliás, é pouco: há uns 30 anos, pra onde quer que você fosse, jamais escaparia de Alanis Morissette e do seu extremamente popular terceiro disco, Jagged little pill (1995).
Peraí, “terceiro” disco? Sim, porque Jagged era só o segundo ato da carreira de Alanis Morissette. E ainda havia uma pré-história dela, em seu país de origem, o Canadá – em que ela fazia um som beeeem diferente do que a consagrou. Bora conferir essa história?
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: Capa de Jagged little pill). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
Ouça a gente preferencialmente no Castbox. Mas estamos também no Mixcloud, no Deezer e no Spotify.
Mais Pop Fantasma Documento aqui.
Cultura Pop
No nosso podcast, Radiohead do começo até “OK computer”

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. Para abrir essa pequena série, escolhemos falar de uma banda que definiu muita coisa nos anos 1990 – aliás, pra uma turma enorme, uma banda que definiu tudo na década. Enfim, de técnicas de gravação a relacionamento com o mercado, nada foi o mesmo depois que o Radiohead apareceu.
E hoje a gente recorda tudo que andava rolando pelo caminho de Thom Yorke, Jonny Greenwood, Colin Greenwood, Ed O’Brien e Phil Selway, do comecinho do Radiohead até a era do definidor terceiro disco do quinteto, OK computer (1997).
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: reprodução internet). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
Ouça a gente preferencialmente no Castbox. Mas estamos também no Mixcloud, no Deezer e no Spotify.
Mais Pop Fantasma Documento aqui.








































