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Nouvelle Vague leva Depeche Mode para o jazz em versão de “Only when I lose myself”

RESUMO: O Nouvelle Vague transforma Only when I lose myself, do Depeche Mode, em uma versão jazzística com metais, vocais de Mélanie Pain e guitarra de Pedro Baby.
Texto: Ricardo Schott – Foto: Divulgação
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Ouvir que uma banda fez uma versão meio bossa de um som dos anos 1980 dá um certo nervoso, sabemos – a primeira coisa que vem na mente são aquelas versões de sala de espera de médico. Não quando o responsável é o Nouvelle Vague, coletivo francês especializadíssimo em verter os sons do pós-punk e da new wave para o estilo, deixando caber também referências da chansong francesa.
E no dia 30 de outubro, eles vão lançar A date with Depeche Mode, álbum dedicado ao repertório da banda inglesa. A terceira prévia do disco é Only when I lose myself, com vocais de Mélanie Pain. Lançada originalmente pelo Depeche Mode em 1998, ela ganha aqui uma leitura próxima do jazz, com metais e uma instrumentação que muda completamente sua atmosfera. E ainda tem brasileiro na história: Pedro Baby, na guitarra, se junta aos metais e à base rítmica para construir uma versão que aproxima a composição de 1998 de uma tradição de jazz orquestral.
Mélanie Pain, uma das vozes mais associadas à história do Nouvelle Vague, retorna ao projeto para cantar a faixa. Sua interpretação mantém o caráter melancólico da composição, mas na mesma pegada jazz da versão.
Abaixo, você ouve a música, vê a capa do disco e a lista de faixas.
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LISTA DE FAIXAS:
01. Enjoy the silence
02. Never let me down again
03. Only when lose myself
04. Shake the disease
05. A question of lust
06. Behind the wheel
07. Personal Jesus
08. Halo
09. Leave in silence
10. Any second now
11. Just can’t get enough
12. Stripped
13. Ice machine
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La Dispute volta ao Brasil após 11 anos para três shows em 2027

RESUMO: O La Dispute retorna ao Brasil em maio de 2027, com shows em Curitiba, São Paulo e Rio de Janeiro. A turnê divulga No one was driving the car e terá a banda venezuelana Zeta como convidada.
Texto: Ricardo Schott – Foto: Martin / Divulgação
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Onze anos depois de sua última passagem pelo Brasil, o La Dispute finalmente está voltando. A banda americana de post-hardcore anunciou uma turnê latino-americana para maio de 2027, com três shows por aqui: Curitiba (Belvedere, 28 de maio), São Paulo (Carioca Club, 29) e Rio de Janeiro (Agyto, 30). Os ingressos estão à venda pela Fastix.
Desta vez, o grupo de Grand Rapids, Michigan, resolveu ampliar o roteiro. Antes de chegar ao Brasil, passa por Costa Rica, Colômbia, Peru, Chile e Argentina, países que recebem a banda pela primeira vez. O Zeta, grupo venezuelano que mistura post-hardcore e outras influências, acompanha a turnê como convidado especial, com exceção da apresentação na Costa Rica.
O La Dispute vem divulgando No one was driving the car (2025, resenhado aqui), seu álbum mais recente, mas promete um repertório que passa por praticamente toda a discografia. Com mais de duas décadas de carreira, o grupo ficou conhecido por misturar post-hardcore, passagens instrumentais tensas e letras bastante narrativas, muitas vezes próximas de relatos pessoais. O vocalista Jordan Dreyer alterna momentos falados e gritados para contar histórias sobre perdas, relacionamentos e conflitos emocionais.
Jordan também resolveu falar sobre a demora para voltar à América do Sul. “Há alguns anos, viemos para a América do Sul, mas passamos por muito poucos lugares. Desde então, dissemos várias vezes que voltaríamos, e queríamos muito, mas isso nunca se concretizou”, lembrou.
O cantor reconhece que a espera foi maior do que deveria. “Quando você faz uma promessa, está sendo sincero, mas os planos esbarram em alguns imprevistos e, de repente, já se passou uma década. Nenhuma desculpa justifica deixar isso em aberto por tanto tempo”, afirmou.
“Prometemos voltar à América Latina e demoramos demais para cumprir. Tivemos nossos motivos, mas eles não importam mais. Agora estamos cumprindo essa promessa, por nós mesmos e também por vocês”, completou.
A turnê brasileira tem produção da ND Productions e Áldeia Produções.
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SERVIÇO:
La Dispute (EUA) + Zeta (Venezuela) em Curitiba
Data: 28 de maio de 2027 (sexta-feira)
Horário: 19h
Local: Belvedere (Rua Inácio Lustosa, 496, São Francisco, Curitiba, PR)
Ingressos aqui.
La Dispute (EUA) + Zeta (Venezuela) em São Paulo
Data: 29 de maio de 2027 (sábado)
Horário: 17h
Local: Carioca Club (Rua Cardeal Arcoverde, 2899, Pinheiros, São Paulo, SP)
Ingressos aqui.
La Dispute (EUA) + Zeta (Venezuela) no Rio de Janeiro
Data: 30 de maio de 2027 (domingo)
Horário: 16h
Local: Agyto (Av. Mem de Sá, 66 – Lapa, Rio de Janeiro, RJ)
Ingressos aqui.
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Rolling Stones já estão gravando coisas novas, diz um músico ligado à banda

RESUMO: O saxofonista Courtney Pine revelou ter gravado recentemente com Mick Jagger para os Rolling Stones. A sessão reacende a possibilidade de outro álbum, embora a banda ainda não tenha confirmado nada.
Texto: Ricardo Schott – Foto: Kevin Mazur / Divulgação
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Os Rolling Stones mal lançaram Foreign tongues, seu 25º álbum de estúdio (resenhado aqui), e já podem estar preparando mais novidades. O saxofonista britânico Courtney Pine contou que esteve em estúdio com Mick Jagger há poucas semanas, apenas três meses depois da chegada do disco. E deu a entender que a gravação foi feita para a banda, não para algum projeto solo do cantor.
“Acabei de fazer outra sessão com Jagger há algumas semanas para os Rolling Stones”, revelou Pine ao programa Private passions, da BBC Radio 3. O músico, que vem do jazz, também falou sobre as diferenças entre seu trabalho e o universo do vocalista. “Mick é um artista incrível. Todo aquele universo pop é completamente diferente de tudo o que conheço”, afirmou.
Os dois já haviam trabalhado juntos em Wandering spirit, disco solo de Jagger lançado em 1993. Pine participou de uma primeira versão do álbum que acabou descartada e, posteriormente, foi chamado a Los Angeles para novas gravações. Mais de três décadas depois, os caminhos dos dois voltaram a se cruzar.
Por enquanto, ninguém confirmou que a sessão recente faz parte de um novo álbum dos Stones. Mas Jagger já havia dado algumas pistas de que não pretendia ficar muito tempo longe das composições. Em junho, antes mesmo do lançamento de Foreign tongues, ele comentou à NME sobre a possibilidade de o disco fazer parte de uma sequência de três trabalhos.
“Sim, poderia ser uma trilogia. Já comecei a escrever músicas, de qualquer forma”, respondeu. Só que nem tudo o que ele compõe acaba necessariamente nas mãos dos Rolling Stones. “Quando você escreve uma música, às vezes decide: ‘Isso não é para mim, mas poderia ser para o Red Hot Chili Peppers’, ou algo assim”, explicou. “Tenho muita coisa, e nem tudo é adequado para os Rolling Stones. Isso não deveria me impedir de continuar escrevendo”.
Se essas gravações vão render outro disco, ainda é cedo para saber. Mas, pelo visto, Jagger já está pensando no que vem depois de Foreign tongues.
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Wry mistura shoegaze e pós-punk em “Décimo andar”, faixa sobre solidão e espera

RESUMO: O Wry antecipa seu nono álbum com Décimo andar, single de shoegaze e pós-punk sobre isolamento e ausência. A música chega com capa inspirada no Prédio Pirâmide, de Sorocaba.
Texto: Ricardo Schott – Foto: Eric Marques / Divulgação
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Em novembro, um ícone do rock alternativo nacional vai lançar disco novo: o Wry retorna com seu nono álbum de estúdio, cujo título ainda não foi revelado- só se sabe que é o segundo da banda a ser cantado em português. Para anunciar o disco, o grupo já lançou os singles Sob os olhos da multidão e No meio de um sonho, e agora é a vez de Décimo andar.
A faixa mistura shoegaze e pós-punk, com riffs gélidos e beat marcial – com sensação de isolamento acentuada pela parede de guitarras. Já a letra “surgiu de uma imagem: alguém sozinho à noite ouvindo a vida acontecer lá fora, enquanto espera por alguém que não está lá e talvez nunca esteve. O décimo andar é alto e longe do chão, um lugar de espera e observação. Conseguimos fazer uma música enigmática, densa e melancólica que parece uma cena de filme”, explica o vocalista e compositor Mario Bross.
A capa do single também tem a ver com essa ideia de distância e isolamento. Mario Bross usou uma foto do Edifício Antares, conhecido como “Prédio Pirâmide”, construído em 1986 no centro de Sorocaba (SP). O prédio, que virou um dos cartões-postais da cidade, tem uma ligação especial com o que a banda procura expressar na música. “A história desse prédio de certa forma serve como um parâmetro à nossa própria história, ao nosso lugar e à ideia de isolamento, observação e não pertencimento presentes na letra”, completa Bross.
Ainda sobre o próximo disco do Wry, a banda revela que ele vai ter dez faixas inéditas que abordam amor, dor e sobrevivência – ele da sequência ao elogiado Aurora, de 2022. Além da Mario, participaram da gravação do single Lu Marcello (guitarra), William Leonotti (baixo), Gabriel Penatti (harmonia vocal) e Italo Ribeiro (bateria), além de João Antunes, que cuidou de eletrônicos e fez a produção (com Bross), a gravação (com Luciano Marcello) e a mixagem e a masterização de Décimo andar.
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