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Rolling Stones cogitam trocar turnês por temporadas fixas de shows

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Rolling Stones - Foto: Kevin Mazur / Divulgação

Os Rolling Stones talvez não estejam prontos para encarar outra maratona mundial de shows. Mas isso não significa que a banda esteja pensando em se aposentar dos palcos. Em entrevista à revista Uncut, Keith Richards sugeriu que o grupo pode voltar a se apresentar ao vivo em um formato diferente daquele que marcou sua história nas últimas décadas. Em vez de uma longa turnê internacional, o guitarrista falou na possibilidade de uma temporada fixa em alguma cidade.

“Não sei se turnês são possíveis. É a viagem que desgasta. Mas vejo a possibilidade de fazermos uma temporada em algum lugar”, afirmou Keith, mencionando cidades como Londres, Nova York, Paris e Roma como opções.

A observação faz sentido vindo de uma banda que já existe há décadas e que sente os desgastes da estrada e do tempo. Aos 82, Keith reconhece que o maior desafio não é necessariamente subir ao palco, mas lidar com a rotina exaustiva de deslocamentos, hotéis, aeroportos e mudanças constantes de cidade.

Os comentários dele aparecem poucos dias depois de Mick Jagger falar sobre o futuro dos Stones em entrevista ao programa Today Show, da NBC. O vocalista descartou a possibilidade de shows em 2026, mas não fechou a porta para uma volta em 2027. “Não acho que faremos shows este ano, mas espero que possamos fazer no ano que vem”, disse.

Se uma nova turnê mundial continua parecendo improvável, a ideia de uma residência fixa ao menos sugere que os Stones ainda não consideram encerrada sua história nos palcos. Para uma banda que passou mais de seis décadas na estrada, já é uma notícia considerável. Mas por enquanto, a parada do momento para a banda é o lançamento de Foreign tongues, seu 25º álbum de estúdio, previsto para chegar às plataformas no dia 10 de julho.

Dia 26 sai mais um single do álbum, Jealous lover, música apresentada pela banda como sendo de sonoridade mais soul e R&B, conduzida por um vocal em falsete de Mick Jagger. A letra é o ponto de vista de um sujeito que tem uma parceira excessivamente ciumenta, unindo “influências clássicas a uma sonoridade atual e vibrante”.

O time que tocou na faixa, além dos três Stones, tem Darryl Jones (baixo), Steve Jordan (bateria, percussão), Steve Winwood (piano rhodes e órgão), Andrew Watt (guitarra, synth, violão, piano) e Matt Clifford (synths). Há alguns dias, os Stones publicaram um vídeo no Instagram avisando que, nesse dia, sairia um single cujo título de trabalho é Fuck ur pizza – uma brincadeira da banda, então, já que os músicos da lista estão no vídeo.

No tal anúncio, a banda aparece com o produtor Andrew Watt no estúdio comendo pizza, e surgem algumas conversas sobre comida. Mick Jagger, por exemplo, diz que não curte pizza, mas come se o alimento for “pequeno e crocante”. Ron Wood pergunta se tem de cogumelo.

Foto: Kevin Mazur / Divulgação

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Agenda: Ploho traz o pós-punk da Sibéria para seis cidades brasileiras

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Ploho (Foto: Divulgação)

O pós-punk russo anda fazendo sucesso fora da Rússia já faz algum tempo. E não é só por causa do Molchat Doma, banda da Bielorrússia que virou uma espécie de fenômeno do gênero. O Ploho, formado em Novosibirsk, na Sibéria, em 2013, também tem uma boa história para contar. E chega ao Brasil para seis shows, começando nesta segunda (2), em São Paulo, e terminando no domingo (8), em Belém.

Liderado pelo vocalista Victor Uzhakov, o grupo faz um som que o deixa parecido com um clássico do pós-punk, com direito a guitarra econômica, sintetizadores e voz grave. Joy Division é uma comparação fácil, mas o Kino, banda fundamental do rock soviético, tem um peso enorme na formação do Ploho.

O grupo vem dando passos decisivos para se tornar mais conhecido fora do Leste Europeu. Em 2018, seu disco Kuda ptitsy uletayut umirat (“onde os pássaros voam para morrer”) esteve na lista de 25 melhores discos do ano da rádio estadunidense XRAY.fm. Em junho de 2020,a banda assinou com a gravadora canadense Artoffact Records, e em fevereiro de 2021, lançaram o primeiro disco pelo selo, Fantomniye chuvstva (“sentimentos fantasma”). Em março de 2022, após a invasão russa da Ucrânia, estabeleceram-se na Sérvia.

O Ploho vem para o Brasil cumprir uma agenda curta, mas intensa: além de SP (no Madame Club) e Belém (Studio Pub), passam por Curitiba (no Basement Cultural, dia 4), Florianópolis (Desgosto Bar, dia 5), Porto Alegre (Gravador Pub, dia 6) e Rio (Garage Grindhouse, dia 7). Vai ser uma turnê em que o pós-punk do Leste Europeu vai se encontrar cm a resistente cena dos espaços alternativos.

SERVIÇO:
02/11 — São Paulo: Madame Club
04/11 — Curitiba: Basement Cultural
05/11 — Florianópolis: Desgosto Bar
06/11 — Porto Alegre: Gravador Pub
07/11 — Rio de Janeiro: Garage Grindhouse
08/11 — Belém: Studio Pub

Ingressos e horários aqui.

Foto: Divulgação

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Vinícius de Oliveira resgata o brega e o samba-canção em estreia solo

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Vinícius de Oliveira resgata o brega e o samba-canção em estreia solo

RESUMO: O músico paulista Vinícius de Oliveira estreia com A gente desiste e esquece, canção de dor de cotovelo que resgata o samba-canção, o bolero e o brega.

Texto: Ricardo Schott – Foto: Divulgação

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Fãs de brega, samba-canção e outros estilos musicais dedicados à tristeza amorosa, ponham um sorriso no rosto porque tem coisa nova aí. O contrabaixista, compositor e pesquisador Vinícius de Oliveira, de Jaboticabal (SP), estreia solo com o single A gente desiste e esquece, single que parece ter saído de alguma coleção de discos dos anos 1950, 1960 ou 1970. E que poderia muito bem fazer parte do repertório de algum cantor da Jovem Guarda ou do brega setentista.

“Assumo meu nome e sobrenome como nome artístico pra trabalhar no âmbito do cancioneiro popular brasileiro, sambas-canções, boleros, bregas…”, explica Vinícius, que também lançou um clipe para a faixa.

A gente desiste e esquece tem bastante daquela onda de samba-canção regional que aparece na obra de Sérgio Sampaio. A letra é uma pequena preciosidade de dor de cotovelo, com direito a declarações apaixonadas e acusações nada discretas: “você é mais do que dissimulada / eu fiz de você minha amada / você pisa em meu coração”.

O arranjo começa com cordas e sopros que remetem ao samba-canção antigo, daquela música popular brasileira de antes da própria sigla MPB ganhar força. Lá pela metade, a faixa assume um clima de bolero, com órgão e percussão, sem perder o jeito de canção feita para quem anda lambendo o chão por amor.

É uma música nova que não esconde sua paixão por sonoridades de outras épocas — e que encontra bastante coisa para dizer usando o velho vocabulário das desilusões amorosas.

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Joy Brandt: ritmos cubanos e pernambucanos em “Cuba capibaribe”

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Joy Brandt - Foto: Mani Carneiro / Divulgação

RESUMO: Em Cuba Capibaribe, a pernambucana Joy Brandt mistura salsa, merengue, cumbia e ritmos nordestinos. O single antecipa seu primeiro álbum, previsto para 2027.

Texto: Ricardo Schott – Foto: Mani Carneiro / Divulgação

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E se o rio Capibaribe, que corta o Recife, desembocasse em Cuba? A cantora e compositora pernambucana Joy Brandt (ou JØY Brandt, como estiliza) imaginou esse encontro em Cuba Capibaribe, novo single que mistura salsa, cumbia, merengue e ritmos cabo-verdianos com referências da música nordestina. A faixa antecipa o primeiro álbum autoral da artista, previsto para 2027, e ganhou um clipe dirigido por Mani Carneiro.

“É salsa-merengue, mas com zabumba, cavaquinho e guitarra. E carrega no nosso imaginário as paisagens cubanas banhadas pelo rio Capibaribe”, explica a cantora. A gravação tem produção de Barro e Guilherme Assis, que também tocam baixo, violão, guitarra e cavaquinho. Gilu Amaral assume as percussões, ajudando a dar à música sua levada dançante.

JØY divide sua vida entre o Brasil e o Canadá e vem lançando músicas autorais desde 2022. Seu trabalho parte de ritmos como maracatu, frevo, forró e baião, mas também abre espaço para influências afro-latinas e sonoridades mais próximas do pop.

Em 2025, a cantora venceu o Prêmio da Música de Pernambuco, na categoria Melhor Single de MPB, com A calma acalma. O clipe da faixa também foi selecionado pelo programa Caça joias, do Canal Futura/Globoplay, em agosto de 2026. No mesmo ano da premiação pernambucana, ela recebeu o Prêmio Profissionais da Música como Melhor Artista MPB – Nordeste.

Nos palcos, JØY já abriu shows dos Gilsons e de Jota.Pê em turnês pelo Canadá, passando por cidades como Toronto, Vancouver e Montreal. Também participou do Carnaval de Recife e Olinda em 2026.

Cuba Capibaribe faz parte da sequência de lançamentos que a cantora vem preparando antes de seu primeiro álbum, marcado para o ano que vem.

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