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Tijolo transforma rotina e ansiedade em delicadeza no single “Gosto de sol”

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Pedro Finco, criador do Tijolo (Imagem: Fauzi Awada, Letícia Frigieri, Vitor Rocha)

Com três singles lançados em 2019 e 2026, o projeto Tijolo, idealizado pelo músico Pedro Finco, faz uma música bastante sensível – daquelas que você não percebe inicialmente em que universo está entrando ao começar a ouvir, mas logo vai vendo que a ideia é criar cenas e instigar emoções em quem ouve.

Gosto de sol, o quarto single vai tomando conta devagarzinho do ouvinte. A faixa começa na calma, passa pela longa extensão vocal de Pedro e vai chegando numa letra que fala justamente sobre um dia que está começando, mas que logo mostra as garras, com todas aquelas demandas que todo mundo tem. As percepções e visões que Pedro foi colocando na letra passam todas por essas ideias.

Na música, Pedro canta e toca violão ao lado de Jay Alves (bateria, coral), Tiago Soares (cello), Rodrigo Coelho (trompete), Mabu Reis (trombone), Gustavo Bertoni (baixo e produção) e Giuliano Garutti (coral). Gosto de sol sucede o single Há um lugar, e nesse semestre ainda, sai o primeiro álbum do Tijolo, que vai ganhar edição limitada em fita K7, além do lançamento nas plataformas.

A faixa ainda ganhou um clipe dirigido pelo próprio Pedro, com imagens de Stella Dizeró.

Foto: Fauzi Awada sob intervenções de Letícia Frigieri a partir de arte de Vitor Rocha / Divulgação

Ricardo Schott é jornalista, radialista, editor e principal colaborador do POP FANTASMA.

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Agenda

FAN Espiralar celebra 30 anos do Festival de Arte Negra de BH

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FAN Espiralar celebra 30 anos do Festival de Arte Negra de BH. Paula Lima (Foto: Juliana Heicer / Divulgação) é uma das atrações

O Festival de Arte Negra de Belo Horizonte – FAN BH chega a um dos momentos mais esperados de sua 13ª edição, que comemora 30 anos do evento: a realização do FAN Espiralar, de 11 a 14 de junho, no Parque Municipal de Belo Horizonte, no Centro de Referência das Culturas Urbanas de Belo Horizonte (CRCURB) – Viaduto Santa Tereza e no Teatro Francisco Nunes.

Na abertura, 11 de junho, o Palco Sesc FAN Espiralar recebe a cantora e compositora Paula Lima, com o show Eu, Paula Lima – O baile. No Dia dos Namorados (12) Augusta Barna faz show em homenagem à data, e Nath Rodrigues apresenta Pérola negra – Uma homenagem a Luiz Melodia. E, finalizando a sexta-feira, Samba da Meia-Noite, com o melhor do samba das sambadeiras e sambadores de Belo Horizonte dedicado à tradição do Recôncavo Baiano. Já no domingo, 14 de junho, tem show da Nação Zumbi.

A programação tem também oficinas formativas, performances artísticas e outras intersecções de saberes como o Clube do Livro Página Preta: Literaturas Intertropicais e o FANzinho, que apresenta o espetáculo Dandara para crianças — Um mergulho lúdico na realeza negra. A inclusão e a diversidade marcam presença no FAN 30 Anos com a apresentação Rastros sobrepostos, do artista PCD Dânova Neres.

O FAN BH é uma realização da Prefeitura de Belo Horizonte, por meio da Secretaria Municipal de Cultura e da Fundação Municipal de Cultura, em parceria com o Instituto Periférico e conta com parceria cultural do Sesc em Minas, integrado ao Sistema Fecomércio MG.

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Para a secretária municipal de Cultura, Cida Falabella, os 30 anos do FAN representam o amadurecimento de uma visão de cidade que reconhece a diversidade como seu maior patrimônio intelectual e criativo: “O papel da Secretaria Municipal de Cultura é assegurar que o protagonismo negro e as manifestações populares ocupem um lugar central no planejamento estratégico da capital. Celebrar esta trajetória significa reafirmar que a identidade e o futuro de Belo Horizonte são indissociáveis da força da arte negra”, conta ela.

Desde novembro de 2025, a trajetória da 13ª edição do FAN BH, que foi marcada no FAN Rotas e FAN Raízes pela escuta com os territórios e pelo fortalecimento das expressões artísticas e culturais negras, culminam no FAN Espiralar. Inspirado na ideia da poeta e ensaísta Leda Maria Martins, o conceito de espiralar propõe revisitar as raízes para imaginar e construir novos futuros. Nesse sentido, o FAN Espiralar se apresenta como um espaço de celebração pública que transforma escutas em presença, memórias em criação e caminhos construídos coletivamente em experiências compartilhadas.

“Chegar às três décadas de FAN é um marco que enche Belo Horizonte de orgulho. O festival não é só um evento, é um espaço de memória e de celebração do protagonismo negro em todas as suas formas. A identidade da nossa cidade foi construída pela força e pela criatividade do povo preto. Celebrar esses 30 anos é reafirmar que a cultura negra merece estar sempre no topo, espalhando diversidade, respeito e igualdade por todos os cantos da capital”, destaca a presidenta da Fundação Municipal de Cultura, Bárbara Bof.

SERVIÇO FAN ESPIRALAR

Data: 11 a 14 de junho de 2026
Local: Parque Municipal de Belo Horizonte, CRCURB – Viaduto Santa Tereza e Teatro Francisco Nunes
Programação completa aqui.

Foto Paula Lima: Juliana Heicer / Divulgação

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Robert Smith diz que The Cure tem três discos a caminho, incluindo um álbum “bem pop”

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The Cure apresenta música nova em show nos Estados Unidos

Tem três (isso mesmo, três) discos do The Cure a caminho. Foi o que Robert Smith revelou num papo com a BBC 6 Music nesta terça (8). “Gravamos músicas suficientes para três álbuns, então o segundo já está pronto e está prestes a ser entregue à Universal”, disse o líder do grupo.

O tal terceiro álbum está em produção e é um disco mais pop – Smith diz sentir inclusive que as pessoas provavelmente vão achar que o álbum é desse jeito por influência de Olivia Rodrigo, com quem Smith fez recentemente What’s wrong with me, cantada pelos dois no show da cantora no Primavera Sound, no último fim de semana.

“Agora que estou fazendo isso, as pessoas pensam: ‘Ah, é porque ele está trabalhando com a Olivia’, porque o terceiro disco é bem animado”, disse.”É bem pop, mas não se compara melodicamente ao que a Olivia faz, mas é a minha ideia de Cure pop. Provavelmente é 20 BPM mais lenta do que qualquer coisa que ela faça, mas (comparada com) o que fizemos nos últimos anos, é muito rock. É arrasadora”.

Interessante: será que vem por aí algo igual ao próprio The Cure em discos como The head on the door (1985)? Talvez, mas isso fica pra mais tarde, porque o próximo disco da banda, segundo Smith, vai ser beeeeem dark.

“O próximo, se possível, é ainda mais sombrio que Songs of a lost world (o mais recente da banda, de 2024). Quer dizer, ‘sombrio’, essa é uma palavra horrível! Mas é bem pesado emocionalmente. Tem relação com Songs of a lost world, mas apresenta uma perspectiva diferente”, disse ele.

O Cure, você deve saber, teve várias fases ao longo de sua história – e em quase todas elas, foi uma banda sombria, pop, introspectiva, dançante, quase tudo ao mesmo tempo. Provavelmente os três discos que vêm por aí vão ser uma mistura de todos esses lados.

Enquanto você aguarda, assista ao show da banda no Primavera Sound no último fim de semana – show esse que marcou a volta do Cure aos palcos depois de dois anos. E veja toda a entrevista com Smith à BBC aí embaixo.

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Lou Reed parceiro de Madonna? Vai rolar em “Confessions II”

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Lou Reed parceiro de Madonna? Vai rolar em "Confessions II"

Madonna apareceu na sexta (5), no Beacon Theatre, em Nova York, durante o Festival de Tribeca, com um curta de quase 14 minutos baseado nas seis primeiras faixas de seu próximo disco, Confessions II. Depois da exibição rolou papo com a cantora, os diretores David Toro e Solomon Chase (a dupla TORSO) e o jornalista Anderson Cooper. E teve assunto pra caramba: lasers saindo de lugares improváveis, músicas inéditas, pegação em banheiro, o ator britânico Benedict Cumberbatch surgindo no meio da história e por aí vai.

Só que teve uma coisinha curiosa que acabou chamando mais atenção da Billboard do que muita coisa exibida no filme. Nos créditos finais de Confessions II, Lou Reed apareceu listado como compositor de Danceteria, uma das músicas novas de Madonna. O detalhe passou batido durante a conversa no palco – que, aliás, foi uma conversa só entre quem estava no palco, sem espaço pra perguntas nem da plateia nem da imprensa.

A explicação veio depois, quando a Billboard procurou a equipe de Madonna. Danceteria, música inspirada na famosa boate novaiorquina frequentada pela cantora no início dos anos 1980, usa uma interpolação de Walk on the wild side, maior clássico de Lou Reed. Em determinado momento, Madonna encaixa o famoso “do-do-do, do-do, do-do-do” da faixa, o suficiente pra Reed entrar oficialmente como coautor da música, ao lado dela, Andrew Watt e Stuart Price.

A tal Danceteria ainda traz referência a Debi Mazar, amiga de Madonna na época pré-fama — e com quem, segundo a própria cantora já contou, ela chegou a ter um caso. E Madonna nem de longe foi a primeira artista a puxar esse trecho de“Walk on the wild side pra dentro de outra música. O A Tribe Called Quest fez isso em Can I kick it?, em 1990. Marky Mark and the Funky Bunch também reciclou o trecho em Wildside, de 1991 — e conseguiu até superar Lou Reed na parada Billboard Hot 100. Mais recentemente, o Haim reaproveitou a melodia em Summer girl.

Curiosamente, apesar de sempre terem sido associados à Nova York artística e meio marginal que moldou suas carreiras, Madonna e Lou Reed nunca chegaram a colaborar de verdade. O encontro público mais próximo entre os dois aconteceu em 2008, na cerimônia do Rock & Roll Hall of Fame, quando Madonna entrou para o Hall e Reed apareceu por lá homenageando Leonard Cohen.

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