Notícias
Noel Gallagher solta novo single, “Holy mountain”

Noel Gallagher acaba de soltar o primeiro single do próximo disco com os High Flying Birds, Who built the moon. Olha Holy mountain aí (por sinal, contagem regressiva para todo mundo tercer comparações, já que o disco de Liam Gallagher, As you were, vem sendo bastante elogiado),
A música tem participação do amigo Paul Weller tocando órgão e o disco é o resultado de dois anos de parceria com David Holmes, DJ, produtor e compositor conhecido no meio da música eletrônica – o que já andou assustando alguns fãs.
“Essa música foi uma das primeiras coisas que David e eu fizemos juntos, na primeira semana de trabalho lado a lado”, contou Noel sobre a música. “Eu soube imediatamente que seria o primeiro single. Tem muita alegria nela. Até o dia em que eu morrer, será uma das melhores músicas que eu terei composto em todos os tempos”, exagera. O guitarrista ainda diz que seus filhos e os amigos deles amaram as músicas e que ele estará certo de que as crianças vão adorar o single.
Who built the moon sai dia 24 de novembro, já anda rolando em pré-venda e tem ainda participação de outro amigo ilustre, Johnny Marr, em If love is the law. Em outubro, Noel vai estar por aqui fazendo a abertura dos quatro shows que o U2 vai fazer no Estádio do Morumbi, em São Paulo.
E essa aí é a tracklist completa do disco novo.
Fort Knox
Holy mountain
Keep on reaching
It’s a beautiful world
She taught me how to fly
Be careful what you wish for
Black & white sunshine
Interlude (Wednessday part 1)
If love is the law
The man who built the moon
End credits (Wednesday part 2)
Bonus: Dead in the water (Live at RTÉ 2FM Studios, Dublin).
Foto: Lawrence Watson
Lançamentos
Radar: Julien Baker & Torres, OK Go, Preoccupations e mais sons internacionais

O RADAR costuma pintar nos dias úteis, mas deu uma derrapada básica no calendário e chegou no sábado. Sem crise: bota o volume no talo e manda ver. Enquanto isso, a gente segue na contagem regressiva pro novo da Julien Baker com a Torres… Bora pra lista!
Foto: Julien Baker & Torres: Ebru Yildiz/Divulgação
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JULIEN BAKER & TORRES, “DIRT”. Às vezes, as coisas simplesmente têm que acontecer. Quando Julien Baker e Torres dividiram o palco pela primeira vez, em 2016, uma virou para a outra e, sem combinar, soltaram a mesma ideia: fazer um disco country juntas. Demorou quase uma década, mas Send a prayer my way chega dia 18 de abril pela Matador Records – e, pelo que já ouvimos, a espera valeu a pena. Os singles antecipam um mergulho profundo no country dolorido e introspectivo, onde as harmonias cortam fundo e a instrumentação diz tanto quanto as letras. Dirt, a faixa mais recente, entrega tudo: slide guitar, violino, uma melodia lindíssima e, claro, o encontro das vozes de Julien Baker e Torres, feito para arrepiar.
OK GO, “A STONE ONLY ROLLS DOWNHILL”. Contagem regressiva para o novo do OK Go, And the adjacent possible, 11 de abril. Cinco faixas já foram liberadas e entre elas, A stone only rolls downhill, uma espécie de indie-doo wop com jeito de sucesso sem esforço. Saiu em janeiro, ganhou um clipe excelente como de costume, mas pedimos a você para, dessa vez, deixar o hype de lado e ouvir só a música.
PREOCCUPATIONS, “BASTARDS”. Esse grupo canadense começou como Viet Cong, mas mudou de nome após críticas ao uso da referência à frente de libertação comunista do Vietnã, considerada insensível e inadequada. O novo disco Ill at Ease sai em maio, e é o primeiro pelo selo Born Losers. Bastards é um rock ruidoso, cheirando a anos 1980, falando de gente raivosa incomodada com os outros. O tipo de coisa que eles fazem muito bem.
YUNGBLUD, “HELLO HEAVEN, HELLO”. Quando o eletrorock encontra Led Zeppelin, Queen e Bowie e vira um épico: música de nove minutos, letra em clima de viagem existencial, e um clipe fantástico dirigido por Charlie Sarsfield. Dominic Richard Harrison (o próprio Yungblud) já avisou que essa faixa tem que ser ouvida na íntegra, sem cortes. “Adeus ao passado, olá para o futuro”, disse ele, definindo a canção. Grande momento.
NIÑO NUCLEAR, “VIEJOS PERDIDOS”. Noise pop e pós-punk direto da Venezuela. Esto es un verano en Estonia, novo EP, traz Viejos perdidos, faixa e clipe-manifesto sobre sonhos despedaçados em tempos de guerra e desesperança. No vídeo, a banda aparece de olhos vendados. Mensagem clara.
SIDNEY BRIDGES, “THERE’S NOTHING WRONG WITH TRUSTING PEOPLE (ACCEPTANCE THEME SONG)”. O cara diz que se inspira na coragem e na transparência de artistas como Kurt Cobain e Elliott Smith. O novo single tem pegada lo-fi, mas Sidney ficou assustado com o feedback que recebeu de alguns amigos, que disseram que a faixa é “muito polida”. Polida nada: foi tudo gravado no quarto, com direct box e bateria MIDI. Vem aí Fission, seu próximo álbum.
MESSINESS, “PREVIOUS LIFE”. Lembra da sonoridade psicodélica e indianista do Kula Shaker (banda que nunca foi nenhuma maravilha mas teve uns hits legais nos anos 1990)? Essa banda italiana tem um pouco da pegada deles, e estreia com Previous life, uma fusão de loucuras sonoras dos 60s, 80s e britpop. Batida dançante, teclados, vibrações altas. Para delirar.
WILLIE NELSON, “OH WHAT A BEAUTIFUL WORLD”. O veteraníssimo Willie, 91 anos, chega ao álbum solo de número 77 (detalhe: contando discos colaborativos, foram 154 no total). Oh what a beautiful world sai dia 25 de abril. Faixa-título de Rodney Crowell, versão de Willie tem clima de cavalgada em paisagens abertas (como na foto da capa do álbum) com Crowell dividindo os vocais. Tradição e classe.
WORLDCUB, “EXPLODING!”. A banda galesa estava tocando quando viu a TV cheia de más notícias e decidiu transformar a desgraça global em música. Guitarras explosivas, bateria sixties, cowbell marcando presença, teclados que dão a sensação de estar tudo levantando voo. Exploding! é para ouvir no talo.
LÙLÙ, “SUR LA CORDE”. Nada a ver com a cantora britânica Lulu. O Lùlù em questão é um supergrupo punk que vem da França (com acentos nas letras “u”), e é formado por veteranos da cena. O primeiro álbum sai em junho, alternando a crueza do punk cru e a melodia do power-pop. O single Sur la corde tem vocais cuspidos no estilo da banda The Kids, e energia que lembra Green Day, Rancid e Millencolin. Punk rock francês de qualidade.
Lançamentos
Radar: Disstantes (foto), Jadsa, Eskröta e mais sons novos nacionais

Dois sons da nossa lista foram lançados hoje (Eskröta e Manny Moura) e alguns dos selecionados, além de música, têm discurso afiadíssimo (Disstantes, Arnaldo Antunes e a própria Eskröta). Ponha tudo nas suas playlists e escute no volume máximo.
Foto Disstantes: reprodução Instagram
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DISSTANTES, “JOHN TRAVOLTA”. “Levanta a camisa / e dá uma volta”. A velha e má frase, dita por seguranças e policiais durante revistas (geralmente em portas giratórias de estabelecimentos bancários), ganha novo significado no batidão pulsante do Disstantes, trio de kraut-rap formado por Homobono (Djangos), Gilber T e Augusto Feres. O clipe, dirigido por Augusto e Rodrigo de Freitas, transporta o Disstantes para um universo de Pixel Art, cercada por figuras conhecidas do São Dom Dom, espaço de resistência cultural em Niterói (RJ). Um groove afiado, com peso e provocação na medida certa.
JADSA feat ANTONIO NEVES, “BIG BANG”. O single novo da cantora baiana prepara o lançamento do segundo álbum, Big buraco, agendado para maio pelo selo Risco. A música é um samba jazz que para Jadsa, serve como “um mantra, um amuleto”, já que foi feito depois da pandemia, quando ela voltava a morar em São Paulo, depois de uma temporada em Salvador. “Era um momento ainda incerto e eu queria muito acreditar nesse movimento que eu estava fazendo, mais uma vez, por causa da música. É uma música que diz muito sobre o disco que tá vindo, não só sonoramente, mas sobre os motivos dele existir e o que quero com ele”, comenta.
ESKRÖTA, “LBR (LATINA, BRASILEIRA, REVOLUCIONÁRIA)”. Depois de quebrar tudo em festivais como Rock in Rio e Knotfest, o Eskröta – Yasmin Amaral (vocal e guitarra), Tamyris Leopoldo (baixo e backing vocals) e Jhon França (bateria) – prepara o terreno para Blasfêmea, primeiro álbum pela Deck, que sai dia 11 de abril. E o primeiro ataque vem com LBR (Latina, Brasileira, Revolucionária), single que une metal, punk e até percussões de samba. A letra fala sobre o silenciamento das mulheres latino-americanas, e a melodia é a trilha sonora (pesadíssima) do protesto contra a repressão.
ARNALDO ANTUNES feat ANA FRANGO ELÉTRICO, “PRA NÃO FALAR MAL”. Poderia ser uma canção de Odair José ou até de Raul Seixas, só que com união de batida chacundum e teclados lembrando Ultravox. Mas é uma faixa do disco novo de Arnaldo, Novo mundo, com participação de Ana Frango Elétrico. A letra propõe um desafio quase zen, no sentido de não passar a violência e o abuso adiante: “não seja impaciente / com quem é impaciente com você / não seja malcriado / com quem é malcriado com você.” Fácil? Nem um pouco. A melodia avança como um mantra pop, em que cada verso, da maneira que é cantado e organizado dentro da melodia, surge do anterior. Uma aula de equilíbrio – e de resistência.
LUIZ AMARGO feat BEL AURORA, “QUANDO O FOGO VEM”. Renato Teixeira encontra Titãs num xote acústico: Quando o fogo vem é uma das joias de Amor de mula, excelente disco de Luiz Amargo lançado em 2024 (resenhado aqui). O clipe, gravado em MiniDV, tem aquele charme vintage, e acompanha encontros e desencontros entre Luiz e Bel – maquiados como dois pierrôs. Romantismo com texturas lo-fi.
MANNY MOURA, “ENOUGH”. Carioca radicada em Los Angeles, Manny Moura volta com Enough, balada folk-pop delicada, quase uma confissão. “Uma página de diário”, define ela, sobre a última música gravada para seu próximo álbum. Na capa do single, Manny veste um vestido de noiva – metáfora de um compromisso com suas próprias fantasias, mesmo quando elas não se refletem na realidade.
ANDRÉ ALBERNAZ + TERÊNCIO, feat MAYRA TARDELI, “CALMA, A BOLSA VAI SUBIR”. “Eles não são uma dupla. E sertanejo é praticamente o único gênero que ficou de fora.” Assim se apresenta Tudo vai derreter, disco de estreia de André Albernaz e Terêncio, parceiros desde os tempos da banda Djalma Não Entende de Política. Calma, a bolsa vai subir é um brega synth-pop que mistura economia, amor, redes sociais, cashback e – claro – o colapso da civilização ocidental. Música e teatro se cruzam em um retrato irônico de um mundo que está sempre prestes a ruir, mas segue dançando.
LARA CASTAGNOLLI, “XILEMA”. Nunca ouviu falar de xilema? Vamos lá: é o tecido que leva água e nutrientes do solo para as folhas, o que sustenta muitas árvores contra ventanias fortes. E também é o nome do bucólico primeiro single (e clipe) de Lara, anunciando seu álbum Araribá. Jazz, blues e um clima de canção interiorana embalam essa reflexão musical sobre crença e autoconhecimento. “Um mergulho no próprio ser”, define Lara, enquanto a letra traça caminhos espirituais à procura de sentido.
MANDINGA BEAT, “MÃE ME DIZ”. Ijexá, guitarras elétricas e batida eletrônica. O trio Mandinga Beat (André Sampaio, Joss Dee e Victória dos Santos) evoca comunidade, proteção e ancestralidade em Mãe me diz. A faixa resgata a história dos mandingas, africanos islamizados que carregavam o patuá como amuleto. O cabo-verdiano Hélio Ramalho participa da gravação, adicionando ainda mais peso a um som que carrega séculos de história.
GRUPO NATUREZA, “PODE ACREDITAR”. Lançado/não lançado pela Som Livre em 1981, o compacto do Grupo Natureza era um segredo bem guardado – até que a internet resolveu puxar o fio da meada. Pode acreditar virou uma das “músicas perdidas” mais procuradas da web, com pesquisadores como Cristiano Grimaldi e o canal Lucasnauta desvendando suas origens – que, ao que consta, vieram de uma bizarra campanha anti-maconha e pró-saúde (!). Agora, a própria Som Livre entra no jogo e relança o single nas plataformas digitais. Para quem passou anos tentando descobrir de onde vinha esse som, a resposta finalmente chegou.
Cultura Pop
Urgente!: Supergrass, Spielberg e um atalho recusado

Coisas que você descobre por acaso: numa conversa de WhatsApp com o amigo DJ Renato Lima, fiquei sabendo que, nos anos 1990, Steven Spielberg teve uma ideia bem louca. Ele queria reviver o espírito dos Monkees – não com uma nova versão da banda, como uma turma havia tentado sem sucesso nos anos 1980, mas com uma nova série de TV inspirada neles. E os escolhidos para isso? O Supergrass.
O trio britânico, que fez sucesso a reboque do britpop, estava em alta em 1995, quando lançou seu primeiro álbum, I should coco. Hits como Alright grudavam na mente, os vídeos eram cheios de energia, e Gaz Coombes, o vocalista, tinha cara de quem poderia muito bem ser um monkee da sua geração. Spielberg ouviu a banda por intermédio dos filhos, gostou e fez o convite.
Os ingleses foram até a Universal Studios para uma reunião com o diretor – com direito a recepção no rancho dele e papo sobre fase bem antigas da série televisiva Além da imaginação. O papo sobre a série, diz Coombes, foi proposital, porque a banda sacou logo onde aquilo poderia dar. “Talvez eu estivesse tentando antecipar a abordagem cafona que seria sugerida, tipo a banda morando junta como os Monkees”, contou Coombes à Louder, que publicou um texto sobre o assunto.
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A proposta era tentadora. Mas eles disseram não. “Foi lisonjeiro e muito legal, mas ficou óbvio para nós que não queríamos pegar esse atalho”, explicou o vocalista, afirmando ter pensado que aquilo poderia significar o fim do grupo. “Você pode acabar morrendo em um quarto de hotel ou algo assim, ou então a produção quer apenas um de nós para a próxima temporada. Foi muito engraçado, respeitosamente muito engraçado”.
O tempo passou. E agora, em 2025, I should coco completa 30 anos (mas já?). O Supergrass, que se separou no fim dos anos 2000, voltou para tocar o disco na íntegra e alguns hits em festivais como Glastonbury e Ilha de Wight.
Aqui, o trio no Glastonbury de 2022.
Foro: Keira Vallejo/Wikipedia
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