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Keith Richards critica os EUA atuais e alimenta rumores de música anti-Trump

Morador de Connecticut desde 1985, Keith Richards não está gostando nem um pouco dos Estados Unidos no dia de hoje – e existem especulações de que Ringing hollow, música do próximo disco dos Rolling Stones, Foreign tongues (com lançamento marcado para esta sexta) seja uma música anti-Donald Trump.
Segundo o guitarrista do grupo, é meio por aí, embora ele não deixe claro que a música cita o presidente. Keith Richards diz que a faixa é sobre ter “um caso de amor nostálgico com a América, e (ser) um pouco decepcionante no momento”. Depois de brincar dizendo que “tem meu capacete de aço e mora em um bunker”, Richards acrescentou que sente a preocupação das pessoas ao seu redor com as dificuldades financeiras. “Só se ouve reclamação sobre o preço da gasolina. É aí que a coisa aperta”, disse Keith.
- Mais sobre Foreign tongues aqui.
Num papo com a MOJO, Mick Jagger revelou que a música não é “apenas sobre” a América de Trump, mas o álbum se concentra “na América em geral e nas suas experiências nela”. A Far Out Magazine conta que a faixa tem versos como “a Estátua da Liberdade não fica tão bonita quando há um rasgo em seu vestido”.
“Ela é sobre os Estados Unidos como uma ideia. O Sonho Americano continua vivo para algumas pessoas, e tenho certeza de que podemos encontrar histórias maravilhosas de imigrantes que aconteceram nos últimos 12 meses, mas também lemos sobre o declínio do Império Americano. A guerra com o Irã pode acabar sendo para os Estados Unidos o que a Crise de Suez foi para o Reino Unido? Bem, não é a mesma coisa, de forma alguma, mas há muitas questões sobre o excesso de intervenção dos EUA no mundo”, conta.
AMIGOS PARA SEMPRE? Volta e meia surge por aí a questão “afinal, Mick Jagger e Donald Trump não eram amigos?”. Mais ou menos: os dois tiveram uma relação amistosa e circularam nos mesmos ambientes durante os anos 1980 e parte dos anos 1990, mas não há evidências de que tenham sido amigos íntimos.
O empresário e o roqueiro se encontravam com frequência em festas de celebridades, eventos beneficentes e ocasiões ligadas ao mercado imobiliário e ao entretenimento em Nova York. Trump era um personagem constante da vida social da cidade, enquanto Jagger, dividido entre vários lugares, passava bastante tempo nos EUA. Fotos da época mostram os dois juntos em alguns eventos.
Há também um episódio conhecido envolvendo Trump e os The Rolling Stones. Em 1989, quando a banda fazia a turnê de Steel wheels, Trump participou da promoção dos shows em Atlantic City. Segundo relatos posteriores, ele tentou usar uma coletiva de imprensa da banda para promover seus cassinos, irritando Jagger e o empresário da banda. A relação profissional não prosperou.
De uns tempos pra cá, a coisa ficou meio complexa entre a banda e Trump. Em maio de 2016, os Rolling Stones emitiram um comunicado afirmando que não haviam autorizado Trump a usar a música de 1969 You can’t always get what you want e solicitaram que ele “cessasse imediatamente todo e qualquer uso”.
Trump, por sua vez, só faltou mandar dizer que ele pode ter sempre tudo o que quiser e fim de papo: ignorou o pedido e tocou a música ao final de seu discurso de 75 minutos para membros do Partido Republicano em Cleveland, naquele mês de julho.
No verão de 2019, Jagger alfinetou Trump no palco após os comentários feitos pelo cantor, no discurso do Dia da Independência daquele ano. Ainda em 2019, o cantor também condenou Donald Trump por sua posição sobre as mudanças climáticas.
“Estamos numa situação muito difícil neste momento, especialmente nos EUA, onde todos os controles ambientais que haviam sido implementados – que eram apenas adequados – foram tão flexibilizados pela atual administração que estão sendo completamente eliminados”, disse Jagger. “Os EUA deveriam ser líderes mundiais no controle ambiental, mas agora decidiram seguir o caminho oposto”.
Em 2020, os Rolling Stones emitiram mais um alerta para Trump, pedindo que ele parasse de usar suas músicas em seus comícios e eventos , afirmando que ele poderia enfrentar um processo judicial caso contrário.
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“Today”: sai mais um single de David Bowie nos anos 1960

RESUMO: Today mostra um jovem Davie Jones em 1965, numa demo de voz e violão que antecipa o lado folk de David Bowie antes de ele encontrar sua identidade artística.
Texto: Ricardo Schott – Foto: Divulgação
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Antes de Ziggy Stardust, de Space oddity e até mesmo do nome David Bowie, existia Davie Jones: um jovem cantor tentando encontrar seu espaço na efervescente cena londrina dos anos 1960 – e cujo visual, de terno e franja, lembrava mais a turma mod, da qual faziam parte bandas como The Who e Small Faces. É justamente esse período que será revisitado em The Shel Talmy recordings, coletânea que chega em 18 de setembro pela Parlophone, reunindo gravações feitas em 1965, quando Bowie ainda buscava uma identidade artística.
Você já tinha lido sobre isso no Pop Fantasma quando saiu o primeiro single do projeto, que reúne 22 faixas produzidas por Shel Talmy, o mesmo nome por trás de gravações clássicas de The Who e The Kinks. I want your love, o tal single, deixa claro que aquele Davie Jones de 1965 ainda estava distante de David Bowie, o artista camaleônico que revolucionaria o rock poucos anos depois. Trata-se de um rock “selvagem” que soa como uma caricatura de bandas como Who e Troggs.
Agora é a vez de Today, uma demo de voz e violão de 1965 em que Bowie está talvez até um pouco mais perto de uma de suas primeiras fases – a do cantor folk que gravou Space oddity em 1969, e a do cantor misterioso do álbum Hunky dory, de 1971. A demo tá aí embaixo, e para saber mais sobre o disco que tá vindo aí, só clicar aqui.
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Juliano Costa transforma fim de namoro em clipe de stop motion

RESUMO: Juliano Costa transforma a confusão pós-término em stop motion no clipe de sua nova música, Se ela perguntar, dirigido por Bruno Mazzilli, com objetos e móveis ganhando vida.
Texto: Ricardo Schott – Foto: Divulgação
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Tem uma sala em movimento, uma bateria improvisada com objetos e um personagem tentando manter algum controle da situação. É assim que Juliano Costa aparece no clipe de Se ela perguntar, dirigido por Bruno Mazzilli e feito em stop motion.
A música fala sobre aquele período meio torto depois de um término, quando a vida continua acontecendo, mas parece que tudo saiu do lugar. No vídeo, essa sensação vira literalmente movimento: móveis, objetos e partes da própria sala mudam de posição enquanto Juliano tenta seguir em frente.
A ideia do clipe nasceu de uma parceria antiga entre Juliano e Mazzilli, que começaram a conversar sobre um projeto durante a pandemia. O conceito de uma pessoa confinada em poucos cômodos acabou encontrando uma nova função quando Se ela perguntar apareceu. A quarentena deixou de ser causada por uma situação externa e passou a ser emocional.
Se ela perguntar vem depois do álbum Chamar alguém de amor, lançado por Juliano em 2025 – resenhado pela gente aqui. O disco anterior era concentrado na paixão e na proximidade entre duas pessoas; agora, a história continua em outro momento, com a separação, a solidão e a tentativa de reorganizar as coisas depois dela.
O humor também aparece nessa passagem. “O clipe casou muito com a canção porque ele representa bem o clima de sofrimento e solidão, mas de uma forma bem humorada, lúdica, que é um jeito que eu tento fazer nas minhas músicas. Mesmo quando falo de tristeza, me esforço pra não me levar tão a sério e tento fazer uma abordagem bem humorada. Ou pelo menos um pouco esperançosa. Por mais que o clipe e a música mostrem um personagem sozinho, triste, tentando passar por uma fase ruim, existe uma esperança e uma leveza”, conta Juliano.
Mazzilli, que já trabalhou em clipes de Céu e Tulipa Ruiz, encarou a produção de maneira totalmente artesanal. A animação foi construída quadro a quadro, com a câmera em movimento e dezenas de objetos precisando ser sincronizados. O resultado dependeu de um animatic bastante detalhado para determinar posição, iluminação e inclinação de cada elemento.
“Nesse momento que a gente vê tanta coisa sendo feita com IA, com certeza fazer algo tão artesanal assim é mais divertido e traz coisas imprevisíveis no processo. Todo o processo foi desafiador, com muita coisa para pensar. Aonde ele deveria estar em relação à câmera, que estava sempre em movimento, sincronizar os movimentos dos objetos com a inclinação do vídeo na pós montagem e etc. A gente usou um animatic bem preciso para saber em qual frame tínhamos que usar determinada iluminação, quantos graus mais ou menos os quadros da parede tinham que inclinar. Sempre com pelo menos dois animadores, porque era muita coisa para animar”, explica Bruno.
Se ela perguntar tá aí.
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Supercombo junta dois clipes do álbum “Caranguejo” em um só filme

RESUMO: A Supercombo transforma Deixa a maré te levar e Como se fosse ontem, duas músicas do disco Caranguejo, em uma história só: o short film de Jorge Daux mistura nostalgia dos anos 1990 e 2000, fantasia e a própria banda.
Texto: Ricardo Schott – Foto: Jorge Daux / Divulgação
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A Supercombo juntou Deixa a maré te levar e Como se fosse ontem, duas faixas da segunda parte de Caranguejo, em um short film dirigido por Jorge Daux. O projeto funciona como uma continuação visual do álbum, cuja primeira metade saiu em 2025 e foi completada em abril deste ano com mais oito músicas.
As duas faixas seguem caminhos diferentes. Deixa a maré te levar vem com um riff de guitarra que empurra a música para um lado mais intenso e tem a banda tocando junta em um estádio de baseball. Como se fosse ontem parte da nostalgia e recupera elementos bastante familiares para quem cresceu nos anos 1990 e 2000, como locadoras, lan houses e longas horas diante de uma tela.
Daux decidiu transformar os dois clipes em uma história só. Em Como se fosse ontem, Leo Ramos, Carol Navarro, Paulo Vaz e André Dea aparecem separados, cada um em um ambiente, entrando por uma mesma porta e passando por situações diferentes antes de conseguir sair.
A ligação com Deixa a maré te levar aparece no final. Os quatro deixam seus respectivos ambientes e se encontram na cena do outro clipe, tocando juntos. “É como se o ‘nós’ de Como se fosse ontem estivesse se enxergando no outro clipe”, explica Carol Navarro.
Com Caranguejo, a Supercombo completou um projeto dividido em duas partes e que agora também ganha uma espécie de fechamento audiovisual. Os dois clipes já estão disponíveis no YouTube (resenhamos a primeira parte de Caranguejo aqui)
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