Urgente
Gold Tides mistura pós-punk e sons desérticos em “Diner”

RESUMO: Em Diner, a banda de Santa Fe, no Novo México, mistura pós-punk, indie rock e surf music em uma ode à nostalgia, às viagens e à alegria em tempos difíceis.
Texto: Ricardo Schott – Foto: Divulgação
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Com um álbum sendo prometido já há um tempinho, a banda norte-americana Gold Tides segue divulgando o single Diner – uma pequena pérola meio pós-punk, meio indie rock anos 2000, com clima esparso, ecos nos riffs e solos de guitarra, e vocais “pra cima”. As influências confessas são de bandas como The Cure, Fur, Surf Curse, Beach Goons e No Vacation.
O grupo vem de Santa Fe, no Novo Mexico, e põe certo clima “desértico” em suas melodias e arranjos. Diner, por exemplo, traz em seu título “uma homenagem à histórica Rota 66, a ‘estrada mãe’, que atravessa o Novo México, EUA, onde a música foi composta”, além de climas de surf music criados “por uma banda que está a centenas de quilômetros da praia”.
“Essa música fala sobre encontrar alegria no caos dos momentos difíceis. É sobre se permitir fazer o que quiser e precisar quando as coisas ficam complicadas. Ela brinca com memórias alegres de viagens de carro, casos de amor e nostalgia”, diz o grupo, responsável por fazer “músicas felizes para pessoas tristes”. É a onda de Jeremy Brownstone (bateria), Lorenzo Aragon (guitarra), Rick Aragon (baixo) e Kohler (vocais), que formam o Gold Tides.
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Urgente
Yoses junta pós-punk e shoegaze em estreia marcada por reencontro

RESUMO: O duo espanhol Yoses, formado por dois amigos que voltaram a tocar juntos após 16 anos, mistura pós-punk e shoegaze nos singles que adiantam o álbum Somewhere.
Texto: Ricardo Schott – Foto: Divulgação
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Vindo de Granada, Espanha, o Yoses se define como uma banda de duas cabeças. E na verdade é um duo mesmo, formado por dois xarás, José Molero e José Ibáñez, que capricham nas guitarras atmosféricas e no clima entre o pós-punk e o shoegaze. Os dois primeiros singles, Tell my friends e Nine, já estão nas plataformas. Somewhere, o primeiro álbum, sai dia 18 de setembro.
Molero e Ibañez são amigos de adolescência e sempre foram parceiros musicais, mas estavam há quase duas décadas sem fazer coisas juntos, por causa da distância – Ibáñez desenvolveu sua carreira como produtor musical em Liverpool, enquanto José Molero continuou em Granada formando bandas, compondo e produzindo diferentes projetos. Ibañez voltou para a terra natal e os dois decidiram voltar a compor juntos. Daí, eles falam que Yoses nasceu não como banda, mas como um passo para “retomar uma conversa musical que havia sido interrompida por mais de dezesseis anos”.
Com referências confessas de Radiohead, The Smile, Sonic Youth, Fontaines D.C. e Minus the Bear, o Yoses aborda temas bem existenciais e pessoais. Como em Tell my friends, música sobre a libertação de uma pessoa que decide abandonar o medo da rejeição e parar de agir para se encaixar, e que entende que quem merecer ficar do seu lado, vai aceitar eu jeito de ser. “Mais do que uma ruptura com os outros, a canção propõe uma reconciliação consigo mesmo”, dizem eles.
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Urgente
Body: dance-punk psicodélica e texturizada em “Bad joke”

RESUMO: Projeto “misterioso”, o Body une psicodelia, texturas, escapismo sonoro e climas a la Gang Of Four na dance-punk Bad joke.
Texto: Ricardo Schott – Texto: Divulgação
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O Body é, digamos, um projeto musical bem misterioso – e que não seja IA, porque Bad joke, o novo single, é meio viciante. Uma pérola de dance-punk bastante influenciada pela psicodelia, pelo escapismo sonoro e por uma onda próxima da Gang Of Four.
“É uma faixa experimental atmosférica e de desenvolvimento lento, construída em torno de imagens surreais do cotidiano: prédios governamentais, estacionamentos com máquinas de venda automática, rios de fogo e amizades se dissolvendo como cubos de gelo”, diz a turma do Body.
“Ela mistura a intimidade da palavra falada com sintetizadores flutuantes e um clima hipnótico e inquieto. A música se situa em algum lugar entre o ambient, o cinematográfico e o indie alternativo, explorando a sensação de estar perdido dentro da lógica de outra pessoa. Se você seleciona músicas texturais, emocionais ou ligeiramente enigmáticas, esta se encaixa no seu mundo”, continuam.
O Body ja tem alguns lançamentos, como o The Body EP, de 2025, e pôs em seu instagram recentemente teasers de sem próximo single, Building a building, que sai em 1º de setembro. Pelos vídeos, dá pra entender que vem por aí algo bem industrial e distorcido. Só vendo, e ouvindo.
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Agenda
Agenda Rio: exposição conta história do Estúdio Groove, QG underground dos anos 1990

RESUMO: Encera neste sábado (29) a mostra na Tijuca que celebra os 35 anos do Estúdio Groove, reunindo fotos, cartazes e raridades de um dos redutos da música independente carioca dos anos 1990.
Texto: Ricardo Schott – Foto: Divulgação
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Se você gosta de história da música independente carioca, é melhor correr: a exposição que celebra os 35 anos do Estúdio Groove fica em cartaz só até este sábado (29), no Centro Cultural Patas Café, na Tijuca. A mostra recupera a memória de um dos lugares mais movimentados da cena alternativa do Rio nos anos 1990, quando um casarão no Rio Comprido funcionava como estúdio, selo, produtora e ponto de encontro de músicos.
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Criado por Ronaldo Pereira, o Ronaldo Groove, no começo dos anos 1990, o espaço começou como um estúdio de ensaio e rapidamente virou uma espécie de QG da música independente. Mais de 300 bandas passaram por suas salas, incluindo O Rappa, Chico Science & Nação Zumbi, Planet Hemp, Plebe Rude, Raimundos, Ultramen e Finis Africae.
A exposição reúne fotografias, cartazes, filipetas, fanzines, capas de CDs, fitas demo e outros materiais que ajudam a reconstituir aquela época. Entre as peças estão trabalhos do quadrinista Marco Donida, responsável pela identidade visual do Estúdio Groove e integrante das formações originais de Matanza e Acabou La Tequila.
Um dos capítulos importantes dessa história é a coletânea Grooves from Rio, lançada pelo próprio Estúdio Groove em 1996 e que também completa 30 anos agora. O disco reuniu artistas de uma cena que misturava rock, rap, acid jazz, soul e funk, incluindo Black Alien, Squaws, Tornado, Falso Inglês, Cesar Ninne e Papparazzi. O álbum chegou às plataformas digitais em 15 de agosto, recuperando um registro que durante muito tempo ficou restrito ao formato físico.
É uma chance de ver de perto documentos de uma cena que ajudou a formar parte importante da música brasileira dos anos 1990 — antes que esse pedaço da história volte para as caixas de arquivo.
A exposição 35 Anos do Estúdio Groove fica no Centro Cultural Patas Café, na Rua Almirante Cochrane, 39, Tijuca, perto do metrô São Francisco Xavier. A entrada é gratuita e o encerramento acontece neste sábado (29). Saiba mais aqui e aqui.
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