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NightNight: baixista do The Wants lança projeto de som eletrônico dark

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NightNight (Foto: Divulgação)

Quem lê o Pop Fantasma já viu algumas menções aqui ao trio novaiorquino The Wants, voltado para um pós-punk ruidoso e sombrio. E Yasmeen Night, baixista do grupo, visita mais uma vez as sombras musicais em seu projeto paralelo, o NightNight. O grupo está preparando o segundo álbum, More weight, com produção de Gareth Jones (Depeche Mode, Einstürzende Neubauten) e mixagem feita em Abbey Road por Alex Wharton. Sai em breve.

O The Wants chamou a atenção da gente por causa do single Fear my society – do disco de estreia, Container (2020). Uma música até bastante solar em se tratando deles, mas que lamentavelmente não ultrapassou a linha nada fina do mainstream. No ano passado foi a vez do The Wants abraçar o caos no disco Bastard, que resenhamos aqui. O NightNight, por sua vez, nem tenta chegar perto do sol: Yasmeen segue estilos como trip-hop, alt-pop e eletrônica underground, e cita nomes como Massive Attack, Chelsea Wolfe e Fever Ray como referência.

Total control, o single mais recente, é noturno, eletrônico e tem um clima vintage, lembrando a fase dark do Depeche Mode. Yasmeen compôs e tocou tudo, com exceção de uns synths acrescentados por Gareth. Tem remixes a caminho, um deles assinado por Johnny Hostile, além de mais alguns singles antes que o álbum saia. Yasmeen, por sinal, acredita bastante no poder da música em tempos de IA, redes sociais e marketing agressivo – e o conceito do NightNight passa por isso.

“As músicas são distribuídas por nós a pessoas em quem confiamos, de boca em boca no underground de Nova York e entre amigos e DJs de confiança. O objetivo é criar ressonância, compartilhar um álbum feito por humanos no qual realmente acreditamos”, diz o release dela. “Esperamos que descobrir o NightNight seja como ouvir de um amigo sobre algo que ele ama – e não como ser alvo de alguma coisa”.

Um alívio ler esse tipo de coisa hoje, aliás. Abaixo, você confere Total control, single do NightNight. E também ouve uma outra curiosidade, que é a versão absolutamente sombria e fria que o grupo fez para Go your own way, do Fleetwood Mac. O clássico do disco Rumours (1977) vai deixar você sem conseguir dormir.

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Lúcio Maia anuncia novo álbum e lança o instrumental psicodélico “Fetish motel”

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Lúcio Maia. Foto: João Liberato / Divulgação

Com um álbum solo, um EP e alguns singles na discografia – além de trilhas sonoras, colaborações e dois discos usando o codinome Maquinado – Lúcio Maia prepara seu segundo álbum solo, chamado simplesmente Lúcio Maia, prometido para 16 de abril. O primeiro vislumbre é o single instrumental Fetish motel, que mistura funk e psicodelia puxados por sintetizadores e beats, e sai pelo selo Opium em parceria com a ForMusic Records.

Ao fazer Fetish motel, o ex-guitarrista da Nação Zumbi aproximou-se de seu trabalho como trilheiro: ele pensou a faixa quase como uma trilha imaginária para filmes noir dos anos 1960. Algo que fica rondando essa fronteira meio turva entre o real e o imaginado. A guitarra de Lúcio chega a soar como uma cítara, e lá pelas tantas aparecem vocais que lembram música do Oriente Médio. A música vem também com um clipe dirigido por Miwa Shimosakai.

O próprio Lúcio Maia produz a faixa, que ganha mixagem do mais do que lendário Mario Caldato. Além dele, tocam na música Arquétipo Rafa (bateria), Marco Gerez (baixo) e Pedro Regada (synth). O guitarrista já anuncia outro single, Tábua das horas, e apresenta Fetish motel ao vivo num show no SESC Avenida Paulista, dia 14 de março (sábado), às 19h30. As projeções ficam com Miwa Shimosakai e Julia Ro, e a luz com Cris Souto.

Foto: João Liberato / Divulgação

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O mistério do 1+1+1: um “projeto solo” japonês de grunge lo-fi

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O mistério do 1+1+1: um “projeto solo” japonês de grunge lo-fi

Nem no release nem nos créditos de Forest gamp, single mais recente do 1+1+1, você acha nenhum crédito, a não ser “música tocada e apresentada por 1+1+1” – nome de gente, não tem em lugar algum. As informações a respeito de quem toca nas faixas também são: nenhuma.

Sabe-se só que é um projeto musical que começou em Tóquio no fim dos anos 1990 e cujo som é uma espécie de grunge + powerpop bacana e extremamente lo-fi, tocado como se tivesse saído de um estúdio de Seattle em 1992. E que a voz do vocalista range como se ele quisesse imitar Bob Dylan, e não Kurt Cobain. O tipo de som que, se bobear, alguma gravadora grande até lançaria lá pra 1993, ainda que não fizesse sucesso.

Forest gamp (“acampamento da floresta” e um trocadilho pra lá de bizarro em cima do filme Forrest Gump), aliás, tem uma letra que fala sobre crescer no meio de uma “floresta” de amadurecimento – mesmo que a gente nunca consiga alcançar o que queremos (eita, assunto sério).

Até o momento, o 1+1+1 tem apenas um punhado de singles lançados, todos com capinhas desenhadas no melhor estilo “que fofo” – o autor das capas adora desenhar animais, especialmente gatos. Provavelmente é só um projeto de estúdio que não vai sair das quatro paredes, mas deu uma bela instigada.

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Fotos do beatle George em livro. Juliana Hatfield lança disco surpresa. Flor ET solta session em vídeo.

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Capa do livro The third eye: Early photographs, com as fotos de George Harrison

Se você tem dúvida de que um dos assuntos de 2026 vai ser o saudoso beatle George Harrison – que saiu de cena há 25 anos – só observar o que já está vindo por aí. A bola da vez atende por The third eye: Early photographs, livro que a Random House anuncia agora e que mergulha num lado menos óbvio do ex-The Beatles: o de fotógrafo.

São mais de 250 imagens, em preto e branco e também coloridas, feitas entre 1963 e 1970 – basicamente o período em que a banda sai do frenesi juvenil para virar fenômeno global – com George carregando sua Pentax como quem leva um diário no bolso. O autor de Something, aliás, foi um dos pioneiros das selfies – o site Dangerous Minds fez um resgate certa vez das fotos de si próprio, algumas delas bem artísticas, que ele tirou em 1966 na Índia.

O lançamento está previsto para outubro e vem cercado de nomes fortes na parte escrita. A abertura é assinada por Colm Tóibín, ex-reitor da Universidade de Liverpool, e o epílogo fica por conta de George Saunders. A curadoria das fotos é de Olivia Harrison, viúva do músico, que também contribui com um texto de introdução. Mais do que item de colecionador, o livro promete funcionar como acesso direto ao olhar íntimo de Harrison no olho do furacão dos anos 1960.

***

Parece que fazer jobs nas casas dos artistas tá dando samba – e folk, e garage rock. Na mesma época em que lançou seu disco Shine, Tobias Jesso Jr anunciou que havia trabalhado em uma continuação de seu disco de estreia Goon (2015), feita com seu jardineiro. Continuação essa que, aliás, não viu a luz do dia até hoje. Dessa vez, é Juliana Hatfield que anuncia o lançamento de Bets, disco feito com o cara que construiu sua casa, Eric Payne.

Bets saiu de surpresa e não está no Spotify nem no Deezer – pode ser ouvido num Bandcamp feito apenas para divulgá-lo. O álbum foi feito antes de Juliana fazer seu mais recente disco, Lightning might strike (resenhado pela gente aqui). Eric e Juliana dividiram as composições (há também um cover de Sugartown, de Lee Hazlewood), e ela cantou, fez letras e tocou algumas faixas de guitarra. Já o empreiteiro tocou todos os instrumentos e ainda desenhou a capa (“ele também é um talentoso carpinteiro e artista visual”, conta a cantora).

Uma curiosidade: apesar de Juliana afirmar que algumas músicas do disco foram retrabalhadas para entrar em Lightning, não há crédito para Eric nas faixas desse disco – a cantora deve ter deixado só as partes dela.

***

Com um leque de referências que vai de Mutantes a System Of A Down, a banda gaúcha Flor ET não está brincando quando diz que criou um estilo diferente de fazer rock brasileiro – Brazapunk, além do nome do segundo álbum deles (resenhamos aqui), é também o tipo de som ao qual se dedicam.

O álbum foi resenhado pela gente aqui, e agora chega ao YouTube uma session gravada ao vivo no estúdio Tannus, em SP, contendo duas músicas do novo álbum, QSF e O corre, além de um rearranjo de Guerreira, faixa da estreia Futurotrópica (2022). Ada Bellatrix, a energética vocalista da banda, assina também os figurinos e a pós-produção do vídeo. Assista aí.

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