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WAY ensina em “20 anos” que pista de dança é lugar de liberdade

RESUMO: O pernambucano WAY lança 20 anos, single que defende a pista de dança como espaço de liberdade, diversão e fuga da apatia, antecipando seu primeiro álbum.
Texto: Ricardo Schott – Foto: Bruno Silva / Divulgação
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“A pista de dança está morta”. A frase de Charli XCX foi entendida por muita gente como um diagnóstico da relação atual do pop com a noite. Mas WAY prefere responder de outro jeito: dançando e fazendo dançar. O cantor e compositor pernambucano lança 20 anos, seu primeiro single de uma nova fase, acompanhado de videoclipe.
A música nasce de uma ideia simples: ainda existe espaço para sair, dançar, se divertir e usar a pista como lugar de liberdade. “Acho que a gente tem que dançar, sim, e por isso estou lançando 20 anos como single de estreia. Eu quero convidar as pessoas a dançarem comigo e quero fazer com que elas sintam vontade de se libertarem do que quer que esteja lhes prendendo, e que elas sintam vontade de sair e curtir e aproveitar a vida da melhor forma possível. É um convite pras pessoas a dançarem através da vida e assim encontrarem sua melhor versão”, diz.
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WAY chega à música depois de uma trajetória que também passa pelo teatro. Duas de suas montagens já circularam por escolas públicas pernambucanas: Nidinho, o astronauta! (texto adaptado de um de seus contos) e Frei Caneca: Voz da liberdade. Ele também atuou em em peças como Só mais um, Entre nós e Vale da estranheza. Em 2018, gravou ME, sua primeira música solo, e passou a produzir singles e vídeos de forma independente. Agora, prepara o primeiro álbum, do qual 20 anos é a primeira amostra.
O álbum sai pela produtora Câmbio Sonoro, que produziu também single e clipe. Thiago Brandão gravou os instrumentos, fez os arranjos e assina direção, fotografia, roteiro, edição e finalização do vídeo. Bruno Brandão responde pela luz, enquanto Bruno Silva fez as fotos. A parceria começou em 2024 e, segundo WAY, ajudou a organizar uma carreira que até então era construída de forma mais solitária.
“É irônico porque meu nome é WAY, que significa ‘caminho’, mas eu não sabia para onde ir, eu estava perdido e eles me mostraram um jeito novo de fazer minha arte e colocar minha arte pro mundo”, diz ele, que cresceu ouvindo Sandy & Junior, Wanessa Camargo, Xuxa e Angélica, além de divas pop internacionais. Também teve contato com a música gospel por influência da mãe.
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La Dispute volta ao Brasil após 11 anos para três shows em 2027

RESUMO: O La Dispute retorna ao Brasil em maio de 2027, com shows em Curitiba, São Paulo e Rio de Janeiro. A turnê divulga No one was driving the car e terá a banda venezuelana Zeta como convidada.
Texto: Ricardo Schott – Foto: Martin / Divulgação
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Onze anos depois de sua última passagem pelo Brasil, o La Dispute finalmente está voltando. A banda americana de post-hardcore anunciou uma turnê latino-americana para maio de 2027, com três shows por aqui: Curitiba (Belvedere, 28 de maio), São Paulo (Carioca Club, 29) e Rio de Janeiro (Agyto, 30). Os ingressos estão à venda pela Fastix.
Desta vez, o grupo de Grand Rapids, Michigan, resolveu ampliar o roteiro. Antes de chegar ao Brasil, passa por Costa Rica, Colômbia, Peru, Chile e Argentina, países que recebem a banda pela primeira vez. O Zeta, grupo venezuelano que mistura post-hardcore e outras influências, acompanha a turnê como convidado especial, com exceção da apresentação na Costa Rica.
O La Dispute vem divulgando No one was driving the car (2025, resenhado aqui), seu álbum mais recente, mas promete um repertório que passa por praticamente toda a discografia. Com mais de duas décadas de carreira, o grupo ficou conhecido por misturar post-hardcore, passagens instrumentais tensas e letras bastante narrativas, muitas vezes próximas de relatos pessoais. O vocalista Jordan Dreyer alterna momentos falados e gritados para contar histórias sobre perdas, relacionamentos e conflitos emocionais.
Jordan também resolveu falar sobre a demora para voltar à América do Sul. “Há alguns anos, viemos para a América do Sul, mas passamos por muito poucos lugares. Desde então, dissemos várias vezes que voltaríamos, e queríamos muito, mas isso nunca se concretizou”, lembrou.
O cantor reconhece que a espera foi maior do que deveria. “Quando você faz uma promessa, está sendo sincero, mas os planos esbarram em alguns imprevistos e, de repente, já se passou uma década. Nenhuma desculpa justifica deixar isso em aberto por tanto tempo”, afirmou.
“Prometemos voltar à América Latina e demoramos demais para cumprir. Tivemos nossos motivos, mas eles não importam mais. Agora estamos cumprindo essa promessa, por nós mesmos e também por vocês”, completou.
A turnê brasileira tem produção da ND Productions e Áldeia Produções.
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SERVIÇO:
La Dispute (EUA) + Zeta (Venezuela) em Curitiba
Data: 28 de maio de 2027 (sexta-feira)
Horário: 19h
Local: Belvedere (Rua Inácio Lustosa, 496, São Francisco, Curitiba, PR)
Ingressos aqui.
La Dispute (EUA) + Zeta (Venezuela) em São Paulo
Data: 29 de maio de 2027 (sábado)
Horário: 17h
Local: Carioca Club (Rua Cardeal Arcoverde, 2899, Pinheiros, São Paulo, SP)
Ingressos aqui.
La Dispute (EUA) + Zeta (Venezuela) no Rio de Janeiro
Data: 30 de maio de 2027 (domingo)
Horário: 16h
Local: Agyto (Av. Mem de Sá, 66 – Lapa, Rio de Janeiro, RJ)
Ingressos aqui.
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Rolling Stones já estão gravando coisas novas, diz um músico ligado à banda

RESUMO: O saxofonista Courtney Pine revelou ter gravado recentemente com Mick Jagger para os Rolling Stones. A sessão reacende a possibilidade de outro álbum, embora a banda ainda não tenha confirmado nada.
Texto: Ricardo Schott – Foto: Kevin Mazur / Divulgação
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Os Rolling Stones mal lançaram Foreign tongues, seu 25º álbum de estúdio (resenhado aqui), e já podem estar preparando mais novidades. O saxofonista britânico Courtney Pine contou que esteve em estúdio com Mick Jagger há poucas semanas, apenas três meses depois da chegada do disco. E deu a entender que a gravação foi feita para a banda, não para algum projeto solo do cantor.
“Acabei de fazer outra sessão com Jagger há algumas semanas para os Rolling Stones”, revelou Pine ao programa Private passions, da BBC Radio 3. O músico, que vem do jazz, também falou sobre as diferenças entre seu trabalho e o universo do vocalista. “Mick é um artista incrível. Todo aquele universo pop é completamente diferente de tudo o que conheço”, afirmou.
Os dois já haviam trabalhado juntos em Wandering spirit, disco solo de Jagger lançado em 1993. Pine participou de uma primeira versão do álbum que acabou descartada e, posteriormente, foi chamado a Los Angeles para novas gravações. Mais de três décadas depois, os caminhos dos dois voltaram a se cruzar.
Por enquanto, ninguém confirmou que a sessão recente faz parte de um novo álbum dos Stones. Mas Jagger já havia dado algumas pistas de que não pretendia ficar muito tempo longe das composições. Em junho, antes mesmo do lançamento de Foreign tongues, ele comentou à NME sobre a possibilidade de o disco fazer parte de uma sequência de três trabalhos.
“Sim, poderia ser uma trilogia. Já comecei a escrever músicas, de qualquer forma”, respondeu. Só que nem tudo o que ele compõe acaba necessariamente nas mãos dos Rolling Stones. “Quando você escreve uma música, às vezes decide: ‘Isso não é para mim, mas poderia ser para o Red Hot Chili Peppers’, ou algo assim”, explicou. “Tenho muita coisa, e nem tudo é adequado para os Rolling Stones. Isso não deveria me impedir de continuar escrevendo”.
Se essas gravações vão render outro disco, ainda é cedo para saber. Mas, pelo visto, Jagger já está pensando no que vem depois de Foreign tongues.
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Wry mistura shoegaze e pós-punk em “Décimo andar”, faixa sobre solidão e espera

RESUMO: O Wry antecipa seu nono álbum com Décimo andar, single de shoegaze e pós-punk sobre isolamento e ausência. A música chega com capa inspirada no Prédio Pirâmide, de Sorocaba.
Texto: Ricardo Schott – Foto: Eric Marques / Divulgação
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Em novembro, um ícone do rock alternativo nacional vai lançar disco novo: o Wry retorna com seu nono álbum de estúdio, cujo título ainda não foi revelado- só se sabe que é o segundo da banda a ser cantado em português. Para anunciar o disco, o grupo já lançou os singles Sob os olhos da multidão e No meio de um sonho, e agora é a vez de Décimo andar.
A faixa mistura shoegaze e pós-punk, com riffs gélidos e beat marcial – com sensação de isolamento acentuada pela parede de guitarras. Já a letra “surgiu de uma imagem: alguém sozinho à noite ouvindo a vida acontecer lá fora, enquanto espera por alguém que não está lá e talvez nunca esteve. O décimo andar é alto e longe do chão, um lugar de espera e observação. Conseguimos fazer uma música enigmática, densa e melancólica que parece uma cena de filme”, explica o vocalista e compositor Mario Bross.
A capa do single também tem a ver com essa ideia de distância e isolamento. Mario Bross usou uma foto do Edifício Antares, conhecido como “Prédio Pirâmide”, construído em 1986 no centro de Sorocaba (SP). O prédio, que virou um dos cartões-postais da cidade, tem uma ligação especial com o que a banda procura expressar na música. “A história desse prédio de certa forma serve como um parâmetro à nossa própria história, ao nosso lugar e à ideia de isolamento, observação e não pertencimento presentes na letra”, completa Bross.
Ainda sobre o próximo disco do Wry, a banda revela que ele vai ter dez faixas inéditas que abordam amor, dor e sobrevivência – ele da sequência ao elogiado Aurora, de 2022. Além da Mario, participaram da gravação do single Lu Marcello (guitarra), William Leonotti (baixo), Gabriel Penatti (harmonia vocal) e Italo Ribeiro (bateria), além de João Antunes, que cuidou de eletrônicos e fez a produção (com Bross), a gravação (com Luciano Marcello) e a mixagem e a masterização de Décimo andar.
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