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Nos palcos do Rio: Nina Maia, Will Calhoun, Tacy, Guga Bruno, Disstantes

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Foto Nina Maia: Elisa Mendes / Divulgação

No dia 22 de março, a paulista Nina Maia leva o repertório de seu álbum Inteira para o Lollapalooza Brasil. E antes disso, nesta quarta (11), ela faz um raro show no Rio, às 20h30, no Manouche, casa de shows na Zona Sul carioca. Quem ficou fã dela a partir do primeiro disco, pode esperar um show muito baseado em uma estreia – aliás, o repertório vai ser o mesmo que ela vai apresentar no Lolla, como num sideshow em terras cariocas para quem não puder ir ao festival.

E vale informar que não é só o Rio que vai poder assistir ao show de Nina antes do Lollapalooza: na quinta (12), ela se apresenta no A Autêntica, em Belo Horizonte. Depois de passar pelo Autódromo de Interlagos, ela vai a Porto Alegre (dia 16 de abril, no Espaço 373) e volta a SP (dia 30 de abril, na Casa Natura Musical).

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O Living Colour, que fez shows no Brasil há alguns dias, continua entre nós – e na figura de um dos maiores artífices de seu som, o batera Will Calhoun, que desde o fim dos anos 1980, segue explorando caminhos entre o rock, o jazz e ritmos de várias partes do mundo. Neste domingo (15), às 18h, Calhoun aparece em um encontro especial que por acaso vai rolar… também no Manouche (aliás, vale ficar de olho na programação da casa).

No palco, ele divide a noite com o pandeirista Marcos Suzano, referência absoluta da percussão brasileira, além do DJ Marcelinho da Lua, responsável por beats, samples e colagens sonoras, e do músico Guilherme Gê, que trabalha com bass moog, teclados e texturas eletrônicas.

A proposta da apresentação é aberta: improvisar, experimentar e deixar que a música aconteça no momento. Jazz, rock, eletrônica e ritmos brasileiros entram nessa conversa sem roteiro rígido, numa dessas situações em que músicos de trajetórias bem diferentes se encontram para ver até onde a mistura pode chegar.

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“Na quinta que vem (12/3) vamos comemorar a 30ª edição do Rockarioca Convida no La Esquina, olha que legal. Estamos fazendo o evento desde julho de 2023!”, avisa Pedro Serra, o criador do coletivo que reúne bandas do Rio (e integrante do Estranhos Românticos). E a festa é com dois artistas acostumados ao formato voz e violão, mas que dessa vez eletrizam sua música e convidam bandas para dividir o palco.

A cantora e compositora Tacy, radicada em Niterói e conhecida pela voz rouca e presença intensa, sobe ao palco às 20h30 acompanhada de convidados: Luli Nepomuceno (Flores de Plástico), Bruno Leiroza (Mokambo) e Mila Castro. E se você não está ligando o nome à pessoa, foi Tacy que interpretou a personagem principal de Cássia Eller – O musical.

Na sequência, às 21h30, é a vez de Guga Bruno voltar aos palcos com banda completa. O cantor e guitarrista, dono de sete álbuns e várias trilhas premiadas, aparece ao lado dos Inoxidáveis – Melvin Ribeiro, Marcelão de Sá e Fred Castro – revisitando parte de seu repertório, que circula entre MPB e rock setentista. E se você pensou “espera aí, conheço esse nome”… Provavelmente você era fã do Lasciva Lula, ex-banda de Guga, que marcou época no indie carioca nos anos 2000.

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E a banda Disstantes, um dos nomes mais fodas (desculpe o palavrão, mas que é verdade, é) do meio indie carioca, lança o clipe de sua música CDD x SG nesta sexta (13) com uma festa no CC Lado B, na Praça XV, no centro do Rio. A faixa faz parte do álbum Cybertrópico (resenhado pela gente aqui) e ganha sua primeira exibição pública em um evento que mistura show, projeção e pista de dança.

Dirigido por Wilbor Domina, o vídeo aposta numa estética urbana e traz o influenciador Ofichina como um motoboy em clima distópico. Além do show da banda, a noite terá DJ set de Marcelinho da Lua (opa, como você já viu ali em cima, no domingo ele estará com o Will Calhoun) e discotecagem de Wilbor ao lado do coletivo Big Baby Produções. E a ideia é transformar o lançamento em um encontro de cenas e gerações da música alternativa carioca.

SERVIÇOS:
NINA MAIA. Manouche. Rua Jardim Botânico, 983 (Subsolo da Casa Camolese), Jardim Botânico, Rio. Quarta (11) às 20h30 (abertura da casa às 19h30). Ingressos aqui.
WILL CALHOUN. Manouche. Rua Jardim Botânico, 983 (Subsolo da Casa Camolese), Jardim Botânico, Rio. Domingo (15), às 18h. Ingressos aqui.
ROCKARIOCA CONVIDA TACY E GUGA BRUNO. La Esquina. Avenida Mem de Sá 61, Lapa). Quinta (12). Horários: 19h30 (casa abre), 20h30 (Tacy), 21h30 (Guga Bruno), 23h (festa da casa). Ingressos aqui.
SEXTA 13 NO GRAU + DISSTANTES. CC Lado B. Rua Primeiro de Março 14, Praça XV, Centro, Rio de Janeiro. Sexta (13), às 20h30. Ingressos aqui.

Foto Nina Maia: Elisa Mendes / Divulgação

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Azul Marine transforma reconstrução pessoal em “Cura”

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Azul Marine - Foto: Isadora Tricerri / Divulgação

RESUMO: Em Cura, Azul Marine transforma uma experiência de sofrimento psíquico em canção sobre destruição e renascimento, misturando funk e gospel em meio ao Setembro Amarelo.

Texto: Ricardo Schott – Foto: Isadora Tricerri / Divulgação

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Em meio ao Setembro Amarelo, Azul Marine lança Cura, single que transforma em música um período de profundo sofrimento psíquico e o processo de reconstrução que veio depois. A faixa, lançada em 4 de setembro, parte de uma experiência pessoal em que chegou perto de desistir da própria vida, para falar sobre identidade, destruição e renascimento.

A história começou a ser apresentada em Torre, single anterior inspirado pela internação psiquiátrica de Azul Marine. Se aquela música está ligada ao momento do colapso, Cura olha para o período seguinte: a tentativa de reconstruir a própria identidade e encontrar uma maneira mais autêntica de existir. Nesse percurso, a criação artística aparece como uma forma de elaborar experiências que chegaram a colocar sua vida em risco.

Composta em 2021, Cura foi pensada como uma espécie de baile do fim do mundo. A música trabalha com a ideia de que, para alguma coisa nascer, outra precisa ser destruída. A narrativa aproxima morte e nascimento, crueldade e compaixão, tendo como figura central uma divindade matriarcal associada tanto à destruição quanto à criação.

“Muitos acreditam que a salvação vem do divino, enquanto a destruição é vista como uma maldição. Mas a própria natureza mostra que esses processos fazem parte de um mesmo ciclo. Em Cura, tentei criar uma imagem em que esses polos, aparentemente opostos, se tornam a força motriz um do outro. É preciso destruir uma personalidade que já não nos serve para que outra possa nascer”, explica Azul Marine.

A ideia de dualidade aparece também na sonoridade. Produzida por Dalmas, Cura aproxima funk e gospel e tem entre suas referências Glamurosa, de MC Marcinho, Two weeks, de FKA Twigs, e Mary, don’t you weep, na versão de Aretha Franklin. É também a única faixa do próximo EP cujo beat original foi criado pelo próprio Azul Marine.

A escolha de lançar a música durante o Setembro Amarelo reforça seu tema, mas Cura não tenta transformar uma experiência de sofrimento psíquico em uma história de respostas fáceis. A faixa registra um momento limite e o processo, ainda em andamento, de reconstrução.

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Cherokee Dreams transforma imperfeição em psicodelia e no wave, tudo junto

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Cherokee Dreams transforma imperfeição em psicodelia, no wave e shoegaze, tudo junto

RESUMO: No projeto Cherokee Dreams, o baterista Joshua Lynchard mistura lo-fi, ruído de guitarra, baixo circular, psicodelia e no wave  em canções marcadas pela imperfeição.

Texto: Ricardo Schott – Foto: Divulgação

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Vindo de Florence, Alabama, o músico Joshua Lycnhard se define como um baterista que toca em várias bandas (The Invisible Teardrops, The Dismals, Nightmare Boyzzz, por exemplo), e sempre “um pouco rápido demais com tempos instáveis”. Sozinho, ele mantém seu projeto Cherokee Dreams e faz uma fusão de ritmos e texturas, com gravação lo-fi, ruídos de guitarra, baixo circular e clima próximo de uma fusão de psicodelia e no wave.

“Cherokee Dreams é a versão de Joshua que se entrega completamente a essa imperfeição suada. Em suas próprias palavras, sempre unidos por sal e sempre com um timing ruim”, conta Joshua que, na real, daria um ótimo batera para Lydia Lunch e para o PiL na fase Metal box (1979). No momento, ele divulga um single duplo chamado Too, com as faixas Dhoop dawg e Desire palth. Mas vem mais por aí, já que ele anuncia pra breve o álbum Breathes corporate thunder, que vai sair em fita K7.

“O nome do disco soa menos como um título e mais como uma sirene de alerta percorrendo um amplificador quebrado”, conta ele, que explica um pouco de sua filosofia musical. “Por trás da estética focada no ruído, reside uma filosofia real: a de que a honestidade emocional vive em notas Sol ligeiramente agudas e tempos flutuantes. Que a mídia física é tanto rebeldia quanto uma tábua de salvação para artistas em turnê. E que um bom dia de trabalho braçal em contato com a natureza traz a criatividade à tona de uma forma que o tempo livre ilimitado jamais conseguirá”, diz.

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Katy da Voz e As Abusadas falam da tour recente pela Europa em novo single

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Katy da Voz e As Abusadas falam da tour recente pela Europa em novo single

RESUMO: Katy da Voz e as Abusadas falam de situações inusitadas durante turnê pela Europa em novo single, Frankfurt – sempre usando o deboche como arma.

Texto: Ricardo Schott – Foto: Divulgação

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Imagina você estar em turnê pela Europa, com shows marcados na Alemanha e ser impedida de entrar no país? Aconteceu com Katy da Voz e As Abusadas, que contam a experiência em clima de dance-punk no novo single, Frankfurt. A música já indica o caminho de um novo álbum e foi escrita por Katy da Voz, Number Teddie, Palladino Proibida e Rodrigo Gorky, com produção de Gorky e PZZS.

A música não nasceu com a intenção de ser o primeiro single do novo trabalho. A decisão mudou durante a própria viagem, quando as experiências vividas pelo trio inspiraram uma faixa que também apresenta a direção do próximo álbum – ela tem uma sonoridade mais atual e pesada, quase roqueira, próxima do dance-punk.

Na letra, Katy narra os acontecimentos mais bizarros da turnê como se fossem áudios de WhatsApp, ou trechos do vlog que ela e As Abusadas fazem no YouTube – o principal fato bizarro: elas foram impedidas de entrar na Alemanha justamente pelo serviço de imigração de Frankfurt, e acabaram perdendo shows lá. Além desse episódio, elas avisam no refrão que as coisas foram beeeem complicadas (“comendo Burger King e vivendo de fast food”, rappeiam).

“Queria contar aquela vivência de uma forma super sarcástica”, revelou Katy, segundo o site Música Instantânea. “Mas, no Brasil, durante o processo de composição, a gente entendeu que tinha que ser tudo uma grande brincadeira, uma sátira. Não queríamos levar aquilo tão a sério porque foi assim que superamos o caos, dando risada”.

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