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Sex Mex transforma Brian Eno em punk acelerado e caótico

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Sex Mex transforma Brian Eno em punk acelerado e caótico

Se você perguntar para Clark Gray, morador do Texas que usa o pseudônimo Sex Mex, qual a melhor definição para seu som, ele vai falar que “é como The Cars encontrando o Ween do comecinho” (nessa entrevista aqui ele fala isso). Clark é compositor, músico e engenheiro de som, e faz com o Sex Mex um som que só não pode ser definido como eggpunk (aquele punk sujaço echeio de teclados podres) porque une muito da alegria do punk original, ainda que salpicado de tristezas e de distopias.

Isso aí foi o que dissemos quando resenhamos dois dos EPs mais recentes dele (aqui). E agora Sex Mex volta transformando em punk aceleradíssimo nada menos que Needles in the camel’s eye, um clássico de Brian Eno, de seu primeiro álbum solo, Here come the warm jets (1973).

A música tem origens bastante enigmáticas (Eno já disse que a considera uma música instrumental com vocais), e teve o título (“agulhas no olho do camelo”) inspirado pelo som da guitarra de Phil Manzanera (Roxy Music), que o acompanhou na faixa – a sonoridade pontiaguda dele o lembrava de “uma nuvem de agulhas metálicas”.

Nas mãos de Clark, ela fica bem mais rápida e punk, quase um hardcore – e no lado B do single, ele fez uma versão igualmente rápida de N.G.R.I. (Bloodstain) do King Gizzard & the Lizard Wizard. Ouça aí.

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“Danceteria”: Soft Cell encerra carreira revisitando a Nova York dos anos 1980

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Soft Cell (Foto: Reprodução)

Não é só Madonna que presta homenagem ao Danceteria – famoso clube novaiorquino frequentado por ela no começo dos anos 1980, que vai ganhar uma música chamada Danceteria no Confessions II, e que gerou a existência de várias “danceterias” no Brasil na mesma época. O Soft Cell acaba de anunciar Danceteria, que vai ser o álbum final da dupla fundada por Marc Almond e pelo saudoso Dave Ball, morto em outubro de 2025, aos 66 anos. O single com a faixa-título saiu hoje.

O disco tem lançamento previsto para 25 de setembro pela Republic of Music, e representa de fato o último trabalho da dupla, já que Ball vinha trabalhando nele ao lado de Almond. Não é um disco de Almond usando o nome Soft Cell nem nada disso, até porque o cantor já falou que não pretende seguir sozinho com o nome. “Não pode existir um Soft Cell sem Dave. Ele era metade desta banda. Posso continuar me apresentando ao vivo, mas não consigo imaginar compondo músicas do Soft Cell sem ele”, disse essa semana, num comunicado.

Ball, diz Almond, estava animado com o disco. “Ele estava feliz e totalmente envolvido com o disco. Isso torna tudo ainda mais doloroso. O que me conforta é saber que ele ouviu o álbum pronto e acreditava que tínhamos feito um grande trabalho”, declarou na época.

E sobre o título Danceteria? Almond diz que se trata de uma carta de amor à Nova York que viu a dupla nascer, e um tributo ao próprio Danceteria – cenário de muita coisa feita no disco Non-stop erotic cabaret, estreia do Soft Cell, de 1981. A letra da faixa-título, por acaso, faz referência a Madonna no verso “Madonna estava cantando ao som de um boombox / minha cabeça estava dormente, mas eu estava mexendo os pés”.

“Aqueles anos mudaram nossas vidas. Foi uma cidade que nos transformou como artistas e como pessoas. Revisitar esse período parece a maneira mais apropriada de dizer adeus a Dave e encerrar a história do Soft Cell”, explicou.
“Nova York era suja, caótica e até perigosa em alguns momentos, mas havia uma energia criativa impossível de encontrar em outro lugar. Era um ambiente inspirador, vibrante e cheio de possibilidades”, disse Almond.

Em março, o Soft Cell já havia lançado bem discretamente uma releitura de Out come the freaks, do Was (Not Was), música original de 1981. A nova versão ganha participação vocal de Nona Hendryx, do Labelle, grupo conhecido pelo sucesso Lady Marmalade.

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Congresso internacional dedicado às origens do cinema em Niterói

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Domitor: congresso internacional dedicado às origens do cinema em Niterói

A Universidade Federal Fluminense (UFF) recebe, entre os dias 10 e 13 de junho, a 19ª edição do Congresso Internacional da Domitor, principal associação mundial dedicada aos estudos do Primeiro Cinema. Realizado desde 1990, o encontro acontece pela primeira vez no Hemisfério Sul, consolidando Niterói como ponto de encontro de pesquisadores, historiadores e especialistas internacionais interessados nos primeiros anos da história do cinema.

As atividades acadêmicas serão realizadas no Cine Arte UFF, mas a programação também inclui atrações abertas ao público. A abertura oficial acontece no dia 10 de junho, às 19h30, no Teatro Municipal de Niterói, com entrada gratuita mediante retirada de senha uma hora antes do evento.

Um dos destaques da sessão inaugural será a exibição de um programa inédito de filmes amadores brasileiros silenciosos das décadas de 1920 e 1930, restaurados digitalmente pelo Laboratório Universitário de Preservação Audiovisual da UFF (LUPA-UFF). A seleção reúne obras de acervos do próprio laboratório, do Arquivo Geral da Cidade do Rio de Janeiro e da Academia Brasileira de Letras, incluindo títulos recentemente descobertos e alguns jamais exibidos publicamente.

A sessão contará com acompanhamento musical ao vivo do músico Taiyo Omura e será seguida pela apresentação do Duo Kinetica, formado pelo artista visual Eric Dyer e pela pianista Jiayin Shen. O espetáculo combina projeções inspiradas nos dispositivos ópticos que antecederam o cinema com performances musicais que dialogam com a história da imagem em movimento.

Além da abertura, o congresso promoverá sessões especiais de filmes silenciosos raros e restaurados entre os dias 11 e 13 de junho, no Cine Arte UFF. A programação integra a proposta da Domitor de aproximar o público contemporâneo do patrimônio audiovisual dos primórdios do cinema, oferecendo uma experiência semelhante à das primeiras exibições cinematográficas, com acompanhamento musical ao vivo.

A programação completa do congresso está disponível no instagram do LUPA – UFF.

SERVIÇO
Evento: 19ª edição do Congresso Internacional da Domitor

Data: 10 a 13 de junho
Locais: Teatro Municipal de Niterói (Abertura no dia 10/06) e Cine Arte UFF (Atividades nos dias 11 a 13/06)
Entrada da abertura: Gratuita, mediante retirada de senha uma hora antes do evento

 

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Tijolo transforma rotina e ansiedade em delicadeza no single “Gosto de sol”

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Pedro Finco, criador do Tijolo (Imagem: Fauzi Awada, Letícia Frigieri, Vitor Rocha)

Com três singles lançados em 2019 e 2026, o projeto Tijolo, idealizado pelo músico Pedro Finco, faz uma música bastante sensível – daquelas que você não percebe inicialmente em que universo está entrando ao começar a ouvir, mas logo vai vendo que a ideia é criar cenas e instigar emoções em quem ouve.

Gosto de sol, o quarto single vai tomando conta devagarzinho do ouvinte. A faixa começa na calma, passa pela longa extensão vocal de Pedro e vai chegando numa letra que fala justamente sobre um dia que está começando, mas que logo mostra as garras, com todas aquelas demandas que todo mundo tem. As percepções e visões que Pedro foi colocando na letra passam todas por essas ideias.

Na música, Pedro canta e toca violão ao lado de Jay Alves (bateria, coral), Tiago Soares (cello), Rodrigo Coelho (trompete), Mabu Reis (trombone), Gustavo Bertoni (baixo e produção) e Giuliano Garutti (coral). Gosto de sol sucede o single Há um lugar, e nesse semestre ainda, sai o primeiro álbum do Tijolo, que vai ganhar edição limitada em fita K7, além do lançamento nas plataformas.

A faixa ainda ganhou um clipe dirigido pelo próprio Pedro, com imagens de Stella Dizeró.

Foto: Fauzi Awada sob intervenções de Letícia Frigieri a partir de arte de Vitor Rocha / Divulgação

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